12 abril 2014

10 razões para... você ir ao "Arte da Vila" neste sábado e domingo!




  1. porque eu vou estar lá e eu sou muito legal!
  2. porque você quer uma desculpa para recusar aquele convite chato que te fizeram;
  3. porque eu vou estar lá com artistas de verdade com obras boas de verdade e cachorro quente na entrada;
  4. porque você pode papear com artistas e ganhar conhecimento que o seu Mastercard não compra;
  5. porque a Vila Madalena é um dos lugares mais delícia de se passear na cidade;
  6. porque vai ter bandas, shows e transporte de grátis saindo do metrô Vila Madalena direto para os ateliês;
  7. porque você pode fazer umas fotos bonitas e dar uma de descolado no seu Face depois;
  8. porque no "Arte da Vila" você pode visitar mais de 150 artistas em seus ateliês e trocar ideia com eles;
  9. porque você vai poder ter uma boa desculpa para comer e beber a cada dez metros nos quinhentos e cinquenta e sete barzinhos que tem por lá;
  10. porque você não tá a fim de perder a amizade, tá?

    Até lá!



08 abril 2014

Você, a Somnia e um monte de artista na Vila Madalena, topa?


E a Fugacidade n. 28 vai para... Luciene Brito!

("Fugacidade n. 28, Modelo em boina de estopa e lantejoulas, Somnia Carvalho, 2014)

Depois de um longo e tenebroso inverno, de um seguido verão, outono e primavera eu finalmente apresento a pintura que terminei para nossa querida Luciene Brito, a vencedora do concurso "Um casamento, mil lembranças!".

A Lu, autora do blog Lichia Doce, participou com este post aqui o qual contava suas memórias acerca do inesquecível dia em que ela e Marcelo se casaram.


O pessoal ficou tímido de falar dos seus casórios e o emocionante texto da Luciene ficou nas paradas da Billboard por muitas semanas. Sendo assim fico imensamente feliz de dar a ela o Oscar de melhor e mais corajoso texto participante!

Palmas para ela!


Sim, foi uma vergonha minha demora, mas com a produção para participar do "Arte da Vila" eu me animei e essa aqui Lu achei que tinha meio sua carinha de jovenzinha cheia de vida!

Te agradeço muito pelo adorável e sensível texto e por sua amizade nestes anos de blog amiga! Espero que goste!

...

CONVITE

Deixa eu ser cara de pau, aproveitar a deixa e convidar vocês então!

Neste próximo fim de semana eu exponho algumas Fugacidades inéditas e grandes na feira de arte da Vila Madalena. Nesta feira que já tem longa tradição os artistas da mais descolada vila de São Paulo abrem seus ateliês, recebem as pessoas e você pode conversar com eles, ver as obras de perto, conhecer o canto onde criam suas obras... É muuuito legal!

Como eu não tenho um ateliê na Vila Madalena eu vou expor na Rua Laboriosa, 89, um espaço onde outros 8 artistas também estarão.

Grande beijo Lu! E obrigada pela Santa Paciência!

E, gente! Espero vocês lá!

Estarei pessoalmente no sábado a partir das 15 horas.



10 razões para... ler o "10 razões para"


Gente boa!

Tô começando uma nova sessão aqui no blog e queria muito ter vocês rebatendo a bola aí do outro lado!

10 razões para você não perder o "10 razões para":

  1. eu não vou mais escrever 3 páginas por post (aplausos!);
  2. será rápido de ler e objetivo (não duvide!);
  3. de vez em quando haverá autores convidados para temáticas também variadas, interessantes assim como vocês e eu (ups!);
  4. só dará a largada para mais conversa e reflexão (a vida vazia não tem graça!); 
  5. será palhaçadístico, assim como nossa vida deve ser (e também porque eu acho que eu sou engraçada mesmo não sendo );será informativo (pelo menos informando aquilo que eu e essas pessoas convidadas acham que sabem que sabem);
  6. você pode se inscrever para escrever uma sessão da qual saiba dar "10 razões para" (claro que concorrerá com 10.478 pessoas que também farão o mesmo)
  7. me tira do vício de só postar em Face por falta de tempo e te te tira do vício do Face (não torça o nariz pra mim!)
  8. a gente fica em contato (porque eu tenho muita saudade!)



18 março 2014

"Aquilo porque vivi"e vivo...



(Zoe, "Luna", em homenagem aos meus alunos e especialmente ao Ricardo Souza, pela mensagem de hj)

Todas as vezes nas quais celebro meu aniversário eu relembro muitas histórias. Flashs de épocas diversas da minha vida e grande parte das centenas de pessoas, senão milhares, que passaram pela minha vida me voltam à cabeça. E sempre penso nelas com um amor imenso e uma saudade doïda...

Tenho saudade da infância, dos amigos do primeiro emprego, dos professores, da infância dos meus filhos, da época de namoro, dos meus pais, de lugares que conheci... Tenho, como dizem os poetas, saudade dos tempos que ainda estão por vir! Saudade de ver o Ângelo se formando, a Marina bem moça e a lista não pára!

Sempre é muito bom ver o caminho que trilhei! Sempre, em meio às lagrimas, fico imensamente feliz por estar viva e celebrando rodeada de gente que amo e tem apreço por mim.

Ao mesmo tempo, era comum eu esperar algumas demonstrações de afeto...

Hoje acordei bastante diferente.

Não me importou, de verdade, se o meu marido havia ou não me comprado presentes ou se ele prepararia uma surpresa, um café especial etc provando "seu amor" por mim. Vocês sabem, a gente muitas vezes tem um desejo grande de ter provas de que é amado e querido, mesmo quando óbvio bate à porta.

Ao contrário, fiquei imensamente grata por tê-lo ao meu lado ali na cama e eu mesma quis preparar parte do café enquanto ele comprava os pães. Meu companheiro, meu grande amor que todos os dias está aqui presente, deixando sua vida caminhar ao lado da minha.

Não fiquei pensando em fazer uma grande festa, porque eu sou festeira e adoro muita animação, mas pensei em começar o dia beijando minhas crianças e cuidando delas. Comecei tomando café no jardim na minha sacada. O jardim que eu cuido, cuidando das plantas, dos passarinhos que tomam água porque eu coloco água para eles... Ouvindo os mantras de quando fazia yoga... Pensando em esperar pelo Ângelo me entregar o cartão de aniversário que ele (em segredo) está me fazendo.  E foi assim até agora...

Pensei ainda em ver um filme, pintar um quadro, almoçar tranquilamente, passar uma tarde boa e calma na casa que eu adoro pintar, cuidar, arrumar. Sabe? Essas coisinhas simples das quais a gente sabe o valor, mas as vezes se esquece de aproveitar este valor.

Então estou aqui, contemplando a minha vida. Feliz. Tranquila. Profundamente agradecida... por ter conhecido já, nesta curta vida, uma porção de pessoas tão boas, tão incríveis, batalhadoras, inteligentes, divertidas, criativas, carinhosas, boas e cheias de amor! Por ter tido oportunidade de ensinar, de aprender como professora! Por ter o privilégio de receber telefonemas, emails e mensagens de felicitações, quando eu mesma não me lembro das datas de aniversários de quase ninguém... (me desculpem por isso!)

Não sei exatamente como  uma vida assim me foi dada e conquistada, mas, tal como Bertand Russel, seria esta mesma que eu escolheria novamente para viver!

Da sempre piegas, dramática e nostálgica, Sônia, Somnia, Sonildes, Soninha de Carvalho.

...
Aquilo porque vivi
Bertand Russel

Três paixões, simples mas irresistivelmente fortes, governaram minha vida: o desejo imenso do amor, a procura do conhecimento e a insuportável compaixão pelo sofrimento da humanidade. Essas paixões, como os fortes ventos, levaram-me de um lado para outro, em caminhos caprichosos, para além de um profundo oceano de angústias, chegando à beira do verdadeiro desespero.



Primeiro busquei o amor, que traz o êxtase – êxtase tão grande que sacrificaria o resto de minha vida por umas poucas horas dessa alegria. Procurei-o, também, porque abranda a solidão – aquela terrível solidão em que uma consciência horrorizada observa, da margem do mundo, o insondável e frio abismo sem vida. Procurei-o, finalmente, porque na união do amor vi, em mística miniatura, a visão prefigurada do paraíso que santos e poetas imaginaram. Isso foi o que procurei e, embora pudesse parecer bom demais para a vida humana, foi o que encontrei.



Com igual paixão busquei o conhecimento. Desejei compreender os corações dos homens. Desejei saber por que as estrelas brilham. E tentei apreender a força pitagórica pela qual o número se mantém acima do fluxo. Um pouco disso, não muito, encontrei.



Amor e conhecimento, até onde foram possíveis, conduziram-me aos caminhos do paraíso. Mas a compaixão sempre me trouxe de volta à Terra. Ecos de grito de dor reverberam em meu coração. Crianças famintas, vítimas torturadas por opressores, velhos desprotegidos – odiosa carga para seus filhos – e o mundo inteiro de solidão, pobreza e dor transformaram em arremedo o que a vida humana poderia ser. Anseio ardentemente aliviar o mal, mas não posso, e também sofro.


Isso foi a minha vida. Achei-a digna de ser vivida e vivê-la-ia de novo com a maior alegria se a oportunidade me fosse oferecida.


(Bertrand Russel, Revista Mensal de Cultura, n. 53, p. 83)

18 fevereiro 2014

"Never wanna know", especial para minhas alunas sofredoras do mal de amor



Esta música fala de dor de cotovelo, uma mocinha curtindo uma fossa danada porque o ex tem agora uma nova namorada... e ela me lembra demais muitas de minhas alunas adolescentes. Aquelas dores que parecem nunca irão acabar e que corroem a alma...

Ai que sofrimento! rs...

Como assumi o compromisso com elas (e eles) de mostrar o que anda fora do circuito de rádio nacional, pensando em sair - mesmo que seja só um pouquinho - da caixinha, mando hoje esta dinamarquesa, Mo, que descobri via meu Spotify maravilhoso.

Eu adorei! A voz de Mo, seu jeito todo cheio de personalidade, o ritmo compassado dessa música que toma um tema tão antigo de uma forma tão nova!

E abaixo o senso comum!

E aí vocês agora me digam aí o que acharam!

...


Never wanna know
Mo

All our dreams slipped away
There'll be safe as we fight in the journey of the best
And I know I caused you a lot of blues
Now the last one's playing for you
But I couldn't go without letting you know this
I guess I lost somehow
It was too cavy to work out
I'm crazy about you
But I can't, it just can't do nobody
Then we wait till the morning 
Then our lives are moving on
With no words, you will be fine

But I never wanna know the name
Of your new girlfriend
Never wanna hear about it
Keep a stand away
I NEVER WANNA KNOW
...
I drove my eyes on the highway
Think I found where I can state
And why I should, 'cause I love you
Purple wind blows again
In the lies on my friend
With some words we wrote down

But I never wanna know the name
Of your new girlfriend
Never wanna hear about it
Keep a stand away
I NEVER WANNA KNOW
...
All of a sudden I was brain dead and rotten
The thoughts of you and I, and I wanted to keep by you
And the nights are so cold, how I need your human soul!


 I will never let you go! 

If I'd been a little older
But I never wanna know, no, no
Never wanna hear about it
Keep a stand away
I NEVER WANNA KNOW
...

I never wanna know
The name of your new girlfriend
Never wanna hear about it
Keep a stand away


04 fevereiro 2014

"Halo", Beyoncé por Ane Brun? Arrepiante!


("Halo", Ane Brun)

Ane Brun, a norueguesa que já apresentei várias vezes aqui (e também aqui) e quem eu não me canso de ouvir, faz arrepiar com a letra de "Halo", originalmente interpretada por Beyoncé, a cantora dançarina adorada por dezenas de alunas minhas.

No novo álbum Ane chama atenção para a composição e pela primeira vez eu parei para ouvir o que estava sendo dito ali... E a voz? Oh... que voz!

E eu que finalmente larguei a preguiça e a procrastinação comecei o dia nadando, tô cheia de energia e então faço questão de dividi-la com vocês.

Ah! Para quem está me cobrando (com razão!), o segundo capítulo sobre nosso querido Svensson sai esta semana! Aguardo vocês para lerem comigo!

Bom dia!




Halo

Remember those walls I built
Well baby they're tumbling down
And they didn't even put up a fight
They didn't even make a sound
I found a way to let you in
But I never really had a doubt
Standing in the light of your halo
I got my angel now

It's like I've been awakened
Every rule I had you breaking
It's the risk that I'm taking
I ain't never gonna shut you out

Everywhere I'm looking now
I'm surrounded by your embrace
Baby I can see your halo
You know you're my saving grace
You're everything I need and more
It's written all over your face
Baby I can feel your halo
Pray it won't fade away

I can feel your halo, halo, halo
Can see your halo, halo, halo
Can feel your halo, halo, halo
Can see your halo, halo, halo

Hit me like a ray of sun
Burning through my darkest night
You're the only one that I want
Think I'm addicted to your light
I swore I'd never fall again
But this don't even feel like falling
Gravity can't forget
To pull me back to the ground again

Feels like I've been awakened
Every rule I had you breaking
It's the risk that I'm taking
I'm never gonna shut you out

Everywhere I'm looking now
I'm surrounded by your embrace
Baby I can see your halo
You know you're my saving grace
You're everything I need and more
It's written all over your face
Baby I can feel your halo
Pray it won't fade away

I can feel your halo, halo, halo
Can see your halo, halo, halo
...
Halo, halo

Everywhere I'm looking now
I'm surrounded by your embrace
Baby I can see your halo
You know you're my saving grace
You're everything I need and more
It's written all over your face
Baby I can feel your halo
Pray it won't fade away

I can feel your halo, halo, halo
Can see your halo, halo, halo
...
Auréola

Lembra daquelas paredes que construí
Bem elas estão desmoronando
Elas nem tentaram ficar em pé
Nem fizeram um som
Eu achei um jeito de deixa lo entrar
Mas eu nunca tive dúvida
Sob a luz de sua auréola
Eu tenho meu anjo agora

É como se eu estivesse despertando
Todas as regras que eu tinha você está quebrando
É o risco que eu estou correndo
Eu nunca vou te calar

Em todo lugar que eu olho agora
Estou rodeada pelo seu abraço
Baby eu posso ver sua auréola
Você sabe que é minha graça salvadora
Você é tudo que eu preciso e mais
Dá pra ver no seu rosto
Baby eu posso sentir sua auréola
Ore para que não desapareça

Eu posso sentir sua auréola, auréola, auréola
Eu posso ver sua auréola, auréola, auréola
Eu posso sentir sua auréola, auréola, auréola
Eu posso ver sua auréola, auréola, auréola

Atingiu-me como um raio de sol
Queimando na minha noite escura
Você é o único que eu quero
E estou viciada em sua luz
Eu jurei que não cairia de novo
Mas nem sequer sinto que estou caindo
Gravidade não pode se esquecer
De me puxar de volta para o chão

É como se eu estivesse despertando
Todas as regras que eu tinha você está quebrando
É o risco que eu estou correndo
Eu nunca vou te calar

Em todo lugar que eu olho agora
Estou rodeada pelo seu abraço
Baby eu posso ver sua auréola
Você sabe que é minha graça salvadora
Você é tudo que eu preciso e mais
Dá pra ver no seu rosto
Baby eu posso sentir sua auréola
Ore para que não desapareça

Eu posso sentir sua auréola, auréola, auréola
...
Auréola, auréola

Em todo lugar que eu olho agora
Estou rodeada pelo seu abraço
Baby eu posso ver sua auréola
Você sabe que é minha graça salvadora
Você é tudo que eu preciso e mais
Dá pra ver no seu rosto
Baby eu posso sentir sua auréola
Ore para que não desapareça

Eu posso sentir sua auréola, auréola, auréola
Eu posso ver sua auréola, auréola, auréola
...

03 dezembro 2013

Cap. I: “Anda logo, seu saco de ossos!”


Capítulo I

“Anda logo, seu saco de ossos!”

A altura do espaço que ficava entre a viga de madeira abaixo de seus pés e o chão vermelho de terra lá embaixo não passava com certeza de uns 5 metros. Não era isto que o preocupava. Aliás, isto havia deixado de ser um problema quando entendeu que pulando haveria um grande risco de apenas espatifar-se, quebrar alguns ossos e provavelmente ser obrigado a trabalhar ferido, seria imenso caso insistisse no Plano A. Não. Ele não era tão estúpido assim, apesar de acharem isso. Não havia frequentado muito a escola, mas sentia de si mesmo certa perspicácia com os números. Não se sentia inteligente, mas julgava-se bastante esperto. E se tinha algo do qual se orgulhava era essa certa habilidade natural para o cálculo. Gastava seu tempo agora em constatar como, de fato, havia escolhido os fios perfeitos: o entrelaçamento, a fibra, o nó. Ele já a havia usado em tantas atividades na fazenda e ela, sim, lhe parecia suficiente para dar fim ao seu corpo de 25 quilos e 450 gramas. Isso sem contar os testes conseguidos nas últimas três semanas. Seu peso com certeza não estragaria seus planos. E pensar que havia preparado tudo sozinho, como havia pensado no celeiro, cada detalhe, isso lhe dava uma mistura de prazer, culpa e autopiedade, tudo ao mesmo tempo.

Sim, era verdade, estava bem abaixo do peso para um garoto de 10 anos, e ele sabia disso, principalmente se comparado aos seus irmãos. Era o mais velho. Mas o saco de ossos que era não chegava ao peso do mais novo. Saco de ossos... Esse praticamente havia sido o único nome pelo qual o velho Anders lhe chamara aqueles três anos e meio. Ao contrário do irmão caçula, a quem o pai fazia questão de chamar pelo nome e o “ö” pronunciado de forma tão sueca que até mesmo lhe dava náuseas.

- Byörn, sussurou. Sentiria falta dele. De alguém mais? Provavelmente não. Com certeza não! De ninguém mais! Sua voz zangada assustou duas pombas acima dele. Elas voaram em direções opostas, voltaram-se uma para a outra, bateram-se de frente, e, finalmente, alcançaram a saída no topo do celeiro, enquanto uma ou duas penas flutuaram próximas de seu rosto.

Apertou um pouco mais a corda em torno do pescoço e foi colocando os pés pouco a pouco para fora da viga. O sapato apertado incomodava, mas ele fazia questão de não parecer um qualquer. Ele não era um qualquer! Ainda que fosse tratado como. Ele não apareceria em shorts beges rasgados e camisas surradas. Ele não seria sepultado como um mendigo. Não, não, não. Ele tinha sobrenome também. E, apesar de tudo, se orgulhava de não ser o mesmo do malvado, mas também querido, Byörn. Ele não era um Zé Ninguém, ele era alguém. Seu nome era Sven-son. Svenson!, pronunciou em voz alta, como se houvesse uma platéia a assisti-lo no palco.

Umas faíscas de terra e pedrinhas caíram no ar. Só o calcanhar restava na viga. Ajustou a gravata roubada da gaveta de Byörn e limpou cuidadosamente o terno marrom claro do irmão. Estava pronto. Ele era forte, todos veriam. Ele fazia diferença, todos notariam. Ele faria falta, ninguém mais poderia negar. 



Eu tenho uma história pra te contar ... e você não vai sossegar enquanto...

(Foi assim que eu me senti quando terminei as primeiras linhas...)

Gente muito querida, muito mesmo, que ainda visita esta blogueira desaparecida, enfiada na vida, cheia de ideias que quase não coloca em prática, de saudade que não mata e quem quase sempre vai sendo levada pela correnteza... até colocar a cabeça para fora de novo.

Pois então! Minha gente preciosa, Sonildes está de volta! E ela quer arrebentar em 2014. Pelo menos ela quer arrebentar o blog com uma nova história que tem para contar, um projeto o qual, finalmente, saiu da gaveta depois de 3 anos e meio.

A partir de hoje eu começo a contar para vocês a história de um grande amigo que fiz na Suécia. Sabe aquelas histórias que dão um belo livro, um excelente filme? Sabe aquelas pessoas cuja vida você começa a contar no meio de um jantar e quando vê está todo, mas todo mundo parado te ouvindo? Então, destas! Verdade!

Minha ideia ousada e metida a besta é a seguinte: eu escrevi o 1o. capítulo do livro (ou ao menos estou chamando assim por hora), fiz um teste drive com algumas pessoas que aprovaram. Este primeiro é curto, mas eu agora consigo ter a ideia do livro todinha na cabeça. As cenas, as falas, ai tudo! Tô quase pirando o cabeção porque quero poder pôr no papel logo!

Funcionará assim: eu vou publicar capítulo a capítulo deste livro até um momento em que ou eu consiga uma editora ou vocês decidem que o livro é bom e vão publicá-lo comiga! rs... Hoje em dia existem várias formas de se publicar um livro, mas eu e meu amigo a gente não quer só publicar! A gente quer que seja muito bom! E a gente quer ganhar dinheirinha! rs... Na verdade, meu querido amigo me disse que se a história dele puder se escrita e, um dia, se os filhos e, possíveis netos, puderem ler ele ficará feliz e realizado...

Pois! Pois! Acredito que se de fato eu conseguir escrever direitinho e vocês me ajudarem na empreitada a gente consegue! A história é baseada nesta história real. Um romance fictício sobre uma história real, é assim que se fala?

Durante as semanas que antecederam meu retorno ao Brasil eu passei horas e horas gravando a história deste meu amigo... eu devo confessar que não dormi muito bem naqueles dias só pensando e repensando tudo que ele me contava... e eu ri muito, muito! E chorei ... ai como eu chorei! assim como sei que vocês muitos de vocês também o farão.

O que eu vos peço caros senhores e senhoras que sempre apoiaram as minhas ideias mais mirabolantes?  Que vocês leiam...Sim! Uma escritora que se preze precisa de leitores! E que se desejarem, palpitem! E se gostarem, divulguem entre seus amigos do face, da vida real, da vida imaginária todas elas!

O que eu prometo? Não parar no meio... Não desistir, não deixar a história sem fim para que não aconteça o que já me aconteceu quando vi séries boas que não obtiveram patrocínio e pararam... Então! Eu tenho tudo aqui... cenas, como escrever, tudo! E minhas férias começam daqui uma semana, ou seja, a hora é perfeita!

Vocês topam? Eu garanto que pode ser bem divertido! Tô pensando em pôr em votação o título e outras coisas mais para o projeto ser meio em conjunto. Que vocês acham? É que eu sou das loucas que pensa melhor falando e papeando.

Antes de tudo quero me comprometer a divulgar ainda esta semana a tela que a Lu Brito (nossa querida participante) ganhou no concurso de textos do Borboleta "Um casamento, mil lembranças" e também a publicar a segunda parte do post sobre Sartre e a liberdade e! responder os comentários que vocês bacanas deixaram lá, ok?

Feito isso eu quero dizer que hoje, às 19 horas será o lançamento do livro aqui no Borboleta.

-Posso contar com vocês???

-"Pooooode!"

Legal gente! Vocês são incríveis!

Ah! peguem táxi para o lançamento porque champagne não pode faltar!!!


29 novembro 2013

Dica decor do dia: arranjo de hortaliças em garrafas descartáveis


Eu cozinho bastante em casa para a criançada e por isso faz algum tempo compro as hortaliças frescas e deixo em vasinhos pendurados na janela da cozinha. Assim é só pegar as folhinhas, lavá-las e pá nos molhos e comidinhas.

Nesta ideia aqui as plantinhas vão em garrafinhas que normalmente estariam no lixo. Reaproveitar garrafinhas para arranjos eu já fazia, mas esta ideia com as hortaliças é demais! Super criativa, reaproveita o temperinho ganho na feira, enfeita, ajuda na hora de cozinhar e dá um aroma delicioso para a cozinha.

Vocês estão sentindo o cheirinho?