Pular para o conteúdo principal

Minha casa é minha cara ou "Na casa de Irene, de noite e de dia..."



(Galinha vermelha de bolinhas brancas para pendurar o guardanapo, casa da Irene Sto. André, fevereiro de 2011)

Depois de esperar meses, umas vezes paciente e outras angustiadamente, para a entrega de seu novo apartamento, a Irene, mais conhecida como Vavá do Ângelo e da Marina, finalmente pegou as chaves da nova morada.

Desde então, ela e seu companheiro de sempre, Caetano, deram início a uma nova etapa de suas vidas e têm cuidado com esmero de cada detalhe do lugar.

Amigos desde a infância, depois namorados e agora avós os dois sempre haviam vivido em casas. A necessidade de mais segurança e tranquilidade levou-os a comprar este apartamento onde a Irene tem brincado de casinha, decorando cantinhos, escolhendo cores e objetos que lhe completem e fazem parte da longa história que tiveram até aqui.




(Preto e branco são quase sempre garantia de sucesso na cozinha)

Mesmo vovós de mais de sessenta os dois já estão sendo conhecidos no prédio como "vovós modernos", já que a casa deles têm mais toques de ousadia do que de outros jovens casais vizinhos.

Na cozinha, o granito de cor preta São Gabriel, aplicado na pia e na parede, evita que a cozinha tenha um ar monótono. Os armários são brancos, mas com esta combinação o espaço ganha um ar mais sofisticado.



(Para tirara sobriedade e rigidez do granito preto e armários brancos, madeira vermelha nas cadeiras, casa da Irene, Sto. André, fevereiro de 2011)

Apesar do desejo de ter uma casa que não parecesse a casa da Vovó de antigamente, há aqui e ali uns toques de alguém que não esqueceu o passado, mas o coloca presente em pequenas escolhas.

Quando perguntei à Irene (cuja inteligência e sensibilidade eu mostrei num dos posts que mais gostei de escrever até hoje "Em busca do tempo perdido") ao que sua cozinha lhe remetia e o porquê da escolha dos objetos em vermelho, da cadeira de madeira ela me respondeu:

"Lembranças de minha infância no campo: costuras, bordados e enfeites. Um trabalho feito por mãos àsperas e grossas davam um toque de delicadeza e aconchego na simplicidade das casas."

Aí a Irene faz referência aos artesanatos feitos pelas mulheres da sua infância, em Santa Mariana, no Paraná, assim como as duas lindas cadeiras da Tok Stok lhe fazem lembrar o saudoso pai quem criava lindíssimas peças de madeira para vender."



(E o toque final com a chaleira para que nunca deixou de usar uma na cozinha, casa da Irene Sto. André, fevereiro de 2011)



Ela mesma se sente brincando, como criança, ao decorar este novo lar:

"Brincadeira de criança... Mesa pequena e cadeiras de cor vibrante alegram o ambiente de uma cozinha sonhada por uma menina, que hoje usa o espaço para preperar "comidinhas" para os netos."


A Irene tem decorado de uma forma que em sua casa consigamos mesmo perceber sua personalidade, como falei dias atrás neste post aqui...

Gostou? Então envie uma foto e uma história de um canto que você goste para borboletapequeninanasuecia@gmail.com que a gente publica aqui.


Comentários

Lúcia Soares disse…
Que lindo, Sônia.
Tudo novinho, é bom demais!
Muito bom gosto a Vavá teve. Quero ver mais!
beijo!
Dri disse…
O apartamento tá mesmo uma graça e cheio de personalidade também! Tô orgulhosa por mais uma conquista deles!!!

Bjs,

Dri
irene disse…
Oi Sônia,seu texto como sempre,deixou minha cozinha mais bonita!Obrigada pelo comentário.Agora só falta a feijoada na casa de Irene !
Beijos!!
Vavá
Beth/Lilás disse…
Muito linda, alegre e aconchegante a cozinha da Irene, adorei!
Também acho que uma casa deve ter cor, nem que seja salpicada em detalhes como estas cadeiras e alguns enfeites. Enquanto a cozinha dela é para o vermelho, a minha foi pro verde, mas já estou pensando na próxima casa ou apartamento, louca para mudar tudo. Sou assim mesmo, volúvel que só em decorações. haha
bjs cariocas
+1 disse…
Muito simpática a cozinha da vovó moderna, Irene deve ter um espírito como o meu, a menina jamais deixa de nos habitar! eu sou vovó de 3 e estou chegando nos sex... também! e minha casa tem alegria e paz, isso é o que dá para sentir na casa de Irene!! Lindo! as cadeirinhas então, um charme!

beijo, Sônia
Ju

faz tempo que acompanho seu blog, tenho uma filha e uma netinha na Suécia, quando tiver um tempinho paseie pelos meus blogs, são 5 ...hehehe

Postagens mais visitadas deste blog

"Ja, må hon leva!" Sim! Ela pode viver!

(Versão popular do parabéns a você sueco em festinha infantil tipicamente sueca) Molerada! Vocês quase não comentam, mas quando o fazem é para deixar recados chiquérrimos e inteligentes como esses aí do último post! Demais! Adorei as reflexões, saber como cada uma vive diferente suas diferentes fases! Responderei com o devido cuidado mais tarde... Tô podre e preciso ir para a cama porque Marinacota tomou vacina ontem e não dormiu nada a noite. Por ora queria deixar essa canção pela qual sou louca, uma versão do "Vie gratuliere", o parabéns a você sueco. Essa versão é bem mais popular (eu adorava cantá-la em nossas comemorações lá!) e a recebi pelo facebook de minha querida e adorável amiga Jéssica quem vive lá em Malmoeee city, minha antiga morada. Como boa canção popular sueca, esta também tem bebida no meio, porque se tem duas coisas as quais os suecos amam mais que bebida são: 1. fazer versão de música e 2. fazer versão de música colocando uma letra sobre bebida nel

Azulejos em carne viva? O que você vê na obra de Adriana Varejão?

( "Azulejaria verde em carne viva" , Adriana Varejão, 2000) Gente querida, Domingão a noite e tô no pique para começar a semana! Meu grande mural preto, pintado na parede do escritório e onde escrevo com giz as tarefas semanais, já está limpinho, com a maior parte "ticada" e apagada. Estou anotando aqui o que preciso e gostaria de fazer até o fim desta semana e, entre elas, está finalizar a nossa apreciação da obra de Adriana Varejão , iniciada há dias atrás. Como podem ver eu não consegui cumprir o prazo que me dei para divulgação do post final, mas abri mão de me culpar e vou aproveitar para pensar mais na obra com vocês. Aproveito para convidar quem mora em São Paulo a visitar a exposição da artista, em cartaz no   MAM , Museu de Arte Moderna, no Parque Ibirapuera, com entrada gratuita e aberta ao público até 16 de dezembro deste ano. ("Parede com incisões a La Fontana", Adriana Varejão, 2011) Para "apimentar" a dis

Na Suécia também não tem... bebê com brinco na orelha

("Não tem brincos: é menino ou menina?", criança sueca posa para grife Polarn O. Pyret ) Nove em cada dez vezes que alguém no Brasil tenta ser simpático com uma grávida ou alguém com um bebê de colo a pergunta é sobre o gênero da criança. Menino ou menina? Já repararam? Embora essa pareça ser a única pergunta possível para tanta gente, a verdade é que ela diz muito sobre nosso modo de ser e pensar e a importância que damos ao sexo e a escolha sexual de uma pessoa. Tomemos outra situação: quando alguém olha para um bebê menino nas ruas no Brasil você acredita que haja alguma expectativa quanto a algum sinal, uma marca, deixando claro e evidente se tratar de um menino? E quando encontra uma menina? Bom, fato é que nossa menina Marina agora tem 8 meses e eu simplesmente não tenho condições de contar as dezenas de vezes em que fui parada nas ruas em São Paulo por alguém perguntando se tratar de uma menina ou de um menino.  Até aí nenhum problema! Bebês no começo não tem