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"Deslize sua mão dentro da minha"?

("Lift me", Ane Brun & Madrugada) Porque hoje é sábado... Porque sábado é dia de pão fresquinho e suco de laranja. Porque sábado é dia de café da manhã demorado e na sacada. Porque sábado é dia da criançada ficar com o pijama até mais tarde. Porque sábado é dia de música boa na vitrola... E de deslizar a mão dentro da mão de alguém. Para dividir uma das músicas mais adoráveis que conheci nos últimos ano e agradecendo de novo  Camilitas , que está no Brasil e espero ainda ver este ano, por tê-la dividido um dia comigo. Aqui vai uma norueguesa muuuito boa! "Lift me" Anne Brun e Madrugada "lift me – lift me from the ground and don´t ever put me down – oh no and don’t pick a fight with me just flip a coin my love – you’ve won oh Love – slips her hand inside my hand oh Love – slips her hand inside my hand I don´t care if you don’t want me I’m yours – I’m yours right now our years – are years well spent w...

O que você deseja criar para si mesmo em 2013?

("Halleluja", Ebba Forsberg) Voltei de viagem de fim de ano ontem a tarde. Dias no sol de uma praia abençoada. Encontros gostosos e calorosos com família e amigos queridos no Natal e Ano Novo. Meu fim de ano foi uma alegria imensa e hoje estou aqui começando 2013 de fato. Começo o dia ouvindo Hallelluja, de Jeff Buckley , em várias versões suecas só para ouvir o idioma que gosto tanto e, meio que, de uma forma louca, sempre ajuda a recuperar quem sou.  Faço uma lista gigante, separadas por "Fazer", "Consertar", "Comprar", "Reformar", "Organizar". São uma centena de coisas que "carreguei" do ano que acabou sem ter conseguido dar conta. Faço a listinha, sentindo uma energia deliciosa em viver este ano. Ouço a música meio que agradecendo meu 2012 e aí a vontade enorme de vir até aqui pra te dizer umas coisinhas: Eu espero que seu Ano Novo não seja apenas o recomeço de um novo período, mas seja de fato...

Dia da Consciência Negra: pra quê mesmo?

("Fugacidade n. 11: modelo em lenço vermelho", Somnia Carvalho, acervo: Adriana da Mata) Quando eu comecei a pintar minha série " Fugacidade ", um trabalho misto com fotos de modelos de alta costura eu me deparei com um fato: a maioria esmagadora das modelos desta área eram brancas. Muito brancas: brancas de cabelos loiros ou brancas de cabelo preto. Eu queria pintar uma enorme variedade de mulheres lindas e continuar o projeto sobre como a juventude, a beleza assim como a moda são tão fugazes, mas eu só tinha modelos brancas lindas para trabalhar. As três Fugacidades Negras que pintei eu tive que pesquisar algumas horas a mais do que havia pesquisado para as anteriores. E enquanto eu fazia isso eu me lembrava de minhas "análises neuróticas" como nosso preconceito é velado. Uma separação invisível que é feita todos os dias no mundo todo entre brancos e negros. Eu fiquei, pra ser sincera, meio horrorizada com minha constatação e desde então eu venh...

Azulejos em carne viva? O que você vê na obra de Adriana Varejão?

( "Azulejaria verde em carne viva" , Adriana Varejão, 2000) Gente querida, Domingão a noite e tô no pique para começar a semana! Meu grande mural preto, pintado na parede do escritório e onde escrevo com giz as tarefas semanais, já está limpinho, com a maior parte "ticada" e apagada. Estou anotando aqui o que preciso e gostaria de fazer até o fim desta semana e, entre elas, está finalizar a nossa apreciação da obra de Adriana Varejão , iniciada há dias atrás. Como podem ver eu não consegui cumprir o prazo que me dei para divulgação do post final, mas abri mão de me culpar e vou aproveitar para pensar mais na obra com vocês. Aproveito para convidar quem mora em São Paulo a visitar a exposição da artista, em cartaz no   MAM , Museu de Arte Moderna, no Parque Ibirapuera, com entrada gratuita e aberta ao público até 16 de dezembro deste ano. ("Parede com incisões a La Fontana", Adriana Varejão, 2011) Para "apimentar" a dis...

Skyfall: 007 com muita ação, boa música e tomadas de tirar o fôlego

  (Skyfall, Adele, música tema do filme 007: Missão Skyfall, 2012) Ontem fui, acompanhada do meu 007 Renato, ver a pré-estréia do filme James Bond e tive uma noite de muita adrenalina e ação. Meus sonhos foram tão agitados quanto as cenas vistas, mas o que não me saiu mesmo da memória foi a abertura. De uma fotografia linda, pesada, até fúnebre somada a uma música de arrepiar da Adele - quem eu conheço um pouco o trabalho -, mas quem não tinha ainda me arrebatado como com a canção Skyfall. Além da abertura, há cenas maravilhosas como as feitas nos campos da Escócia e no topo de um edifício em Xangai. A luz, as sombras, as cores todas são tomadas como coadjuvantes quase toda vez que aparecem. David  Daniel Craig, na pele de James Bond, o loirão grande, até então sem muito sex appeal (pra mim) volta poderoso depois de ter sido "abatido" em uma missão. A morte do 007, o final do qual fala a música de Adele tem a ver com o fato de James Bond estar velho, fora de f...

A educação pela net e as novas formas de conhecimento

(Obra de Don Dalkhe, in: Emily Duong ) Uma tela em branco, tintas de várias cores, pincéis e crayons... Este foi o ambiente de uma de minhas últimas aulas de Filosofia da semana passada, no colégio onde dou aula. Ao invés da habitual sala de aula, um ateliê enorme de arte. A ideia era aprofundar o conceito de "tábula rasa" do filósofo John Locke para quem nós não somos mais do que uma somatória de experiências vividas ao longo da vida. Para este pensador, tanto o conhecimento quanto quem somos é algo que deriva da nossa relação com o mundo, de como nossos sentidos captam este mundo e o outro a minha volta. Cada vez mais tenho sentido a necessidade de extrapolar o espaço da sala de aula, buscar sensações para as reflexões, criar uma forma do conteúdo de Filosofia (e também Sociologia) não acabarem por ser mais uma disciplina a ser memorizada e aprendida para depois ser, como tantas milhares de coisas ensinadas na vida, esquecidas. Nesta aula, em especial, minhas alu...

Por que eu quis ser professora?

("O Caderno", Toquinho, música que me lembra minha sobrinha Luana e minhas primeiras tentativas de ser a um exemplo para alguém...) Minha mãe me visitou este final de semana e esta é uma coisa que acontece raramente, dada a distância e outras circunstâncias... E eu, claro!, fiquei imensamente feliz e agradecida. Além da companhia, pude curtir com o "maridu" uma deliciosa festa. Entre tanta prosa ela se lembrou como na adolescência eu tinha me apegado à ideia de ser freira missionária e de quando algumas freiras nos visitaram em casa e eu visitei suas congregações na tentativa desesperada de ir ser missionária pelo mundo. Foi a primeira vez que contei à ela como eu desisti da ideia. Na época uma freira, quem depois se tornaria uma querida amiga, me mostrou como meus desejos pessoais não coincidiam com aquela vida. Ao me perguntar o porquê de eu querer tanto aquele caminho, eu respondi com toda ingenuidade do mundo: "é que eu quero mudar o mundo!...