Pular para o conteúdo principal

Diário num Exílio (Radioativo): dia 2


(A "Terça Insana" que eu não conhecia, e me fez companhia no exílio)

2 e meia da Manhã. Enxaqueca. Dor estômago. Glândulas salivares inchadas. Limão para desinchar. Dor nas Costas. Insônia. Rola daqui. Rola dali. Nada. Pensa na morte da bezerra. Na rebimboca da parafuseta. Rola. Nada. 3 horas. Levanta. Mac Book nas pernas. Post novo reflexivo e sério. Facebook. Salve o moço chato de cabelos cacheados! Email. Email Trabalho. Sono? Nada. Tenta dormir. Barulho. Claridade. Ansiedade. Nada. Mais um post. Mais facebook. Não aguento mais comer limão! Uma revista. Nada de café da manhã. 4 da matina. Sono? Nada. Rola daqui. Banheiro. Enrola. Espera. 5 da matina. Ajeita o quarto. Enxaqueca. Chama enfermeira. Remédios para enjôos, refluxos. Enjôos e vômitos controlados. Nada de sono. Aguarda café. 8 horas come. Primeiros laticínios em 1 mês. Felicidade. Come 1 limão. Enxaqueca. Reclama. Remédios. Nada. Facebook. Gmail. Trabalho. Conta no dedo as horas. Telefonemas preocupados. Médica vem. Dormiu? Não! Nada. Quer um remedinho para hoje a noite? Sim, por favor! Tá tudo bem! Telefonemas. Conversas legais. Besterol. Besterol com o Brasil. Besterol com a Suécia. Muita companhia virtual! Bom! Mais um limão. Conversas Profundas. Muito ânimo. Mais um informativo post. Besteirol. Dia passa. Enxaqueca não. Almoço com carne de pneu. Bléca! Facebook. Viva o mundo moderno! Risadas. Notícias TV. Filminho. GNT. Legal! Tentar ler Caras. Física vem. Mede radição. Caiu? Sim de 150 para 60. Com quantos vou embora? Menos de 30. Legal! Só vai a primeira página. Mais um limão. Insuportável! Tenta ler Contigo. Só vai a capa. Relê um livro um pouco. Cansaço. Sem hormônios. Muito cansaço físico. Ânimo para mudar o mundo! Dia anda. Terça insana enviada por amiga que quer eu ria muito. Seu Merda. Muitos risos. Terça insana. Vovó Arlinda. Ri sem parar. Facebook com Dri Silveira. Lembra tempo de faculdade. Fazíamos Vovó Arlinda sem saber. Jantar péssimo de hospital. Pedido extra. Bolinho de chocolate com coca-cola. Enjôo. Terça insana. Sheila. Risos. A barriga dói. Risos. Até palavrão sai: Pôxa! Falação no facebook. Muita risada. Terça Insana. Maria Botânica. Ai minha barriga! Pára com isso! Banho. Sono não vem. Terça Insana. Lexotan. Ai meo Deus! Quanta risada. Nada de sono. Cansaço. Saudade dos pequerruchos. Nada de sono. Filminho. Muitos remédios. Tá aqui o remédinho para domir. Ahn? Lexotan? Cê tá de brincadeira?! Que venha minha Terça insana. Venha! Bemmm! Então eu dormi 12 horas seguidas. Café chegou. Ôôô... bem eu tô um pouco cansada. Bem... Tomo o café da manhã pela metade... Volta a dormir... ôôô... Olááá... Acorda... ôôô... Ahn? Um duende debaixo da cama? Esse lexotan é mesmo uma porrada Abili Dorel!

Comentários

Lu Souza Brito disse…
Ai Somnia, ainda bem que tem facebook, gmail, email,e terça insana, ahahah. Já vi e adoro. Ri muito também.

Postagens mais visitadas deste blog

Azulejos em carne viva? O que você vê na obra de Adriana Varejão?

( "Azulejaria verde em carne viva" , Adriana Varejão, 2000) Gente querida, Domingão a noite e tô no pique para começar a semana! Meu grande mural preto, pintado na parede do escritório e onde escrevo com giz as tarefas semanais, já está limpinho, com a maior parte "ticada" e apagada. Estou anotando aqui o que preciso e gostaria de fazer até o fim desta semana e, entre elas, está finalizar a nossa apreciação da obra de Adriana Varejão , iniciada há dias atrás. Como podem ver eu não consegui cumprir o prazo que me dei para divulgação do post final, mas abri mão de me culpar e vou aproveitar para pensar mais na obra com vocês. Aproveito para convidar quem mora em São Paulo a visitar a exposição da artista, em cartaz no   MAM , Museu de Arte Moderna, no Parque Ibirapuera, com entrada gratuita e aberta ao público até 16 de dezembro deste ano. ("Parede com incisões a La Fontana", Adriana Varejão, 2011) Para "apimentar" a dis...

Na Suécia também não tem... branco no Reveillon

Se você é brasileiro ou brasileira conhece, com certeza, a tradição da roupa branca na virada de todo ano novo no nosso país. Diz a lenda que o uso da roupa branca atrai boas energias. A claridade e a luz provindas do branco sempre remetem à paz, harmonia, pureza etc e, apesar de ser um costume tomado por brasileiros de todas as religiões, a raíz dele está na cultura e na religião dos negros africanos que também colonizaram o Brasil.  Eu, obviamente como boa brasileira, sempre soube que se não fosse de branco eu deveria ao menos escolher uma cor super alto astral ou de sorte, como o amarelo. Ou pôr umas calcinhas novas, também de cores "boas" para garantir um sucessinho. Eu normalmente passo reveillon em alguma praia então eu só tenho na memória gente vestida de branco, amarelo e, no máximo, um azulzinho. Ninguém quer atrair maus fluídos e entrar com o pé esquerdo no primeiro dia do Ano Novo. Ou quer? Bom, se você estiver cansado dessa tradição e opressão do branco sobre você...

Na Suécia também não tem... bebê com brinco na orelha

("Não tem brincos: é menino ou menina?", criança sueca posa para grife Polarn O. Pyret ) Nove em cada dez vezes que alguém no Brasil tenta ser simpático com uma grávida ou alguém com um bebê de colo a pergunta é sobre o gênero da criança. Menino ou menina? Já repararam? Embora essa pareça ser a única pergunta possível para tanta gente, a verdade é que ela diz muito sobre nosso modo de ser e pensar e a importância que damos ao sexo e a escolha sexual de uma pessoa. Tomemos outra situação: quando alguém olha para um bebê menino nas ruas no Brasil você acredita que haja alguma expectativa quanto a algum sinal, uma marca, deixando claro e evidente se tratar de um menino? E quando encontra uma menina? Bom, fato é que nossa menina Marina agora tem 8 meses e eu simplesmente não tenho condições de contar as dezenas de vezes em que fui parada nas ruas em São Paulo por alguém perguntando se tratar de uma menina ou de um menino.  Até aí nenhum problema! Bebês no começo não ...