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”Obama är snygg och solbränd”: Por que a Suécia não é um bom lugar para se aprender sueco?

A Suécia não é um bom lugar para se aprender sueco porque... quase todo sueco ou sueca também fala inglês, além de sua língua materna. Inglês bonito e fluente. Toda vez que mando ver meu suequinho "feloso" (feinho, essa palavra é uma invenção portuguesa minha) neles, recebo as respostas num sorridente inglês.  Há algumas gerações, os suecos têm oportunidade de estudar ao menos duas línguas diferentes na escola. Escola pública, é bom lembrar. A maioria fala muito bem o inglês, incluindo muita senhorinha de oitenta e tantos que fica tentando falar comigo em inglês. Tão bonitinho.  O inglês é obrigatório e o aluno tem a opção de escolher outra língua dentre algumas oferecidas, como o alemão, o francês e o espanhol que são bem comuns aqui como terceira língua. Além de ser mais fácil para eles falarem inglês com a gente do que a gente falar sueco com eles, muitos adoram treinar o inglês para as férias de verão ou para o futuro. A caixa do supermercado, o técnico da máquina de lava...

Que jogo você prefere: "Just Ping" ou "Ping Pong"?

(Parece que como eu, ela não resiste a jogar um " Ping Pong ") Nikol , uma querida amiga que fiz aqui, usa uma expressão divertida para me explicar o que ela sente por determinados tipos de pessoas.  O tipo número 1 é aquele que irrita porque, numa conversa por exemplo, faz com que o jogo seja apenas "Ping", quando você tá louco para que seja "Ping Pong". É aquele que não faz a conversa render porque é tímido, ou porque tem preguiça ou porque é chato demais e acha qualquer assunto sem graça. Uma conversa típica com o número 1 seria: - Noossa! (diz você para ele, com cara de surpresa e de simpático) Você trocou a decoração dessa sala não foi? Está super bonita! Ao que o sujeito responde sem mudar suas feições: - É, troquei.   - Ahnnn... É... e você disse que estava fazendo um curso novo não era? Super legal, porque é bom mesmo pôr a cabeça pra funcionar... - ahã... É... (Continua ele com cara de jogador desinteressado). O número 1 faz você fazer o papel do ...

O que e quem vive em mim

("Aniversário", Marc Chagall, 1915) Ontem foi dia de finados (acho muito feia essa palavra) aí no Brasil e aqui também. Contrariamente a alguns anos em que eu me lembrava bem dos amigos perdidos e do pai querido, eu não senti tristeza alguma. Lembrei deles com carinho, fomos passear, ri, comi, fiz tudo que faço num dia qualquer. Na sexta feira, eu ri olhando para uma melancia na feira daqui, quando me lembrei do povo todo vendendo melancias em caminhões perto do cemitério de Sumaré, quando a gente era pequena. Para uns dor, para outros, festa. Mas a verdade é que quando a gente perde alguém tão próximo, por um bom tempo é como se arrancassem de você uma parte do seu corpo. E não há um minuto sequer que você não sente aquela dor da dilaceração. Falta algo em você e não há como não chorar ou não ficar triste. E por mais que todos ao seu redor digam palavras consoladoras, a dor parece infinita e infindável.  Hoje, aqui, brincando com o Ângelo e o Re, sentindo falta de meus irmão...

"Se o brilho das estrelas..."

Comecei a reler Clarice e às vezes tenho a sensação de que ela sou eu, é você, é aquele outro. De que ela já escreveu sobre quase tudo daquilo que todos nós sentimos e pensamos um dia... Abaixo alguns trechos de "Perto do Coração Selvagem", o primeiro livro que li dela, há quinze anos atrás, e que continua atual e muito perto do meu coração selvagem... "Se o brilho das estrelas dói em mim, se é possível essa comunicação distante, é que alguma coisa quase semelhante a uma estrela tremula dentro de mim."  (...) "Mal posso acreditar que tenho limites, que sou recortada e definida. Sinto-me espalhada no ar, pensando dentro das criaturas, vivendo nas coisas além de mim mesma." (...) "Também me surpreendo, os olhos abertos para o espelho pálido, de que haja tanta coisa em mim além do conhecido, tanta coisa sempre silenciosa." (Clarice Lispector, Perto do Coração Selvagem)

Desliga o botãozinho do tempo?

(O frio só estava na minha lembrança registrada em fotos, semana de neve em Malmö, fevereiro de 2007) A Suécia é uma coisa louca. Há umas semanas atrás eu tinha me esquecido completamente como era sentir frio nessa terra. O calor era tanto, as cores eram tão intensas e a alegria tremenda que a gente rapidamente se esquece e começa a pensar coisas impossíveis como: "se fosse assim sempre..." Agora eu já não me lembro mais como era possível uma vida daquelas lá, daquele verão passado, na mesma terra que agora estamos.  Eis os quatro lados de uma mesma Suécia! Embora ainda falte quase dois meses pro inverno do calendário chegar, aqui a gente já tá sentindo um frrrriiiiio no meio da rua que ui! Já tenho saudade daqueles doze graus de duas semanas atrás. Tava tudo tão quentinho e eu me sentia toomm adaptada !  Acordamos hoje com 5 no termômetro (ainda positivo, mas nem parece!). Nesse momento temos vento de 42 km por hora e no fim de semana tem previsão de neve, menos alguma cois...

O que nosso esporte preferido diz sobre nós mesmos

Dias atrás, eu voltava da academia depois de fazer uma aula de boxe pela primeira vez. Minhas amigas, Ângela e Xu-Muié , haviam posto fogo na minha fogueira, mas acabaram não podendo comparecer na aula. O resultado foi que fiz parceria com uma professora que não se importou que eu era iniciante e me socou horrores. Tudo de briiiincadeirinha forte. Fiz a aula tudo bonitinho. Dei os socos, levei socos e me senti bastante forte depois. Foi bom pro meu corpo e tudo o mais, mas eu voltei pedalando, pelo canal frio e a cidade escura, com uma idéia certeira na cabeça: boxe? nunca mais! Nos longos cinco ou seis minutos que dura a pedalada da SATS até minha casa eu matutei bastante sobre o seguinte: o nosso esporte preferido diz muito sobre quem somos, mas por que será que a gente vive se enfiando em atividades que são exatamente o contrário daquilo que desejamos? Cheguei à conclusão que sou o tipo que aguenta uma natação. É tranquilo, relaxa, faço no meu tempo e saio toda revigorada. Gosto e ...

Horário de Inverno na Suécia

("Inverno na Fifth Avenue", Patrick Antonelle ) Hoje começou o horário de inverno na Europa, então, a gente atrasou os relógios em uma hora para acordar com um pouco mais de luz e não enquanto ainda está tão escuro.  Como vocês aí no Brasil já estão no horário de verão, a diferença fica apenas de três horas agora e não mais de cinco como antes. Agora fica um pouco mais fácil para falar com a família no skype e mais fácil para se adaptar nas férias e na volta.  E que venha o inverno!