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Mostrando postagens de Março, 2011

"Continue navegando...", uma homenagem aos amigos Xu e Gus e todos os outros que vivem no Japão

("Like a bridge over trouble water", Simon and Garfunkel em apresentação inesquecível no C entral Park) Eu sempre pensei na mágica que pode unir pessoas diferentes, em situações inusitadas e torná-las tão próximas, tão presentes umas na vida das outras como se fossem do mesmo sangue . Como se fossem da mesma família ou até mesmo mais... Foi o que me uniu à Xu, uma velha conhecida de vocês, e Gus. O casal , havia trabalhado com Renato anos atrás, na cidade de São José dos Campos, quando eu ainda éramos só namorados. Não os conheci naquela ocasião e nosso encontro foi preparado para a quase " minha Ilha Lost particular ", Malmö, na Suécia. (Xu, de vermelho, e Gus estiveram com o amigo Weider vivendo com a gente uma situação que nem mesmo a família pôde estar... visitando Ângelo no seu nascimento, Lund, julho 2007) Desde um primeiro encontro no nosso primeiro apartamento, eu ainda de barrigão do Ângelo, foi aqueles encontros cósmicos deliciosos. Amei Xu, me

Ópera "Eu me amo", em três atos

Depois de dias e dias desempacotando mudança, Depois de uma tpm danada... Pensei, meditei e decidi Era hora de provar o meu amor por mim mesma. Leite condensado na panela, Litrão de Coca-Cola no Pão de Açucar da esquina e... Ultraje a rigor na vitrola: "Eu me amo, eu me amo, Não posso maaaais viver sem mim!" Minha mensagem meditativa depois disso tudo para você querida e querido ouvinte é: Enjoye a vida que a vida é curta! E você merece uma farrinha!

"Brother Sun, Sister Moon", sobre o luto, a dor e o tempo

("Brother Sun, Sister Moon", Donovan, tema do filme de Franco Zefirelli) Muito curioso... Já há várias semanas tenho revivido o filme de Franco Zefirelli na cabeça... Tenho ouvido as músicas lindíssimas da trilha sonora que me marcou desde a adolescência. E hoje, enquanto dava banho na Marina e cantava "Brother Sun, Sister Moon" para ela e pensava no amor, eu não podia imaginar que viria a postar esta música ainda esta noite. Acontece que agora pouco vi o comentário da Luciana, leitora cuja história eu ainda não conhecia, me pedindo ajuda. Ela me pedia dicas de nomes de empresas de mudança para o Brasil e, por conta disso, acabei passando em seu blog pela primeira vez. A Luciana, brasileira moradora da Suécia, perdeu seu único irmão esses dias e escreveu um post emocionante, de fazer as lágrimas cairem, de fazer a gente querer abraçá-la e ter poderes de reverter a dor alheia... A dor da Luciana hoje é minha também. E como acalanto eu só posso te dizer que si

"Ja, må hon leva!" Sim! Ela pode viver!

(Versão popular do parabéns a você sueco em festinha infantil tipicamente sueca) Molerada! Vocês quase não comentam, mas quando o fazem é para deixar recados chiquérrimos e inteligentes como esses aí do último post! Demais! Adorei as reflexões, saber como cada uma vive diferente suas diferentes fases! Responderei com o devido cuidado mais tarde... Tô podre e preciso ir para a cama porque Marinacota tomou vacina ontem e não dormiu nada a noite. Por ora queria deixar essa canção pela qual sou louca, uma versão do "Vie gratuliere", o parabéns a você sueco. Essa versão é bem mais popular (eu adorava cantá-la em nossas comemorações lá!) e a recebi pelo facebook de minha querida e adorável amiga Jéssica quem vive lá em Malmoeee city, minha antiga morada. Como boa canção popular sueca, esta também tem bebida no meio, porque se tem duas coisas as quais os suecos amam mais que bebida são: 1. fazer versão de música e 2. fazer versão de música colocando uma letra sobre bebida nel

Nunca mais me perguntem quantos anos estou fazendo... combinado?

(Eu, numa imagem que me descreve como a imagem que tenho de mim mesma, despedida do Brasil para Suécia, janeiro de 2007) Hoje estou completando um quatro e um zero e não gostei nada da sensação que comecei a ter esses dias e no início da manhã de hoje... Por anos e anos eu nunca me preocupei com idade. Eu sempre fui a mocinha, a jovenzinha, a Soninha, Somnia quem seria jovem eternamente. E mesmo quando alguém vinha com crises de velhice eu achava um exagero. Quando meu pai faleceu aos 70 anos eu chorei porque tinha certeza que ele tinha ido jovem demais. O mesmo, porém, não sinto comigo. Você, ele e ela ali sempre foram velhos ou eu sabia que ficariam velhos. As vezes eu me choco ao ver como amigas e amigos queridos de longa data estão envelhecendo, mas elas e vocês sempre estavam, na minha mente esquisita, autorizados a envelhecer, mas não eu... Essa é uma crise que estou tendo... Esse é meu primeiro aniversário, em anos, que não faço festa. Tem a ver com a tal crise, com a cri

"Ai meu Deus que saudade da"... Ikea! Aquilo sim que era loja de verdade!

O post abaixo foi comçeado há alguns dias e não consegui terminar por conta de uma choradeira de Marinacota quem anda tendo trabalho com os tais dentinhos... Resolvi escrever um finalzinho e vejam que até o título perde um pouco o sentido e publicá-lo hoje, já que fazia tanto tempo que não dava as caras para vocês! ... Mudei! Esta é a terceira semana que começamos na"Casa Grande" e ainda restam caixas espalhadas pela casa... Nunca foi tão difícil, apesar da minha vasta experiência em mudança (nove em nove anos de casada, como já falei muito antes)... Foi e está sendo exaustivo. Mudar não é problema. Organizar também não para mim. Fazer isso com duas crianças pequenas é que é um grande desafio! Uma leitora super amável me escreveu dizendo que está tentando criar coragem para voltar da Espanha ao Brasil e se inspira em mim, aí pensei que nessa vez não sou muito boa para dar tal conselho. Dá muito trabalho! Emocional e braçal! Vale a pena, claro! mas tem que ir juntando