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Tem dias que vou de Brecht e outros, de Clarice

Nada é impossível de mudar "Desconfiai do mais trivial, na aparência singelo. E examinai, sobretudo, o que parece habitual. Suplicamos expressamente: não aceiteis o que é de hábito como coisa natural, pois em tempo de desordem sangrenta, de confusão organizada, de arbitrariedade consciente, de humanidade desumanizada, nada deve parecer natural nada deve parecer impossível de mudar." Bertolt Brecht .... " Eu escrevo sem esperança de que o que eu escrevo altere qualquer coisa.   Não altera em nada... Porque no fundo a gente não está querendo alterar   as coisas. A gente está querendo desabrochar de um modo ou de outro..." Clarice Lispector

"Sexy and the City", eu e as suecas assanhadas

"Sex and the city" na série e as conexões possíveis A convite de minha amiga alemã, a Nikol, fui pela primeira vez ao cinema, aqui na Suécia, e vimos "Sex and the city", o longa baseado na famosa série. No Brasil assisti a todos os episódios, todas as temporadas, em DVD, em casa e sozinha. Um ou outro apenas vi com minha querida cunhada, a Dri. E a gente adorava. Ria muito e ficava naquele tititi feminino por horas. Sozinha, era muito bom pegar minha pipoca ou uma porcaria qualquer pra comer, bem no fim da noite, e ter um pouco de diversão e distração.  Eu não gosto de comédias. Não consigo rir com elas e não tenho paciência, mas eu ria com "Sex and the city". E me via em inúmeros episódios e identificava os meus ou os problemas e dilemas existencias de tantas de minhas amigas. E não foram poucas as vezes em que algum episódio foi tema de conversa gostosa e descontraída com elas. E a gente brincava de pensar em qual delas nos enxergávamos mais. E até hoje ...

Mistura Fina

Hoje de manhã voltava meio com pressa pra casa e encontrei meu vizinho, imigrante da Malásia, que é casado com uma sueca com os quais, normalmente, eu falo em inglês. Acenei rapidamente e disse: - Oláá! tudo bem?, em português. E ele ao mesmo tempo: - Hey! Hey! Parece confuso, mas a gente se entende que é uma beleza.

"A Arte de ser avó", por Rachel de Queiroz

("Avó", Marion C. Hono rs ) Em resposta ao post de ontem , a Irene, assídua leitora do blog e avó do Ângelo, me mandou este sensível texto da Rachel de Queiroz, o qual não pude deixar de dividir com quem ainda não conhece.  "Enjoyem" a leitura!  .... A arte de ser avó "Netos são como heranças, você os ganha sem merecer. Sem ter feito nada para isso, de repente lhe caem do céu... É como dizem os ingleses, um Ato de Deus. Sem se passarem as penas do amor, sem os compromissos do matrimônio, sem as dores da maternidade trata-se de um filho apenas suposto. O neto é, realmente, o sangue do seu sangue, filho do filho, mais filho que filho mesmo... Cinqüenta anos, cinqüenta e cinco... Você sente, obscuramente, nos seus ossos, que o tempo passou mais depressa do que esperava. Não lhe incomoda envelhecer, é claro. A velhice tem suas alegrias, as suas compensações: todos dizem isso, embora você, pessoalmente, ainda não as tenha descoberto, mas acredita. Todavia, também ob...

Aos avós, com carinho ou Homenagem especial numa segunda-feira comum

Os Avós "Ya ya ya oh! Quem é que deixa fazer tudo que a mamãe nunca deixou Ya ya ya oh! É a vovó e o vovô! O vovô não fica sério Faz o tipo brincalhão É a vovó quem manda o tédio Passear, lamber sabão. A criançada pinta o sete Faz o avô de cavalinho A vovó brinca de pique De boneca e de carrinho. Hambúrguer no almoço E sorvete no jantar Dormir sem tomar banho Só os avós que vão deixar. Quem te livra do castigo e te deixa ver televisão E não briga com a roupa Espalhada pelo chão. A mamãe fica zangada Com tamanha confusão Se os avós liberam tudo A bomba estoura em sua mão. Mas no fundo ela entende Que é uma prova de amor Pois eles sabem tudo A vida já lhes ensinou. Aprendemos a lição Que os avós são outros pais Que tem a gente no coração. (Autor Desconhecido, fonte: http://www.clubedospais.pt)

O que se perde

(Sonho, Somnia Carvalho, 2004, tela feita para Luciana Dias) O que se perde "....o que é que se perde num rasgo de chuva, Marinho?!... não sei... mas me pergunto curiosa e talvez você possa responder... o que é que fica na gota que se espatifa nos meus olhos quando um homem se comove do outro lado da linha, e eu, abestalhada, porque isso é tão raro, não sei o que fazer?!... o que é fica na gota, também salgada de saliva, da boca desse homem quando ele dói como vaga marinha em forma de poesia?!...eu não sei... mas ouço o que ele fala, como quando pela primeira vez ouvi o mar na concha de um caramujo... eu sou do sertão das gerais que não tem mar... só muito mais tarde fui saber da imensidão de água que as montanhas não me deixavam ver... eu primeiro imaginei o mar, Marinho, com os meus ouvidos de ver... e deve ser por isso que eu gosto tanto de poesia... e deve ser por isso que quando alguém me pergunta, como você ontem me perguntou, criatura em busca do criador, aonde ele está?!.....

Estocolmo: um outro lado da Suécia e dos suecos

(Estocolmo, vista de um dos lados da cidade ) Estocolmo por ela mesma Estocolmo, a capital da Suécia, é uma das capitais mais bonitas em que já estive.  A cidade é recortada por imensos canais, onde centenas de barcos circulam com turistas passeando pela cidade. É impossível pensar em Estocolmo sem os barcos. A água e eles parecem ser a vida da cidade. Não à toa uma das amizades que fiz aqui, o Tobias que veio de lá, diz que a coisa que ele mais sente falta é do barquinho que tinha.  Se você vai a Estocolmo é preciso tomar um desses barcos para ter uma idéia geral da cidade, porque só andando é difícil chegar a alguns pontos, já que a cidade é bem grande. (Curtindo o passeio de barco, que fez Ângelo enlouquecer e apontar o dedinho pra todo lado ) Em nosso rápido passeio de três dias, também incluimos uma visita ao imperdível Wasa Museum. Nele a gente entra na história de um imenso navio, que esteve no fundo do mar por mais de trezentos anos e foi encontrado nos anos 60, em condições in...