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Mostrando postagens com o rótulo Feminismo

Neuras, neuroses, neuróticas: Dani nariz de batatinha

(Olhando para essa pele, esses olhos, esse sorriso e essa barriga confessem que vocês só reparar é que ela tem nariz de batatinha dela vai!) Em dezembro de 2010 publiquei um post " Neuras, neuroses, neuróticas " convidando vocês a escreverem sobre as baboseiras ditas pelo mundo, pelas pessoas distantes e as mais próximas, as quais lhes põe uma correntinha fazendo de vocês (e eu também) gato e sapato delas. Todas aquelas exigências básicas do dia a dia como ser bonita, hetero, competente, bem sucedida profissional e financeiramente, independente emocionalmente, simpática, boazinha, atraente, carinhosa, responsável, tudo isso obviamente combinado com ser magra , são apenas alguns itens da lista incontável de desejos e obrigações impostas a nós todos os dias de nossa curta existência. Tais qualidades, embora impossíveis de serem todas encontradas ao mesmo tempo numa única pessoa, são vendidas por diversas fontes (incluindo hoje em dia o amante de todos, facebook) como algo fac...

Neuras, neuroses, neuróticas!

Adoraria fazer agora uma longa reflexão sobre o comentário que várias de vocês fizeram ao post " O robô do espaço ..." no qual elogiam meu joelho e minhas pernas, mas acabei de ter uma idéia brilhante! Ao menos será se vocês me apoiarem! Pernas? Belos joelhos? E se eu dissesse, sem medo de parecer infeliz, que tentei editar aquela foto cortando os tais joelhos e pernas elogiadas? Sim! Quando vi as pernocas na foto pensei: "Meu que pernão horrível aparecendo na foto! Parece joelho de Nona!" Não tenho nada contra as Nonas. Apenas me incomodou o fato de eu achar que minha perna já estava parecendo a de uma! Que fazer? O jeito era cortar! Fazer uma edição. Tentei até, mas aí aproximava demais a cara e as rugas. Estas que me deixam realmente neurótica! Desisti desolada! Ou usava a foto daquele jeito, com joelhom e tudo ou desencanava do post, porque eu só queria se tivesse uma foto minha com Angelinho e Marinacota juntos para ilustrar. Porobrema era que eu nem tenho tira...

Somnia no concurso da Lola: ceis já votaram?

Gente querida amiga, Tô me debulhando aqui miudinho de tanto chorar... Não é choro ruim. É choro bom. Renato organizou um álbum com quase 400 fotos do "Melhor da Suécia" e fui olhar para acrescentar outras e escrever um texto para servir de legenda. Daí que... buááá logo nas três primeiras fotos. Af Maria! Quanta coisa vivida, quantos lugares incríveis, quanta gente maravilhosa conhecida! Em três anos e meio nossa vida mudou tanto, nossa visão de mundo, nosso jeito de nos ver e o que esperar da vida. Foi uma oportunidade única, daquelas que agradecemos por ter tido a chance e a coragem de encarar... Um dos ganhos dessa vida na Suécia foi este blog. Este espaço onde encontro gente, onde conheço, divido, ouço, me divirto e cresço. ("Não tô aqui de brincadeira...", eu, no final anos 70 ou início 80, não sei direito, com a mesma cara que deixaria os futuros colegas de classe com medo) Parte disso está num post que está sendo divulgado em outro concurso de blogueiras pro...

"Mirem-se no exemplo..."

("Mulheres de Atenas", tela que pintei há mais de seis anos, nunca mostrei a ninguém e vive no depósito de casa. A idéia esquisita que a inspirou foi a de que cada mulher tem em si multi personalidades e nenhuma de nós é igual a outra. Nossa beleza é de sermos únicas, ainda que estranhas, Somnia Carvalho, 2003) Era o ano de 1983 e eu tinha 12 anos de idade. Cravada no interior de São Paulo, no meio de uma vilinha da COHAB, eu vivia junto de minha família como se o Universo todo fosse o caminho que ligava minha casa à escola. Pega-pega na rua, bonecas, esconde-esconde e outras brincadeiras se somavam à rotina da sexta-série. Sessão da tarde na tevê com meus irmãos, o pôster de Michael Jackson na parede e o "Like a Virgin" da Madonna (quem na época eu nunca sonhava encontrar ) no rádio velho do meu pai . Eu não pensava em muito mais, ou ao menos não me lembro de pensar. Minha vida era simples e eu era só mais uma garota boba do interior. Ou ao menos assim o mundo que...

Por que beleza é fundamental?

("Mulher nu com colar", Pablo Picasso, 1968) Desde que o regresso ao Brasil foi confirmado eu tenho ouvido das mais diferentes pessoas, sendo a maioria suecas ou brasileiras, a mesma pergunta: do que eu sentirei falta ao deixar a Suécia? Em todos os casos não hesitei em dizer que há, com certeza, muitos itens na minha lista, e passei a citar alguns deles, mas a insistência da pergunta ou de uma resposta mais objetiva, como a que um amigo francês e uma sueca me fizeram: "Não, Sônia, do que você vai MAIS sentir falta?" me fez eleger sem sombra de dúvida o que para mim é o mais forte, a liberdade. Foi, porém, só o repetir do meu argumento me levou a perceber que minha resposta é ainda muito complexa. Na minha experiência de vida aqui e dado o tipo de pessoa, de formação e do que espero de uma sociedade e das pessoas eu sinto que sentirei falta de liberdade em inúmeros sentidos e vou começar a lista de posts citando um dos quais já há tempos não me sai da cabeça: a libe...

Entrar com o pai ou o futuro marido na Igreja? O que uma noiva deve desejar?

(Princesa coroada da Suécia, Victoria, fonte: The Local ) Em 1980, uma lei na Constituição da Suécia, colocou na sucessão do trono do Rei Carlos Gustavo XVI e da Rainha Silvia, não o filho, como até então deveria ocorrer, mas sua filha mais velha, Victoria Ingrid Alice Désirée . Esse marco histórico nas leis do pais significava mais um passo em direção à igualdade de direitos entre homens e mulheres pelas quais o pais é conhecido por lutar, já que os primogênitos passaram a ter os mesmos direitos, independente de seu sexo. A Princesa Victoria é filha do Rei Carlos Gustavo, cuja geração de Gustavos têm reinado na Suécia há séculos, com Silvia, uma nobre cujo pai era alemão e a mãe brasileira, embora o papel dos monarcas no país seja limitado nos assuntos políticos, já que são os Ministros os responsáveis por cuidar do assunto. Foi, inclusive essa descendência brasileira que já levou a própria Victoria aos morros do Rio (sua avó era de Toledo) e escolas pobres no Brasil e a ser notícia ...

E essa flor você aceitaria?

Ontem, quando cheguei para pegar o Ângelo na escolinha, depois do almoço, vi esse cartãozinho no armarinho dele. Com uma florzinha montada e colada com lantejoula, cheia dos dedinhos dele na cola havia os dizeres na letra da "professora": " "Grattis på Internationella Kvinors dagen, önskar Angelo" . (Parabéns pelo Dia Internacional da Mulher", é o que deseja o Ângelo...) Quando peguei na mão, ele logo veio disse orgulhoso: - Mamãe EU que fez pá você essa flôrrr... E eu? Me derreti toda, dizendo "Obrigada! obrigada! obrigada!", como se tivesse ganhado uma Estátua do Oscar de melhor mulher e mãe do mundo! E pensei que há rosas e flores dadas nesse dia de ontem que eu quero ganhar com certeza... E você? Aceitaria uma assim? Se sim, então receba essa aqui que copiei de presente... E deixemos os discursos de melhor do ano para outra hora... ... update: o próximo post "Good morning starshine" será publicado só amanhã, por conta de muita cois...

Com quantos botões se faz uma homem e uma mulher?

( "Life Explained: as diferenças entre homem e mulher", por Cliff Pickover ) É claro que eu não lembro direito o tema, mas estava eu e Renato, meu engenheiro e virginiano marido para quem nunca ouvir falar, falando de alguma coisa. Quer dizer, eu falava de alguma coisa. Ele ouvia. E aí falei de mais algumas muitas e ele ainda quieto. Até que me irritei e questionei se ele não podia ser mais claro ao expressar o que sentia e pensava sobre o assunto, porque pra mim, óbvio! não era tão simples assim aquelas questões patati patatá...  Daí, mais tarde, ele me veio com essa imagem, rindo feito bobo e disse: - Esse aí sou eu! Não aguentei e ri também. Dele. Eita piadinha machista idiota! Ri porque sabia que ele sabia que a piada era total machista e que aquela não era explicação nenhuma daquilo que eu havia pedido antes. E também porque ele sabia que me irritaria. Bom, o caso é que apesar da piada ser repetida, achei a imagem criativa. Não sei até que ponto o autor acredita na defi...