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Mostrando postagens de Junho, 2010

A vida num container

(Navio carregando containers como os que levarão nossa mudança de volta para o Brasil) Gente boa toda, Estou há 13 dias de sair dessa casa, já que ficaremos uma semana em hotel, e 23 de ir embora definitivamente (buááááá) da Suécia... Cá fico entre a finalização de algumas telas que preciso entregar e também de algumas encomendas que recebi no dia da vernissagem, de parte do empacotamento da mudança, da burocracia, das reuniões para ver com amigos a Copa do Mundo, do desejo de se esticar ainda como suecos ao sol, já que a temperatura tem ficado entre 25 e 28 graus... Entre as coisas que havia me prometido fazer estão também as telas das vencedoras de um concurso que fiz em março e estou publicando no post seguinte... Por essas coisas vocês já sentem que virão as desculpas pelo sumiço da leitura e dos comentários nos blogs de vocês, assim como respostas aos comentários estimulantes que vocês me deixam aqui... Ah! e também tem a gravidez... hihi... que apesar da energia que me dá,

Se depender da torcida organizada na Suécia...

( Ângelo no meio da "multidão" que assistiu o jogo depois da vernissagem do domingo passado, Malmö, junho de 2010) Ao som do " Yellow submarino ", dos Beatles, uma das músicas preferidas do Ângelo e que ele havia pedido pra pôr na vitrola, esta torcida organizada representada por gente do Brasil, da Suécia, Grécia, Polônia, Sérvia e Alemanha se reuniu aqui em casa depois da vernissagem e garantiu a festa... Pena que nossa torcida não garanta os gols, mas se depender da organização e da animação do pessoal aqui o Brasil já ganhou esta Copa também! E amanhã a gente se junta de novo porque " we all live in a yellow submarine!", yellow submarine, yellow submarine ..." (Xu e Li, as Tietes contratadas para o show, Malmö, junho de 2010) (Todos juntos num só coração, 3a. fila: Fanny, Tobias, Gus, eu, Conrad, Ângela, Kenth, 2a.: Filip, Mõnica, Jéssica, Thiago, Jacek, Dorota, 3a.: Gigi, Xu, Ângelo, Nik, Li e Alekssandra, Malmö, junho de 2010) (Quem qu

A começar pelas flores? vernissagem, parte 1

A começar pelas flores eu diria que minha vernissagem foi um sucesso!!! Essas são as flores que ganhei no último domingo... Flores apanhadas no jardim, compradas numa floricultura ou num mercado próximo por amigos e amigas queridas os quais fiz no tempo vivido aqui... Doze pacotes trazidos com forte abraço que espalhei pela casa em seis diferentes vasos e fizeram minha alegria na semana que passou com tanto colorido... Toda hora eu passava por eles e sorria por dentro ou por fora. É simplesmente tão bom receber flor de alguém como gesto de carinho, como parabéns, como qualquer coisa! Até hoje não entendo uma querida amiga da época da universidade quem não via sentido nenhum em ganhar flores... Ao contrário pra mim, elas funcionam como chá de ânimo sempre! Casa com flor parece coração cheio de felicidade... Amei tanto que estou secando e já usei outras sequinhas em colagens de duas pinturas que estou fazendo esta semana... Então, a começar por tanta cor e alegria vinda delas eu já

Será que a gente se faz entender?

(Iven e Ângelo, na festa de aniver de 4 anos do Iven, jardim da Nikol e foto dela, junho de 2010) Pés saindo das sandálias Pés descalços Pés enfiados na areia Pés pro alto... Dá para entender o espírito do verão daqui? Não? E a cara enfiada na areia fresquinha? Então... é isso que eu tento explicar sobre a chegada do verão, mas acho que Iven, Ângelo e amigos conseguem expressar melhor... Em atos!

Finalmente um dia de verão! E ainda em tempo de...

(Eu e Marina, em frente da tela "Isabelle, heter Jag!", que fiz com base em uma outra de Isabelle Tuchband, na vernissagem de domingo, junho de 2010) Pessoas querillldas todas, Hoje é 24 de junho e estou com um frio terrível na barriga: falta apenas 1 mês para eu deixar de ser a Somnia Borboletiando na Suécia, a Somnia que vem somniando nesta terra por onde nunca imaginei passar antes há quase quatro anos... Quinta-feira, véspera da celebração de um grandioso feriado sueco, o Midsommar (que será oficialmente no sábado este ano), no qual se celebra o solstício de verão. Antes de ontem foi o dia mais longo do ano aqui. Tivemos amarelo e vermelho do sol no mar até umas onze e meia da noite e agora os dias começam a se encurtar novamente. Hoje é também o primeiro dia real, na minha brasileira opinião, de calor dos bons (suecos, claro! porque deve estar uns 21 (graus no sol)*. Saí toda vaporosa, sem precisar de moleton leve ou nada, sem vento, só o sollll raiando no céu,

Celebrando a liberdade? Sobre o casamento da Princesa Victoria e as escolhas que todas nós devemos fazer todos os dias

(Indo contra a corrente, a Princesa Coroada da Suécia Victoria entra com seu seu pai, o rei Carlos Gustavo XVI, para celebrar seu casamento, Suécia, junho 2010, fonte: Boda Real ) No ano de 1976, numa sexta-feira a noite, às vésperas do casamento do jovem Carlos Gustavo e a bela Silvia, o grupo ABBA era o único grupo pop a se apresentar na cerimônia cheia de pompa, circunstância e música clássica. Brincando de rei e rainha, os quatro cantores suecos diziam para os noivos tomarem a vez deles, se soltarem, relaxarem e dançarem, porque eles eram os donos da festa! O evento era parte das celebrações do último grande casamento real que a Suécia assistia até sexta-feira passada. ("Friday night and the lights are low...", ABBA no dia do casamento do rei Gustavo com princesa Silvia, 1976) Foi para os noivos daquele ano que " Dancing Queen " foi criada e provavelmente naquela noite nem o grupo, nem os noivos e convidados imaginariam que até nos trópicos nós passaríam

Entrar com o pai ou o futuro marido na Igreja? O que uma noiva deve desejar?

(Princesa coroada da Suécia, Victoria, fonte: The Local ) Em 1980, uma lei na Constituição da Suécia, colocou na sucessão do trono do Rei Carlos Gustavo XVI e da Rainha Silvia, não o filho, como até então deveria ocorrer, mas sua filha mais velha, Victoria Ingrid Alice Désirée . Esse marco histórico nas leis do pais significava mais um passo em direção à igualdade de direitos entre homens e mulheres pelas quais o pais é conhecido por lutar, já que os primogênitos passaram a ter os mesmos direitos, independente de seu sexo. A Princesa Victoria é filha do Rei Carlos Gustavo, cuja geração de Gustavos têm reinado na Suécia há séculos, com Silvia, uma nobre cujo pai era alemão e a mãe brasileira, embora o papel dos monarcas no país seja limitado nos assuntos políticos, já que são os Ministros os responsáveis por cuidar do assunto. Foi, inclusive essa descendência brasileira que já levou a própria Victoria aos morros do Rio (sua avó era de Toledo) e escolas pobres no Brasil e a ser notí

Welcome to "www.wix.com/somniacarvalho/painting"

(Fazendo arte no Castelo Gummingehus, Suécia, junho de 2009) Já há algumas semanas eu venho trabalhando no meu primeiro site de pintura, na tentativa de dar uma cara mais profissional para o que ando fazendo no meu mundo de arte. Fiz várias tentativas diferentes e fui aprendendo enquanto fazia, já que tudo isso é bem novo para mim. Até cheguei numa cara que me agradava razoavelmente, mas a parte de comprar domínio e instalar uns breguetes chatos e estão demorando muito porque para isso eu preciso de ajudar dos universitários! Além do que há meu perfeccionismo latente e minha necessidade de ter prazo podem perpetuar esta atividade! Cada qual é maníaco ao seu jeito não?! Me dei conta que se não publicar corro o risco de passar anos com o projeto parado porque uma cor ou um detalhe não me agradam... Então aqui vai, em primeira mão, para vocês o endereço do site, onde espero suas visitas: http://www.wix.com/somniacarvalho/painting E não se preocupem em me mandar só elogios! Eles

Texto da Borboleta em jornal de Uberaba!?! Ueba!

("Taking Back the Neighbourhood", Ilustração de Rob Machida ) Gente boa! Estava aqui atualizando meu site de pintura, cujo endereço pretendia publicar para vocês ainda hoje, e dei de cara com um texto meu num jornal de Uberaba, o UberabaNEWS . Meu texto publicado foi aquele em que conto sobre como os suecos se portam como vizinhos e como eu vejo isso na comparação com o comportamento dos brasileiros (" Na Suécia não tem..." como emprestar açucar do vizinho ). O título que deram no jornal foi outro: "Uma análise profunda da vida na Suécia por uma brasileira" (clique no título para ver o post reproduzido no canal). Tem lá meu nome citadinho bonitinho e só pedi na cara de pau que eles façam um link com o blog... rs... Foram vocês minhas leitoras e leitores já conhecidos os responsáveis por esta divulgação ou foi mesmo acaso? Fiquei tommm feliz que antes de divulgar o site venho fazer propaganda do ocorrido e do jornal que eu não conhecia, mas por ond

Eu, meu umbigo e meu barrigón

(Eu e Marina, Festa de 40 anos do Martin e da Sofia, Hjärup, 2010) É extremamente difícil (ao menos para mim!) pensar em outra coisa que não em si mesmo e em tudo que envolve a gravidez quando se está nesta situação "embarazada". Depois dos enjôos que nos tiram do ar por um tempo vem a barriga crescendo, toda aquela lista de 3.975 sintomas e reações que as grávidas sentem, mas sobretudo o neném se mechendo depois o umbigo saltando, e nossa atenção voltada literalmente para ele. Tenho pensado em tanta coisa, tenho falado de outras, mas cada vez que sento aqui para escrever, para fazer todas minhas centenas de projetos tem alguém me cutucando fortemente. Ela não gosta que eu a amasse nesta posição e parece não gostar já de outras coisas mais... Me dei conta que estou agora com pouco mais de seis meses e meio, no meio da semana 26, e nunca mais falei disso de forma explícita aqui no blog e foi exatamente uma cutucada fortíssima da senhorita Marina que me moveu a escrever e

"É tempo de...": uma homenagem a quem fica...

Felizmente em três anos de Suécia fiz muito mais amigos do que consigo postar nesta homenagem (apenas simbólica) onde só cabem 8 fotos... É uma tentativa simples de deixar registrada nossa passagem e alguns dos muitíssimos momentos inesquecíveis que tivemos aqui, dizer "obrigada, do fundo do coração", a cada um que conheci e me ajudou de alguma forma a aproveitar melhor este tempo ido. Ainda falta pouquinho mais de um mês, mas para mim é como se o trem já estivesse quase chegando... Abraço grande apertado para os da foto, para os das outras centenas de fotos que tenho e para quem nunca registrei foto alguma, mas guardo aqui no coração, Somnia. ... (Clique na imagem e tenha um pouquinho de paciência para ver as imagens e o texto...)

Ando muito a pensar em despedida...

("Encontros e Despedidas", Milton Nascimento) Encontros E Despedidas "Mande notícias Do mundo de lá Diz quem fica Me dê um abraço Venha me apertar Tô chegando... Coisa que gosto é poder partir Sem ter planos Melhor ainda é poder voltar Quando quero... Todos os dias é um vai-e-vem A vida se repete na estação Tem gente que chega prá ficar Tem gente que vai Prá nunca mais... Tem gente que vem e quer voltar Tem gente que vai, quer ficar Tem gente que veio só olhar Tem gente a sorrir e a chorar E assim chegar e partir... São só dois lados Da mesma viagem O trem que chega É o mesmo trem Da partida... A hora do encontro É também, despedida A plataforma dessa estação É a vida desse meu lugar É a vida desse meu lugar É a vida... Lá lá Lá Lá Lá... A hora do encontro É também, despedida A plataforma dessa estação É a vida desse meu lugar É a vida desse meu lugar É a vida..."

Quem não nega a "raça"?

(Ângelo, Iven e convidados, aniversário do Iven, Malmö, junho 2010) Muitos meninas e meninos estiveram reunidos hoje no aniversário do filho da minha amiga Nikol, o Iven. No meio de todos eles, ali sentado um carinha total relax com picolé na mão, entre uma menina sérbia-sueca, o aniversariante Iven, duas inglesas-suecas-alemãs e outro pequenininho sueco-grego. (Ângelo com a amiga que fez na festa e parece ter achado graça das piruetas dele, aniversário do Iven, Malmö, junho 2010) E entre os representantes do mundo todo qual o único que ri fazendo caras e bocas, joga as pernas pro alto, faz careta para a câmera e faz toda a criançadinha se juntar ao seu redor achando graça dele? O do boné amarelo, claro! Brasileiro, nascido na Suécia, que não nega a "raça", a ginga e a origem tropical, de jeito maneira!

Renato na Broloppet: meia maratona na ponte que liga a Suécia e a Dinamarca, hoje!

(Vista aérea da ponte Oresund e dos corredores) Dez anos atrás uma das maiores pontes do mundo, Oresund , era construída acima e abaixo do nível da água unindo dois países escandinavos, Dinamarca e Noruega. Antes mesmo de sua inauguração uma corrida com 80.000 participantes marcou o início de uma bela história de uma corrida peculiar. Broloppet (bro significa corrida e loppet, ponte) é a única corrida no mundo onde os participantes correm debaixo da água, já que a parte inicial da ponte, em Copenhaguem, fica abaixo do nível do mar Báltico, e também em cima, do lado sueco. Perdemos a corrida anterior (inclusive as versões simplificadas de 2002 e 2006), mas a Broloppet de 2010, com certeza, ficará na nossa - sobretudo do meu Renato - para sempre. Praticamente há um mês de irmos embora e fecharmos este ciclo de vida de quase 4 anos vivendo nas Escandinávias, ele estará lá, entre 30.000 outros corredores e corredoras. (Vista da ponte Oresund e dos corredores, do ponto inicial, na Di

"All we need is love!", amor é tudo o que a gente precisa...

(Meus sogros Irene e Caetano, numa das fotos mais lindas que conheço de casamento, creio que em 1974) "When I'm feeling blue, all I have to do Is take a look at you, then I'm not so blue" "Quando eu estou me sentindo triste, tudo que eu tenho de fazer é olhar para você, então eu não me sinto mais triste..." Sim, ando sumida... Meu sumiço tem a ver com muitas coisas, quase todas boas, mas sobretudo como essas coisas boas e tanta mudança (física e emocional) têm tomado o tempo. Além do que o desejo de querer viver tudo o que não vivi ainda aqui e aproveitar até a última gota as pessoas que passaram a fazer parte de minha vida desde que cheguei. Isso tem consumido quase toda minha atenção e aí não sobra energia suficiente para escrever ou ainda acompanhar com carinho quem gosto de ler. ("All you need is love", Beatles) Estava aqui, porém, no meio de uma dessas atividades, preparando uma tela, algumas delas para a vernissagen que vou fazer n

"Agora você sabe como eu me sinto..."

(Minha irmã Sandra com Júnior, o verdadeiro amor de sua vida, Brasil, dezembro de 2009) Sentadas no anfiteatro do Konvux (escola pública de sueco) de Malmö eu e minha amiga Liana acompanhamos, em outubro de 2009, o último capítulo de uma série de tevê sueca que as professoras haviam nos passado chamada Leende Guldbruna Ögon (Olhos castanhos sorridentes). A série fazia parte do programa do curso, mas para nós a história dos estrangeiros crescidos ou moradores da Suécia que encontraram na música uma forma de se orgulharem de quem eram nos pegou entre rios de lágrimas genuinamente brasileiras. Minhas lágrimas naquela final tinham também outra razão de ser: a música tinha Sandra, o grande amor de Lennart, personagem central, negro, adotado quando pequeno por pais suecos e que, apesar de amá-la intensamente, também sofria de preconceito e por isso não acreditava poder ser correspondido. Sandra era muito diferente dele. Sueca, loira, professora, mais velha... A letra da música fala de um

"Na Suécia também não tem"... como emprestar açucar do vizinho

("Minha casa, meu templo", casinha típica sueca de cidades pequenas, onde ficamos de férias para pescar lagostinha, Småland, setembro de 2009) Semana passada, em mais uma de minhas idas ao mercado aqui do bairro onde moro, topei com um casal de idosos suecos que são vizinhos de frente do apê onde vivo, há mais de um ano. Emiti um sonoro "hej hej!" toda sorridente porque a gente se cruza diariamente no corredor, apesar de não ter intimidade com eles e praticamente não ter tido uma conversa com eles desde que me mudei. Meu "oi", assim de cara, fez o casal se assustar. Os dois baixaram a cabeça e continuaram em direção ao mesmo mercado. É claro que o evento me irritou profundamente naquele minuto e nem conseguia saber se eles haviam ou não me reconhecido. A cada passo que dava em direção de casa eu fui me lembrando do quanto já havia pensado em escrever mais sobre vizinhança , mas sempre adiara, porque normalmente acabo no mesmo raciocínio e aí a raiva per