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Mostrando postagens de 2007

Felicidade Pura

Há algumas semanas que assim, derepentemente, Angelinho começa a soltar lindas e profundas gargalhadas. Não dá para prever o quê exatamente liga o tal botãozinho dele. Pode ser o som de uma palavra dita ao acaso, como "péssinho", "bebêssinho", "pararacundera" ou uma bola atirada ao alto pela tia Dri. Dessa vez, consegui correr, pegar a câmera e registrar a felicidade dele ao olhar para a bola e a nossa a ver a pureza do riso dele. Uma delícia.

"The Dark Side of the Moom"

(Igreja de St. Paul, Copenhaguem, 12:30h. Foto de Adriana Cechetti) Eu sempre tive horror a frio e nunca me imaginei vivendo num país onde a temperatura chegasse a negativo. Mas, como "todo cambia", como diz minha minha amiga Mercedez Sosa, eu também mudei de idéia. E muito. Na verdade, a coisa mais difícil da vida fora dos trópicos não é o frio, mas o escuro. A falta de luz. O frio você contorna facinho com os super-hiper-mega-plus casacos, botas e acessórios que eles têm aqui que, aliás, são lindos. Fica um pouco mais difícil com o vento e a chuva, e por isso a gente se acostuma logo, logo a sair de casa apenas depois de ter olhado a previsão para o dia e saber exatamente se vai pegar 5 km de vento ou 30. Se chove molhado ou se chove gelinho. Isso faz toda a diferença. Mas, ainda assim, isso não segura ninguém dentro de casa. Quer dizer, o frio não impede que as pessoas continuem suas vidas quase de forma normal. O que pega mesmo, o que deixa a gente assim sem energia

Feliz Natallll!

Gente, Um Feliz Natal pra todos e um Ano Novo muito, muito cheio de bençãos. Adorei estar aqui todos os dias com vocês! Espero que nossos encontros celebrem mais alegrias no próximo ano!

Dentro do Hamlet e mais perto de Shakespeare

(O grande navio que "engoliu" o carro para a travessia) Esse fim de semana, a embaixatriz levou a visitante brasileira para conhecer a bela cidade de Helsinborg, há alguns quilômetros de Malmö. De lá, toma-se um imenso barco chamado Hamlet que leva até o lado dinamarquês, na cidade de Hensingor. (Angelinho brincando e literalmente babando no carro do pai dele) (A jornalista Dri e a Embaixatriz dentro do naviozão) (Vista diurna do Castelo) (Vista "noturna", 5 da tarde no Castelo) O passeio incluiu a visita ao deslumbrante castelo Kronborg, que serviu de inspiração para Shakespeare em seu Hamlet. Tudo lindo e maravilhoso. Até o frio de -2 e a brisa ajudou no clima misterioso do passeio. O pequeno Ângelo aproveitou bem o passeio para tirar um bom cochilo e os três para tomar um chocolate quente saboroso. Aqui, algumas fotos para fazer vocês passarem vontade de vir visitar a embaixatriz também. (A repórter Dri em seu papel de tia babona) (Tal pai, tal fi

É preciso sempre renascer para o que importa

(Sandra, Rê, Eu e Lê, numa das poucas fotos que temos todos juntos, janeiro de 2002) Eu tenho uma irmã, a Sandra, e um irmão, o Alessandro, dois outros amores da minha vida. Neste Natal será um dos quase únicos da minha que não estarei com eles. Sentirei falta do almoço e de como a gente sempre começa a se lembrar de como éramos crianças. De como meu pai era trapalhão, do Agnaldo Timóteo tocando no carro enquanto íamos para a praia... Do Lê empolgado fazendo caras e bocas e da Sandra perdendo o fôlego de rir. Sentiremos falta dos abraços apertados na virada da noite, enquanto ceiamos com a família do Rê... Coisas assim é que eu considero importantes de se ter no Natal. Gente que a gente ama. Natal pra mim é sempre uma certeza de que a vida vale esses minutos que passamos com quem nos faz falta. E é momento de avaliar se aproveitei mesmo a vida do jeito que deveria ser. Mas, embora eu adore a idéia de estar aí, mesmo tanta distância não impede que eu me sinta totalmente conectada

Poucas palavras

(Minha mãe e Ângelo, o neto que ela ama à distância, Brasil, outubro deste ano) Esses dias, falando com minha mãe sobre o lado difícil de estar longe, da saudade e de como eu gostaria de estar aqui, mas aí ao mesmo tempo, ela me disse: - Eu agradeço a Deus todos os dias pela vida que você tá tendo aí, Sônia. E eu pensei, mas não respondi, que ela me dava mais um motivo para eu agradecer todos os dias a mãe que eu tenho. ....

Um Romeu para a Julieta: Parte 2: Gláucia e Daniel

("O beijo, Gustav Klimt) Trilogia das Relações Lindas, Saudáveis e Possíveis: Um Romeu para a Julieta: Parte 2: É preciso olhar e ver Era uma vez uma menina Gláucia e um menino Daniel. Em comum eles tinha o "d" mudo que o povo de Jund-aí fala. Tinham também quase o mesmo endereço. Um era vizinho do outro e por assim foi por quase vinte e cinco anos. Vizinhos de frente, na maior parte do tempo, mas, além disso, nada mais os unia. E assim o tempo foi passando. Da escolinha e das brincadeiras de Princesa e Príncipe - que a gente imagina que ela pode ter tido - até à universidade, a menina Gláucia se manteve distante do menino. Embarcou para Campinas, depois São Paulo, estudou as letras e as poesias, mas o romance ela deixava para as aulas e não para a vida. Depois de um ou outro relacionamento, a idéia de encontrar um Príncipe, parece, foi, aos poucos, deixando seu mundo prático e independente. E entre tantas idas e vindas do destino, entre tantas alegrias e tristez

Embaixatriz Deslumbrette recebe Super Nanna

(Amanhecer de dentro do avião) Chegou ontem em Malmö a jornalista brasileira Adriana Cechetti. Depois de longa e tranquila viagem, foi recebida no aeroporto de Copenhaguem onde desembarcou. Ela, que veio para cobrir o Natal da Embaixatriz virtual da Amizade entre Brasil e Suécia, Somnia Pollyanna Deslumbrette de Carvalho, foi recebida com zero grau no termômetro, mas um belo sol e muita festa. (Recepção calorosa para Super Nanna) Parece que quem vai ter que entrar nos eixos agora é o bebessinho mimado do casal, porque a Super Nanna tem experiência e currículo pra lá de bom para pôr o menino nos eixos. Já começou ficando bastante tempo com ele no colo... (Super Nanna aplicando a técnica do "é só carinho, é so amor" no pequeno herdeiro) (Renato e Adriana Cechetti, saboreando um Glögg a - 1 grau, beira do Canal de Copenhaguem) A visita começou pela bela cidade de Copenhaguem, ainda no lado dinamarquês e terminou com delicioso encontro na casa de queridos amigos brasil

Um Romeu para a Julieta: Andreas e Fernanda, Trilogia número 1

(Andreas e Fernanda na festa Anos 80 do Renato, setembro de 2005) Trilogia das Relações Lindas, Saudáveis e Possíveis, Parte 1 Os fofos se atraem Imagine uma menina que aos 15 anos vai morar na Alemanha sozinha, aprende o idioma, trabalha como babá, porque acha importante ter sua independência fora, aprende zilhares de coisas e nunca se gaba disso, mas aproveita como experiência de vida. Essa é uma menina fofa. Ela é a Fernanda, nossa visitante 6.000 e minha amiga desde uns seis anos atrás, quando nossos, ainda namorados, trabalhavam juntos na capital paulista. Ela é perfeita para a nossa primeira trilogia, porque o jeito como leva seu relacionamento é leve, prazeroso, apesar de cheio de dedicação e amor. A Fer é casada com essa outra pessoa fofa, o Andreas. Eles são o tipo de casal que você não consegue imaginar um sem o outro. Eles namoraram desde adolescentes. Eles se acompanham desde adolescentes, quando se conheceram na escola alemã, já que os dois têm descendência loirinha

Um Romeu para a Julieta: Trilogia das Relações Lindas, Saudáveis e Possíveis

Algumas semanas atrás, minha amiga virtual, a Daniela, ( http://1daystand.blogspot.com/) dizia que ela vai na contramão da maré e acreditava sim ser possível encontrar um Romeu perambulando por aí e que, ao contrário de suas amigas, ela não acha que os homens sejam "todos iguais", mas acredita sim em relações saudáveis e boas. Eu sou a primeira a dizer: "Péraí! Tudo igual não!" Eu sou daquelas que acredita que a tampinha para a sua panela pode ser quase perfeita, mas depende de onde e como você anda procurando essa tampinha. Depende também que tipo de panelinha você é, porque não dá para querer alguém "diferente" se a gente acaba buscando nos Romeus apenas valores que a maioria das Julietas buscam. Valores que, numa relação, pouco servem. Que o Romeu seja lindo e gostoso, aos seus olhos, claro! Imprescindível! Mas é preciso bem mais que isso para se ter um companheiro do lado... O Renato sempre me disse que achava que as pessoas não precisam ser "

Ser por inteiro

("Mulher com duas caras", Marc Chagall) Há muitos anos, estudando para o vestibular, dei de cara com o curto, mas profundo, poema de Fernando Pessoa. Li, reli, li de novo. Nunca esqueci. É conhecido e lindo de se repetir. Tenho pensado muito nele e estou igualmente apaixonada por esta tela de Chagall. Talvez porque, mais do que nunca, tenho percebido que para ser inteiro é preciso, mesmo, não excluir nada, embora na vida a gente tenha mania de mostrar apenas a face que todo mundo gosta e aprova. ..... Para ser grande, sê inteiro Para ser grande, sê inteiro: nada Teu exagera ou exclui. Sê todo em cada coisa. Põe quanto és No mínimo que fazes. Assim em cada lago a lua toda Brilha, porque alta vive Ricardo Reis ......

Homenagem in off

(Aqui, Vicky mandando um "tchauzinho" pra gente, depois do nosso brunch do sábado) Pessoal, vou falar baixo para tentar ser discreta... A visitante 6.000 do blog foi nada menos que nossa querida e estimada Vicky. Sim. Vivi, Vitorinha, como queiram chamar nossa Princesa Victoria. Eu sempre a chamo de muitos nomes e ela gosta e acha graça... Então... Ocorre que ela me mandou um email ontem dizendo que havia visto meu pedido para que a borboleta 6.000 deixasse recado. Mas, disse ela, embora seja leitora diária do blog e o leia todas as manhãs em seu mac book, enquanto toma seu cafe latte, ela não poderia deixar mensagem no blog. Segundo ela, isso lhe traria constrangimentos com outros blogueiros brasileiros, residentes na Suécia. Blogueiros, inclusive, que ela não lê. Eu entendi perfeitamente, claro. Mas como daqui eu posso acessar uma alta tecnologia sueca, mesmo porque ela tem a mesma marca de computador que eu, consigo fazer com que ela não consiga ler este post. Ótimo

Embaixatriz recebe jornalista brasileira

(A jornalista e a Embaixatriz, já grávida de 3 meses, durante despedida do Brasil) Nesta semana deve chegar em Malmö a jornalista Adriana Cechetti, enviada especialmente do Brasil para cobertura do Natal da atual Embaixatriz da Amizade entre Suécia e Brasil. Somnia Pollyana Deslumbrette de Carvalho, eleita recente e virtualmente para o cargo, escolheu a repórter por ter, segundo ela, "afinidades e vínculos eletivos". Parece que as duas já se conhecem de alguma data. Adriana, que cobriu a primeira exposição de Pintura da Embaixatriz (Pintura em Sol Maior), também tem acompanhado sua vida pessoal desde um certo tempo. O arquivo de fotos é imenso e as duas aparecem juntas em vários eventos sociais realizados em São Paulo. A simpática e renomada jornalista, que já trabalhou em três das maiores tevês brasileiras, entrevistou inúmeras celebridades no país, ao que tudo indica, também tem um particular com a Embaixatriz. Adriana é filha dos mesmos pais do marido de Somnia D

Promessa é dívida

("Marcella", Ernst Kirchner) Pelo jeito bateremos os 6.000 visitantes hoje, mas estou sem condições de escrever o post em homenagem à nossa visitante 5.000, a Fer, pois peguei uma tal gripe de Malmö, mistura de gripe forte com virose e estou parecendo a Marcella do Kirchner... Mas promessa é dívida e este post aparecerá por estes dias... Enquanto isso, se você for o nosso sorteado de hoje, deixe um recado! Abraços sem espirros.

Certas memórias nem as manchas do tempo conseguem apagar

(Eu, com uns não sei quantos anos, há um certo tempo atrás) Desde uns anos atrás, quando encontrei esta foto, num binóculo perdido nas coisas de minha mãe, eu a carrego comigo. Deve ser uma das duas únicas que meus pais tiraram de mim quando pequena, já que, na época, fotografia ainda era uma coisa muito cara para as posses deles. E, embora eu conhecesse o tal binóculo desde criança, foi só na "madureza" que eu passei a valorizar a imagem que ele carregava. O fato é que eu amo esta foto. Amo fotografias, álbuns de família, de um modo geral, mas esta eu acho especial. Foi a partir dela, que minhas memórias, esquecidas na infância, vieram à tona um dia. Olhando-a, lembrei-me do lugar onde morávamos, a Chácara do Sr. David, que ficava na região de Campinas. Lembrei do mato e das aranhas que minha mãe tanto temia naquele lugar. Lembrei de algumas noites em que ela e meu pai, ficavam à minha volta, me cuidando, enquanto meu nariz sangrava não sei porque cargas d´água. E vendo

Amar é e não é uma coisa simples

("O passeio", Marc Chagall) A demanda do bebê aqui de casa fez com que a gente quase deixasse o dia passar em branco, mas por sorte ainda é tempo de lembrar... Hoje, o Caetano e a Irene, o Pê e a Mê, ou ainda, os pais do Renato e avós do Ângelo, celebram 33 anos de casamento. E por essa história que tem muita coisa bonita pra se contar e lembrar, e da qual a gente imagina que vocês se orgulhem muito, só temos a dizer, muito alegremente: PARABÉNS! Esperamos que vocês continuem se tomando pela mão... se amando na simplicidade, porque os frutos a gente já conhece bem. (Pê e Mê, Suécia, agosto 2006) Ensinamento Adélia Prado Minha mãe achava estudo a coisa mais fina do mundo. Não é. A coisa mais fina do mundo é o sentimento. Aquele dia de noite, o pai fazendo serão, ela falou comigo: "Coitado, até essa hora no serviço pesado". Arrumou pão e café , deixou tacho no fogo com água quente. Não me falou em amor. Essa palavra de luxo.

"A mãe do primeiro filho"

("A Mulher e as Rosas", Marc Chagall) A mãe do primeiro filho Murilo Mendes "Carmem fica matutando no seu corpo já passado. — Até à volta, meu seio De mil novecentos e doze. Adeus, minha perna linda De mil novecentos e quinze. Quando eu estava no colégio Meu corpo era bem diferente. Quando acabei o namoro Meu corpo era bem diferente. Quando um dia me casei Meu corpo era bem diferente. Nunca mais eu hei de ver Meus quadris do ano passado... A tarde já madurou E Carmem fica pensando."

Como parar um vício?

Contece que viciei de beijar esse bebessinho (como diz o pai, engenheiro e virginiano) Contece que viciei em pegar os pessinhos dele e levantar pro alto pra cheirar... Contece que fico feito tantan a falar e brincar com ele... E não sei como fazer mais.. porque é gostossu demais zenti... Que cê sugere dotô?

"Receita de Ano Novo": Trocar Skakespeare por Drummond.

("Mariana", John Everett Millais, 1851) A bela e contagiante tela acima, de John Millais (não confundir esse inglês com o francês Millet), pertencente ao acervo do Tate Gallery, em Londres, é ainda mais impressionante quando vista ao vivo. Enorme, com cores muito, muito vivas, brilhantes, aveludadas, a tela "Mariana", que tem como tema a personagem da peça "Medida por medida", de William Shakespeare, prende o expectador dentro dela. Prende a atenção sobre Mariana, seus trajes, seu quarto e sua beleza. No entanto, apesar de jovem e linda, Mariana é infeliz. Rejeitada por seu grande amor, o governador de Viena e seu amante, Ângelo, ela se isola em sua tristeza. Nada mais fora de sua própria tragédia, de seu abandono e sua infelicidade a mantém. De dentro de seu quarto e de seu desespero ela se põe a esperar pelo retorno do amado. Millais soube captar o desespero da bela e seu confinamento a partir de uma pintura que simbolizou muito bem a peça do drama

Bozo, o filósofo pós-moderno

"Sempre rir, sempre rir, pra viver é melhor sempre rir, eu sou Palhaço e faço assim, até dormindo o negócio é sorrir é sorrir..." Nada melhor do que um dia de domingo em que a gente sorria. Hoje aqui o dia começou muito escuro. Oito da manhã pareciam quatro e a chuva não anima o passeio, mas dia de domingo sempre é especial pra mim. Gosto desde a infância, quando eu acordava de manhã e continuava na cama, ouvindo as conversas da minha mãe com meu pai na cozinha durante o café... Ficava à espreita porque eles sempre estavam falando de nós, os filhos. E minha mãe estava a contar as novidades da semana, o que eu - danada, espertinha - havia feito ou aprendido... e eu me sentia extremamente especial. Depois vieram as muitas missas do domingo, em que ou eu preparava a liturgia, ou cantava com o coral, ou ensaiava algo com adolescentes ou jovens para tornar a Santa Missa mais animada e mais "entendível" ao povo que lá madrugava. E, depois ainda, veio a companhia ad