Pular para o conteúdo principal

Postagens

Mostrando postagens de Fevereiro, 2009

Uma obra de arte ou mil palavras? "Cena de Rodeio", de Michael Kvium

("Cena de Rodeio", Michael Kvium, 1995) Essa é a primeira tela da seção "O que você vê nessa obra?".   Fique a vontade para dar seu ponto de vista. No domingo, apreciação geral e ponto de vista da Borboleta. ... quinta-feira, 22:03 Li os comentários e fiquei animada com a participação.  Aqui vai algumas dicas para vocês liberarem geral no comentário. Se estiver difícil dizer algo, porque não sabe por onde começar, tente pensar em respostas para algumas das seguintes perguntas: - você gosta ou não desse quadro? por que? - o que lhe chama mais a atenção? - o que você vê na tela? descreva dizendo quem são os personagens na sua opinião. - a cena lhe remete a algo que já conhece? o que é? - o que o artista pode ter querido dizer com sua pintura? - o que o título "Cena de Rodeio" pode dizer a respeito da cena pintada? - pensando a data da obra é possível fazer outras relações? Até mais!

Uma obra de arte ou mil palavras? O que você vê nessa pintura?

( "O crítico na cadeira quente", Cena de uma peça do National 's Theatre of Blood . Photograph : Keith Pattison , in : guardian ) Sexta-feira, como disse antes, fui a Copenhaguem . A capital dinamarquesa é "colada" a Malmö , sendo necessários apenas vinte minutos para atravessar a ponte que liga os dois países.  Eu adoro ir a Copenhaguem . A cidade é uma das mais lindas que já conheci. Tem uma atmosfera deliciosa, é movimentada, mas é intimista ao mesmo tempo. Não sei explicar direito. É uma delícia! Minha visita ao Statens Museum e também à galeria, me rendeu vontade de inaugurar uma seção no blog. Visitei umas três exposições, anotei coisas e rascunhei um ou outro futuro artigo. E se em cada ida a um bom museu eu volto pensando sobre alguma coisa, dessa vez foi a idéia senso comum, mas não sem verdade, do quanto uma obra de arte pode valer por muitas e muitas palavras.  Eu acredito que principalmente para algumas obras de arte contemporâneas essa

Copenhaguem é e não é a cidade mais linda do mundo

(Panorâmica do Castelo de Rosenborg, Copenhaguem, fevereiro de 2009) Gente, como não tô com tempo para organizar as fotos todas que tenho aqui no flickr, estou colocando um pouquinho do que tenho para compartilhar com a família, com os amigos e com vocês gente chegada numa boa prosa. Nesse post, as fotos que tirei em Copenhaguem. São poucas, porque eu precisava deletar um tanto e o frio não me deixava ficar sem as luvas. Assim vocês podem ver como Copenhaguem é a cidade mais linda do mundo, embora ela não seja a cidade mais linda do mundo, já que têm outras várias que eu considero a cidade mais linda do mundo... E para comparar, dêem uma olhada em alguns desses posts antigos, nos quais vocês podem comparar a paisagem dos mesmos lugares da cidade em outras estações...(E me digam se estão vendo direitinho as fotos desses posts, porque no meu micro em muitas só vejo um interrogação pequenininho, não sei o que é...) " Non, Je ne Regrette rien ", Copenhaguem, abril, 2008 &qu

Lá onde eu moro...

(A rua de casa, Malmö, fevereiro de 2009) Falando com minha mãe esses dias ela me contou que, de vez em quando, dá uma olhada na web cam que tenho do lado direito do blog. Nela é possível ver alguns pontos daqui de Malmö e, no caso de minha mãezita, sentir-se mais próximo à gente. Isso me levou a olhar para essa foto que tirei na sexta-feira, quando saía para ir a Copenhaguem, e mostrar a rua de casa. Quem sabe tornar mais real esse troca virtual. É uma rua sem saída. Tranquila, gostosa, bem típica dos centros das cidades suecas.  Fica entre um caminho cheio de árvores, com ciclovia ao lado, um colégio e algumas Igrejas. Apesar da rua estar colada a duas avenidas "movimentadas" para os padrões de Malmö dá para perceber pela foto que a vida aqui é uma tranquilidade só.  A gente mora no finalzinho, lá perto da Mesquita e, como os outros moradores dos prédios todos ao lado, estacionamos o carro na rua mesmo. Em dia de neve é preciso raspar todo o gelo do carro, antes de entr

Praia em Malmö a zero grau: delííícia!

(Ângelo e Renato, Praia em Ribesborg, Malmö, fevereiro de 2009) O fim de semana estava bom que era uma beleza. A temperatura? Ótima para pegar uma praia , aquela mesmo que a gente pegava no verão. E então, fomos estrear o "trenó" do Ângelo.  Dá para brincar logo saindo de casa, no playground e qualquer lugar, mas o lugar mais bonito era Ribesborg, em frente à praia, há dez minutos de casa. Esse lugar, na verdade, é um monte de campos de futebol, verdinhos, verdinhos, no verão, onde o Renato joga com os suecos, dinamarqueses e muitos outros estrangeiros que por lá aparecem.  O lugar é tão grande que mesmo com muitas outras crianças (nós não éramos os únicos pais malucos-corajosos-animados) brincando, a impressão era de que estávamos num lugar muuuito distante da cidade, sozinhos. O Renato lembrou de como no Brasil o pessoal dizia que tava frio para ir à praia, porque tava fazendo só 25. Com sol o ano todo, a gente no Brasil exige mesmo muito calor para passear na praia.

Comentários e respostas

Gente boa, gente amiga, Bom dia! Só para dizer que os comentários da semana foram respondidos. E para dizer que tenho deixado sempre para responder nos fins de semana. Desculpem se isso torna chato o envio de comentários, mas espero que continuem enviando. Como já disse muitas vezes, é muuuito bom receber comentários. Anima a gente e dá pano para os próximos textos. Entretanto, tenho tentando me dedicar ao sueco, a pintar e "montar" minha tal segunda exposição e, sem contar, que como ótima "do lar" estilo sueco tem muita coisa para dar conta na vida aqui. Quando der, eu respondo rápido. Quando não, com certeza vocês terão a resposta no fim de semana. Beijocas e ótima semana!

O que rola a -5 graus?

(Entre as coisas que mais amo no inverno daqui é poder sair de casaco na neve e trazer tulipas coloridas para casa) A Érica disse no post " se um dia eu voltar muito estranho ", que fica curiosa por saber como tem sido minha readaptação por aqui, já que ela teme um dia sofrer com o mesmo se resolver deixar o Brasil por um tempo também. Conversando com as amigas daqui parece que meu sentimento é bem parecido com o delas. A gente estranha quando chega aí e estranha quando volta para cá. Entretanto, se enquanto estava de férias no Brasil, a Suécia parecia um sonho distante, algo que nunca havia, de fato, ocorrido, agora, a sensação é de que vivi minha vida toda aqui. Sabe igual namorado bom que a gente acha que só teve com ele a vida toda? Acho que essa facilidade do ser humano, ou de muitos deles, se adaptar é incrível. É magnífica! A gente sofre a separação da família e dos amigos. Sofre, claro, a diferença gigante de temperatura. Se minha mãezinha e sogra andam reclamando

O meu pai era mineiro e o seu? ou Chico Buarque e minhas raízes

("Os retirantes", do artista pernambucano José Miguel da Silva, ver: Arte popular brasileira ) Nos últimos dois posts da super Lilás , ela usa a elaboração do filósofo Nietzche para dizer que "antes só do que melhor acompanhada" e do quanto é bom ouvir Chico Buarque e sua pura poesia cantada. Aqui vai uma das músicas que mais amo em Chico. Não é das românticas não. Essa aqui me lembra um vestibular da PUC São Paulo, cuja letra ajudava os vestibulandos a pensar a questão da migração no Brasil. Conhece? "O meu pai era paulista Meu avô, pernambucano O meu bisavô, mineiro Meu tataravô, baiano..." Para essa aula, como em algumas outras, eu sempre tinha o CD de Chico Buarque à mão e adorava o resultado. Êta prazer que era dar aulas assim! Além de interpretarem a letra tim tim por tim tim, os alunos ficavam embasbacados com a música. Depois dessas aulas, era difícil não ter um novo fã do cantor e alguém para eu trocar idéia nos intervalos.  Além das aula

Bom dia! Bonjour! God Morgon! Good Morning! Guten Tag! Jo San! Ibuto?

("La pie", Claude Monet, 1869) Bom dia para quem está aí do outro lado. Acordamos com uma surpresa branca linda do lado de fora. O chão, as árvores e tudo o mais está cobertinho de neve! Lindo, lindo, lindo! Talvez uma das experiências mais maravilhosas que se possa ter da natureza é ver a neve cair, estar debaixo dela e, como diz minha amiga Mafer que vai dar a luz ainda essa semana, "ouvir seu barulhinho ao cair"... Esses dias li o comentário de um leitor de um blog que gosto, acerca do caso da brasileira na Suiça. A moça dizia que, por coisas como as que aconteceu com Paula, ela nunca se aventura a sair do Brasil, para não ser recebida daquele jeito... E eu digo que ficar fechado e achar que tudo que podemos conhecer é o caminho do trabalho para casa e vice-versa é muito, muito pouco para uma vida toda. Há tanta gente maravilhosa em todo canto do planeta. Há tanta natureza para se ver, tão ou mais maravilhosa do que aquela com a qual você se acostumou a

"Boca aberta, dentes à mostra": o encontro necessário com a arte no dia a dia

("Boca aberta, dentes à mostra", montagem de Zoe Leonard, Statens Museum , Copenhaguem. Foto de Somnia Carvalho, janeiro de 2008) "Por que escrever uma coluna sobre arte num site criado para brasileiros que vivem na Suécia? Qual meu interesse e meu objetivo, quando sei que há tantas questões práticas vividas pela pessoa que imigra e tantas necessidades mais "urgentes" do que aprender e refletir sobre arte?" Gostou do título deste post? Gostaria de ler o texto completo? Então passa lá no site Brassar e prestigie a Borboleta! Foi publicado meu primeiro texto na coluna de Arte e adoraria receber uns " pongs " de vocês. Procurem no lado direito do site em " Coluna da Semana ". Beijocas e ótimo sábadão para vocês Aqui ficamos com -3 no termômetro, mas o fim de semana promete ser claro e quem sabe com neve! Ueba!!!

Onde é mesmo o Haiti?

("Crucificação", Emil Nolde, expressionista alemão, 1912) Ontem, depois de ter escrito o post sobre Paula Oliveira , a brasileira atacada por neonazistas em Zurique (que também foi tema de textos nos blogs de conterrâneas de imigração, a Paula Sartoretto , e a  Ju Moreira ) lembrei-me muito de uma música do Caetano. Ela ficou tocando assim várias vezes na minha cabeça. "Haiti" foi tema de muitas aulas de redação que eu e umas amigas demos no antigo Cursinho DCE-Unicamp . Ouvindo e refletindo sobre seu conteúdo, lembro dos alunos ficando surpresos com qual tipo de questionamento Caetano acabava levantando.  Pensar que o"Haiti é aqui" significava pensar que o lugar onde a discriminação, exploração e miséria acontecia não era só lá longe de nós. Todos os dias o mesmo acontecia por aqui, embora "aqui", no Brasil, não fosse o Haiti. A letra é maravilhosa e gosto do ritmo meio compassado e picado de Caetano, quase falado. Pura denúncia e alerta.

As bestas humanas

Estou indo para a aula agora, mas chocada com a notícia da brasileira que foi atacada por neonazistas na Suíça. Vi o vídeo no site da Denise e, pensando nos milhares de estrangeiros que encontrarei agora, imigrantes de muitos países do mundo, dá até uma nó na garganta. A Suécia tenta ensinar a tolerância a outras raças já na escola infantil. Tentam ser um povo que entende que a diferença faz parte da vida e é rica para seu próprio crescimento. Tem funcionado bastante, embora mesmo num lugar onde respeito é ensinado não consiga estar totalmente ileso desse tipo de comportamento. Ao contrário da política da boa vizinhança, em muitos países vêm crescendo a intolerância e o apoio a grupos de direita que pregam que os responsáveis por "todos os males sociais" são os que vêm de fora. A prova foi a eleição de tantos homens de Estado nos últimos anos que pregam a retirada de estrangeiros como solução de desemprego etc. A intolerância, como já refletiu tantos filósofos, em qualque

A Suécia e algumas histórias (2): Nikol, a alemã com espírito latino

("Amizade", Pablo Picasso) A primeira vez que estive na Suécia foi em outubro de 2006. Vim acompanhando Renato numa entrevista e vindo "pensar" junto como seria viver numa terra geladinha e distante como essa. Voltamos um mês depois (eu com um mês de gravidez) já decididos, para acertar detalhes e achar um apartamento para morar no início do ano seguinte. Foi então que Martin, da imobiliária, nos levou a um apartamento que amamos logo de cara. O dono, um africano bonito e simpático casado com uma sueca que não conheci, iria viver em Estocolmo e estava alugando seu imóvel. Éramos os prováveis próximos inquilinos e tudo ficou "quase acertado" nessa visita.  Arejado e grande, onde antes havia três apês diferentes, o lugar tinha tudo que a gente queria e um pouco mais. De cara tinha três banheiros e uma  big , mas uma  big de uma "casa de banho", como diz a amiga portuguesa, Maria, onde eu imaginei tomar banhos de banheira longos e delicioso

Êta frio da gota serena!

Hoje o termômetro está brincando de enganar a gente. Apesar dos 3 ou 4 positivos marcados lá, o vento de 30 km por hora tá doendo até nos ossos. A sensação é de -5 e embora possa parecer estranho que eu esteja reclamando tanto, quando já estou aqui há três invernos, posso dizer que o corpo desaprende rapidinho. Um mês e pouco de férias foi suficiente para estranhar muito e ficar de queixo caído com a suecas fortonas, de meia fina e saia, desfilando por aí. E tem mais frio chegando! A previsão inclui gelinho, neve e tudo que tiver direito nos próximos dias! Ui ui ui, ai ai ai!

Dia Nacional dos Samernas, povo da Lapônia

Hoje, dia 06 de fevereiro, é o Dia Nacional dos Samernas , o povo da Lapônia .  E eu que tinha até um recado em minha secretária telefônica certa vez, com uma música do Mawaca, brincando que meus amigos da Lapônia estavam lá e anotariam o recado, nunca imaginei que esse povo poderia ser tão pitoresco. Em minhas duas últimas aulas de sueco essa semana, lemos bastante sobre os samernas, os quais a gente chama de lapões, e sobre sua cultura. A Lapônia, que a gente conhece como sendo apenas a terra do Papai Noel, na verdade é uma região que engloba parte da Suécia , Noruega, Finlândia e Rússia. Ao todo são 80.000 pessoas vivendo nessa regiaõ.  E para você que, como eu, sempre imaginou o Papai Noel e sua thurma apenas no meio da neve e do gelo fique sabendo que na Lapônia o verão é muito parecido com o nosso aqui do sul da Suécia. Sim! as renas, os duendes e o Papai Noel ficam de sungão tomando banho de praia no verão! Embora eles também tenham as quatro estações bem bonitinhas, as

"Boca aberta, dentes à mostra": o encontro necessário com a arte no dia a dia

("Boca aberta, dentes à mostra", montagem de Zoe Leonard, Statens Museum , Copenhaguem. Foto de Somnia Carvalho, janeiro de 2008) Qual impressão que você teria ao se deparar com um exército de bonecas, exposto de forma linear, num sala grande e branca de um museu? No mês de novembro fui rever uma exposição no Stadt Museum , em Copenhaguem que havia me causado certo impacto. A curta distância entre Malmö, cidade onde vivo no sul da Suécia, com a capital da Dinamarca é tão pequena que permite essa troca bastante produtiva entre os dois países e seu povo. “Reality Check”, como foi intitulada, tratava-se de uma exposição de arte contemporânea na qual o visitante era convidado a duas coisas. Primeiro, perceber como a realidade foi sentida e captada pelos artistas que ali estavam expondo. Segundo, vivenciar a exposição a partir de uma percepção própria daquela realidade testada antes pelo artista e traduzida por ele para uma outra realidade. Dividida em várias zonas espalhada