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Síndrome de Homer, episódio no. 1: memoriol

(Raio X do meu crânio e cérebro, qualquer semelhança não é mera coincidência!) Dia desses venci o medo primitivo que sempre tive de dirigir na cidade maluca e fui toda prosa à consulta com meu quiroprata, de carro, pois Renato havia ido de trem para o trabalho. Estaciono no estacionamento colado ao enorme condomínio onde fica o médico, pego o papérzinho com o moço pequenino e simpático que ali trabalha e me apresento na entrada do prédio. - Sônia, o Doutor está atrasado e pediu para que o aguarde. Sento-me entre umas dezenas de pessoas, num sofazinho apertado, e começo descaradamente a fazer uma limpa na bolsa. Eu sempre faço isso quando tenho um tempinho livre, só para mim! Tiro os duzentos e setenta e cinco papéis de cartão, notinhas, lencinhos, propagandas etc e jogo absolutamente tudo na lata do lixo. - "Sônia, o doutor chegou". Uma hora depois saio toda estrupiada da consulta, porque shiatsu e quiropraxia é algo extremamente maravilhoso no dia seguinte e nunca n...

O corpo, o tempo e as comparações

Malmö, Suécia, hoje e dia desses, 20 graus. Minha amiga Liana me liga e diz: "Amiga! Que dia lindo está fazendo aqui!" Meus amigos e outras amigas estão rondando pelos parques, fazendo churrasco sem camisa no gramado de casa, indo à praia e abençoando a Primavera e o verão, o dia que nasce com sol e céu azul... São Paulo, Brasil, hoje e dia desses, 20 graus. Meus amigos e família estão encolhidos em casa. Usam botas cano alto, agasalhos e jaquetas de couro. Muitas vezes chove. O jardim está vazio. As crianças estão presas em casa doentes. E ninguém está feliz com a chegada do inverno... apesar do sol e do céu azul... O que muda?

Extra, extra! Conheci a Beth Lilás e ela tem sim sotaque de carioca metido a bechssta!

(Eu, de preto, e Beth Q, de branco, num dos muitos drinques de nosso quase encontro juvenil em S. Paulo no último sábado, abril 2011) A noite caiu e apesar do cansaço não vou descansar enquanto não contar a vocês que este fim de semana tive a visita da mais fervorosa comentadora do Borboleta e também blogueira famosa e frequentadora de blogs de muitos e muitas de vocês, a Beth Lilás . Ela esteve aqui junto de seu companheiro, o Vilmar, e só teve uma coisa meio estranha entre nós: a voz, o sotaque. Super Lilás tem um sotaque carioca (nem tão acentuado assim) que eu não consigo ouvir nos posts... Usa de discurso direto para narrar o que conta os quais me fizeram lembrar de antigas amigas do Museu Nacional do Rio de Janeiro. Tem aquela altividade e firmeza que todos os cariocas parecem ter quando abrem a boca. Dona de si e do que pensa. Suuuper engraçada e brasileiríssima! A sensação, depois de anos, "ouvindo" as falas animadoras e entusiastas da Super Lilás foi parecida com a ...

Olha só quem está se levantando?

(Como é o sorriso de quem começa a conquistar o mundo aos 6 meses e 3 semanas?, Marinacota, S. Paulo, abril 2011) Hora de dormir: coloco Marina na cama dela... Vou ao banheiro e ponho Ângelo para tomar banho... Então começo a ouvir vozes, sons, uns barulhos todo excitadinhos... Surpresa! "Mamãe, adivinha quem está se levantando?"

Faz um favor? Leia este post e vai catar coquinho na descida... acompanhado!

Minha amiga Xu quem, depois dos suecos agora é colega de trabalho dos japoneses, postou este vídeo de propaganda veiculada na Tailândia no seu facebook... Ela, apesar de trabalhar com tecnologia de celulares e garantir o "leitinho das crianças" disso entende que DES-conectar é preciso... Às vezes é só assim que o amor e a vida se torna visível... Então quer saber? Apesar de adorar ficar aqui com você vou te fazer o favor de lhe deixar falando sozinho, vou desejar que você vá catar coquinho na descida e vou... desconetar!

Tudo o que você sempre quis saber sobre ser mãe e tinha medo de perguntar

("Mãe e criança", escultura de Ron Mueck) Sim, eu deveria estar dormindo. Uma e meia da manhã e o sono se foi. Rolei por algum tempo antes de vir à sala e iniciar este post, e segui o conselho de especialistas em sono de que é melhor se levantar, resolver as pendências da cabeça e deixar o sono vir de novo do que fritar feito bacon em panela quente. Enquanto rolava na cama quentinha o post foi me vindo inteirinho na cabeça, sem forçar nem nada... Isso sempre me acontece! Se não quero pensar num post de madrugada, então eu penso em 100 deles e saem todos prontinhos... É que uma coisa puxa outra e outra e outra, não é mesmo? Começou assim: pensei em aproveitar ver se Ângelo estava bem cobertinho... Marina estava okey porque eu acabara de lhe dar uma mamadeira e então lembrei de um texto lindo, enviado hoje por uma querida amiga, também mãe, moradora das Suíças, a Gislaine . Nele, ela falava do amor não dito entre essas criaturinhas pelas quais mo...

"Continue navegando...", uma homenagem aos amigos Xu e Gus e todos os outros que vivem no Japão

("Like a bridge over trouble water", Simon and Garfunkel em apresentação inesquecível no C entral Park) Eu sempre pensei na mágica que pode unir pessoas diferentes, em situações inusitadas e torná-las tão próximas, tão presentes umas na vida das outras como se fossem do mesmo sangue . Como se fossem da mesma família ou até mesmo mais... Foi o que me uniu à Xu, uma velha conhecida de vocês, e Gus. O casal , havia trabalhado com Renato anos atrás, na cidade de São José dos Campos, quando eu ainda éramos só namorados. Não os conheci naquela ocasião e nosso encontro foi preparado para a quase " minha Ilha Lost particular ", Malmö, na Suécia. (Xu, de vermelho, e Gus estiveram com o amigo Weider vivendo com a gente uma situação que nem mesmo a família pôde estar... visitando Ângelo no seu nascimento, Lund, julho 2007) Desde um primeiro encontro no nosso primeiro apartamento, eu ainda de barrigão do Ângelo, foi aqueles encontros cósmicos deliciosos. Amei Xu, me apaixonei...