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"Um sonho que se sonha só.."

(O Lê, meu "irmãozinho" menor, me mostrando como era correr de kart, ano passado)

Quando eu tinha sete anos, chegou em casa o bebê Alessandro, maior orgulho de meu pai.
Se o ciúme da irmã do meio, Sandra, foi logo se manifestando, o meu, irmã mais velha, foi logo canalizado para o papel das irmãs mais velhas: do menino, eu tentei cuidar.
Amei, tentei indicar alguns caminhos e, "maternalmente", proteger.

Sonhei algumas coisas, como que ele fosse um grande designer ou um arquiteto, porque seus desenhos eram perfeitos. 
Sonhei coisas bobas de se sonhar, quando a gente ama e fica imaginando que o melhor é o melhor do pouco que conseguimos imaginar.
Mas na inocência e bobeira dos meus sonhos o que eu queria mesmo era que ele fosse extremamente feliz. E que ele e a Sandra estivessem sempre protegidos. E salvos. Porque as irmãs mais velhas estão sempre pensando em deixar seus irmãos menores a salvo dos perigos do mundo, embora não façam muito para isso acontecer.

E o menino pequeno, para quem eu fazia bolinho de chuva e assistia à sessão da tarde, cresceu.
De sua pequena família eu ganhei o amor de Luana, a sobrinha que eu, em sonhos, não sabia pedir. Ganhei o carinho de Vanessa, que de menina se transformou em mulher e hoje acompanha os sonhos do Lê. 


(O Lê e suas duas amadas, em aniversário da Luana, setembro de 2006)

Hoje, grandinho, ele sai todos os dias para trabalhar e viajar e eu "peço a Deus" para que ele fique bem. Sempre. Todos dias.
Hoje, menino homem, ele cuida da família, constrói sua casa e constrói sonhos para sua Luana, Vanessa e uns mais que eles querem ter.
Hoje, adulto pensante, ele ainda mantém a mesma alegria, as mesmas caras e bocas, a mesma voz caricatural a brincar com coisas sérias.

Continua falante e falando o que pensa.
Continua falando com as mãos e falando muito alto.
Continua tirando sarro de todos e todo mundo.
Continua insistindo em suas idéias e opiniões, sem aceitar muito o que tentam lhe indicar.
Continua sendo o bom e velho "bagaça" de quem seus amigos gostam tanto. 
Dedicado e amoroso com quem ama, o Lê segue em frente. 
E segue, brincando de kart e outras coisas que ele mesmo deseja para si.
Sem minha proteção e sem meus sonhos. 


(O Lê e o Renato, brincando de serem meninos, em kartódromo do interior paulista, 2007)

Continua por ele mesmo. 
Continua me dando orgulho.
Continua me fazendo rir e me fazendo querê-lo bem.

Hoje meu irmãozinho Alessandro faz anos. 
Vinte e nove anos. E vinte e nove milhões de razões para eu mandar por este blog vinte e nove milhões de beijos, abraços apertados e muitos "eu te amo" para ele.
Feliz Aniversário, meu irmão querido!

Comentários

Ed. disse…
parabens ao seu irmãooooooooo
bjo na familia

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