Pular para o conteúdo principal

Dicas de escrita e criação para que você participe do concurso "Uma foto, mil lembranças"


Gente bonita,

Tenho recebido mais alguns textos, igualmente deliciosos, lindos, cheios de inspiração, para participarem do concurso "Uma foto, mil lembranças".

Eu já vinha publicando aqui no blog os textos participantes e agora continuarei fazendo, tentando intercalar estes já recebidos com outros posts do blog.

Muitos de vocês me escreveram dizendo ter muitas fotos e não saber qual delas tomar para escrever, ou muitas idéias sem as fotos. Outros e outras, ainda, me disseram ter ambos, mas simplesmente não conseguir começar o processo de criação do texto, apesar de estarem loucos para participar.

Aqui vai algumas dicas simples, talvez até óbvias para uns, mas não para outros quem estão com alguns desses problemas.

Sobre a seleção de fotos e textos:

1o. Tente tomar as fotos que gostaria de trabalhar nas mãos. Olhe com calma, sem forçar qual foto deverá ser ou qual história precisa ser contada.
2o. Deixe que o texto flua naturalmente, salte de uma delas. Não force um texto para uma foto, porque será muito mais difícil criar.
3o. É mais fácil escrever um texto para uma foto. O propósito é que você tenha uma foto e ela lhe suscite tantas lembranças que elas apenas pularão da sua mente, de sua história e memória para a folha do papel.
4o. Não se fixe em escolher uma foto bonita, bem feita etc. A foto precisa apenas suscitar muitas, mil lembranças as quais você esteja interessado em partilhar.


Sobre como começar a escrever seu texto:

Tente não escrever pensando em ganhar o concurso, pensando em agradar a mim ou a qualquer outro leitor. Não pense em como os outros escrevem os textos deles, concentre-se apenas em sua foto e no seu texto. Se você está travado para escrever é possível fazer alguns exercícios de escrita e o que eu chamo de exercício de fluxo de consciência.

Os melhores textos são aqueles naturais. São aqueles nos quais sentimos a alma genuína da pessoa e podemos entrar na história porque seu autor, visivelmente, não teve medo de mergulhar no interior e sua consciência. Então este texto precisa vir realmente de dentro. Não o contrário.

Entre os muitos exercícios que eu dava para meus alunos para "despertar" este fluxo de consciência, um deles e bem facinho é este aqui.

Exercício 1:

- escolha um lugar e um momento quieto para não ser interrompido
- pegue uma caneta, uma folha de papel
- não use lápis, não use borracha, não corrija nada enquanto escreva
- leia apenas uma palavra que escreverei abaixo e deixe passar para o papel exatamente as primeiras coisas que lhe vierem à mente depois de ler cada uma.
- tente não escrever palavras soltas, mas a sequência de eventos, pessoas etc que lhe vêm à mente. Por exemplo, se a palavra fosse "molho de tomate" e isso lhe lembrasse aquele domingo em família, há muito tempo, quando você derrubou um monte de macarrão da sua avó em sua camiseta branca, você escreveria exatamente isso... da forma como todas estas memórias lhe vierem à tona.
- faça uma de cada vez e só passe para a seguinte depois de ter escrito umas 5 linhas, ao menos, sobre a primeira. Daí sucessivamente.

1a : AMORA

2a.: CAFÉ

3a: DIA DE CHUVA

4a.: CHULÉ

5a.: BEIJO

Depois deste exercício, você provavelmente estará com menos entraves para partir para a foto. Então passe a escolher uma foto e tentar fazer o mesmo com ela. É importante livrar-se de algumas "muletas":

- Não use lápis
- Não use borracha
- Não apague o conteúdo e não releia enquanto escreva
- Tente usar caneta
- Não pare para pensar. Não pare para escolher palavras. Não para para corrigir gramática.
- Apenas escreva.
- Depois de 1 dia ou algumas horas você pode corrigir seu texto e reescrevê-lo

E aí é só me enviar:
 somnia.carvalho@gmail.com ou
borboletapequeninanasuecia@gmail.com).

Divulguem o concurso em seus blogs, para seus colegas e amigas e amigos. O mais legal dessa história toda é conhecer histórias que valem a pena! Conhecer mais gente através da rede, deixar com que a vontade de escrever não seja um desejo trancado na gaveta. Ver que o mundo flui através e para além de nós, que nossas histórias se convertem, que o Universo nos une em tantas parecidas ou tão diferentes maneiras de viver a vida.

E, como disse a Mariahh, minha querida leitora e uma das participantes, este talvez não seja apenas um desafio literário, talvez seja um desafio para também, ou "acima de tudo, libertar sentimentos".

....


Concurso de textos: "Uma foto, mil lembranças"

quem pode participar? qualquer pessoa, dona ou não de blog
prazo final para entrega de textos: 10 de setembro
eleição de melhor textos: votação por internautas no blog
prêmio: pinturas para os 3 primeiros colocados. 


Maiores detalhes neste link aqui.

Comentários

Anônimo disse…
Vou adorar divulgar!
bjs
Caca disse…
Olá! A Beth Lilás me indicou o seu blog e eu estou realmente interessado em participar dessa lembrança da fotografia. Tenho milhares aqui e milhares de histórias que gostaria de contar. Vou ver se consigo produzir algum texto até o prazo final, já que estou muito atarefado até o dia 10. Mas quando a gente quer, dá-se um jeito. Abraços e obrigado. Paz e bem.

Postagens mais visitadas deste blog

Azulejos em carne viva? O que você vê na obra de Adriana Varejão?

( "Azulejaria verde em carne viva" , Adriana Varejão, 2000) Gente querida, Domingão a noite e tô no pique para começar a semana! Meu grande mural preto, pintado na parede do escritório e onde escrevo com giz as tarefas semanais, já está limpinho, com a maior parte "ticada" e apagada. Estou anotando aqui o que preciso e gostaria de fazer até o fim desta semana e, entre elas, está finalizar a nossa apreciação da obra de Adriana Varejão , iniciada há dias atrás. Como podem ver eu não consegui cumprir o prazo que me dei para divulgação do post final, mas abri mão de me culpar e vou aproveitar para pensar mais na obra com vocês. Aproveito para convidar quem mora em São Paulo a visitar a exposição da artista, em cartaz no   MAM , Museu de Arte Moderna, no Parque Ibirapuera, com entrada gratuita e aberta ao público até 16 de dezembro deste ano. ("Parede com incisões a La Fontana", Adriana Varejão, 2011) Para "apimentar" a dis...

Na Suécia também não tem... branco no Reveillon

Se você é brasileiro ou brasileira conhece, com certeza, a tradição da roupa branca na virada de todo ano novo no nosso país. Diz a lenda que o uso da roupa branca atrai boas energias. A claridade e a luz provindas do branco sempre remetem à paz, harmonia, pureza etc e, apesar de ser um costume tomado por brasileiros de todas as religiões, a raíz dele está na cultura e na religião dos negros africanos que também colonizaram o Brasil.  Eu, obviamente como boa brasileira, sempre soube que se não fosse de branco eu deveria ao menos escolher uma cor super alto astral ou de sorte, como o amarelo. Ou pôr umas calcinhas novas, também de cores "boas" para garantir um sucessinho. Eu normalmente passo reveillon em alguma praia então eu só tenho na memória gente vestida de branco, amarelo e, no máximo, um azulzinho. Ninguém quer atrair maus fluídos e entrar com o pé esquerdo no primeiro dia do Ano Novo. Ou quer? Bom, se você estiver cansado dessa tradição e opressão do branco sobre você...

Violeta Paz é que eu me chamo!

("Violeta Paz", detalhe da tela que fiz hoje, inspirada pela postagen lilás, Somnia Carvalho, abril 2010) Semana passada eu fui contagiada pelo vermelho de vocês e tentei, tentei ardentemente criar uma tela em vermelho... Eu queria mostrar como essa cadeia de influência, essa rede que se chama internet pode nos afetar negativa ou tão positivamente. Depois de ler a história do vermelho cabelo da avó da Glorinha eu queria pintá-la... queria pintar sua força e sua ingenuidade. Queria pintar sua feminilidade e queria pintar o amor de sua neta por ela. E como minha tentativa de expressar em cores o que sentia não funcionava fui tentando outras telas. Tentei em três telas diferentes algumas idéias... criar uma tela em vermelho (a partir de uma foto preto e branco) da minha sogra Irene no dia de seu casamento sendo pega pelo meu sogro Caetano, num ato espontâneo de amor... Depois tentei uma dançarina de tango e parei na metade... Depois minha linda amiga Liana ...