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Navego porque quero e porque querer é preciso

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A Ana Flávia, uma simpática goiana que vive na Aústria e escreve sobre isso no Europrosa, me disse ontem num comentário, que acha legal eu não viver só em função da gravidez e sustentar um outro lado da Somnia que não só esse de mãe.

Eu já falei muitas outras vezes (como aqui e também aqui) da minha "luta" particular para tentar fazendo coisas com as quais eu me sinta valorizada, como as que eu fazia antes de ser mãe e estar morando aqui na Suécia (professora, pesquisadora, pintora, filha, amiga etc), nessa experiência temporária.

Fato é que eu não acho que nós consigamos muito sustentar essa "Somnia antiga" quando temos filhos. A verdade é que eles nos consomem. De um lado fantástico, porque eles são tão interessantes, tão vivos, tão cheios de vida que é fácil esquecer aniversários dos amigos, é fácil se desligar de atividades as quais fazíamos antes de sua chegada.

Não é fácil se interessar por outra coisa que não seja os filhos e essa é uma verdade fácil de constatar quando vemos os amigos que têem filhos recentemente. Demora para sairmos da bolha... Isso porque ter filhos é bom demais.

Por outro lado, também porque eles exigem e demandam tanta atenção, tanta responsabilidade, tanto cuidado que por mais que amemos estar com eles eu sinto que qualquer pai e mãe precisa respirar sem eles. E quem não respira ou enloquece ou vira um chato e chata de galochas.

Precisa manter algumas esferas da vida que não seja só a paternidade e a maternidade.

Aqui em casa nós temos um trato assim: quando temos alguma oportunidade de sair com amigos e amigas um fica em casa com o pequeno Ângelo para o outro ter esse momento.

Se dá, a gente traz os amigos todos em casa, celebra algo especial ou inventa algo para celebrar. E isso é o que normalmente fazemos, já que não é tão fácil na Suécia sair em dois, por conta da falta de gente para ajudar com a criança.

Desde que o Ângelo nasceu, quer dizer, depois de alguns meses que o Ângelo nasceu já que os primeiros foram mesmo suuuper difíceis até nos acertarmos, nós temos sempre gente em casa. Tem festa, tem churrasco, tem dança, tem alegria. E o Ângelo ama isso como a gente. E adora ter amigos chegando, comendo, conversando. Aprendeu cedo que os pais são mais que só os pais, por mais que ele nos trate como sendo exclusivos dele.

Acho que isso também ajudou a manter nele toda nossa brasilianidade (é assim que se fala? esqueci!), apesar dele frequentar escolinha sueca e falar sueco todo fluente.


("As cidadEs", tela que o Ângelo pintou semana passada, enquanto eu pintava outra, e fez questão de dar ele mesmo o nome, Malmö, março de 2010)


Ontem, enquanto eu dava o meu super-mega-blaster-workshop lá na Sony Ericsson, pela segunda vez, eu pensei algumas vezes no Ângelo. Saí muito tarde e o Renato pegou-o na escola e minha amiga Liana ficou com ele e sua Gigi até nós voltarmos com todo o meu material de micro empresária no carro.

Eu estava tranquila. Meu filho estava em boas mãos. Excelentes pra ser sincera! Ao mesmo tempo pensei nas amigas no Brasil que precisam trabalhar diariamente oito, nove horas por dia e praticamente não vêem seus filhos. Não são elas que cozinham pra eles, dão banho, e as vezes nem colocam para dormir. E pensei que deve ser muito triste. Ao menos seria muito triste para mim.

Nessa realidade aqui, onde eu pude tirar esses anos para estar meio lá, meio cá, entre a materniade e algumas poucas coisas que amo fazer, eu sinto que eu perdi algumas coisas, como me manter atualizada no mercado de trabalho e nas pesquisas, mas eu acho incrível ter curtido esse lado da materniade de um jeito tão intenso. Ainda que eu não negue o quão cansativo seja, eu acho que não tem preço ter curtido essa fase do Ângelo e talvez desse novo que virá assim tão de perto... Eles crescem rápido e eu posso logo voltar à minha mais ou menos antiga vida.


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Sobre o workshop de ontem... Foi tudo muito bom! Realmente um sucesso. Na verdade era um mega evento da empresa e eu estava lá entre muitas outras atividades que os grupos faziam.
Coordenei uma atividade de pintura incluída com outras idéias para umas noventa e poucas pessoas. A maior parte suecos, mas também vários estrangeiros que aqui vivem.

Ainda é um desafio para mim ensinar em inglês e não em português, mas estava ok, embora eu queira melhorar muito ainda. Eles gostaram e se enfiaram nas tintas e tal...

Entretanto, agora que sou uma pessoa (empresa) séria, que inclusive tem um trato de sigilo com eles, eu não posso falar mais do que rolou. Não posso postar fotos, nem nada, afinal trata-se de um treinamento interno... mas posso dizer o quanto foi bom para mim estar lá, falar para uma platéia gigante, ensinar um pouco do que sei, trazer arte e um pouco de filosofia para a realidade de uma empresa. Fantástico!

Foi muito intenso. Suuuper cansativo... No fim do dia sentei com minha barriga de grávida, morta de cansada... E graças a Deus tinha lá meu Renato para ajudar a carregar coisas e um jantarzinho da amiga Liana acompanhado de bolo de banana. Nem eu mereço tanta amizade e carinho!

Então, só para responder melhor: Ana Flavia, ser mãe do Ângelo está entre as melhores, se não a coisa mais fantástica que me aconteceu até hoje (é difícil dizer), mas como tão mãe que me sinto hoje em dia, eu sei profundamente o quanto preciso sentir-me valorizada por tudo que aprendi até hoje. Pelo que fiz durante 35 anos (talvez o fato de ser mãe mais tarde ajude a não ser focada só na maternidade) antes de ter o Ângelo. E tudo era muito importante pra mim. Ainda é.

Não é fácil cuidar de casa e dos filhos diariamente, horas e horas, fazer e refazer, fazer e refazer sem ter alguém que bata no seu ombro e diga: "Bom trabalho minha cara!", "Você é muito boa no que faz!", entende?

Talvez muita gente não precise disso. Eu sei que faço um bom "trabalho" porque vejo a alegria, a saúde do Ângelo e sei qual o suporte que acabo dando aqui para o Renato, mas eu preciso de mais. Sempre precisei. Sempre fui em busca desse algo mais para mim que não fosse ser o casamento (aliás eu nunca pensei em me casar, até mais ou menos uns 23 anos e em ter filhos até os 30 e poucos).

("E como chama essa Ângelo? "A cidadi". Tela feita na sequência de "As cidades", Malmö, março de 2010)

Hoje eu sei que o casamento é tão importante quanto ser mãe, assim como é importante o que eu sou em tudo isso. Pela mesma razão eu faço questão de que meu filho entenda que, embora eu não saia para trabalhar todos os dias como o papai dele, eu trabalho em casa.

Trabalho quando digo que vou limpar a casa assim como quando cozinho para ele. Trabalho quanto vou para o ateliê pintar alguma tela ou uma cadeira ou o que seja. Trabalho quando vou para a escola estudar sueco. Trabalho quando escrevo um texto. Entende? Se tudo o que sou e faço tem valor para mim e estou convencida disso (embora no Brasil só picando cartão a gente tenha "valor" para a maior parte das pessoas) eu preciso passar isso pra ele.

Não o forço a nada, mas se ele me vê no ateliê quer "tábalhá" e fazer um "tábalho" com a mamãe... E ele se sente orgulho disso! Então sinto que posso despertar nele essa inteligência emocional importante a qualquer pessoa, mesmo que ele escolha ser qualquer coisa um dia...

Hoje tenho ciência do quanto este blog me ajuda a manter todas as Somnias das quais eu necessito para me sentir completa. Foi e tem sido uma forma de eu não esquecer quem sou, para além do que estou fazendo no momento.

Eu tenho absoluta certeza de que manter nosso eu para além dos diversos papéis que executamos todos os dias não é nada fácil, mas é preciso.

Comentários

Mariana disse…
A maternidade é mesmo maravilhosa, mas no consome demais. Por muito tempo eu me sentia culpada quando saia sozinha e fazia algo que eu gostava mas não incluia o Eduardo. Aos poucos eu fui descobrindo que eu me tornava uma mãe muito melhor quando tinha um tempo só pra mim. Enquanto eu me divertia, ele acabava tendo muitas outras experiências independente de mim e podíamos dividir tudo depois.
Vivendo no Canadá, eu fiquei muito mais presa a eles e dependo totalmente do Sergio para poder sair sozinha, então tenho tentado inclui-los nas minhas atividades sempre que posso. Meus filhos só não entram em lugares realmente proibidos para crianças, rs. No final tem sido muito bom porque eles sabem se comportar em qualquer lugar e já estao se acostumando com ambientes de museus, feiras, exposições... E se não dá pra sair eu trago o divertimento pra casa e estou sempre fazendo milhoes de coisas que adoro fazer.Minha casa tambem esta sempre cheia de amigos e as crianças adoram.
Ana Flavia disse…
Ai, to toda emocionada que vc tenha feito um post pra responder meu comentário. Vocé é fascinante.
Até a pouco tempo, eu tinha a decisao de nao ser mae, justamente pq temia entrar nessa bolha, mas meu marido quer muito ser pai, entao, eu disse que se ele co-participar (pq trocar uma fralda de vez em quando nao é propriamente ajuda, mas muitos homens acham que sim).Assim, temos conversado e planejado e se/quando sentirmos que estamos preparados e comprometidos pra empreender algo como vc e o Renato tem feito ai, entao, experimentaremos a alegria da maternidade e paternidade.

Parabéns pelo workshop. Beijos e abracos
Myrna disse…
Nossa Sonia, me identifiquei muito com esse post! Também sinto uma alegria enorme em poder participar de cada segundo da vida da Ana. Outro dia tive que aceitar enviá-la a escola através do transporte escolar, nós íamos de ônibus, mas moramos um pouco longe da escola e o sol aqui não é brincadeira. Mas nesse dia em que ela foi sozinha eu fui pra escola de ônibus pra ver se ela chegaria bem, fui chorando, com certeza chorei mais doque ela que logo se entreteu com musiquinhas cantadas pelos coleguinhas do transporte. Lá na escola fiquei atrás de uma pilastra vendo ela cantar o Hino Nacional no colo de outra pessoa (a Tia do transporte), chorei tanto, tanto, até acharam que eu tava passando mal....chorei por mim e porque pensei nas milhares de mães que não têm essa oportunidade de levar seus filhos pra escola, de ir buscá-los, de saber oque fizeram, oque aprenderam.....hoje, umas semanas depois eu já me acostumei e ela também, vai toda feliz em sua cadeirinha no transporte com os coleguinhas. Depois vou buscá-la, ela me mostra oque fez na salinha, comemos pipoca, ás vezes até vamos no parque em frente a escola. Pra mim isso não tem preço e eu agradeço a Deus todos os dias por essa oportunidade. Aos poucos tenho conseguido fazer algumas coisas que fazia quando era solteira, mas sinceramente nem tenho muita vontade, o sonho da maternindade pra mim vem desde menina e sinto uma paixão tão grande pro isso que preciso me controlar pra não sufocar demais a Ana (só um pouquinho hahahahah). Nossa escrevi um livro....
Um grande beijo pra vocês quatro!
Saudades....
Adriana Cechetti disse…
Lindo texto!

E lindo esse pequeno artista que vc tem em casa!

Bjs
Lúcia Soares disse…
Somnia, você escreveu exatamente o que é, mas a maternidade, em tempos nem tão idos demais, era muito cobrada, mulher tinha que ser mãe em tempo integral. Eu mesma nunca me imaginei trabalhando fora de casa, deixando filho sendo cuidado por outras pessoas. Paguei um preço. Não voltei a estudar, não me realizei em muitas coisas. Mas jamais posso cobrar deles, que não me pediram isso.
Estou em Londrina, em casa da filha que tem os gêmeos de 1 ano e o mais velho completou 3 anteontem. A vida dela é isso, teve mesmo que abdicar de tudo, pois vive aqui só ela e o marido, sem ajuda da família. Imagina cuidar do Ängelo e mais 2 bebezinhos....(Não estou "torcendo" pra que seus bebês sejam 2, não, de jeito nenhum! Só comento e vc tem uma ideia, pois até há bem poucos meses seu filho era um bebezinho e agora, com outro a caminho, já sabe que começará tudo outra vez).
Criar filhos, saber que eles sairão de casa um dia, saber que faremos sempre o melhor e nem assim poderá ser o certo, desgasta muito mas tem suas compensações. O importante é vc receber e cuidar daqueles que lhe foram destinados.
Sem nunca esquecer que antes da mãe vem a pessoa. (Foi isso que disse e muito bem. Você está plenamente consciente do seu papel na sociedade.)
Bj
Andrea disse…
Oi Sônia, seu blog é lindo! Só me deixa com mais vontade ainda de ter filhos. Estou torcendo para que o Ângelo ganhe uma irmãzinha. Abraço! Andrea http://segredosdaborboletadomar.blogspot.com/
Luciana disse…
Assunto interessantíssimo. Eu bato muito nessa tecla de que as mulheres não devem deixar de ser mulheres, pessoas, esposas, amigas, profissionais, para serem somente mães, que isso nem é saudável para os filhos. Obviamente que sendo mãe a mulher deve ser mãe mesmo, apesar de algumas não conseguirem desempenhar bem esse papel, aí já seria um oposto e um oposto péssimo. Mas sendo mãe e sendo mãe de verdade, aquela que ama e cuida, protege, dá carinho e atencão, enfim, exerce a maternidade da melhor forma possível, a mulher não deve deixar de ser mulher e de ter espaco na vida para tantas outras coisas, e sei que isso é difícil, porque crianca ocupa espaco, requer tempo.
Eu não sei se o fato de ser mãe mais tarde, como você mencionou, faz com que a mulher não seja focada só na maternidade, pois conheco mulheres que foram mães bem mais tarde, depois dos 35, e que são focadas totalmente na maternidade, e já cheguei a pensar que seria ao contrário do que você disse, pois tenho amigas que foram mães jovens e por terem muito a realizarem (como concluir uma faculdade, estarem solteiras, ainda entrando no mercado de trabalho), não focaram muito na maternidade, então isso deve mesmo depender de pessoa pra pessoa.

Seu filho é lindo, dá para ver pelas fotos e pelos vídeos o quanto ele é esperto, dinâmico, alegre, saudável, e isso provavelmente se deve muito à pessoa que você é, seu estilo de vida, sua forma de cuidar, educar e dar carinho, amar, mas se amando também, se cuidando também.

Concordo que as mulheres que são focadas em excesso na maternidade são chatinhas, os assuntos são cansativos, e já observei que isso passa pros filhos, talvez por eles terem atencão em excesso, se tornarem exigentes e carentes, sei lá.

Bom, parabéns para você que é excelente mãe e maravilhosa pessoa.

Beijo
Beth/Lilás disse…
Gostei muito do avental e dos cachinhos do Angelinho. Demais!
bjs cariocas
Anônimo disse…
Imagino (e por enquanto só imagino mesmo) que seja impossível voltar a ser a mesma depois de uma virada que é ter um filho. Se não se é mais o mesmo, como pode se esperar encarar tudo do mesmo jeito, certo?
E sobre atualizacões, é mais fácil se atualizar do que aconteceu enquanto se era 'mammaledig' do que tentar reviver uma infância, então aproveite sem peso na consciência, e agradecendo a Deus por ter essa chance!
Enfim, acho extremamente importante que o foco não fique parado alí, como tu mesma disse. Não acho interessante ser conhecida por um rótulo (a mãe desse, a mulher daquele, a 'brasileira',...), porque nós somos muito mais.
Parabéns pelo equilíbrio e pelo workshop, que tenho certeza ter sido um sucesso!!

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