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Mostrando postagens de 2009

Enquanto isso em Malmoeee....

(Sacada de casa depois da primeira nevasca desse inverno, Malmoe, dezembro de 2009) Chegamos bem em Sampa e logo no caminho do aeroporto, atraves da feia e pobre marginal Tiete, pensei por que era mesmo que eu ainda pensava que valia a pena voltar a morar por aqui e porque tanta gente pode dizer amar este louco lugar. E ai o dia seguiu assim: almocamos com a familia, passeamos a pe pelo bairro gostoso onde moravamos, cabeleireiro, conversa com amiga, pastel e caldo de cana. Poucas horas depois eu mesma me lembrava qual era a resposta para a minha pergunta da manha... Estou emprestando o micro na casa da cunhada agora bem rapidinho para mandar um abraco apertado para voces e para postar essa foto do quintal de minha casa, em Malmo, que minha amiga Xu tirou para mim ontem... Estamos curtindo demais o calorzao daqui. Estou delirando com o sol azul e poder estar de vestido e descalca o tempo todo, mas eu a-do-ra-ria poder estar pisando nesta neve que esta na minha sacada... Quem e que

Tudo, tudo de bom para você que esteve aqui este ano!!!

Ao som da voz de uma norueguesa, cuja música deliciosa conheci através do blog da Camilinha estou aqui tentando terminar de enfiar as últimas peças nas malas. Único detalhe é que enquanto ponho uma, Ângelo tira outra, mas assim vamos... Ainda me falta muita coisa, sem contar na zona que se transformou a casa nesses dias. Sem pensar muito nesse lado prático chato eu estou mesmo é super ansiosa para chegar. Quero ver a família logo ali no aeroporto e abraçar todo mundo, embora eu ache que minha mãezinha não conseguirá aparecer por lá e o abraço tem que ser adiado mais uns dias. Ontem começou a nevar forte e agora a neve e é levada pelo forte vento lá fora. Incrível como sempre é maravilhoso ver a neve caindo... Ano passado nevou muito no dia que fomos e hoje dizem que começará uma grande nevasca por aqui. Em momentos assim a vida toda parece perfeita! E provavelmente ela seja mesmo! A gente pensa em quem ama, pensa em encontrá-los e fica feliz por saber que ainda estão todos lá e b

Glögg, pepparkakor e Santa Luzia: os vários Natais suecos do mesmo dezembro

(Kenth, o Papai Noel metade sueco, metade brasileiro, assustador de criancinhas, nossa festa de Natal em casa, Malmö, dezembro de 2009) Sexta-feira passada, enquanto o Renato celebrava com o pessoal do trabalho o fim do ano, eu recebi em casa dois casais de amigos. Um francês , Jocelyn, namorado da sueca Maria e os dois já conhecidos Gus e Xu . Além de nós, o cheio de cachos, Ângelo. Me dei conta então que aquele era mais um dos muitos encontros que já tivemos esse mês de dezembro por conta do Natal. Não se trata apenas do nosso famoso amigo secreto. Aliás não é nem comum a brincadeira nessas reuniões. Comum mesmo é tomar uma bebida típica deliciosa e quentinha, o glögg , que vende mais que água e que parece dar um certo trabalho para se preparar. Disse minha amiga Paulina, uma sueca que nos preparou outras dessas reuniões pré natalinas no domingo, acompanhada de um glögg que ela havia preparado ano passado com sua irmã. A receita que leva de batata e pimenta à canela, passas e vod

"Sigam-me os bons!"

Faltam exatos 7 minutos para meia noite e apenas mais um dia para que eu embarque junto com os meus dois para o Brasil. Então eu deveria ter ido dormir, mas como, depois de vir morar aqui, eu já acho que Natal sem neve não tem graça nenhuma, assim como blog sem comentário e sem resposta aos leitores também não, então aqui vai alguns recados rápidos, já que eu preciso mesmo ir tentar dormir para o dia longo que virá: 1. Respondi os comentários supimpas que vocês fizeram nos últimos posts... Eu ainda não consegui responder os comentários recentes do post " Nove porteiras " que está no concurso, embora eu tenha ficado super mega feliz com o que vcs escreveram. Ainda falta responder uns posts que eu gostei muito de fazer e que estão aí abaixo, e cujos comentários foram muuuito lindos e bons. Não consegui, mas ainda tentarei. 2. Passaremos quase um mês e meio na terrinha e vê se vocês pedem para pararem a chuva aí. Tomei chuva aqui os dois meses que passaram inteiros e não a

Update: sobre os outros blogs e o 2010 da Borboleta

(Eu, na casa da amiga Flávia, num dos trabalhos que "estava fazendo", no gerúndio infinito deste ano, mas que não terminei por conta da falta de tempo... muitos projetos para 2010...) Pessoal, Divulguei há pouco tempo o endereço de dois outros blogs meus, mas senti a necessidade de mudar endereço, cara e tudo o mais, depois do workshop que dei e depois de mais uma pessoa me pedir umas pinturas para comprar. A idéia desse fim de ano, depois de encerrar o curso do SFI (suecos para estrangeiros) que eu estava fazendo e me virar com a língua é de me dedicar ano que vem a aperfeiçoar meu inglês, que eu vi que dá para o gasto, mas que precisa de uns toques para dar os workshop que pretendo. Ensinar é fichinha para mim, mas em português. Em inglês eu ainda patino e, embora eu saiba que domino o assunto, as palavras que digo precisam confirmar isso. Aprender sueco foi fantástico! Sinto que o aprendizado da língua local me faz entender melhor o que vivo, as pessoas que conheço e

A Maternidade no terceiro concurso de blogueiras da Lola: leia e vote!

Do concurso: Lembram daquele terceiro concurso de blogueiras da Lola do qual falei há um tempo atrás e incentivei vocês a participarem? Acaba de sair uma lista fresquinha com 25 posts de diferentes blogs que minha amiga* Lolíssima selecionou entre outros mais. Todos eles tem a Maternidade como tema e os assuntos variam muito. Nem todos foram escritos por mulheres mães e os textos são suaves e bem humorados, julgo eu a ler apenas os títulos. A idéia da autora do blog é incentivar que mais pessoas conheçam o conteúdo de blogs legais escritos por mulheres e provar que, apesar da fama que só os blogs masculinos têm, os femininos não deixam a desejar. Ao meu ver o concurso também tem o super mérito de dar uma injeção de ânimo na gente, já que ao divulgar o post mais pessoas acabam lendo nosso texto e acabam trocando idéia sobre o que escrevemos. O concurso também ajuda a divulgar os blogs incritos e cria um intercâmbio de idéias muito frutífero. Fato é que com os últimos concursos (o

Na Suécia também não tem... branco no Reveillon

Se você é brasileiro ou brasileira conhece, com certeza, a tradição da roupa branca na virada de todo ano novo no nosso país. Diz a lenda que o uso da roupa branca atrai boas energias. A claridade e a luz provindas do branco sempre remetem à paz, harmonia, pureza etc e, apesar de ser um costume tomado por brasileiros de todas as religiões, a raíz dele está na cultura e na religião dos negros africanos que também colonizaram o Brasil.  Eu, obviamente como boa brasileira, sempre soube que se não fosse de branco eu deveria ao menos escolher uma cor super alto astral ou de sorte, como o amarelo. Ou pôr umas calcinhas novas, também de cores "boas" para garantir um sucessinho. Eu normalmente passo reveillon em alguma praia então eu só tenho na memória gente vestida de branco, amarelo e, no máximo, um azulzinho. Ninguém quer atrair maus fluídos e entrar com o pé esquerdo no primeiro dia do Ano Novo. Ou quer? Bom, se você estiver cansado dessa tradição e opressão do branco sobre v

Uma foto, mil lembranças: Natal no Haiti e em Penedo, mais dois relatos cheios de emoção

(Camila Castro em seu inesquecível Natal no Haiti, Caribe, 2005) Bom dia! Aqui o dia é sem exceção cinza e não tem nada de bonito nele. O que haverá de colorido amanhã será nossa festa de Natal, aqui em casa, com parte dos queridos amigos que fizemos aqui. Celebraremos com comida, bebida, cantoria, conversa em vários idiomas. O Natal antecipado tem cara de amizade e companheirismo para mim nesse dia. E é exatamente sobre o Natal e o que o envolve que duas outras queridas blogueiras escreveram sobre "Uma foto, mil lembranças". (Milla Viegas no Natal fora de hora mais marcante de sua vida, Penedo, Rio de Janeiro, 2007) A Milla Viegas , no post " Nossa viagem a Penedo ", fala de um Natal fora de hora que realizou o sonho de seu pequeno filho e fez ela e marido guardarem a experiência para sempre. Em Penedo, no Rio, Milla conta das lembranças que sua foto lhe traz e deixa a gente cheio de querer estar em família. Já a Camilinha , minha amiga que mora nas Noruega

Uma foto, mil lembranças: A jovem Beth Q.

(Beth Lilás, em foto tirada no Rio, as 32 anos de idade) O texto que segue é da querida amiga Beth Lilás, a qual muitos de vocês conhecem não só pelos carinhosos comentários aqui, mas pelo blog dela, Suprema Mãe Gaia . Ela, como a Fer , também comprou minha idéia do " Uma foto, mil lembranças " e escreveu esse texto sincero e emocionante e me mandou hoje de presente. Apreciem e dêem pitaco... "Estão vendo esta moça de lábios carnudos aí em cima, sou eu, aos 32 anos, num dos intervalos de amamentação, logo após o nascimento de meu filho Daniel Ely em janeiro de 1985. Pois é, tive filho aos 32 anos de idade, dois anos após ter me casado, pois queria curtir um intervalo de tempo com meu marido, interagir, conhecer melhor, saber como é que é quando a gente junta as escovas de dentes para sempre até que a morte nos separe. Naqueles tempos, eu ainda trabalhava fora e fui assim até meu bebê completar 8 meses e meio na barriga, só parando quando ele nasceu para entregar-me

"Porque és o avesso do avesso do avesso do avesso..."

(Quando eu assobio eu também chupo cana. Festinha da Gigi e encontro com amigos no fim de semana retrasado, só para não perder o costume... Malmö, novembro de 2009) No meio da minha pouco pacata vidinha na Suécia eu ando ultimamente apenas com uma música na cabeca: "Alguma coisa acontece no meu coração... Que só quando cruzo a Ipiranga com a Avenida São João..." Eu fico cantarolando Caetano o tempo todo porque falta bem pouco para eu ticar quase tudo que me restava fazer e começar a fazer as malas. Daqui duas semanas estarei pousando na cidade mais controversa por onde morei até hoje. E isso tem me deixado super ansiosa. Desejo de ver todo mundo de novo... apertar forte cada um dos meus e rir com quem gosto depois... Sentir o calor na pele e pregar o olho no céu azul celeste. Ticados: Já passei na prova nacional do inglês. Dei o workshop que foi bem, obrigada! Antes de ontem fiz a prova nacional do sueco e vou saber o resultado amanhã. Devo ter passado, então não tô ne

Na Suécia também não tem... abraços e beijinhos para qualquer um

Muito curioso que semana passada fiquei pensando em escrever um post curto sobre uma cena rápida que presenciei no workshop que dei lá na Sony Ericsson para as dezessete pessoas suecas que lá estavam. Um dos rapazes havia saído no meio do trabalho e voltou tempos depois porque havia ido ao dentista. Essa saída e como isso ocorreria no Brasil é tema para outro post, mas o moço simpático e sorridente chegou depois e comentou com seus amigos que estava meio que chocado. O que vocês achariam de receber um abraço, perguntou ele, nada mais nada menos do que da senhora sua dentista? - O quê? Perguntaram vários e riram ao mesmo tempo. - Hãnnn??? perguntei eu para mim mesma sozinha, porque inicialmente não entendi bulhufas da piadinha. Meu! qual o problema!? Daí me lembrei rapidinho que uma outra amiga sueca tinha me dito que achara muito estranho quando nosso médico (eu e ela vamos ao mesmo - fantástico!- maroprata, tipo de quiroprata) Björn havia lhe dado um baita abraço no fim e que i

"Always on my mind": sobre meu workshop e o que a arte pode fazer em nós

(Alguns objetos pessoais para criar uma atmosfera agradável e a programação da tarde escrito do jeito antigo, Workshop de pintura da Somnia, Lund, novembro de 2009) Era cinco e trinta e quatro da tarde e a cidade já caía numa escuridão imensa. Da estrada eu via muitos pontos acesos nas casas e nas empresas ao redor e o farol do meu carro iluminava a estrada negra. Ao som dos Pet Shop Boys cantando " Always on my mind " na rádio local, o dia todo e alguns momentos especiais iam passando pela minha cabeça tão rápido quanto a paisagem ao meu lado. Em casa me aguardavam Ângelo e Renato e eu dirigia em direção a eles e atrás de mim ficara o grupo de 17 pessoas, todos suecos e suecas, que estavam no meu primeiro workshop de pintura na Suécia. (Puxa sofá de outra sala, espalha livros, empresta tapetes e muda a cara séria da sala de reuniões, Workshop de pintura da Somnia, Lund, novembro de 2009) Enquanto meu carro avançava sobre a paisagem negra da Escandinávia pensei em minh

Uma foto, mil lembranças: Uruguai na memória

( Fernanda em sua viagem inesquecível ao Urugua i) A Fer, socióloga, pesquisadora e feminista engajada, do Athena do meu destino, escreveu um gostoso post com inspiração na idéia do " Uma foto, mil lembranças " que criei esses dias. Em suas lembranças de pesquisadora ela tomou o Paraguai e como se sente todas as vezes que se lembra da viagem que fez ao país vizinho do Brasil e do qual sabemos muito pouco... Vale a pena ler mais lá com ela, clicando aqui ! Obrigada Fernanda por tomar a idéia e fazê-la mais bonita! E se você criou o seu texto ou criar me mande o link para eu divulgar aqui, combinado?

Você vai se vacinar? sobre a atual pergunta mais dita e mais ouvida na Suécia

Desde que o tempo mais frio chegou, em agosto, os casos de pessoas com "svininfluensa", a gripe suína, tem aumentado na Suécia bem como nos países vizinhos. As autoridades médicas imaginam que os meses críticos , entretanto, ainda estão por vir. São os meses mais frios nos quais as pessoas ficam mais tempo dentro dos lugares sem ventilação e quando os vírus se espalham mais facilmente. Foram 15 casos confirmados de mortes no país até agora e o governo sueco tem vacina para toda a população. A idéia era ter uma vacinação em massa diminuindo as chances de propagação do vírus, mas alguma coisa mais ou menos inesperada acontece. Metade da população residente na Suécia, incluindo os estrangeiros, está dividida quanto a se vacinar ou não. Os suecos tem uma cultura de não tomar remédios. Em gripes normais, com diarréia, vômitos etc é normal que os médicos recomendem apenas repouso e água. É bem possível que você se sinta totalmente frustrado tentando convencer seu médico de dar

Em noite escura e de lua cheia...

(Conde Rrrenat Carrneirr, Le Vampirry Brasilery na Festa do Haloween na casa da pobre donzela Mônica, Lomma, outubro de 2009) Há muitos e muitos séculos atrás, quando a noite caía, o escuro tomava conta das cidades e a população malmoense se aconchegava no quentinho do seu lar, reza a lenda que, Rrrenat Carrneirr, Le Vampiry Brasilery que havia emigrado para as Escandinávias, deixava seu esconderijo e aterrorizava as mocinhas, as senhorinhas e todos os que pela frente dele passasse... Em noites frias, com ventania, céu escuro e lua cheia, Rrrenat Carrneirr juntava sua tropa sedenta e invadiam casas e mais casas, trazendo apenas a desorrdi para os lares da pacata e fria Escurécia... Juntamente de sua esposa, a ex do finado Adams Gomes, Sonícia Adams, Conde Rrenato tem elaborado mais e mais invasões às pobres famílias inocentes... Dançando, pulando e comendo as malfadadas lagostinhas vermelhas eles passavam a noite celebrando a chegada do mestre Le Vampirrr.