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Cap. I: “Anda logo, seu saco de ossos!”

Capítulo I “Anda logo, seu saco de ossos!” A altura do espaço que ficava entre a viga de madeira abaixo de seus pés e o chão vermelho de terra lá embaixo não passava com certeza de uns 5 metros. Não era isto que o preocupava. Aliás, isto havia deixado de ser um problema quando entendeu que pulando haveria um grande risco de apenas espatifar-se no chão, quebrar alguns ossos e provavelmente ser obrigado a trabalhar ferido. Sim, seria um risco  imenso caso insistisse no Plano A. Não. Ele não era tão estúpido assim, apesar de acharem isso. Não havia frequentado muito a escola, mas sentia de si mesmo certa perspicácia com os números. Não se sentia inteligente, mas julgava-se bastante esperto. E se tinha algo do qual se orgulhava era essa certa habilidade natural para o cálculo. Gastava seu tempo agora em constatar como, de fato, havia escolhido os fios perfeitos: o entrelaçamento, a fibra, o nó. Ele já a havia usado em tantas atividades na fazenda e ela, sim, lhe pareci...

Eu tenho uma história pra te contar ... e você não vai sossegar enquanto...

(Foi assim que eu me senti quando terminei as primeiras linhas...) Gente muito querida, muito mesmo, que ainda visita esta blogueira desaparecida, enfiada na vida, cheia de ideias que quase não coloca em prática, de saudade que não mata e quem quase sempre vai sendo levada pela correnteza... até colocar a cabeça para fora de novo. Pois então! Minha gente preciosa, Sonildes está de volta! E ela quer arrebentar em 2014. Pelo menos ela quer arrebentar o blog com uma nova história que tem para contar, um projeto o qual, finalmente, saiu da gaveta depois de 3 anos e meio. A partir de hoje eu começo a contar para vocês a história de um grande amigo que fiz na Suécia. Sabe aquelas histórias que dão um belo livro, um excelente filme? Sabe aquelas pessoas cuja vida você começa a contar no meio de um jantar e quando vê está todo, mas todo mundo parado te ouvindo? Então, destas! Verdade! Minha ideia ousada e metida a besta é a seguinte: eu escrevi o 1o. capítulo do livro (ou ao menos...

Dica decor do dia: arranjo de hortaliças em garrafas descartáveis

Eu cozinho bastante em casa para a criançada e por isso faz algum tempo compro as hortaliças frescas e deixo em vasinhos pendurados na janela da cozinha. Assim é só pegar as folhinhas, lavá-las e pá nos molhos e comidinhas. Nesta ideia aqui as plantinhas vão em garrafinhas que normalmente estariam no lixo. Reaproveitar garrafinhas para arranjos eu já fazia, mas esta ideia com as hortaliças é demais! Super criativa, reaproveita o temperinho ganho na feira, enfeita, ajuda na hora de cozinhar e dá um aroma delicioso para a cozinha. Vocês estão sentindo o cheirinho?

O que você escolhe?

(A marcha de Sartre) “(...) não encontramos, já prontos, valores ou ordens que possam legitimar a nossa conduta.  Assim, não teremos nem atrás de nós, nem na nossa frente, no reino luminoso dos valores,  nenhuma justificativa e nenhuma desculpa.  Estamos sós, sem desculpas.  É o que posso expressar dizendo que o homem está condenado a ser livre.  Condenado, porque não se criou a si mesmo,  e como, no entanto, é livre,  uma vez que foi lançado no mundo, é responsável por tudo o que faz”.   SARTRE, Jean-Paul. O existencialismo é um humanismo. 3ª ed. São Paulo: Nova Cultural, 1987, p. 9. Tenho o hábito de começar uma aula com o pessoal da terceira série a respeito do famoso filósofo Jean Paul Sartre, quem tem a liberdade e a existência como tema central, com uma dinâmica que é mais ou menos assim: Primeiro, pense só se você acha que somos ou não livres. Você acha que você é livre? Sartre afirma que "estamos condenados a...

"Jag saknar dig mindre och mindre", música sueca pé no chão

Eu já passei da fase de ter dores de cotovelo por amores perdidos (e espero que isso dure uns 40 anos mais), mas eu volta e meio vejo minhas alunas e alunos curtindo aquele baixo astral por conta do amor. Adoro esta música aqui que reconhece como não há nada como o tempo passando e o costume. A gente se acostuma com essa e aquela pessoa e depois, desacostuma! O refrão "Jag saknar dig mindre och mindre", eu sinto sua falta menos e menos, reafirma isso: não há dor de cotovelo que dure para sempre e não há nenhuma rotina a qual a gente não se acostume, se apegue e depois sente falta de novo, quando esta vai embora... Beijos e ótima terça feira nublada!

Cesaria Évora, Hegel e uma pitada de otimismo para a sexta-feira!

("Yamore", Salif Keita e Cesaria Evora) “Eu tenho fé, sim eu tenho fé Que iremos viver sem medo e confiar numa era mais risonha. O olhar de nossas crianças irá voltar a brilhar de inocência. E entre suas gritarias temporal talvez se acalma. Na brandura e calmaria, nossa amor irá descansar Dessa luta e resistência, para sobreviver nesse tormento”... Salif Keita e Cesaria Évora (Tradução: Yowlibrasil ) Minha sexta-feira começou embalada pela voz marcante, inesquecível e deliciosa da cabo verdiana Cesaria Évora e do africano Salif Keita... Curioso como "sem querer" eu tenha pensado em Cesaria hoje... Curioso porque ela me lembra gente que já passou pela minha vida... umas de forma demorada como a Irene Carvalho, uma portuguesa que conheci no Brasil e me apresentou tanto a Cesaria quanto tanta música maravilhosa que marcou minha história... Outras como a sorridente artista Edith Borges , outra cabo verdiana que conheci em Malmö, e me lem...

La vie en rose

("La vie en rose", Grace Jones) Tô sumida, mas tô aqui! Ótimo dia para vocês todas e todos! Somnia.