Pular para o conteúdo principal

As bestas humanas


Estou indo para a aula agora, mas chocada com a notícia da brasileira que foi atacada por neonazistas na Suíça. Vi o vídeo no site da Denise e, pensando nos milhares de estrangeiros que encontrarei agora, imigrantes de muitos países do mundo, dá até uma nó na garganta.

A Suécia tenta ensinar a tolerância a outras raças já na escola infantil. Tentam ser um povo que entende que a diferença faz parte da vida e é rica para seu próprio crescimento. Tem funcionado bastante, embora mesmo num lugar onde respeito é ensinado não consiga estar totalmente ileso desse tipo de comportamento. Ao contrário da política da boa vizinhança, em muitos países vêm crescendo a intolerância e o apoio a grupos de direita que pregam que os responsáveis por "todos os males sociais" são os que vêm de fora. A prova foi a eleição de tantos homens de Estado nos últimos anos que pregam a retirada de estrangeiros como solução de desemprego etc.

A intolerância, como já refletiu tantos filósofos, em qualquer forma que se manifeste, contra estrangeiros ou qualquer minoria é a causa dos maiores males do ser humano. Por isso eu a abomino e creio ser o maior inimigo de qualquer nação ou pessoa. 


Comentários

Anônimo disse…
Fiquei chocada qnd li essa noticia tbm!
muito triste saber que existe esses tipos de pessoas no mundo!
:(
Beth/Lilás disse…
Meu Deus, onde isso tudo vai parar!?
Soube que a sigla deixada no abdôme e nas pernas é de um partido político que tem uma ala radical à imigração e que a polícia está trabalhando no caso sem dar muitas explicações, nem mesmo ao pai da moça que correu para lá.
Acho que o governo brasileiro tinha que se pronunciar veementemente neste caso para que não venha a ocorrer com demais brasileiros que estão no exterior.
Meu marido esteve na Suíça no final do ano passado e notou muitos imigrantes, principalmente de origem africana e muçulmanos, em grupos, falando alto e alegres, mas que o povo nativo nem se aproxima e olha para eles. Há, realmente, um sentimento de raiva, mas sabem que precisam da mão de obra deste povo e que eles não querem botar a 'mão na massa' para certos trabalhos.
Creio que a coisa vai aumentar se o ritmo de desemprego crescer.
Deus os abençoe e os guie!
bjs cariocas
Anônimo disse…
Somniazinha
Tbm to passado. Fico pessimo quando acontece essas coisas e passo a desacreditar em tudo. Eh das coisas mais tristes que podem acontecer nesse mundo... ver a intolerencia, o racismo e a burrice ganhando força. "Nós somos melhores que eles... nós somos mais fortes... nós conseguiremos reverter isso..." esse tem que ser nosso mantra diário.
Tenh milhoes de coisas pra contar: to solteiro/ domingo é meu niver/ vou dar uma festona com o tema CASSINO DO CHACRINHA.
Queria MUITO que vc e o Renato estivessem aqui pra gente dançar MUITO igual àquele dia inesquecível! Vou te mandar o convite pelo email so pra ver se vc toma coragem e vem... (na verdade é pra vc ficar morrendo de inveja por nao estar aqui!!!)
mais uma coisinha: vi seu pos anterior e adorei seus quadros e preciso te contar uma coisa: EU SEI QUEM ERA A BORBOLETA ATÍRIA!!!
olhodopombo disse…
Por isso que o Brasil tem algo diferenciado,
esta aceitação ao estrangeiro de qualquer nacionalidade....
Somnia Carvalho disse…
Janinha,

pois é... a gente não deve achar que todo mundo é so bem intencionado como a gente.

Tem coisa podre em muitos reinos por ai!
Somnia Carvalho disse…
Betíssima,

eu amei zurique, achei linda! mas tambem senti uma coisa ruim.. aqueles suiços grossos, falando alemão, me destratando... e nao era porque minha pele era de outra cor, mas porque um ou outro percebeu que eu nao falava alemao...

eu nao posso generalizar, nem porque eu nunca morei la... mas em geral acho que nao sao faceis de aguentar a diferenca nao... ja aqui na suecia eu sinto bem difernete. Se eles pensam o mesmo eles fingem muito bem porque todo mundo trata todo mundo com muita educacao!
Somnia Carvalho disse…
Paulo querido Belém,

preciso passar la no seu pedaço!
uau! FELIZ ANIVERSARIO DO CHACRINHA!!!

E QUE RAIIIVA de eu nao poder ser aquela chacrete loira simpatica dele, lembra?

eu adorava ela... acho que era Cidinha!

Paulinho, sim! temos que gritar e tentar vencer! por enquanto a gente ainda ta vencendo!
Somnia Carvalho disse…
Fátissima,

acho que a gente nao tem muito esse problema no geral... talvez porque a gente ja e uma mistura tao grande que e mais facil mesmo lidar com isso...

mas eu nao generalizaria ainda tanto assim... acho que o brasileiro aceita bem gringo que vem de terra de onde ele pensa que e melhor... mais desenvolvido...

quando se trata de bolivianos, peruanos por exemplo, na faculdade havia uma certa discriminação...

o mesmo para chineses la no centro de sao paulo...

a gente e mais tolerante, mas nao sei exatamente se e porque somos suuuuper abertos...

Postagens mais visitadas deste blog

Azulejos em carne viva? O que você vê na obra de Adriana Varejão?

( "Azulejaria verde em carne viva" , Adriana Varejão, 2000) Gente querida, Domingão a noite e tô no pique para começar a semana! Meu grande mural preto, pintado na parede do escritório e onde escrevo com giz as tarefas semanais, já está limpinho, com a maior parte "ticada" e apagada. Estou anotando aqui o que preciso e gostaria de fazer até o fim desta semana e, entre elas, está finalizar a nossa apreciação da obra de Adriana Varejão , iniciada há dias atrás. Como podem ver eu não consegui cumprir o prazo que me dei para divulgação do post final, mas abri mão de me culpar e vou aproveitar para pensar mais na obra com vocês. Aproveito para convidar quem mora em São Paulo a visitar a exposição da artista, em cartaz no   MAM , Museu de Arte Moderna, no Parque Ibirapuera, com entrada gratuita e aberta ao público até 16 de dezembro deste ano. ("Parede com incisões a La Fontana", Adriana Varejão, 2011) Para "apimentar" a dis...

Na Suécia também não tem... branco no Reveillon

Se você é brasileiro ou brasileira conhece, com certeza, a tradição da roupa branca na virada de todo ano novo no nosso país. Diz a lenda que o uso da roupa branca atrai boas energias. A claridade e a luz provindas do branco sempre remetem à paz, harmonia, pureza etc e, apesar de ser um costume tomado por brasileiros de todas as religiões, a raíz dele está na cultura e na religião dos negros africanos que também colonizaram o Brasil.  Eu, obviamente como boa brasileira, sempre soube que se não fosse de branco eu deveria ao menos escolher uma cor super alto astral ou de sorte, como o amarelo. Ou pôr umas calcinhas novas, também de cores "boas" para garantir um sucessinho. Eu normalmente passo reveillon em alguma praia então eu só tenho na memória gente vestida de branco, amarelo e, no máximo, um azulzinho. Ninguém quer atrair maus fluídos e entrar com o pé esquerdo no primeiro dia do Ano Novo. Ou quer? Bom, se você estiver cansado dessa tradição e opressão do branco sobre você...

Violeta Paz é que eu me chamo!

("Violeta Paz", detalhe da tela que fiz hoje, inspirada pela postagen lilás, Somnia Carvalho, abril 2010) Semana passada eu fui contagiada pelo vermelho de vocês e tentei, tentei ardentemente criar uma tela em vermelho... Eu queria mostrar como essa cadeia de influência, essa rede que se chama internet pode nos afetar negativa ou tão positivamente. Depois de ler a história do vermelho cabelo da avó da Glorinha eu queria pintá-la... queria pintar sua força e sua ingenuidade. Queria pintar sua feminilidade e queria pintar o amor de sua neta por ela. E como minha tentativa de expressar em cores o que sentia não funcionava fui tentando outras telas. Tentei em três telas diferentes algumas idéias... criar uma tela em vermelho (a partir de uma foto preto e branco) da minha sogra Irene no dia de seu casamento sendo pega pelo meu sogro Caetano, num ato espontâneo de amor... Depois tentei uma dançarina de tango e parei na metade... Depois minha linda amiga Liana ...