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19 Março 2012

"Não se admire se um dia..."

(Xu, Gus, Nikol e Nik "comemorando e bebemorando" meu aniversário sem mim em Malmö hoje)


O que dizer dessa mulher?! Da força do seu olhar?! Das cores com que decora a vida?? Do amor que propaga?? Da beleza dura de sua franqueza?! Da criatividade que brota pelos poros?! Poderia eu falar tantas coisas sobre ela...mas me faltariam pincéis pra pintá-la tamanha é sua grandiosidade! O que digo, então?! É que sou feliz de tê-la por perto! De poder saborear sua sabedoria!
Felicidades, sempre!
Com todo amor que houver nessa vida!

Decidi esta semana, depois uma horrorosa virose que tomou a mim e as crianças e ainda pelo fato de não poder comer nada gostoso ou beber direito que iria comemorar meu aniversário apenas em abril, depois da Páscoa, quando tiver voltado do meu retiro de loba solitária no tratamento do iodo.

Qual sentido de fazer festa se a aniversariante terá de passar vontade enquanto os convidados se lambuzam em coisas deliciosas? Nãnãninãnão!

Bom, o problema não foi este, problema é que sou tão maluca (e a falta do hormônio neste momento só tem acentuado esta minha tendência) que nem sequer pensei em alguém me ligando hoje. Sim! De certo modo eu deletei que fosse de fato meu aniversário! E eu tenho este meio desapego com o celular, então de vez em quando eu esqueço da existência de celulares no mundo, sobretudo quando estou no interior. Bom, esquecendo eu perdi então várias ligações de gente adorada e fiquei até baixo astral quando vi a somniada que tinha feito!

Então, agora acabo de ler tanntas dezenas de mensagens carinhosas e verdadeiras, vi telefonemas perdidos os quais não sou capaz de devolver hoje ainda por conta do cansaço e demonstrações tão únicas de amizade que me deixaram, claro, num maior chororô. Entre tanta coisa boniiiita está esta mensagem aí de cima, da Dri, a qual eu posso adotar como slogan de campanha se eu um dia for tentar me candidatar a ministra ou qualquer coisa e que vou reproduzir num mural aqui em casa só para ficar olhando para ela e me achar essa pessoa linda que ela descreveu. :)

Então sim! Fiquem felizes! Vocês conseguiram! Podem agora me passar um lenço!

Eu poderia dizer que não mereço tudo isso, mas confio mais no julgamento de vocês do que no meu, de modo que eu só posso agradecer tanto amor e carinho. Adoro vocês todos e obrigada! É bem bom ser amada assim como eu sou!

18 Março 2012

Uma música, mil lembranças: "Eyes without a face", Billy Idol entre o meu eu mais brega e meu eu mais cult, se é que eu tenho um


"Eyes without a face", Billy Idol)

Atenção: Para seguir a idéia da série você deve ler este texto ouvindo a música acima

...

Alguns meses atrás, quando ainda finalizávamos o concurso "Uma foto, mil lembranças" eu estava num dia qualquer, num fim de tarde qualquer fazendo "uma janta" corrida para Ângelo e Marina. Os dois, na sala, estavam começando a aprender a brincar juntos. Cansada do dia difícil eu ouvia a risada gostosa deles, mas estava com tanta pressa porque sabia que mais dois minutos seriam suficientes para que eu tivesse companhia, então eu mexia uma, duas panelas pra lá. Uma duas panelas pra cá.

Rádio é algo que eu praticamente não ouço mais. Sou movida à música, mas seleciono diretamente minhas listas do meu Spotify. Naquele dia, ao contrário, um radinho de pilha estava ligado na minha cozinha e a conhecida rotina só foi quebrada quando comecei a ouvir "Eyes without a face", uma música pop muuuito tocada nos rádios dos anos 80, quando eu era uma pré-adolescente numa apagada cidade do interior.

Sem exageros eu posso afirmar que os 4:58 minutos de Billy Idol criaram em minha cozinha um portal do tempo. Eu deixei minhas crianças ali na sala que rolavam entre almofadas, a comida continuava a ferver no fogo e parte de mim continuava as mesmas ações aqui enquanto outra foi parar na década de 80, em Sumaré. Mais particularmente aportei num tal clube Recreativo, onde a menina pobre da vila passava as noites de domingo junto ao pessoal do centro da cidade, dançando, rodopiando, cabeça tombada pro lado, cabelos longos, soltos ao vento, o rosto iluminado por aquela famosa bola de discoteque. A saia amarela longa, cheia de babados e a barriga toda de fora. Um top do mesmo tecido fazia o conjunto e eu estava tão imensamente feliz de estar ali.

A roupa, confeccionada pela minha mãe, como quase todas de minha infância e nos primeiros anos da juventude havia sido "criada" por mim. Depois de desenhá-la e coordenar: "assim Dona Maria! desse jeito!", escolher o tecido e vê-la pronta eu me sentia dona do mundo, viajante planetária com aquele rodado todo. Foi inesquecível e me lembrei então de como eu amava aqueles momentos tão meus na discoteque do clube na minha cidade caipira.

O mundo ainda era pequeno para mim, mas de alguma forma eu já me sentia dona dele... E através das músicas que ouvia e dançava era como se o mundo me pertencesse...

A cena se desfez então rapidamente e fui transportada ao meu quarto na casa de meus pais. E me vi nas minhas muitas centenas de madrugadas limpando meu quarto, ouvindo Billy Idol sem entender a letra, sim porque agora eu entendia a letra inteirinha e como ela era horrível!  Me via ali organizando os pouquíssimos livros que tinha: a vida do Papa João Paulo II, a conversão de Maria Magdalena e meu dicionário de português. Sim! Pura verdade! Minha mãe não sabia ler e meu pai, por quem eu tinha enorme admiração intelectual por ter cursado até a terceira série, havia ganhado os dois primeiros numa excursão religiosa para Aparecida do Norte. O dicionário havia sido o primeiro, único e último livro com o qual meu pobre pai me presenteara.  E então me vi lá, orgulhosa dos meus livros e de minha recém conquista de ter um quarto só para mim, enquanto meus irmãos dormiam juntos no outro. Tudo colocado sobre a mesinha vermelha de madeira, feita pelas mãos fortes de meu pai e que me acompanhou por toda minha vida acadêmica até vir morar em São Paulo.

Foi ali, naquele quartinho de vila que eu sonhei com um mundo que eu não conhecia. Havia consertado um rádio antigo de meu pai e com ele ouvia músicas clássicas de uma rádio de Campinas. Ouvia também tudo que qualquer menina da minha época gostava e tinha nas paredes o "Thriller"de Michael Jackson e os Menudos, ambos parte do senso comum e do meu gosto infantil criado pela indústria cultural que eu um dia criticaria bastante num mestrado, mas que naquela época me ajudavam a criar ali naquele minúsculo quarto um canal com meus sonhos.

- Mamãe! Mamãe!

A voz de Ângelo me chamou rapidamente para dentro da cozinha e então me dei conta de estar ouvindo aquela música e de como minha vida havia caminhado por tantos caminhos incríveis desde aqueles anos todos.

Não tenho certeza como exatamente fui me dando conta de como até hoje, sobretudo pelo fato de termos nos mudado 9 vezes em 10 anos de casamento, meu companheiro sempre tenta me dissuadir a jogar algumas dezenas, da minha atual muitas centenas de livros, no lixo para diminuir volume e trabalho. Os livros e os cds. E mesmo sob muita pressão eu sempre respondi por último que "não!". São meus livros e meus cds! E eu os carrego pra lá e pra cá desde que Renato me conhece. Eu os empresto, eu dou alguns, mas a maior parte continua comigo. Eles são a prova do quem sou hoje e de quem fui ontem! Eles me ensinaram, me acompanharam em momentos solitários em bibliotecas, em repúblicas, em moradia solitária. Eu aprendi tanto nestes anos! Eu aprendi tanto e continuo aprendendo! Os livros e seus autores! Como eu sempre os amei!

Neste momento, claro! eu estava aos prantos na minha cozinha... Eu, brega que sou, eu, a sempre Soninha do interior, chorava porque estava tão grata por tudo! Eu nem sabia exatamente pelo quê, mas eu estava! Pelos meus pais e seu amor simples e cheio de entregas, pelos meus irmãos e sobrinhos queridos, pelos milhares de amigos que fiz em minhas andanças, por aqueles com os quais nunca mais cruzei e aqueles que continuam a iluminar meus dias, pelas viagens, os lugares maravilhosos que pude conhecer desde que saí um dia de casa para passar um fim de semana na casa de uma amiga, pelos meus estudos e por ter tido gente suficiente para ir aparecendo e me tomando pela mão mesmo que sem perceber. Estava ainda grata por ter encontrado uma alma tão gêmea e bondosa, apesar de sermos tão diferentes um do outro, e finalmente por ter com ele duas das criaturas mais lindas e doces que...

- MAMÃEEE! MAMÃEEE! a Marina está me beliscando!

- Tô indo! Calma aí Ângelo que a mamãe já está indo!

E assim percebi que as milhares de lembranças suscitadas por "Eyes without a face" deveriam inaugurar um novo concurso no blog assim que eu as escrevesse aqui.

E como hoje é meu aniversário e eu estou inspirada, acabo de publicá-lo na esperança de ganhar de presente a sua participação no nosso novo concurso: "uma música, mil lembranças".

Mais detalhes em breve! Até lá vai separando a música e revivendo sua história...

17 Março 2012

Lista de desejos para começar e terminar em abril de 2012


Gente, eu tô fazendo minha dieta rigorosa e chata para virar uma mulher com poderes radioativos no início de abril e a única coisa que eu consigo pensar é qual será a ordem dos restaurantes, padarias, pratos típicos que irei devorar quando tiver terminado o meu tratamento. Por ora, eu basicamente não posso comer nada comprado, embalado, empacotado, que tenha sal normal, gema de ovo ou leite bá tchê!

Cheguei, então, a uma listinha básica mais ou menos assim de quais desejos gastronômicos eu tenho para o meu abril de 2012:

Nos cafés da manhã em casa com a família:
- Pão de queijo, pão francês com to-do tipo de queijo possível: gorgonzola e brie só para começar;
- Pão com todo-tipo-de-queijo cheio de salame e ou mortadela;
- Yogurte de côco, geléia de framboesa e nutella na torrada;
- Leite integral da Fazenda, gostoso, cremoso com gostinho de teta de vaca.

Na padoca do meu bairro antigo, Perdizes:
- bolo de tapioca
- torta de morango
- com coca-cola zero estupidamente gelada

Nos intervalos:

- Paçoca do botequim na esquina de casa com coca cola zero estupidamente gelada;
- Maria mole da minha sogra bem quadrada e geladinha com...
- wafle que eu mesma faço para as crianças com morangos e geléias em cima. Este, com leite integral quente e café fresquinho.

Nos almoços:

- Risoto de funghi secci com uma, quer dizer, duas, ou melhor três taças de vinho tinto, bemmm tinto;
- Lasanha verde hummmm;
- Uma feijoadinha da sogra,
- Um camarão na moranga e aceito até um bobó de camarão do Dita Cabrita acompanhada de caipirinha de saquê de frutas vermelhas.

Jantares:

- Comida japonesa com tudo de salmão, 3 vezes na semana com repetição de 2 repetições de shitaque em cada uma delas e 3 de sashimis de salmão tudo só para mim;
- Comida árabe num restaurante maravilhoso da vila madalena que minha cunhada me levou com 2 vezes o pãozinho quentinho da entrada;

De quebra eu pensei em solicitar o mesmo corpinho que vou adquirir nas semanas que antecedem as comilanças, mas aí parece que eu já tô pedindo demais!


08 Março 2012

Quer estudar sueco em casa?




("O que vocês vão ser quando crescerem?", "Suecos". in: Nasser Alkhourin)


Este post havia sido publicado, inicialmente, em setembro de 2009, mas como é bem frequente as pessoas me perguntarem como podem aprender sueco sozinhos resolvi republicá-lo com o link e as dicas básicas para tal. Vale super a pena tentar! Se tiverem problemas, podem me mandar que vejo se consigo ajudar. Boa sorte!

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Descobri um site muito bom com um curso de sueco para estrangeiros. Se você ainda não conhece e quer tentar aprender em casa por conta, ou complementar as aulas que já tem, creio que vale a pena conferir, O nome é Safir e há vários módulos de lição desde iniciante a níveis mais avançados.

Se você é iniciante comece pelo primeiro módulo. Faça exercícios, ouça como se pronuncia as palavras etc e verá que consegue avançar bastante, ainda que sozinho. Se já conhece alguma coisa da língua, escolha os módulos mais avançados.

O programa é fácil de se usar e muito produtivo porque você treina a escrita, a pronúncia e o ouvido.

Safir:
http://www.utbildningsborgen.se/static/Safir/safir/index.htm

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Também sugiro o site Braswenska, organizado pela Lúcia Maciel. O site reúne várias regras da língua sueca e traz muitos exemplos bons e importantes de se memorizar da mesma forma que a autora do blog aprendeu em seu curso.

E, por fim, sugiro um livro excelente, no qual parte-se da explicação inicial do funcionamento do sueco, com traduções e comparações com a língua na qual foi traduzido. Não tem em português. Você pode achar em espanhol, se achar mais apropriado. Minha versão é a do inglês:

"A concise swedish grammar, Svenska grammatik på Engelska", da editora Natur & Kultur.

Quando eu tiver uma opinião melhor formada sobre os vários livros empregados nos cursos que estou a fazer eu passo o nome para vocês.

Boa sorte!



06 Março 2012

Cheios de personalidade

                   
(A sala de jantar mais alto astral do mundo, Catalina Estrada)

Durante uma atividade em aula hoje, na qual eu discutia Estética, e tentava chegar um pouco na questão dos gostos com os estudantes da sala, um aluno carinhoso me disse: "Professora qual seu ídolo na música?" "Ah! Fala pra gente!".

A verdade é que eu não tinha uma resposta só. Eu gosto de tannnnta coisa em música que sou capaz de começar o dia com Beethoven e Schubert, passar por Madredeus, Eddie Vedder, Norah Jones e terminar (não! com Michel Teló não! rs) com Sidney Magal ou Nirvana. Tudo a ver não?

Embora eu não goste de tudo gosto de ouvir música conforme meu estado de espírito. A mesma coisa para os interesses do dia a dia, sobre coisas que gosto de falar e escrever.

Então aqui vai de novo! mais uns papéis de parede simplesmente fantásticos, com muita personalidade! Todos eles criados por Catalina Estrada e, embora eu não vá poder comprá-los, vale a pena se inspirar na ousadia, nas cores e na alegria com a qual ela pensa em decoração.

(Um escritório para sair do bege, preto e branco, Catalina Estrada)

(Papel de parede incrível e repare no detalhe com crochê que você pode pedir pra sua avó ou mãe fazer e colocar nos puxadores, Catalina Estrada)

04 Março 2012

Coisas boas que me enlouquecem

(Papel de parede da Scrapwood Wallpaper Green)

Eu devo ter uns parafusos a menos, uns tantos a mais ou então alguns soltos, porque tem algumas coisas que não saem da minha cabeça e uma delas é decorar, arrumar, enfeitar...

Falem sério: ceis acham que é normal alguém sentar pra ver tevê e pensar: "Hum... preciso dar um jeito de esconder aqueles fios". Aí vai tomar banho e fala consigo mesmo: "Tenho que repintar este móvel aqui porque ficou horroroso!" e então está esperando o elevador e pensa: "Preciso pôr uma cor nesta parede!"...

Bom, como sou inscrita como artesã na Etsy, uma loja virtual americana, do mesmo estilo que a Elo7, aquela na qual tenho o por-hora-abandonado "Toda Sexta-Feira" (eu não posso pintar por 90 dias até fazer o meu exame por conta do iodo) acabei neste site de papéis de parede, algo sobre o qual penso toda noite quando vou dormir e olho minha cabeceira branca.

Caí babando neste papel de parede imitando ripas velhas... Não é lindo?

Desde que me mudei, há um ano, eu já troquei não sei quantos móveis de lugar, pintei e reformei outros, dei coisas embora e peguei outras do lixo. A coisa triste é comparado ao lixo dos vizinhos suecos e dinarqueses aqui eu não acho 1% do que achava.

Tirei fotos de várias coisas que fiz para continuar aqueles posts de decoração os quais eu adorava, mas estão todas na máquina até agora.

(Papel de parede da Scrapwood Wallpaper Green)

E vocês? O que andam aprontando por aí?

Gostam de papel de parede? Então passa nesta loja virtual da Etsy, pois o preço pode sair um pouco mais em conta do que do que diretamente de lojas de importados aqui no Brasil. Este imitando madeira velha é meu! Ninguém tasca porque eu vi primeiro! :)

E vocês? O que andam aprontando por aí?

...

ps: me lembrei que ando em falta com algumas pessoas (eu me lembro Mariana!), pois vocês me mandaram fotos dos cantinhos gostosos das casas de vocês e eu nunca consegui fazer os posts... ainda termino aquela série!

02 Março 2012

"Eu sei... a gente eu poderia viver amanhã, mas eu vivo hoje!"



Há quase 5 anos (caramba! como o tempo passa!) eu escrevia no post "Agora é tempo de..." sobre nossa espera ansiosa dos últimos dias para o nascimento do Ângelo.

Acabei de olhar no calendário e me dei conta de que estamos em março, mês do meu aniversário e mês no qual eu sempre me senti meio especial, como se o mês de março fosse meu. Neste ano faço 41 anos e ai caramba! eu ainda me sinto uma menina!

Dei-me conta ainda de que agora é tempo de curar...

Ontem parei de tomar os hormônios da tireóide (já que eu não tenho mais uma que produza os hormônios para mim) para fazer a radioiodoterapia no início de abril. Em confirmada a necessidade da terapia no final de março (até lá eu farei uma rígida dieta sem iodo para fazer o exame) então me interno no dia 02, passo dois dias no hospital e mais 04 dias isolada.

A boa notícia é que devo sair na Páscoa (que por sorte minha não foi junto com o carnaval!:) ) e Páscoa, vocês sabem, significa renascer para uma vida nova. Sorte minha que ainda posso celebrar isso em abril! Embora eu já me sinta curada eu quero virar a página e depois não gastar mais energia com isso.

Fazendo uma rápida volta no tempo, desde que escrevo este blog, minhas últimas Páscoas eu passei respectivamente: 2007, em Öland, ilha no sul da Suécia; 2008, em Milão; 2009 foi em Roma com direito à missa do Papa e tudo e em 2010, pela Alemanha e República Tcheca.  De modo que minhas Páscoas, não só nos últimos anos, mas também antes, quando eu vivia celebrando no meu bairro em Sumaré, ou fazendo viagens pelo Brasil com Renato sempre foram marcantes. Eu adoro a Páscoa e adoro mais do que o Natal. Dos feriados religiosos este é o único que me toca de fato, então embora eu pudesse e possa realmente lamentar o fato de ficar longe dos meus três amados tantos dias e o restante do pacote chato eu quero pensar só em viver bem hoje, aproveitar este tempo para curar o corpo porque ainda tem tanto que esta minha alma quer ver por este mundão afora!

Para uma menina de 12 anos e leitora do blog, a Ingrid, quem me escreveu sobre ser  (como eu) super fã do ABBA e admirar a Suécia, aqui vai uma música que aprendi a amar ainda na Suécia e acordei ouvindo. É outra daquela mesma cantora de quem já falei, Laleh, uma sueca de nascença e descendência iraniana.

Curioso foi que ao ouvir Laleh me dei conta da letra e decidi vir e dividir este meu novo momento com vocês. Isso porque sei que ao mesmo tempo cada um está aí cuidando de sua vida, com altos e baixos, com conquistas e perdas e isso tudo nos torna tão próximos e tão "demasiadamente humanos" que é bem bonito de se ver...

Se conseguir ouvir e acompanhar a letra sentirá que delícia de música para ter na lista das preferidas!

Beijos e abraços apertadinhos nesta sexta-feira quente quente em todas e todos vocês!!!

...

Live tomorrow

Its cold around me, the nigh t is young
the sun has fallen and I've become
the lonely one

the moon is dancing among the clouds
and my knees are shaking,
and my dreams are braking
but I know I live
But i know i live, today

I know we could live tomorrow
But I know I live today,
I know we could live tomorrow
But I don't think we should wait! No..

I know we could..

Taking my life in my hands!
(the power who has it?)
Taking my life in my hands!
(the power who has it?)
I don't like to wait!
no, i don't like to wait!
It's happening, It's happening..

I know we could live tomorrow
But I live today!
I know we could live tomorrow
But I don't think we should wait!

La-la-la, love

Laleh

...


Amanhã ao vivo
(tradução fraquinha, mas vai...)

Está frio ao meu redor, a noite é uma criança
o sol caiu e eu me tornei
o solitário
a lua está dançando entre as nuvens
e meus joelhos estão tremendo,
e meus sonhos são uma trava
mas sei que eu vivo
Mas eu sei que eu vivo hoje
Eu sei que nós poderíamos viver amanhã
Mas sei que nós vivemos hoje,
Eu sei que nós poderíamos viver amanhã
Mas eu não acho que devemos esperar! Não!
Eu sei que nós poderíamos ..
Levando a minha vida em minhas mãos!
(O poder que tem isso?)
Tomando a minha vida em minhas mãos!
(O poder que tem isso?)
Eu não gosto de esperar!
Não, eu não gosto de esperar!
Isso está acontecendo, está acontecendo ..
Eu sei que nós poderíamos viver amanhã
Mas eu vivo hoje!
Eu sei que nós poderíamos viver amanhã
Mas eu não acho que devemos esperar!
o amor

Laleh