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Mostrando postagens de Fevereiro, 2008

Muu-dança!

(Foto ilustrativa do esquemas de mudança na China... e na Suécia!) Gente querida, Para variar um pouco a rotina, a gente tá de mudança de apartamento desde semana passada. E até mesmo nós que temos formiga na cama (6 anos de casamento, 7 casas, 8 mudanças, 4 cidades, 2 países), tamu penando para terminar essa daqui. Sem o Sr. Roberto, a Maria e a boa parentaiada toda pra ajudar, a gente tá nuns esquema da China! Igual qui nossos amigos chineses aí da foto! E já que no Reino da Suécia a gente tem que se virar com tudo, e entrar no esquema "faça você mesmo!" , como eu já tinha falado num há um bom tempo atrás, tem mais é que entrar no esquema! Tamu tentando ajeitar tudo na casa antiga (pintar, arrumar, bla bla blar), entregar as chaves hoje, deixar a atual, basicamente habitável (funcionar luz e máquinas) e fazer malas para tirar férias A-MA-NHÃ. Tudo isso, "das veis" com chuva, "das veis" com gelinho, "das veis" com um vento do "cara

"Wonderful Life"

("Noite Estrelada", Vincent Vang Gogh) Tem algumas músicas que são quase mágicas. Elas não precisam ser muito cabeças ou estarem na moda Nem isso, nem aquilo. Precisam contar uma história. E nos transportar para outro momento. Aqui vai uma que toda vez que ouço é como se pudesse criar asas e voar. Volto no tempo e estou com meus irmãos em casa, divindo o pequeno quarto que um dia foi nosso. E fico ouvindo meu irmão contando histórias e tentando achar a letra da música para acompanhá-la... Nosso inglês ruim impede que entendamos a tradução, mas, de qualquer forma, adoramos ouvi-la. Meu irmão, em especial. E é como se não tivéssemos mais nada além daquilo. Era como se, para nós, a vida fosse sempre estar ali, crescer ali e ser ali. Neste sábado de chuva e neve, fica a "Noite Estrelada" do Vang Gogh e essa mágica música do Black para todos aqueles que são irmãos de alguém. .... Wonderful Life (Black) Here I go out to sea again The sunshine fills my hair An

Houve um tempo...

("A árvore da Vida", Gustav Klimt) Houve um tempo em que eu acreditava que ficar bem quietinha, ajoelhada de cabeça baixa e rezando me garantiria uma paz aqui e acolá. Houve um tempo em que eu pensei que se me fizesse missionária, e só em favor dos outros entregasse o meu dia-a-dia, eu seria boa suficiente aqui e também acolá. Houve um tempo em que a dúvida do Descartes, a Ética do Kant e o Absoluto do Hegel pareciam explicar todas as coisas ao meu redor, Houve um tempo em que eu pensei que ensinando valores sociais aos meus alunos ou no meu trabalho voluntário, com ex-meninos de rua, eu poderia ajudar a salvar o mundo e a mim mesma... Houve um tempo em que pensei tantas coisas. Que foram sendo somadas e substituídas, Nada delas eu nego, em todas elas eu ainda me vejo e em muitas permaneço. Mas chegou um tempo em que fui percebendo  que ser boa, sentir-se em paz e tranquila eram coisas que deveriam nascer dentro de mim e não serem buscadas fora. Chegou o tempo em que