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Mostrando postagens de Junho, 2009

Paisagens inesquecíveis da Skåne

(Ângelo e Renato no topo onde se encontra o monumento Ales Stenar , fixado por volta de 2.000 anos, Kåseberga, 2009 ) Skåne é a região da Suécia onde vivemos. Ela engloba inúmeras cidadezinhas e algumas maiores, como Malmö. Aqui vai algumas das paisagens que sabemos serão inesquecíveis e que temos fotografado nas viagens desses fins de semana do verão... E ótimo domingo pra quem está por aí! (O monumento   Ales Stenar , visto ao longe, Kåseberga, 2009 ) (A caminho de Kåseberga, 2009 ) (Moinhos à beira da estrada, caminho de Kåseberga, 2009 )  (Papoulas vermelhas que crescem em meio ao mato, caminho de Kåseberga, 2009 ) (No monumento   Ales Stenar ,  Kåseberga, 2009 ) (Uma das vistas do alto do monumento  Ales Stenar , Kåseberga, 2009 ) (Atrás dos campos de trigo o Castelo Glimmigehus, construído em 1499, Simrishamns, 2009 )

Análises neuróticas 2? : Natal Escandinavo no Brasil

("Mulher negra sentada com criança branca", Foto do Acervo de The Randolph Linsly Simpson Collection , Yale University)  Foi em dezembro do ano passado, de férias no Brasil, que acabei indo parar em quase todos os shopping center de São Paulo.  Estou longe de ser alguém amante de compras e de lugares fechados assim, sobretudo no verão e nas férias, mas infelizmente, durante os dias da semana, as opções de lazer ficavam restritas a isso. Tentei de tudo: piscinas, parques públicos, SESC (sem nenhuma exposição, porque era época de férias), nada. Num desses passeios fui parar no Shopping Iguatemi, famoso pelas suas exposições de Natal, com bonecos que se movimentam, música e todo um clima de Natal. Pensei que poderia ser divertido tem um monte de bonecos para Ângelo ver fui me achegando à praça onde estavam os bonecos todos e muita gente ali fotografando, admirando o cenário.  A montagem remetia ao Natal num lugar frio. Os bonecos e suas roupas me faziam concluir que se tra

Diálogos inesquecíveis com Ângelo, introdução

(Ângelo comendo todo o chantilly do bolo na festa do amigo Iven, Malmö, junho de 2009) Em tantos momentos desses dois anos de vida do Ângelo eu me peguei pensando em tudo que ainda vou sentir saudade um dia. Eu sei disso. Tenho absoluta certeza do quanto desejarei ter suas mãozinhas nas minhas, sentir seu cheirinho quando me abraça e ouvir de novo sua voz pequena e carinhosa. De sua risada, então, eu vou morrer de saudade! De tantas coisas que vivemos até agora, uma das que me deixa mais bá! babando mesmo, rindo sozinha e pensando: "como ele pode?, só tem dois anos!" é o jeito que ele vem aprendendo a falar.  Como começou a falar bem cedo (desde os dez meses falava mámma, não), ele aprendeu rapidinho a juntar muitas palavras no português e também do sueco. De vez em quando faz um mix total dos dois e a gente morre de rir, apesar de eu tentar forçá-lo a se comunicar só em português comigo. (As mil caras do Dr. Ângelo, festa do Iven, Malmö, junho de 2009) Essa saudade d

"Todas as músicas do mundo"

(Meu all-star relaxando total no findi, junto ao monumento Ales Sterna, Kåseberga, junho 2009) Hoje de manhã, quando acordei e fui fazer meu ritual de ligar o micro e pôr uma música pro café, vi uma mensagem naquele meu super programa, o Spotify. Como tenho leseira pra tudo de computador, fiquei assustada com medo de poder ter perdido o acesso ao Spotify. Era besteira. Tenho ainda acesso ao mundo todo, ou quase todo, da música. O que pode parecer exagero na verdade não é. Minha vida mudou com o acesso a esse programa. Sempre ouvi música. Sempre combinei os momentos do dia, do fim de semana com as músicas que sentia eram mais apropriadas, mas depois desse Spotify tudo parece ainda mais ao meu alcance. Pra terem uma idéia, assim que acabei de assistir "Benjamin Buton", cliquei e pude ouvir toda a trilha sonora. Fan-tás-ti-co!  Acho que poder ouvir música boa, selecionar aquelas que a gente sempre amou, na mesma horinha assim, faz a gente se sentir meio leve, meio de férias,

O que é uma festa senão sua trilha sonora?

"Vem dançar Mambolê, tananan!", Daníssima e Liana ao som do  Trio Los Angele s Nossa festa de Midsomer foi sensacional. Fomos abençoados com um dia lindo, como eu já disse antes, e também com amigos valiosos.  Como essa festa é celebrada quase sempre entre a família mais próxima, juntamos os "sem família" e fizemos a nossa festa super mega tradicional sueca.  Início com comilança, canções e bebidinhas suecas na mesa. Comportadíssimos.  A parte tradicional, bem como a decoração, estavam de fazer inveja! Bu-ni-tu! Mas como bons brasileiros que muitos que estavam lá eram foi impossível ficar só no engraçado "uácuácuá" da canção Små Grodorna. Eu queria falar mais, mas talvez as fotos, sobretudo a trilha sonora digam muito mais.  Acho que a música que fomos selecionando na hora diz quase tudo sobre a festa, entrega a idade do pessoal e do Dj e diz muito sobre o que vivemos e quem fomos no Brasil. Ela também uniu os brasileiros da festa aos alemães e sue

Midsommer com muitos morangos, amigos e Malena Ernman

(A vendedora de morangos suecos, Somnia no Midsommer, Malmö, 2009) Estamos saindo para um passeio pelo sul da Suécia. Vamos levar a amiga Daníssima para conhecer as bandas de lá. Passei para dizer que o nosso Midsommer foi delicioso com tudo de bom que tínhamos direito: sol, céu azul, uma chuva rápida, amigos cantarolantes, comida e bebida boa, música animada e muita dança. Nisso tudo até mesmo algo inesperado aconteceu: elinha mesma, a minha querida amiga, a admirável representante da Suécia no Eurvovision, Malena Ernman , veio celebrar com a gente. Abaixo vocês podem conferir a festa e a cantoria com Malena. O meu Renato fez um mix da Malena no Eurovision com Malena na nossa festa para que você que não a conhece possa saber como foi a participação dela lá e aqui. (Vídeo: Malena Ernman no Midsommer da Somnia, em Malmö) Volto para contar mais e postar fotos dessa típica festa sueca, porque Midsommer é pura cultura! Beijos e um domingo com cheiro e gosto do doce e suculento m

Nossos blogs, seus títulos e o ibope

(Everes comyntas, Zoológico Nacional de Washington ) Eu sempre penso e repenso no nome do meu blog toda santa vez que alguém me pede para anotá-lo ou me pede o endereço. Já pensei e repensei se deveria trocá-lo e por um tempo pensei mesmo em criar outro blog só para criar algo mais significativo, mais curto, daqueles que se fala tudo em uma ou duas palavras. Minhas idéias não estavam baseadas em opiniões alheias não, baseavam-se na minha mesma. Eu sou e sempre fui o tipo que se importa muito com a apresentação. E a embalagem dos produtos - por mais idiota que eu saiba que isso seja - tem um impacto fortíssimo sobre minhas escolhas.  Eu tento ler as informações todas e comparar preços, mas o desejo de comprar, por exemplo, um vidro de shampoo bonito, mais colorido e cheio de frescurinha é muito maior do que comprar um vidrão sem graça, só com o nome escrito nele.  Penso nas embalagens aqui na Suécia toda vez que olho para elas. Embalagens de supermercados aqui são muito práticas e

Quais os melhores posts do concurso de blogs da Lola?

(Banner do blog de Lola Aronovich) Em um dos blogs mais interessantes, inteligentes e divertidos que conheci este ano escreve a Lola. No "Escreva Lola Escreva", a autora, que escreve num ritmo frenético de um (ou mais) post por dia, faz mais do que escrever. A Lola questiona, faz pensar e reflete sobre quaisquer temas que a interesse, desde cinema - seu tema preferido - até defesa do feminismo e qualquer bandeira que seja contra prejuízos.  A Lola é desbocada, fala o que pensa e fala de um jeito engraçado e o mais incrível (coisa que eu adoraria ter a fórmula!) consegue ter quase 1000 visitas por dia. Seus leitores são fiéis e Lola consegue uma participação fantástica deles. Como se não bastasse, a jornalista, doutoranda, esposa, graduanda de novo por obrigação, que é blogueira nas horas não muito vagas, ainda tem energia para responder com atenção as dezenas de comentários diárias que ela recebe por cada post.  Bom, como gente maloca assim não consegue ficar paradinho ne

"Entre as coisas mais lindas"

(Campo de Papoulas, Foto: Isolano, Poesia e Fotografia ) O tempo por aqui anda assim: dia com sol lindo, céu azul, misturado com pouco ou muito vento, ou, de vez em quando, um calorzinho. Ainda não chegou o verão mesmo e, segundo leitura do Renato num dos jornais daqui, foi o início de verão mais frio dos últimos cinquenta anos.  O nosso feriado de Midsommer , na sexta-feira, vai ser cheio de amigos em casa, com festa tradicional sueca organizada por amigas brasileiras e suequinhas, com direito à visita da querida companheira de universidade e minha "cumadi",  Daníssima , que vive lá nas Suíças.  Eu tenho lido todos os comentários de vocês e eles sempre me fazem muito bem, mas andei canalizando energia numas pinturas e artes por aqui. E como o blog é criação, se canalizo em uma, acabo não canalizando em outra. Às vezes consigo criar lá e aqui, mas com tentativa de pegar o dia bom, não rola.  A verdade é que penso em posts e em conversas com vocês todos os dias. Penso nos

São os ventos de junho...

("Ventania", Anita Malfatti, 1915-16) A manhã de hoje aqui em Malmö está assim:  - 11 graus no termômetro - céu e mar cinza - chuva fina com - vento de 64 km por hora. Enquanto ainda é noite em São Paulo e faz: - 15 graus  - chuva fina, mas - vento 4 km por hora. A ironia é que estamos no verão, às vésperas do feriado do Midsommer, o dia mais longo do ano, e outra ironia é que depois disso os dias já começarão a se encurtar novamente. Vocês ainda acham que existe inverno no Brasil? :)   Há uma semana estávamos todos curtindo o dia assim, na praia, embora eles tenham sido bem poucos se comparado com os do ano passado... (Foto de Christer Berg, fonte: The Local ) Desde então, tem sido uma alternância entre dias com céu azul e sol com outros de chuva e ventania... (Foto de Bertil Ericson, Fonte: The Local ) Eu espero que não sejam os ventos de junho querendo fechar o verão que nem começou... E eu acho melhor que vocês possam curtir um inverninho aí e a gente um

"Todos juntos somos fortes"

Nossos amigos se foram. Voltaram ao ninho pequeno e quentinho em Londres, onde cuidam um do outro. O reencontro e o tempo juntos foi novamente inspirador e cheio de aprendizado, mas o tempo e a vida não pára. Enquanto estávamos aqui felizes, alguns amigos no Brasil estavam chorando a perda da amiga Sandra.  A Sandra  (de sobrenome Conti) era editora de imagem do “Super Nanny” e do “10 Anos mais Jovem”, ambos programas do SBT, onde trabalha mais um tanto de gente amiga que eu gosto muito. Recebi a notícia na terça a noite, por um email de minha cunhada Dri , uma de suas melhores amigas, e fiquei como a gente fica assim passado, sem chão, quase sem piscar o olho, desacelerando o coração.  Em alguns anos que conheci essa grande amiga dos meus amigos eu só lembro da Sandra sorrindo. Lembro-me de seu abraço apertado nas poucas vezes em que me encontrei com ela nos últimos três anos. Lembro-me de sua animação por me ver, por ver o Ângelo que ela adorava e era fã por osmose. Lembro-me

"Amigo é coisa pra se guardar"

(Théo e Ângelo na Praça Gustav Adolf, hoje, animados que só, Malmö, junho de 2009) Amigo é bom demais e quando os filhos da gente se dão bem com os deles então é melhor ainda. (Théo e toda a passarada da primabera. A foto é minha e adorei!  Malmö, junho de 2009) Estamos com a visita dos amigos Lujan, Ted e Théo , que vieram de Londres, e tentando aproveitar cada solzinho para passear. Eu conheci a Lujan no primeiro cursinho onde dei aula, lá em Campinas, há 11 anos, O antigo Cursinho DCE-Unicamp.  (Ângelo que agora já é um moço e posa pra foto, Malmö, junho de 2009) Fizemos comilança das boas no centro de Malmö, onde está acontecendo uma feirinha internacional de comida (das boas, bem diferente do Malmö Festival). Com isso, estou sem muito tempo para responder os comentaraços que vocês mandaram e sem tempo para escrever os posts prometidos, mas... (Com as cores da Primavera não tem dia de sol que não seja lindíssimo e alegre, Malmö, junho de 2009) ("Paaatoooo!, vem qui

Na praia seu voto vai para a cerveja ou para o topless?

(Turma brasileira fazendo piquenique a la brasileira na praia sueca: salgadinho com cerveja, Malmö, maio de 2009) O fim de semana foi de calorzão aqui. Na casa quase dos trinta graus os suecos e todo povo que mora pelas bandas pousou na praia.  Como nós estamos mais "sueco" que qualquer um, fomos de mala e cuia, a mala cheia de tudo quanto é comida e bebidinha pro piquenique e a cuia cheia de breguetinhos para a molecada.  Guarda sol enfiado na areia, uns tapetões especiais típicos daqui para se estender na areia, carrinho de criança, baldinho, pazinha, tudinho que se tem direito para farofar de azul e amarelo.  Eu e minha pequena família com os paulistas Xu, Gus, Liana, Thiago e a pequena Giovana.  Na festança toda surge uma quase polêmica de beira de praia: na Suécia é proibido levar e tomar cerveja na praia, razão pela qual não há esses quiosquinhos que a gente tem aí cheios de bebida alcoólica para comprar. É proibido beber, coisa que a gente no Brasil faz adoidado,

Um choro que não se chora só

("O aniversário", Marc Chagall, 1915) Eu fiquei sabendo do acidente com o vôo da Airfrance pelo blog da Lúcia , uma querida "amiga" virtual. E, então, eu e Renato vimos algo no noticiário da TV sueca e fomos ler sobre a tragédia no site da Folha .  Sim. Uma tristeza tamanha que todas aquelas famílias brasileiras e não brasileiras devem estar passando. Creio que seja uma tristeza impossível de se imaginar, embora tentemos, de certa forma, participar. Eu não sou de ficar fuçando nos noticiários brasileiros, sobretudo os trágicos, mas ontem fui encontrando colegas e amigas brasileiras e algumas estrangeiras e todas elas se diziam abatidas e sentidas com o acontecimento.  O fato da gente morar fora e viajar com mais frequência nesses mesmos vôos, ou o fato de termos família, que nos visita de vez em quando, ou amigos em tantos lugares diferentes, provavelmente colabore para que esse sentimento de medo, ou tristeza e ansiedade tenha um impacto diferente, embora não m