Pular para o conteúdo principal

"Ja, må hon leva!" Sim! Ela pode viver!


(Versão popular do parabéns a você sueco em festinha infantil tipicamente sueca)

Molerada!

Vocês quase não comentam, mas quando o fazem é para deixar recados chiquérrimos e inteligentes como esses aí do último post! Demais! Adorei as reflexões, saber como cada uma vive diferente suas diferentes fases!

Responderei com o devido cuidado mais tarde... Tô podre e preciso ir para a cama porque Marinacota tomou vacina ontem e não dormiu nada a noite.

Por ora queria deixar essa canção pela qual sou louca, uma versão do "Vie gratuliere", o parabéns a você sueco. Essa versão é bem mais popular (eu adorava cantá-la em nossas comemorações lá!) e a recebi pelo facebook de minha querida e adorável amiga Jéssica quem vive lá em Malmoeee city, minha antiga morada.

Como boa canção popular sueca, esta também tem bebida no meio, porque se tem duas coisas as quais os suecos amam mais que bebida são: 1. fazer versão de música e 2. fazer versão de música colocando uma letra sobre bebida nela.

Nesta versão eles desejam que eu viva mais de cem anos, que seja suspensa e depois jogada numa garrafa de champanhe para bem ficar encharcada, comemorar e viver mais cem anos. Algo assim...

É algo legal e profundo para se desejar aos amigos não? Foi isso que a Jéssica me desejou...


(Jéssica, linda de morrer, num dos únicos dias em que não vestia cinza, preto e marrom para se esconder, festa nossa de despedida, Malmö, julho de 2010)

Por falar em amigos e também por falar em gente que, como eu, adora viajar na maionese, meu encontro com essa Jéssica foi mais ou menos assim: numa manhã fria, de 2007, saí de casa com a missão de levar Ângelo para brincar em uns grupos de pais (farei um post só sobre isso despues) e crianças porque ele precisava socializar e eu, depois de quase um ano no país e sozinha com meu bebê pequeno todo santo dia, estava sedenta e desesperada para fazer novos amigos, conversar, falar algo mais do que sobre a cor do cocô do bebê rechonchudinho.

Ouvi então uma mãe toda prosa falando em sueco com seu menino cabeludo logo na entrada do lugar e quando ela me ouviu falando português com Angelito perguntou toda gesticulosa:

- Você é brasileira???

E foi assim. Grudamos uma na outra. Tínhamos encontros repetidos em restaurantes de sushi para filosofar sobre tudo. Nossos meninos (Nik e Ângelo) se tornaram amigos e temos tentado manter essa amizade mesmo à distância porque outros encontros com certeza acontecerão!

Jéssica vive na Suécia há mais de 18 anos e falei dela rapidamente no post "A perca da língua". Fala pelo menos português, espanhol, sueco, inglês, italiano e frances fluentemente. Ceis notaram como ela fala e escreve né? Maluquete mesmo!

É suequíssima, apesar de ser uma brasileira incorrigível. Fora ter vivido em muitos outros países, estudou entre outras coisas, psiquiatria na Suécia e agora trabalha no hospital da cidade. É maluca. E como eu sou apaixonada por gente maluca eu não podia deixar passar de ficar amiga.

São por essas e outras, muitas outras pessoas, que minha vida vale tanto a pena!

Beijos e abraços bem apertados para todas vocês!

Obrigada!

...

Ja, må hon leva!

Ja, må hon leva!
Ja, må hon leva!
Ja, må hon leva uti hundrade år!
Javisst ska hon leva!
Javisst ska hon leva!
Javisst ska hon leva uti hundrade år!

Och när hon har levat
Och när hon har levat
Och när hon har levat uti hundrade år!
Ja, då ska hon skjutas.
Ja, då ska hon skjutas
Ja, då ska hon skjutas på en skottkärra fram!

Och när hon har skjutits
Och när hon har skjutits
Och när hon har skjutits på en skottkärra fram!
Ja, då ska hon hängas
Ja, då ska hon hängas
Ja, då ska hon hängas på en häst bak-och-fram!

Och när hon har hängts
Och när hon har hängts
Och när hon har hängts på en häst bak-och-fram!
Ja, då ska hon dränkas
Ja, då ska hon dränkas
Ja, då ska hon dränkas i en flaska champagne!

Och när hon har dränkts
Och när hon har dränkts
Och när hon har dränkts i flaska champagne!
Ja, då ska hon leva
Ja, då ska hon leva
Ja, då ska hon leva uti hundrade år!

Comentários

Luciana disse…
Somnia,
Sempre leio seu blog, mas nunca comentei....sou leitora caladinha, mas agora estou precisando muito de um favor seu: gostaria de saber como fez sua mudanca de volta para o brasil? qual empresa? Ficou satisfeita com o servico??
Desculpa perguntar, mas estou sem iniciativa para buscar isso.
Obrigada
Beijos carinhosos
Luciana

Postagens mais visitadas deste blog

Azulejos em carne viva? O que você vê na obra de Adriana Varejão?

( "Azulejaria verde em carne viva" , Adriana Varejão, 2000) Gente querida, Domingão a noite e tô no pique para começar a semana! Meu grande mural preto, pintado na parede do escritório e onde escrevo com giz as tarefas semanais, já está limpinho, com a maior parte "ticada" e apagada. Estou anotando aqui o que preciso e gostaria de fazer até o fim desta semana e, entre elas, está finalizar a nossa apreciação da obra de Adriana Varejão , iniciada há dias atrás. Como podem ver eu não consegui cumprir o prazo que me dei para divulgação do post final, mas abri mão de me culpar e vou aproveitar para pensar mais na obra com vocês. Aproveito para convidar quem mora em São Paulo a visitar a exposição da artista, em cartaz no   MAM , Museu de Arte Moderna, no Parque Ibirapuera, com entrada gratuita e aberta ao público até 16 de dezembro deste ano. ("Parede com incisões a La Fontana", Adriana Varejão, 2011) Para "apimentar" a dis...

Na Suécia também não tem... branco no Reveillon

Se você é brasileiro ou brasileira conhece, com certeza, a tradição da roupa branca na virada de todo ano novo no nosso país. Diz a lenda que o uso da roupa branca atrai boas energias. A claridade e a luz provindas do branco sempre remetem à paz, harmonia, pureza etc e, apesar de ser um costume tomado por brasileiros de todas as religiões, a raíz dele está na cultura e na religião dos negros africanos que também colonizaram o Brasil.  Eu, obviamente como boa brasileira, sempre soube que se não fosse de branco eu deveria ao menos escolher uma cor super alto astral ou de sorte, como o amarelo. Ou pôr umas calcinhas novas, também de cores "boas" para garantir um sucessinho. Eu normalmente passo reveillon em alguma praia então eu só tenho na memória gente vestida de branco, amarelo e, no máximo, um azulzinho. Ninguém quer atrair maus fluídos e entrar com o pé esquerdo no primeiro dia do Ano Novo. Ou quer? Bom, se você estiver cansado dessa tradição e opressão do branco sobre você...

Violeta Paz é que eu me chamo!

("Violeta Paz", detalhe da tela que fiz hoje, inspirada pela postagen lilás, Somnia Carvalho, abril 2010) Semana passada eu fui contagiada pelo vermelho de vocês e tentei, tentei ardentemente criar uma tela em vermelho... Eu queria mostrar como essa cadeia de influência, essa rede que se chama internet pode nos afetar negativa ou tão positivamente. Depois de ler a história do vermelho cabelo da avó da Glorinha eu queria pintá-la... queria pintar sua força e sua ingenuidade. Queria pintar sua feminilidade e queria pintar o amor de sua neta por ela. E como minha tentativa de expressar em cores o que sentia não funcionava fui tentando outras telas. Tentei em três telas diferentes algumas idéias... criar uma tela em vermelho (a partir de uma foto preto e branco) da minha sogra Irene no dia de seu casamento sendo pega pelo meu sogro Caetano, num ato espontâneo de amor... Depois tentei uma dançarina de tango e parei na metade... Depois minha linda amiga Liana ...