Pular para o conteúdo principal

Sonhando num cavalo branco...


("Cavalo sonhador", Sascalia)

Estava aqui entre uma pilha disso e daquilo para fazer quando recebi uma rápida ligação de minha amiga Nikol, aquela alemã de quem já falei muito aqui antes.

Depois de 41 semanas e 4 dias (na Suécia e em quase toda a Europa não se força a cesareana se tiver tudo bem com o bebê e a mãe) a Nikol deu à luz a um menino chamado Luís.

("Mãe e filho", Sascalia)

Ter acompanhado sua gravidez desde o início e ouvi-la falar dos planos com o segundo menino... Assim como sua angústia das últimas semanas, depois que ela parou de trabalhar e estava apenas a esperar sua criança e ver sua carinha saudável... E agora, depois de ter ouvido sua voz cansada do parto ao mesmo tempo tremida de emoção, juntamente de um chorinho leve de bebezinho recém nascido me deu uma alegria tão tão imensa, uma emoção incontrolável que parei o que estava fazendo para escrever.

Pintei uma tela que não gostei com uma Marian vestida de branco para o post da semana da Glorinha... mas agora pensei que o nascimento do Luís é o post que eu queria para essa cor... A paz que a Nikol está sentindo, a luz que vem do nascimento dessa e de qualquer criança, o branco de tantas páginas da vida dele que está por ser escrita, tudo isso resume o que sinto da cor branca. Paz e vida.

A morte é mesmo um mistério e pode ser negra, mas a vida com certeza é um milagre... E é branca que só...

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Azulejos em carne viva? O que você vê na obra de Adriana Varejão?

( "Azulejaria verde em carne viva" , Adriana Varejão, 2000) Gente querida, Domingão a noite e tô no pique para começar a semana! Meu grande mural preto, pintado na parede do escritório e onde escrevo com giz as tarefas semanais, já está limpinho, com a maior parte "ticada" e apagada. Estou anotando aqui o que preciso e gostaria de fazer até o fim desta semana e, entre elas, está finalizar a nossa apreciação da obra de Adriana Varejão , iniciada há dias atrás. Como podem ver eu não consegui cumprir o prazo que me dei para divulgação do post final, mas abri mão de me culpar e vou aproveitar para pensar mais na obra com vocês. Aproveito para convidar quem mora em São Paulo a visitar a exposição da artista, em cartaz no   MAM , Museu de Arte Moderna, no Parque Ibirapuera, com entrada gratuita e aberta ao público até 16 de dezembro deste ano. ("Parede com incisões a La Fontana", Adriana Varejão, 2011) Para "apimentar" a dis...

Na Suécia também não tem... branco no Reveillon

Se você é brasileiro ou brasileira conhece, com certeza, a tradição da roupa branca na virada de todo ano novo no nosso país. Diz a lenda que o uso da roupa branca atrai boas energias. A claridade e a luz provindas do branco sempre remetem à paz, harmonia, pureza etc e, apesar de ser um costume tomado por brasileiros de todas as religiões, a raíz dele está na cultura e na religião dos negros africanos que também colonizaram o Brasil.  Eu, obviamente como boa brasileira, sempre soube que se não fosse de branco eu deveria ao menos escolher uma cor super alto astral ou de sorte, como o amarelo. Ou pôr umas calcinhas novas, também de cores "boas" para garantir um sucessinho. Eu normalmente passo reveillon em alguma praia então eu só tenho na memória gente vestida de branco, amarelo e, no máximo, um azulzinho. Ninguém quer atrair maus fluídos e entrar com o pé esquerdo no primeiro dia do Ano Novo. Ou quer? Bom, se você estiver cansado dessa tradição e opressão do branco sobre você...

Na Suécia também não tem... bebê com brinco na orelha

("Não tem brincos: é menino ou menina?", criança sueca posa para grife Polarn O. Pyret ) Nove em cada dez vezes que alguém no Brasil tenta ser simpático com uma grávida ou alguém com um bebê de colo a pergunta é sobre o gênero da criança. Menino ou menina? Já repararam? Embora essa pareça ser a única pergunta possível para tanta gente, a verdade é que ela diz muito sobre nosso modo de ser e pensar e a importância que damos ao sexo e a escolha sexual de uma pessoa. Tomemos outra situação: quando alguém olha para um bebê menino nas ruas no Brasil você acredita que haja alguma expectativa quanto a algum sinal, uma marca, deixando claro e evidente se tratar de um menino? E quando encontra uma menina? Bom, fato é que nossa menina Marina agora tem 8 meses e eu simplesmente não tenho condições de contar as dezenas de vezes em que fui parada nas ruas em São Paulo por alguém perguntando se tratar de uma menina ou de um menino.  Até aí nenhum problema! Bebês no começo não ...