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Mostrando postagens de Dezembro, 2010

Eu sou uma nova alma

(New Soul, Yael Naim) Numa conversa com uma querida amiga, terapeuta, mais velha que eu, para quem a vida parece não assustar mais tanto, eu filosofava sobre como as coisas bem simples, quase banais podem nos sugar tanta energia. Em tom de desabafo lamentei como desejaria de vez em quando ter um lugar para ir só para recarregar energia, sabe? Como se faz com um carro quando a gasolina acabou. Queria, sei lá, deitar-me no gramado e sentir a energia do sol suave invadindo e me dando todas as saídas para todas as bobeiras cotidianas, às vezes tão difíceis de se mudar, como nosso jeito de ser, por exemplo. Tanta filosofia veio apenas de sentir meu humor afetado por um monte de fatores externos. Detesto agir como chata, porque a gente perde sempre a razão... Como chatos atraimos atitudes chatas e aí a coisa vai se contaminando até o nível do insuportavelmente chato. Vocês nunca sentiram isso também? Bom, agora pouco minha cunhada Dri , com quem estou acostumada a fazer ótimas viagen

Vem cá para a gente lhe dar um beijo na bochecha e dizer obrigada...

(Meus presentes de Natal e de vocês também! Ângelo e Marina, S. Paulo, dezembro de 2010) pela companhia e ouvido quando eu queria falar, pelas idéias quando eu precisava pensar em outros caminhos, pela alegria nos dias em que o sol faltou, pelo apoio, pelos elogios, por me ajudarem a querer escrever mais e mais, pelo afeto real, apesar da distância. Desejo que você consiga realizar seus desejos mais íntimos em 2011 ou ao menos dar um chute para que eles comecem a acontecer... Que não tenha medo de se arriscar e que consiga sorrir, Que não se arrependa de caminhos tomados e não gaste muito tempo lamentando as perdas, Que consiga ter tempo para si mesmo para que o ano não passe sem ótimas lembranças. Feliz Natal e um Ano Novo também!

O Natal de Sonildes

A noite estava quente naquele dezembro e por sorte a sacada do apartamento, onde Sonildes vinha morando, dava para um grande descampado. O vento invadia a sala, os quartos e a cozinha. A cortinda de seda azul dançava ao som da brisa noturna. Lá em cima a lua não era mais redonda do que a moça. Ambas cheias, iluminadas. Sentada em sua poltrona preferida, Sonildes segurava firmemente uma xícara de chá quente. Sim, ela ainda não havia perdido o hábito adquirido com Suécio, o de segurar firmemente uma xícara e sentir o calor vindo dela, embora o lugar onde vivesse agora não lembrasse em nada os lugares frios onde ela e o loiro gostavam de passear em férias. Fazia agora algum tempo que Sonildes havia deixado Suécio . Voltara para a mesma cidade onde antes vivera com Brasil, mas pela primeira vez, desde que sua aventura de viver entre dois amores começara, ela não desejara cair nos braços de Brasil. Sem Suécio e sem Brasil Sonildes seguia meio sem rumo ou conforme os ventos lhe mandavam

Neuras, neuroses, neuróticas!

Adoraria fazer agora uma longa reflexão sobre o comentário que várias de vocês fizeram ao post " O robô do espaço ..." no qual elogiam meu joelho e minhas pernas, mas acabei de ter uma idéia brilhante! Ao menos será se vocês me apoiarem! Pernas? Belos joelhos? E se eu dissesse, sem medo de parecer infeliz, que tentei editar aquela foto cortando os tais joelhos e pernas elogiadas? Sim! Quando vi as pernocas na foto pensei: "Meu que pernão horrível aparecendo na foto! Parece joelho de Nona!" Não tenho nada contra as Nonas. Apenas me incomodou o fato de eu achar que minha perna já estava parecendo a de uma! Que fazer? O jeito era cortar! Fazer uma edição. Tentei até, mas aí aproximava demais a cara e as rugas. Estas que me deixam realmente neurótica! Desisti desolada! Ou usava a foto daquele jeito, com joelhom e tudo ou desencanava do post, porque eu só queria se tivesse uma foto minha com Angelinho e Marinacota juntos para ilustrar. Porobrema era que eu nem tenho

Duas boas razões para eu me sentir a gostosa da bala chita

Em ordem cronológica: A primeira... (Ângelo de guerreiro da água, molhando a molecada do prédio, S. Paulo, novembro de 2010) e a segunda: (Marina de "marineira", novembro de 2010)

"O que você faria se só te restasse um dia?"

(Juliette Binoche e Romain Duris, em cena do filme "Paris", de 2008) Depois de conseguir dormir 5 horas seguidas com a Marina, ontem consegui me dar ao luxo de ver um filme bom com Renato no fim da noite. " Paris " conta a história de um jovem rapaz que descobre uma doença séria e que tem pouco tempo de vida. Enquanto espera um transplante, cuja garantia de sucesso é pequena ele começa um novo estilo de vida. Acompanhado de sua irmã, a ótima Juliette Binoche, e de seus sobrinhos, o jovem parisiense passa a ver o mundo e as pessoas a sua volta com novo olhar. Tudo tem um peso diferente agora que o tempo é seu bem mais precioso. Ao final do filme, eu e meu companheiro nos olhamos com cumplicidade. Os excelentes diálogos e tomadas nos prenderam à história, nos unindo como há algum tempo a correria com mudança e bebê não tem deixado. Para além disso, ficamos cada qual com seus pensamentos profundos. Fiquei cantarolando mentalmente a música " Último dia " q

"O robô do espaço mora na espaçonave, você sabia?"

(Ossos do ofício: eles lindos e fofinhos e eu com cara de bolacha mal dormida, Bertioga, dezembro 2010) E aí, como é que vão todos vocês? Estava imaginando como começar este post, porque as cento e oitenta e sete vezes em que tentei começá-lo nos últimos dia acabaram em nada e desejei que este não tivesse o mesmo fim... Hoje fui ouvir uma música para nanar a Marina, Ane Brun , que conheci através de minha amiga blogueira desvirtualizada , também sumida, Camilitas , e meu! deu uma saudade enoooorme de vocês. De ler o que andam fazendo e pensando, de comentar em seus blogs, de receber comentários e trocar idéias. Acontece que eu ando literalmente no mundo da lua. Meu mundo angeliano marinístico não tem me permitido mais nada. Ângelo e Marina me sugam o dia todo e a noite fica só o bagaço da laranja. Marina agora está com dois meses e meio, responde às minhas risadas e tenta imitar minhas caretas. É incrível! É delicioso! É exaustivo! Vocês sabem como é não é? Enquanto ela anda engor