Pular para o conteúdo principal

Sentados à beira do rio...


("No banco do Sena Rio, Bennecourt", 1868, Claude Monet)



Vem sentar-te comigo, Lídia, à beira do rio.



Vem sentar-te comigo, Lídia, à beira do rio.
Sossegadamente fitemos o seu curso e aprendamos
Que a vida passa, e não estamos de mãos enlaçadas.
(Enlacemos as mãos...)


Fragmento do poema de Fernando Pessoa (Ricardo Reis)


...


Esses dias tenho escrito pouco e não tive tempo para responder os comentários atenciosos de alguns de vocês. Terminei o primeiro post da série "Dicas mil" e respondi agora os comentários dos textos antigos. Com isso, tomei as mãos de quem me escreveu e sentei à beira do rio... é assim que eu me sinto quando leio o que vocês me escrevem. Sinto que não estamos sentados sozinhos à beira do rio. 

Ao contrário, em tantos momentos, sentamo-nos à beira do mesmo rio, enlaçamos carinhosamente nossas mãos, apesar da distância, e ficamos a fitar o curso dos mesmos sentimentos e acontecimentos.

Adoro quando isso acontece. Quando, sentados, a gente contempla coisas parecidas ou não. E a minha realidade torna-se a de vocês, e a de vocês torna-se a minha. Adoro partilhar o que partilho aqui com vocês. E mais ainda quando há troca. Obrigado por estarem aí!

Boa noite e ótimo sábado! Sem chuva, eu espero!

Comentários

nes disse…
Da minha parte agradeço e retribuo!

Por aí já neva, não?
Somnia Carvalho disse…
Não tá nevando não, Inês! aliás tá quente pra essa época, em torno de 10 graus essa semana, enquanto já deveria estar negativo... isso é culpa você sabe de quem né? nossa...

Ah! e não tem de quê! agora eu vou pros taisl braços do Morfeu, beijos!
Beth/Lilás disse…
Também agradeço a atenção e desejo que seja um final de semana luminoso, mesmo frio, mas com sol.

beijins no Ângelo coisa mais fofa desse mundo!
nes disse…
Quando estive na Suécia o 1º dia de Inverno que nevou foi 13 de Dezembro, por isso nesse ano todas as "médias" ainda estavam a ser mais ultrapassadas :) até porque estava na zona mais chuvosa da Suécia, supostamente, mas se apanhei chuva 5 dias em 9 meses, já foi muito ^_^

Postagens mais visitadas deste blog

Azulejos em carne viva? O que você vê na obra de Adriana Varejão?

( "Azulejaria verde em carne viva" , Adriana Varejão, 2000) Gente querida, Domingão a noite e tô no pique para começar a semana! Meu grande mural preto, pintado na parede do escritório e onde escrevo com giz as tarefas semanais, já está limpinho, com a maior parte "ticada" e apagada. Estou anotando aqui o que preciso e gostaria de fazer até o fim desta semana e, entre elas, está finalizar a nossa apreciação da obra de Adriana Varejão , iniciada há dias atrás. Como podem ver eu não consegui cumprir o prazo que me dei para divulgação do post final, mas abri mão de me culpar e vou aproveitar para pensar mais na obra com vocês. Aproveito para convidar quem mora em São Paulo a visitar a exposição da artista, em cartaz no   MAM , Museu de Arte Moderna, no Parque Ibirapuera, com entrada gratuita e aberta ao público até 16 de dezembro deste ano. ("Parede com incisões a La Fontana", Adriana Varejão, 2011) Para "apimentar" a dis...

Na Suécia também não tem... branco no Reveillon

Se você é brasileiro ou brasileira conhece, com certeza, a tradição da roupa branca na virada de todo ano novo no nosso país. Diz a lenda que o uso da roupa branca atrai boas energias. A claridade e a luz provindas do branco sempre remetem à paz, harmonia, pureza etc e, apesar de ser um costume tomado por brasileiros de todas as religiões, a raíz dele está na cultura e na religião dos negros africanos que também colonizaram o Brasil.  Eu, obviamente como boa brasileira, sempre soube que se não fosse de branco eu deveria ao menos escolher uma cor super alto astral ou de sorte, como o amarelo. Ou pôr umas calcinhas novas, também de cores "boas" para garantir um sucessinho. Eu normalmente passo reveillon em alguma praia então eu só tenho na memória gente vestida de branco, amarelo e, no máximo, um azulzinho. Ninguém quer atrair maus fluídos e entrar com o pé esquerdo no primeiro dia do Ano Novo. Ou quer? Bom, se você estiver cansado dessa tradição e opressão do branco sobre você...

Violeta Paz é que eu me chamo!

("Violeta Paz", detalhe da tela que fiz hoje, inspirada pela postagen lilás, Somnia Carvalho, abril 2010) Semana passada eu fui contagiada pelo vermelho de vocês e tentei, tentei ardentemente criar uma tela em vermelho... Eu queria mostrar como essa cadeia de influência, essa rede que se chama internet pode nos afetar negativa ou tão positivamente. Depois de ler a história do vermelho cabelo da avó da Glorinha eu queria pintá-la... queria pintar sua força e sua ingenuidade. Queria pintar sua feminilidade e queria pintar o amor de sua neta por ela. E como minha tentativa de expressar em cores o que sentia não funcionava fui tentando outras telas. Tentei em três telas diferentes algumas idéias... criar uma tela em vermelho (a partir de uma foto preto e branco) da minha sogra Irene no dia de seu casamento sendo pega pelo meu sogro Caetano, num ato espontâneo de amor... Depois tentei uma dançarina de tango e parei na metade... Depois minha linda amiga Liana ...