Pular para o conteúdo principal

Nada melhor do que um dia após o outro. Nada melhor do que o verão após o inverno...

(Eu, entregue à farra ontem, no Parque Aquático Tosselilla. Foto: Renato Cechetti, Suécia, julho de 2008)



Amanhã


Amanhã!
Será um lindo dia
Da mais louca alegria
Que se possa imaginar

Amanhã!
Redobrada a força
Prá cima que não cessa
Há de vingar

Amanhã!
Mais nenhum mistério
Acima do ilusório
O astro rei vai brilhar

Amanhã!
A luminosidade
Alheia a qualquer vontade
Há de imperar!
Há de imperar!

Amanhã!
Está toda a esperança
Por menor que pareça
Existe e é prá vicejar

Amanhã!
Apesar de hoje
Será a estrada que surge
Prá se trilhar

Amanhã!
Mesmo que uns não queiram
Será de outros que esperam
Ver o dia raiar

Amanhã!
Ódios aplacados
Temores abrandados
Será pleno!
Será pleno!

(Guilherme Arantes)



(Alguns cantos mágicos do Parque Tosselilla. Foto: Somnia Carvalho, Suécia, julho, 2008)


Eu sempre gostei muito do Guilherme Arantes e de suas composições, desde minha adolescência... mas, ontem e hoje, eu me lembrei especialmente dessa música. E nem sei se o Guilherme era considerado cabeça ou popular demais, para a crítica da época, mas, para mim (que continuo apaixonada por ser brega), foi e continua sendo pura poesia... 

Hoje a temperatura já mudou por aqui: está mais baixa e o tempo chuvoso... Por isso, apesar de ser bom pensar que o tempo cura tudo e esperar que amanhã sempre seja um dia mais bonito e mais ensolarado, também é bom conseguir ver poesia no dia de hoje e vivê-lo gostosamente, enquanto o amanhã não vem...

Um domingo muito poético para vocês também!
...

* ouça e veja o vídeo dessa música no link de canções, ao lado direito deste blog.

Comentários

Beth/Lilás disse…
Eita coisa boa! Aproveitar um domingo de sol é um privilégio.

Guilherme Arantes também fez parte da minha juventude e eu simplesmente o adoro. Dizem que ele é aqui de Nikiti, mas eu nunca o vi pessoalmente.
E esta música é simplesmente o ó!
beijos cariocas
Somnia Carvalho disse…
Lilás,

muitas coisas nos unem!!! rs...
mas eu, que sou lerda pra caramba pras gírias, fiquei em dúvida sobre o que é ser um "ó"

ó do borogodó???
Anônimo disse…
Oi amiga Somnia
Também amo essa música, lembra tempo de alegria e esperança.
Teu blog continua lindo.
Beijos
Somnia Carvalho disse…
Querida Eveline!

Bom saber que está aí do outro lado da linha... e ainda mais que, assim como eu, você curte ouvir o nosso Guilherme Arantes! ótima segunda pra você e desculpa a demora em responder o comentário... foi a correria da semana! beijao

Postagens mais visitadas deste blog

Azulejos em carne viva? O que você vê na obra de Adriana Varejão?

( "Azulejaria verde em carne viva" , Adriana Varejão, 2000) Gente querida, Domingão a noite e tô no pique para começar a semana! Meu grande mural preto, pintado na parede do escritório e onde escrevo com giz as tarefas semanais, já está limpinho, com a maior parte "ticada" e apagada. Estou anotando aqui o que preciso e gostaria de fazer até o fim desta semana e, entre elas, está finalizar a nossa apreciação da obra de Adriana Varejão , iniciada há dias atrás. Como podem ver eu não consegui cumprir o prazo que me dei para divulgação do post final, mas abri mão de me culpar e vou aproveitar para pensar mais na obra com vocês. Aproveito para convidar quem mora em São Paulo a visitar a exposição da artista, em cartaz no   MAM , Museu de Arte Moderna, no Parque Ibirapuera, com entrada gratuita e aberta ao público até 16 de dezembro deste ano. ("Parede com incisões a La Fontana", Adriana Varejão, 2011) Para "apimentar" a dis...

Na Suécia também não tem... branco no Reveillon

Se você é brasileiro ou brasileira conhece, com certeza, a tradição da roupa branca na virada de todo ano novo no nosso país. Diz a lenda que o uso da roupa branca atrai boas energias. A claridade e a luz provindas do branco sempre remetem à paz, harmonia, pureza etc e, apesar de ser um costume tomado por brasileiros de todas as religiões, a raíz dele está na cultura e na religião dos negros africanos que também colonizaram o Brasil.  Eu, obviamente como boa brasileira, sempre soube que se não fosse de branco eu deveria ao menos escolher uma cor super alto astral ou de sorte, como o amarelo. Ou pôr umas calcinhas novas, também de cores "boas" para garantir um sucessinho. Eu normalmente passo reveillon em alguma praia então eu só tenho na memória gente vestida de branco, amarelo e, no máximo, um azulzinho. Ninguém quer atrair maus fluídos e entrar com o pé esquerdo no primeiro dia do Ano Novo. Ou quer? Bom, se você estiver cansado dessa tradição e opressão do branco sobre você...

Violeta Paz é que eu me chamo!

("Violeta Paz", detalhe da tela que fiz hoje, inspirada pela postagen lilás, Somnia Carvalho, abril 2010) Semana passada eu fui contagiada pelo vermelho de vocês e tentei, tentei ardentemente criar uma tela em vermelho... Eu queria mostrar como essa cadeia de influência, essa rede que se chama internet pode nos afetar negativa ou tão positivamente. Depois de ler a história do vermelho cabelo da avó da Glorinha eu queria pintá-la... queria pintar sua força e sua ingenuidade. Queria pintar sua feminilidade e queria pintar o amor de sua neta por ela. E como minha tentativa de expressar em cores o que sentia não funcionava fui tentando outras telas. Tentei em três telas diferentes algumas idéias... criar uma tela em vermelho (a partir de uma foto preto e branco) da minha sogra Irene no dia de seu casamento sendo pega pelo meu sogro Caetano, num ato espontâneo de amor... Depois tentei uma dançarina de tango e parei na metade... Depois minha linda amiga Liana ...