Pular para o conteúdo principal

Dia Nacional dos Samernas, povo da Lapônia



Hoje, dia 06 de fevereiro, é o Dia Nacional dos Samernas, o povo da Lapônia

E eu que tinha até um recado em minha secretária telefônica certa vez, com uma música do Mawaca, brincando que meus amigos da Lapônia estavam lá e anotariam o recado, nunca imaginei que esse povo poderia ser tão pitoresco.

Em minhas duas últimas aulas de sueco essa semana, lemos bastante sobre os samernas, os quais a gente chama de lapões, e sobre sua cultura.

A Lapônia, que a gente conhece como sendo apenas a terra do Papai Noel, na verdade é uma região que engloba parte da Suécia, Noruega, Finlândia e Rússia. Ao todo são 80.000 pessoas vivendo nessa regiaõ.  E para você que, como eu, sempre imaginou o Papai Noel e sua thurma apenas no meio da neve e do gelo fique sabendo que na Lapônia o verão é muito parecido com o nosso aqui do sul da Suécia. Sim! as renas, os duendes e o Papai Noel ficam de sungão tomando banho de praia no verão!



Embora eles também tenham as quatro estações bem bonitinhas, as semelhanças vão parando por aí. Os samernas têm língua, cultura e costumes próprios. Eles diferem da dos países onde estão situados geograficamente e os samernas da Suécia, por exemplo, nem mesmo têm o sueco como língua principal. A Suécia, e não a Finlândia, como sempre pensei é onde está a maior parte dos samernas, 25 mil. 

Folhenado e lendo alguns livros na aula ontem, fiquei contagiada com as imagens e as peculiaridades. A maior parte dos samernas, hoje em dia, têm vida bastante moderna e parecida com a do povo do restante de seu país, mas ainda mantém tradições, vestimentas e celebrações que marquem sua história. Apenas dez por cento dos samernas que vivem na Suécia trabalham exclusivamente com as renas, as quais podem ser vistas aos milhares pela região.


Fisicamente, grande parte tem cabelos escuros e não têm os olhos azuis da maioria dos suecos, por exemplo. Seus olhos são levemente puxados, dando ao povo uma característica ainda mais diferente.




Com uma bandeira própria, a Lapônia hoje celebra seu Dia Nacional e faz muita festa. Em barracas, como no passado, vestindo roupas ultra coloridas e chamativas, pescando, alimentando as renas, cantando e comendo, os samernas hoje celebram o que são e o orgulho de onde vêm. 




Depois da aula de ontem eu coloquei algumas cidades no roteiro obrigatório para nossas próximas viagens. Sem conhecer o norte da Suécia eu não posso dizer realmente que vivi por aqui e entendi o que é esse país. A Suécia me pareceu ainda mais encantadora e cheia de coisas a explorar do que eu já imaginava. Sem contar que a Lapônia e o sua cultura é curiosa até mesmo para um sueco, quem dirá para mim!



E viva os samernas e a Lapônia!

Comentários

olhodopombo disse…
Fiquei curiosissima, vou
procurar ler sobre eles.
Me parecem ser descendentes do Gengis Kahn, pois nao?
olhodopombo disse…
Voce poderia pintar esta foto ai de cima...
ficaria bem interessante,,,,,,
Beth/Lilás disse…
Muito interessante!
Gostei da fantasia do velhinho. haha
Quem sabe neste carnaval, na avenida...!

PS: Dá uma olhada no gato lá no blog.
bjs cariocas
Lúcia Soares disse…
Adorei saber um pouco da Lapônia, que a gente só ouve falar como sendo a "terra do Papai Noel",né?
Como é rico, culturalmente, o nosso planeta. Quem tem disponibilidade pra viajar deve, sim, "enfiar o pé na estrada" e aproveitar tanta beleza!

Postagens mais visitadas deste blog

Azulejos em carne viva? O que você vê na obra de Adriana Varejão?

( "Azulejaria verde em carne viva" , Adriana Varejão, 2000) Gente querida, Domingão a noite e tô no pique para começar a semana! Meu grande mural preto, pintado na parede do escritório e onde escrevo com giz as tarefas semanais, já está limpinho, com a maior parte "ticada" e apagada. Estou anotando aqui o que preciso e gostaria de fazer até o fim desta semana e, entre elas, está finalizar a nossa apreciação da obra de Adriana Varejão , iniciada há dias atrás. Como podem ver eu não consegui cumprir o prazo que me dei para divulgação do post final, mas abri mão de me culpar e vou aproveitar para pensar mais na obra com vocês. Aproveito para convidar quem mora em São Paulo a visitar a exposição da artista, em cartaz no   MAM , Museu de Arte Moderna, no Parque Ibirapuera, com entrada gratuita e aberta ao público até 16 de dezembro deste ano. ("Parede com incisões a La Fontana", Adriana Varejão, 2011) Para "apimentar" a dis...

Na Suécia também não tem... branco no Reveillon

Se você é brasileiro ou brasileira conhece, com certeza, a tradição da roupa branca na virada de todo ano novo no nosso país. Diz a lenda que o uso da roupa branca atrai boas energias. A claridade e a luz provindas do branco sempre remetem à paz, harmonia, pureza etc e, apesar de ser um costume tomado por brasileiros de todas as religiões, a raíz dele está na cultura e na religião dos negros africanos que também colonizaram o Brasil.  Eu, obviamente como boa brasileira, sempre soube que se não fosse de branco eu deveria ao menos escolher uma cor super alto astral ou de sorte, como o amarelo. Ou pôr umas calcinhas novas, também de cores "boas" para garantir um sucessinho. Eu normalmente passo reveillon em alguma praia então eu só tenho na memória gente vestida de branco, amarelo e, no máximo, um azulzinho. Ninguém quer atrair maus fluídos e entrar com o pé esquerdo no primeiro dia do Ano Novo. Ou quer? Bom, se você estiver cansado dessa tradição e opressão do branco sobre você...

Violeta Paz é que eu me chamo!

("Violeta Paz", detalhe da tela que fiz hoje, inspirada pela postagen lilás, Somnia Carvalho, abril 2010) Semana passada eu fui contagiada pelo vermelho de vocês e tentei, tentei ardentemente criar uma tela em vermelho... Eu queria mostrar como essa cadeia de influência, essa rede que se chama internet pode nos afetar negativa ou tão positivamente. Depois de ler a história do vermelho cabelo da avó da Glorinha eu queria pintá-la... queria pintar sua força e sua ingenuidade. Queria pintar sua feminilidade e queria pintar o amor de sua neta por ela. E como minha tentativa de expressar em cores o que sentia não funcionava fui tentando outras telas. Tentei em três telas diferentes algumas idéias... criar uma tela em vermelho (a partir de uma foto preto e branco) da minha sogra Irene no dia de seu casamento sendo pega pelo meu sogro Caetano, num ato espontâneo de amor... Depois tentei uma dançarina de tango e parei na metade... Depois minha linda amiga Liana ...