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Mostrando postagens com o rótulo preconceito

Na Suécia também não tem... que vestir menina de cor de rosa

(Foto de dois meninos brincando de bonecas numa das pré-escolas suecas exibidas no site de propaganda do lugar, fonte: Bjurhovda Södra Förskola) Eu venho pensado este tema há algum tempo, mas vinha adiando porque queria muito ter mais material para ele. Entretanto, o último post da Lola no qual ela fala do quanto a língua portuguesa é machista, bem como outras tantas, me fez lembrar do assunto. Decidi jogar o tema na mesa para discutirmos e aí vou tentando acrescentar a medida que conversamos juntos. Ou deveria dizer eu: juntas? já que a maior parte das pessoas que me lêem parece ser de mulheres? Eu sei que não existe (ainda) paraíso de igualdade entre os gêneros, mas a Suécia está muitos passos adiante do que vemos no Brasil e no mundo. Talvez por isso eu tenha sempre em mente tantas comparações e por isso coloque tanta atenção em coisas que uma amiga sueca, por exemplo, nem notaria. Há vários e vários exemplos de maior igualdade entre mulheres e homens aqui. Bom exempl...

A música, o biquini e o véu que a gente não escolhe

(Os biquinis necessários) Eu imaginei que o post sobre minha colega iraquiana não passaria sem causar alguma polêmica, embora eu tenha até me surpreendido (positivamente) com a rapidez e animação com que vocês se manifestaram.   Desde que me mudei para a Suécia eu desvio do assunto quando penso em escrever um post sobre as enormes diferenças que há entre os estrangeiros vindos do oriente médio e o os vindos de outros cantos do mundo. Desvio porque sou o tipo que evita muita polêmica. Acho que os oito anos que trabalhei como professora de cursinhos, nos quais discutia três, quatro vezes por dia o mesma tema sempre muito polêmico, para tentar ajudar os alunos a pensarem argumentos que eles não haviam pensado contra a tese que sustentavam no início das aulas, e tinha que trabalhar de mediadora para que eles não se pegassem na sala, me deu uma coisa nas veias de sempre querer ver dois lados das moedas.  Além disso, o tema sobre o uso do véu e como os israelenses, iraquianos, paquistaneses ...

Onde é mesmo o Haiti?

("Crucificação", Emil Nolde, expressionista alemão, 1912) Ontem, depois de ter escrito o post sobre Paula Oliveira , a brasileira atacada por neonazistas em Zurique (que também foi tema de textos nos blogs de conterrâneas de imigração, a Paula Sartoretto , e a  Ju Moreira ) lembrei-me muito de uma música do Caetano. Ela ficou tocando assim várias vezes na minha cabeça. "Haiti" foi tema de muitas aulas de redação que eu e umas amigas demos no antigo Cursinho DCE-Unicamp . Ouvindo e refletindo sobre seu conteúdo, lembro dos alunos ficando surpresos com qual tipo de questionamento Caetano acabava levantando.  Pensar que o"Haiti é aqui" significava pensar que o lugar onde a discriminação, exploração e miséria acontecia não era só lá longe de nós. Todos os dias o mesmo acontecia por aqui, embora "aqui", no Brasil, não fosse o Haiti. A letra é maravilhosa e gosto do ritmo meio compassado e picado de Caetano, quase falado. Pura denúncia e alerta....

As bestas humanas

Estou indo para a aula agora, mas chocada com a notícia da brasileira que foi atacada por neonazistas na Suíça. Vi o vídeo no site da Denise e, pensando nos milhares de estrangeiros que encontrarei agora, imigrantes de muitos países do mundo, dá até uma nó na garganta. A Suécia tenta ensinar a tolerância a outras raças já na escola infantil. Tentam ser um povo que entende que a diferença faz parte da vida e é rica para seu próprio crescimento. Tem funcionado bastante, embora mesmo num lugar onde respeito é ensinado não consiga estar totalmente ileso desse tipo de comportamento. Ao contrário da política da boa vizinhança, em muitos países vêm crescendo a intolerância e o apoio a grupos de direita que pregam que os responsáveis por "todos os males sociais" são os que vêm de fora. A prova foi a eleição de tantos homens de Estado nos últimos anos que pregam a retirada de estrangeiros como solução de desemprego etc. A intolerância, como já refletiu tantos filósofos, em qualquer f...