20 novembro 2012

Dia da Consciência Negra: pra quê mesmo?

("Fugacidade n. 11: modelo em lenço vermelho", Somnia Carvalho, acervo: Adriana da Mata)

Quando eu comecei a pintar minha série "Fugacidade", um trabalho misto com fotos de modelos de alta costura eu me deparei com um fato: a maioria esmagadora das modelos desta área eram brancas. Muito brancas: brancas de cabelos loiros ou brancas de cabelo preto.

Eu queria pintar uma enorme variedade de mulheres lindas e continuar o projeto sobre como a juventude, a beleza assim como a moda são tão fugazes, mas eu só tinha modelos brancas lindas para trabalhar.

As três Fugacidades Negras que pintei eu tive que pesquisar algumas horas a mais do que havia pesquisado para as anteriores. E enquanto eu fazia isso eu me lembrava de minhas "análises neuróticas" como nosso preconceito é velado. Uma separação invisível que é feita todos os dias no mundo todo entre brancos e negros. Eu fiquei, pra ser sincera, meio horrorizada com minha constatação e desde então eu venho buscando uma oportunidade para dizer isso.

Obviamente não faltarão defensores de uma causa contrária a esta! Irão me dizer como hoje nós temos pessoas não brancas em todos os cargos importantes do mundo, vide Barack Obama, o primeiro negro a ser eleito presidente nos Estados Unidos, ou exemplos no Brasil em todas as esferas sociais.

Eu concordo inteiramente! Não sou louca para não admitir que o preconceito tenha perdido espaço entre milhares de pessoas nas últimas décadas. Apesar disso, eu devo também admitir que fico envergonhada quando tomo o ônibus que vem para meu bairro, mas que tem como ponto final a periferia da cidade. As mulheres negras, mulatas, mestiças vem até os ditos bairros privilegiados para serem empregadas, babás, cozinheiras, balconistas etc. Ao final do dia elas seguem para suas casas humildes e suas famílias morenas para bem longe de onde vivemos.

E se o bairro não é distante da cidade ele com certeza é uma ilha. Isolados por uma ou duas quadras, em favelas ou "comunidades" estão os pobres do Brasil. E os pobres, já cantava Caetano, são "quase todos pretos ou quase pretos".

Então o que temos, alguém poderia me dizer, é apenas um resultado de anos de escravidão e diferença e hoje nós tentamos consertar os erros dos preconceituosos do passado.

Sim, creio que muitos estejam a fazer isso, mas me parece que se estamos, nós fazemos isso muito mal.

Nós fazemos como quem dá migalhas aos negros para compensar o ciclo vicioso de pobreza e desigualdade de oportunidades as quais eles e as gerações seguintes deles estão fadadas a herdar.

Nós sabemos que ter mulheres negras lindas na novela das 8 não significa na verdade porcaria nenhuma, mas a gente finge que sim.

Nós sabemos que ter cotas para negros pode tentar abrir uma brecha de possibilidade na vida de famílias de negros inteiras no futuro, mas a gente prefere olhar para o próprio umbigo e se sentir insjutiçado. Afinal não fomos nós que escravizamos as famílias deles!

Nós sabemos que ter um Natal com bonequinhas de cera todas brancas enfeitando os shoppings center ou modelos brancas nas vitrines, ou revistas com brancas na capa é uma prova explícita de como nós alguém perfeito pra nós necessariamente precise ser branco, mas a gente finge que não vê e aceita negros e negras nas capas de revistas para negros e negras. Filmes de romance com negros e negras para negros e negras. E nós aproveitamos para desculpar tudo isso usando de algumas frases de senso comum muito boas porque convencem rapidamente quem, como nós, é preconceituoso igual: "os negros também são preconeituosos"!.

Sim! E preconceituoso é todo ser humano!

Ainda assim admitir que nós sejamos egoístas por natureza, ensimesmados por natureza, buscando o próprio prazer por natureza não quer dizer que nós devamos aceitar que esta natureza que nos destrói prevaleça.

Ter um "Dia da Consciência Negra" de fato não vai significar muito se nós tratamos a história do povo negro no país, com Zumbi dos Palmares, por exemplo, como algo tão pouco importante que não devamos parar e pensar sobre o assunto.

É por isso que eu adorei a charge veiculada no Facebook nos últimos dias sobre um desentendimento entre o Batman e o Robin, lerdinho. Quando este diz que também quer ter um Dia da Consciência Branca, Robin lhe dá um tapa na cara, um "acorda, palhaço, para o que você está pedindo" e diz: "Ser escravizado você não quer não é?"

Para quem quiser ver um chocante e excelente documentário sobre como os brancos se sentem quando colocados na pele de negros veja "Blue eyed". Nele, uma professora branca, uma mulher real, faz experimentos com seus alunos brancos e os separa apenas porque eles têm olhos azuis. Ela tenta fazer com que eles se sintam como é sentir preconceito apenas por algo que você tem e não tem domínio algum sobre ele.

Aproveito para dizer a todas minhas amigas e amigos negros ou a você que passa hoje por aqui e não é branco que eu admiro sua força diária para viver nesta novela que é o Brasil. Por sobreviver ao preconceito diário que lhe tira chances de emprego, que lhe priva de fazer uma faculdade, que lhe faz chorar ao ver seus filhos serem maltratados na escola apenas por terem uma cor diferente. Eu admiro vocês e neste dia receba de mim um enorme abraço!!!

29 outubro 2012

Azulejos em carne viva? O que você vê na obra de Adriana Varejão?


("Azulejaria verde em carne viva", Adriana Varejão, 2000)

Gente querida,

Domingão a noite e tô no pique para começar a semana!

Meu grande mural preto, pintado na parede do escritório e onde escrevo com giz as tarefas semanais, já está limpinho, com a maior parte "ticada" e apagada. Estou anotando aqui o que preciso e gostaria de fazer até o fim desta semana e, entre elas, está finalizar a nossa apreciação da obra de Adriana Varejão, iniciada há dias atrás.

Como podem ver eu não consegui cumprir o prazo que me dei para divulgação do post final, mas abri mão de me culpar e vou aproveitar para pensar mais na obra com vocês.

Aproveito para convidar quem mora em São Paulo a visitar a exposição da artista, em cartaz no  MAM, Museu de Arte Moderna, no Parque Ibirapuera, com entrada gratuita e aberta ao público até 16 de dezembro deste ano.


("Parede com incisões a La Fontana", Adriana Varejão, 2011)

Para "apimentar" a discussão quero deixar mais duas telas da artista neste post e já agradeço minhas queridas leitoras Xu, Fernanda (Aprendendo a viver na Suécia), Luana (Teia de Narradores e Artes e Artesanais), Loide (Malas Prontas) e Lucinha (Sem Medida e De amor e de...) quem deixaram comentários super interessantes e reflexivos no primeiro post sobre o assunto, o "Língua com padrão suntuoso". Está tudo anotadinho e volto a eles no post final sobre a obra da artista.

Algumas de vocês me perguntaram como Varejão faz o trabalho de esculpir o azulejo e achei a pergunta curiosa. Eu também pensava o mesmo quando via fotos das obras, mas em visita à exposição "História às margens", pude perceber que se trata apenas da tela em tecido, pintada com rigor realista para parecer um azulejo. Daí sim há as intervenções para parecer o rasgo, a carne etc para os quais Adriana utiliza de materiais diversos.

Então, continuando nossa brincadeira de refletir quantas mil palavras uma obra de arte contém em si eu pergunto: O que você vê nestas duas obras de hoje? ou: O que você vê na obra de Adriana Varejão?


26 outubro 2012

Skyfall: 007 com muita ação, boa música e tomadas de tirar o fôlego


 (Skyfall, Adele, música tema do filme 007: Missão Skyfall, 2012)

Ontem fui, acompanhada do meu 007 Renato, ver a pré-estréia do filme James Bond e tive uma noite de muita adrenalina e ação. Meus sonhos foram tão agitados quanto as cenas vistas, mas o que não me saiu mesmo da memória foi a abertura.

De uma fotografia linda, pesada, até fúnebre somada a uma música de arrepiar da Adele - quem eu conheço um pouco o trabalho -, mas quem não tinha ainda me arrebatado como com a canção Skyfall.

Além da abertura, há cenas maravilhosas como as feitas nos campos da Escócia e no topo de um edifício em Xangai. A luz, as sombras, as cores todas são tomadas como coadjuvantes quase toda vez que aparecem.

David Daniel Craig, na pele de James Bond, o loirão grande, até então sem muito sex appeal (pra mim) volta poderoso depois de ter sido "abatido" em uma missão.

A morte do 007, o final do qual fala a música de Adele tem a ver com o fato de James Bond estar velho, fora de forma e alcóolatra. Seu declínio moral e a dúvida sobre a sua morte o colocam fora do jogo por um tempo, mas logo logo ele dá um jeito de voltar à ativa, porque essa parece ser sua natureza.

Sua tarefa é descobrir quem anda por trás de assassinatos, atentados terroristas e ameaça de morte contra a cabeça da Organização de Agentes onde 007 trabalha. Esta é a parte fraca do filme. A missão fica até meio sem graça e não se perde por conta da grande movimentação das cenas, dos efeitos e da trilha sonora.

O filme faz um mix de atmosferas pesadas (embora o Renato tenha me dito que não concorda em nada com esta minha afirmação) e deprês com piadas do próprio James Bond e outros agentes. Há cenas de ação para ninguém botar defeito como uma na qual um trem caiu por cima do agente que foge intacto.

Para além das imagens belíssimas, dos efeitos de computação excelentes e do charme do 007, a atuação inesquecível é de Javier Bardem, como o vilão (Silva) da trama. Javier dá credibilidade a qualquer cena em que aparece e me fez me jogar contra a poltrona de pavor, como só os excelentes vilões conseguem fazer.

007 continua não sendo filme para pensar, nem refletir muito, mas se você quer alguns bons minutos de bom entretenimento, de vibrantes sensações e viajar para um mundo de ação pode ir lá conferir porque só com a abertura ontem eu teria ido embora feliz.


A educação pela net e as novas formas de conhecimento

(Obra de Don Dalkhe, in: Emily Duong)

Uma tela em branco, tintas de várias cores, pincéis e crayons... Este foi o ambiente de uma de minhas últimas aulas de Filosofia da semana passada, no colégio onde dou aula. Ao invés da habitual sala de aula, um ateliê enorme de arte.

A ideia era aprofundar o conceito de "tábula rasa" do filósofo John Locke para quem nós não somos mais do que uma somatória de experiências vividas ao longo da vida. Para este pensador, tanto o conhecimento quanto quem somos é algo que deriva da nossa relação com o mundo, de como nossos sentidos captam este mundo e o outro a minha volta.

Cada vez mais tenho sentido a necessidade de extrapolar o espaço da sala de aula, buscar sensações para as reflexões, criar uma forma do conteúdo de Filosofia (e também Sociologia) não acabarem por ser mais uma disciplina a ser memorizada e aprendida para depois ser, como tantas milhares de coisas ensinadas na vida, esquecidas.

Nesta aula, em especial, minhas alunas e alunos refletiram sobre tudo que imaginaram que sabiam do mundo no mesmo dia em que nasceram. "Nada!", muitos responderam. "Eu era puro instinto!", disseram outros. Disso, pulamos para aquilo que julgam ser as principais características de suas personalidades, isto é, características moldadas a partir de experiências vividas. De sensações experimentadas. O passo final foi abstrair este "eu" numa tela branca, uma tábula rasa.

Não imaginem, contudo, um ambiente todo calminho, com gente pintando e refletindo. Os meus alunos e alunas adolescentes não são assim! Eles são agitados, versáteis, falantes, fazem e falam mil coisas ao mesmo tempo. Com eles, a lousa digital que uso, na qual vídeos, músicas, power-point etc são aplicados todos os dias, além dos seus tablets e nets pessoais, tudo pode facilmente se transformar do extremamente excitante para o insuportavelmente entediante.

Eles tem presssa. De tudo!

Foi pensando ainda nesta aula e em outra do mesmo estilo, dadas na semana passada, que li - lá mesmo na escola - uma matéria do jornal "O Estado de S. Paulo" sobre a "Universidade do Povo", uma Universidade Virtual que agora chegou ao Brasil. Este é mais um passo em direção à quebra, cada vez mais acentuada, no formato tradicional de educação.

Eu tenho pensado que a educação como nós conhecemos no passado e conhecemos ainda agora está com os dias contados. Os nossos jovens gritam por uma nova forma de aprendizado. Eles sentem o mundo de uma outra forma, mas ainda são educados como se fossem os velhos de antigamente.

É por conta dessa demanda por agilidade, simplicidade e facilidade que os milhares de cursos virtuais hoje ganham espaço e candidatos.

A Universidade do Povo é um bom exemplo de como nós estamos presenciando uma grande virada no formato educacional e no modo como o conhecimento era passado até então.

Claro que eu sou mais uma das milhares de pessoas que pensam o mesmo e tem apoiado formas alternativas de educação e ensino, mas aproveito para convidar você a visitar o site "Cursei", cujo criador eu conheço bem e é uma das pessoas mais extraordinárias que conheço na vida pessoal em vislumbrar o futuro, o Renato.

O Renato está tentando catalogar todo tipo de curso on-line, gratuito e pago, oferecido no Brasil. Ele pretende ser uma referência em cursos e quase um site de procura para quem pensa em fazer qualquer tipo de especialização e formação à distância.

Temos trocado muitas ideias sobre essas mudanças, esses novos rumos e pensamos como podemos fazer parte desse processo, sem apenas menosprezá-lo ou fechar os olhos. Como se atualizar, manter formas de crescimento e renda pessoal, mas ao mesmo tempo contribuir para que estas mudanças sejam experimentadas por outros, para que o conhecimento seja, de fato, globalizado.

O Renato, como eu, acredita que a internet tenha trazido não só ganhos para o conhecimento e para nossas experiências que o complementam, ela de fato transformou e transformará ainda mais a forma como lidamos com a criação e a troca de informação. A informação, através da internet tomou uma nova forma de relacionar as pessoas e criar sensações. E a partir dessa as possibilidades de transformar o mundo e as pessoas, mesmo que as salas de aula (provavelmente não no formato que conhecemos) e os ateliês de arte ainda possam guardar um lugar e proporcionar encontros incrivelmente saborosos.


15 outubro 2012

Por que eu quis ser professora?


("O Caderno", Toquinho, música que me lembra minha sobrinha Luana e minhas primeiras tentativas de ser a um exemplo para alguém...)

Minha mãe me visitou este final de semana e esta é uma coisa que acontece raramente, dada a distância e outras circunstâncias... E eu, claro!, fiquei imensamente feliz e agradecida. Além da companhia, pude curtir com o "maridu" uma deliciosa festa.

Entre tanta prosa ela se lembrou como na adolescência eu tinha me apegado à ideia de ser freira missionária e de quando algumas freiras nos visitaram em casa e eu visitei suas congregações na tentativa desesperada de ir ser missionária pelo mundo.

Foi a primeira vez que contei à ela como eu desisti da ideia. Na época uma freira, quem depois se tornaria uma querida amiga, me mostrou como meus desejos pessoais não coincidiam com aquela vida. Ao me perguntar o porquê de eu querer tanto aquele caminho, eu respondi com toda ingenuidade do mundo: "é que eu quero mudar o mundo!". 

Sim, era a mais pura verdade! Eu desejava tanto melhorar o mundo! Ajudar as pessoas (na época eu só pensava em pessoas carentes) a serem mais felizes, a terem condições de ter uma vida digna de ser vivida.

A freira sem hábito sentada a minha frente, respondeu com toda a calma do mundo: "Sônia, você não precisa ser freira para tentar mudar o mundo!". Ser freira requer abrir mão de outras tantas coisas que você parece amar fazer...

Aquela conversa foi decisiva e eu desisti totalmente de ser uma religiosa.

Enveredei com muita certeza pela Filosofia e pelo desejo ardente de aprender para ensinar. 

A Filosofia me pareceu, alguns anos depois desta conversa, muito libertadora. Libertadora porque esclarecedora!

E aí me eu tornei professora! Não só filosofando, mas ensinando a escrever, a criar a viver.

Nem sempre eu consegui o desejado! Tantas vezes mais eu aprendi ao invés de ensinar. Aprendi que não era dona da palavra. Aprendi que o outro tem uma riqueza capaz de me transformar também. Aprendi que mudar o mundo ou melhorá-lo não era nada, mas nada fácil, porque o mundo é feito de pessoas e pessoas tem as mais variadas ideias sobre o que é ser feliz. Sobre o que é ter dignidade.

Eu aprendi tanto nestes anos lecionando. Neste ano, em que voltei a dar aulas depois de quase 4 anos longe do trabalho e do Brasil, eu tenho aprendido uma outra lição: ensinar é mais do que passar o conhecimento adquirido. Sobretudo em tempos de internet e acesso fácil à informação meu papel mudou bastante... Ensinar tem sido ajudar o outro a construir seu próprio caminho. Ensinar é dar liberdade, mas liberdade só vem com determinada carga de conhecimento e é só nisso que tudo que aprendi pode colaborar...

A gente pode ensinar e mudar o mundo de tantas formas diferentes... Sendo freira, é! provavelmente! mas sendo uma mãe e um pai acolhedor e amoroso, sendo amigo presente, sendo um chefe que sabe ouvir e mostrar caminhos e alternativas, serndo arquiteto, artista, médico, pedreiro, faxineira... ou pode dedicar a fazer só isso e ganhar a vida assim sendo professor ou professora como eu escolhi...

Obrigada minhas caras alunas, ex-alunos, alunos e ex-alunos!

Parabéns amigos professores e professoras!!!

E você: Por que ser tornou professor ou professora?

05 outubro 2012

O que você vê nesta obra? "Língua com padrão suntuoso", de Adriana Varejão

("Língua com padrão suntuoso", Adriana Varejão, óleo sobre tela e alumínio, 200 x 170 x 57cm)

Antes de começar este post só quero lhe pedir que não faça as buscas nos links apresentados, sobre a artista e sua obra, antes de concluir esta leitura e observar atentamente a obra. Combinado?

...

Consegui, hoje, uma manhã cultural só para mim e fui visitar a 30a. Bienal de Arte de São Paulo, que estará aberta ao público até 09 de dezembro e tem entrada gratuita.

Já preparei um post para falar sobre minhas impressões sobre a Bienal que, aos meus olhos, é "Poesia do cotidiano" e o publicarei na próxima semana.

De quebra, passei pelo MAM (Museu de Arte Moderna), o qual fica ao lado do prédio da Bienal e da OCA (projetados por Oscar Niemeyer), passeio que apenas pela arquitetura já vale demais a pena -
e tive mais uma daquelas experiências dificilmente explicáveis.

Há algum tempo eu esperava para ver uma obra de Adriana Varejão ao vivo e nem imaginava que seria hoje, já que vim a saber da exposição dela ali mesmo no Ibirapuera. Eu queria entender exatamente com que material Varejão trabalhava e qual impressão eu teria de sua obra estando diante dela.

Ainda lá pensei em dividir com vocês as impressões e resgatar aquela seção "Uma obra de arte ou mil palavras", cujo última artista apresentado, Makode Aj Linde, havia provoado polêmica no mundo e também aqui no "Borboleta".

Então com muito prazer eu venho te perguntar hoje novamente:

"O que você vê nesta obra?", "Língua com padrão suntuoso", de Adriana Varejão?

Que tipo de sensações ela te passa e qual tipo de ideia você consegue formular a partir dela? 

Ela te passa alguma mensagem? Qual?

A que tipo de referências históricas, artísticas, pessoais esta obra lhe remete?

Volto a frisar que nesta brincadeira não tem certo e errado. É claro que se pode fazer uma leitura crítica da obra por um viés acadêmico, mas quero que a gente partilhe esta experiência de ser tocado pela obra de arte. Me fale de seu choque, seu horror, seu encantamento, seu deslumbre, o que for! Apenas partilhe. Sem receio algum. Estarei aqui aguardando ansiosa para ouvir!

Obviamente, estar pessoalmente tem um impacto diferente, mas ainda assim, te convido a brincar comigo. E eu prometo sair das catacumbas do cotidiano e responder a quem comentar aqui. E, daqui há 15 dias publico um post com as impressões de vocês, a leitura que eu fiz da tela e a leitura feita por especialistas.

Ah! Só não vale ir se informar antes! Deixe que a obra fale com você, não a opinião de terceiro, ok?

Beijos e ótimo fim de semana!

...

ps: estou começando a inverter o nome dos posts antigos "Uma obra de arte ou mil palavras" com o nome da seção "O que você vê nesta obra?", porque acho que faz mais sentido do que o inverso.




02 outubro 2012

A pior ferida da corrupção é a desesperança

("Sem esperança")

Há poucos dias da eleição para prefeitos e vereadores do país e o que vejo, ao debater com alunos e amigos sobre este momento, é uma total falta de esperança.

Esta é a pior ferida que homens e mulheres no poder podem deixar em seu povo. O dinheiro desviado serviria para o investimento em educação, transporte, cultura etc e poderia melhorar a vida de tantos milhões de brasileiros e brasileiras que nem mesmo se lembram de ter esses direitos garantidos, isso por si só já é triste e revoltante.

Entretanto, noto como, para além da perda material que a corrupção significa está a perda do sentido da política, como bem afirma Hanna Arendt. A pergunta acaba sendo não quem eleger mas para quê eleger. Para quê se as mãos depois serão lavadas no mesmo poço sujo.

A corrupção desencoraja. Ela é um vício. Ela contagia.

Ela serve tanto para o descrédito quanto para o incentivo de atitudes iguais. Ela obscurece a possibilidade da ética, do bem comum, do homem como ser bom e com capacidade de deixar a si mesmo para o bem comum. E é isso, é justamente isso que eu não perdoo nos políticos corruptos do Brasil.

Ainda que caia sobre nós também a culpa de tê-los escolhido para nos representarem, eles são culpados por nos fazer acreditar que de fato nos representaria. São culpados por tirar de seu povo o desejo de progredir como humanidade. São culpados por tirar deles a esperança de ter um país governado por gente honesta e gente para quem a política seja mais do que uso do poder para o benefício próprio.

Eles são culpados!


22 setembro 2012

Quer outra vida agora? Domingo: Introdução Fórum Landmark no Rio de Janeiro!

(Poster do filme "Na natureza selvagem")


 Neste domingo: Reunião de Introdução ao Fórum Landmark, no Rio de Janeiro!!!

Queridos e queridas,

Falei bastante aqui da possibilidade de todos nós criarmos maneiras de ver a mesma realidade que vivenciamos a partir de um prisma nunca antes visto e experimentado.

Falei ainda como descobri ser possível não só compreender o porquê de eu agir assim ou assado, de ser  quem eu sou com as pessoas e com as coisas importantes para mim mas, sobretudo, de criar possibilidades novas de agir em aspectos da minha vida nos quais eu me sentia travada, andando em falso, caminhando para trás.

Falei de como me senti liberta de fachadas criadas por mim em circunstâncias diversas da minha vida e que me foram segurando de ter a vida que eu queria, aqui e agora. Falei de como consigo perceber novas fachadas tão logo estas se apresentem e lutar para quebrá-las antes que elas quebrem a mim mesma.

Falei a vocês do Fórum Landmark e de como em três dias eu compreendi como as histórias que eu contei para mim mesma sobre o que ou quem eu deveria ser, agir ou viver poderiam ser desfeitas quase num passe de mágica desde o minuto em que eu de fato tivesse presente para mim que outras histórias poderiam ter sido contatas a partir dos mesmos eventos, outras possibilidades criadas, outra vida vivida.

Naquelas ocasiões eu falei a vocês do Fórum Landmark do qual eu participara em São Paulo em dezembro de 2011 e, depois, ajudara a organizar, em julho de 2012.

Hoje, sexta-feira, dia 21 de setembro, tenho imensa alegria de convidar você que deseja ter não só uma vida diferente, mas fazer diferença na vida de outras pessoas a participar da primeira Reunião de Introdução ao Fórum Landmark na cidade do Rio de Janeiro.

Nesta reunião você tem uma pequena experimentação, uma pontinha do iceberg que poderá ver com o Fórum e com certeza poderá tirar já algo de muito bom para você e quem mais você convidar.

Quer outra vida agora? Quer criar esta possibilidade? Então vá e prove você do gosto bom que é viver a vida que você quer!


....

Reunião de Introdução ao Fórum Landmark Brasil - Rio de Janeiro


Prezados Amigos e Amigas,

Se você está disposto a criar novos saltos para as áreas importantes de sua vida.
Se está disposto a avançar além daquilo que hoje parece possível realizar.
Esteja conosco para a próxima Reunião de Introdução ao Fórum Landmark.
Convide outras pessoas de seu relacionamento. Elas são tão benvindas quanto você!
Basta confirmar presença por telefone, com Juliana (21 7845 1797)
.

Quando?: Setembro 23, Domingo Horário?: das 10:00h  às 12:30 h
Onde?:  Rua Marquês de São Vicente n. 230, bloco 2 apartamento 203, Salão de Festas 
Gávea - Rio de Janeiro-RJ.


É NECESSÁRIO CONFIRMAR SUA PRESENÇA!
Time Brasil - Landmark Education
ESCRITÓRIO


Telefone:
(011) 3675-4088

Fax:
(011) 3679-9222

e-mail:
forum@landmarkeducation.com.br
CONTATO
forum@landmarkeducation.com.br


Enio           (011) 9 8476-4499


Ana Fritas  (011) 9 9211-5133
Manuel      (011) 9 9801-4117




Atenciosamente,

Equipe Fórum Landmark Brasil.


06 setembro 2012

Oi! Meu nome é Somnia e eu tenho 20 e poucos anos!


(Eu, soprando velinha em celebração aos meus 25 aninhos, Moradia Estudantil Unicamp, 1996)

Certa vez eu preenchi um negócio de internet que tinha um nome tipo "QI" e eu achei que tinha a ver com encontrar gente inteligente para papear, fazer amizade, tipo "Face" voltado pra gente inteléca, amante dos livros que nem eu, entendeu?

Aí que eu me ferrei e não era nada disso, mas demorou pra moça rápida aqui entender do que se tratava. Os caras ficam me mandando semanalmente uma coisa assim: "Fulaninho, de 44, tá interessada em conhecê-la, você gostaria?" O quê?, que coisa louca é essa! me perguntei. "Siclaninho, de 42, bate com você, gostaria de ter contato com ele?" 

Daí que eu falava em voz alta pro meu email assim rindo: "Puta velhinho! E você me pergunta se eu quero sair com esse cara?" Não troco meu maridinha por nada disso aí não!

Bom... isso passou e ontem me mandaram de novo se eu queria sair com um "velhinho" de 40 e poucos... e quando eu comecei a fazer a piadinha "Puta velhinho...", eu comecei a ficar preocupada com meu grau de sanidade...

E então, o dia amanhece e voltei agorinha da minha aula de hidroginástica, um lugar para um mulher de 40 se sentir realmente feliz. Isso porque, junto de outra moça de uns 50, eu chamo atenção por minha jovialidade.

Eu sou de longe a mocinha mais animada, bonitinha e com tudo mais em cima de todo o pessoal. A professora até fica comparando: "Olha lá, só a Soninha tá fazendo!"... hihihi... E eu lá, puf paf, puf paf, joga perna pra cá, joga perna pra lá, me sentindo a mais esportista do planeta!

Daí, minha gente querida, que eu me lembrei agora como percebi algo muito estranho esses dias! E essa "ficha caiu" (linguagem de gente passada também) quando uma amiga querida minha me disse que percebeu só há pouco (ela também na casinha de 40) como ela é grande e alta. E como não cabe nas roupas e sapatos que sempre escolheu. Refletimos juntas sobre muitas coisas, entre elas como isso significa um salto gigante (sem querer fazer trocadilhos) na vida dela. Assumir o que somos, reconhecer que somos assim ou assado e isso está ótimo também, é uma coisa muito boa de se ter não?

Ao menos a descoberta dela a levou a ficar até mais bonita, poque agora cabe no que compra e escolhe coisas mais a ver com ela mesma!

Bom eu disse isso a ela, mas não consegui chegar a mesma conclusão super otimista quando me dei conta de que eu, quem completou (putz! eu ia dizer que não quero dizer minha idade, mas a verdade é que não sei, não me lembro se fiz 41 ou 42... deixa eu fazer as contas! Nasci em 71! façam aí, me ajudem!... 71, 71... calculadora! 2012-1971 igual a 41!!! eu tenho 41 e não 42!) Bom... como eu dia dizendo, eu percebi como eu ainda lido comigo mesma como se eu tivesse 20 e poucos.

Me peguei pensando que o susto que levo quando passo na vitrine de uma loja e vejo meu reflexo se dá por esta razão! Eu ainda espero ver a Sônia magrinha de tudo, sem barriga pelanca, sem a cara enrugada e algumas olheiras marcadas porque eu ainda quero ver a Soninha de 20 e poucos!

Por isso eu me sinto tão ótima na hidro onde as minhas colegas de turma têm 60, 70 e 80 e poucos anos. Sem contar que a professora me chama de Soninha, apelido que eu tinha no interior, lá pelos anos 80 e 90.

Há um tempo eu pedi aqui "Nunca mais me perguntem quantos anos estou fazendo", porque estava começando aquela tipo "crise" de envelhecer e algumas de vocês disseram não ter problema algum com isso!

Eu achava que eu não tinha muito! Afinal eu sou muito ativa, tenho uma vida social ativa, ando pra lá, pra cá, resolvo isso e aquilo, subo em tudo pra pintar, decorar, arrumar, tenho dois pimpolhinhos pequenos lindos e fofos e um marido bonitão! Ah! sem contar que dou aulas para adolescentes que acham que eu sou velha, tipo assim, velha igual a mãe deles de uns... 30, 30 e poucos anos! Disse um deles esses dias ao outro!

Eu também admito que nossos tempos são outros! Ter me casado aos 30 porque queria estudar muito e trabalhar, viajar lálálá... Ter escolhido ter filhos só quando essa vontade fosse muito grande para cuidar deles com muito carinho lálálá... tudo isso ajuda que eu de fato me sinta mais jovem do que minha avó provavelmente sentia-se com minha idade...

Notei, entretanto, esta semana que eu estava sim com essa coisa meio de não aceitar que estou envelhecendo! E ainda ter - ou estava tendo - a absoluta certeza de que eu era a mocinha que fui 20 anos atrás. E mais! Que quando as pessoas me viam elas viam a Sônia a quem quase só algumas pessoas conheceram, a Sônia de muito tempo atrás!

Ó meu Deus é horrível! rs... eu estou envelhecendo!

Sim! Eu estou! Vendo a Merryl Streep bem senhora já em "Um divã para dois" esta semana, com suas rugas e sua face de idosa eu pensei: caramba! ela envelheceu, então eu também devo estar envelhecendo! 

E é isso!

Não sei que vou fazer exatamente com essa descoberta nova: não a de que envelheco, mas a de que eu ainda me via como tendo tomado um elixir da vida e juventude, achando que meu sorriso, minha expressão, minha jovialidade ainda se mantinham intactas. Por outro lado, sinto um certo alívio, como se fosse uma descoberta de fato muito boa! Descobrir que eu era boba suficiente para achar que só eu, só eu no mundo todo me manteria a mesma!

Tolinha, coitadinha, essa mocinha! Deve ser a idade... aos 20 e poucos a gente é tão imatura!!!!

hahaha....

Beijos e ótimo, mas um óóótimo feriado pra vocês todas e todos! As novinhas e novinhos, as meia idade e os meia idade e aqueles que já viram primaveras suficientes para ler isso tudo e pensar: ela ainda descobrirá tanta coisa mais importante que isso, pobrezinha!!!

...

ps: (e agora tô ainda pensando em arrumar uma foto bem bonita minha pra todo mundo dizer: nossa! mas você ainda tá ótima... e linda! rs... será que faço esta infantilidade? será?)

UPDATE 07 de Setembro: estou aqui com minhas velhas amigas, num encontro muito especial, delicioso, cheio de energia e estou falando deste post e como depois de escreve-lo eu quase morri de vergonha! Vergonha de ser tão preconceituosa! De achar que eu ou qualquer pessoa aos 40 tem motivos para reclamar! É uma vergonha assim: é horrível como eu só consegui perceber este preconceito depois de escrever o texto e pensar nele como leitora dele!

Beijos, volto logo com outras reflexões! Espero, mais inteligentes! Vou publicar este texto de novo, pois tinha tirado-o do ar por considerá-lo muito preconceituoso. Acho, entretanto, que ele é uma prova de como mesmo no escuro podemos caminhar quando assumimos sem muita vergonha aquilo que nos segura. Otimo feriado!


31 agosto 2012

Nem Carminha, nem Nina! Vá de Dora!

(Ed, o autor de "A Menina da Saia de Tule" e "Ele não sabia dançar", e sua amiga Ana Serroni, curtindo a vida adoidados!, Itaipu, 2012, foto de Camila Rinaldi)

Faz um tempo que não falo aqui da "Menina da Saia de Tule", mas ela continua por lá, firme e forte!

Estamos no capítulo 10! Um livro inteirinho publicado pelo meu amigo Ed (e uma ajudinha minha) através da net e só falta você palpitando, lendo e torcendo pra não só a menina não se dar mal, como para nós também alavancarmos este blog!

Esperamos vocês por lá! Prestigiem o Ed (esse cara da foto aí de cima) porque o (peraí que vou procurar no google) ... o João... (peraí que esqueci!) Emanuel Carneiro, autor da novela da Globo (da qual nunca nem assisti meio capítulo, mas gosto de falar mal :)), já tem fama, dinheirinha e sucesso suficiente! rs...

Hoje, capítulo 10 de "A Menina da Saia de Tule" no ar: Amor cego, faca amolada. 

E pode curtir que a gente gosta!






Messy Blog


Personas queridas,

Se vocês têm aparecido por aqui estes dias pode ter acontecido de ter encontrado um blog louco!
Com mudanças de template o tempo todo, faltando informações de links, ícones para fazer comentários etc.

Essa pessoa aqui está tentando mudar a cara do blog, porque eu sou assim que me dá na lôca e eu preciso mudar urgentemente o layout da casa, da roupa, do blog qualquer coisa que me deixe com sensação de ter controle.

O problema é que já testei várias coisas e ainda não cheguei ao que queria. Quero um blog mais dinâmico, mas que me agrade esteticamente e blá blá blá. Até lá, peço desculpas a vocês pelas bagunças e, quando possível, pode me avisar de problemas, se der!


Beijos e abraços e ótima sexta-feira!

28 agosto 2012

Eu tô ouvindo "Chan Chan" e você?



Tô aqui fechando boletins etecétera e taus ao som do Buena Vista, porque, como já disse antes, sou mo-vi-da à música!

Acho que uma das coisas mais marcantes de nossa era é o incrível e facílimo acesso que se tem a qualquer minuto a músicas do mundo todo! E eu amo isso!

Theodor Adorno, filósofo que nos anos 30 defendeu que a Indústria da Música não nos dava espaço algum para escolha, talvez precisasse repensar a tese, (So do I!) bem como eu escreveria um capítulo a mais na minha se o fizesse hoje!

Ainda que a opção acabe por ficar nos "nossa! assim você me mata!" eu fiquei realmente impressionada com a diversidade de gosto entre meus alunos muito jovens do segundo grau. Uma grande parte passa por todos os gostos, ouve um pouco de tudo, é fã das mesmas bandas que nós éramos e são orgulhosos disso. Falta só uma pitada boa de música clássica, embora, eu saiba, a música clássica não seja a música dessa época.

E aí que agora eu fiquei curiosa para saber que tipo de música você seleciona para uma manhã como esta? Diz aí pra gente: que cê tá ouvindo agora?


22 agosto 2012

A Lola, a Somnia e a história de um livro que nos reuniu

(Eu e Lolíssima, em encontro memorável, na Livraria da Vila, S. Paulo, maio de 2012)

Algum tempo atrás (nem acredito que já faz uns três meses!) eu mencionei rapidamente aqui que eu tinha um "encontro marcado" com a Lolíssima aqui em São Paulo por conta do lançamento do livro dela, "Escreva Lola Escreva: Crônicas de Cinema".

Eu fiz das tripas coração aquele dia para estar na Livraria da Vila e conhecer a pessoa por quem nutro uma admiração, uma amizade e um carinho e-nor-me há uns quatro anos, desde que vivendo na Suécia e escrevendo um blog, eu vim a cruzar com o admirável mundo da Lola. 

Nestes anos a Lolinha meio que virou celebridade através de seu blog. O "Escreva Lola Escreva" disparou cada dia mais em centenas e centenas de visitantes, milhares de seguidores e admiradores (ou críticos) fiéis. Nestes anos eu devo admitir que aprendi horrores visitando a Lola e lendo suas opiniões abertas, muito críticas e cheinhas de personalidade. 

Então quando tomei uns tantos ônibus e deixei as crianças em casa com a sogra eu também devo confessar que fiquei ansiosa por chegar lá e abraçá-la, mas era como se eu fosse abraçar uma amiga a quem eu não via há alguns anos e não que eu nunca tivesse visto pessoalmente. 

Esperei pela Lola, quem estava presa no trânsito, por uma hora e tanto. Fui comer algo, voltei e lá estava ela, toda tímida, em meio a algumas pessoas que haviam vindo, como eu, prestigiá-la. Ai gente! Que encontro gostoso! Foi tudo muito corrido, porque eu tenho um defeito horrível de ser muito mal organizada com tudo e tinha uns 15 minutos apenas para falar com ela, mas eu saí tão feliz só de abraçar minha ex-amiga virtual.

Fiquei pensando como alguém tão inteligente pode ser tão humilde e carinhosa. Como alguém que inspira tanta gente consegue dar valor a um e outro em particular como se a gente também a inspirasse de alguma forma. 

A Lolíssima é tudo o que imaginei nestes anos e muito, muito mais. 

Peguei meu livro e esperei pelo meu autógrafo que fui ler apenas no táxi, voltando pra casa. E aí o meu costumeiro xororô..

Li o livro todo enquanto ia para o trabalho naquela mesma semana e desde então eu tenho esperado a Lola avisar como venderia seu livro para divulgar pra vocês. Então isso foi há outras várias semanas, mas eu não podia deixar de registrar minha alegria daquele dia e divulgar o livro da Lolíssima pra vocês! De quebra, peguei esta fotinho da gente juntas lá que o fotógrafo tirou nos minutinhos corridos de prosa nossa.

Bom, quem comprar o livro (que é bom e barato!) tem direito a dedicatória legal e tudo o mais e recebe o livro pelo correio!

Então, se você quer um é só passar por lá e pedir o seu! Só não vale receber dedicatória mais bonita que a minha! Isso não vale hem Lola!

Maiores detalhes neste link aqui!

Boa noite!!!


21 agosto 2012

Um curso de 3 dias para sua vida mudar de rumo! Você quer?


Bom dia gente querida!

Queria saber se acaso já passou pela cabeça de alguns de vocês deixar a vida que têm e mudar totalmente o foco do que fazem. 

Você já desejou viver de algo que faz bem e ama fazer, mas não sabe exatamente como começar a fazer isso? Ou já até fez um teste mas desistiu porque se sentiu perdido sem saber como continuar e ter sucesso?

Queria dividir com vocês uma descoberta muito legal que venho fazendo a respeito de marketing digital, ou seja, como usar a internet para criar maneiras muito mais eficazes de vender ideias e produtos. 

Eu sei a Somnia falando em "markenting digital" parece algo como "meo, a mulher foi abdusida por ETs e agora está querendo levar a gente com ela!", mas fiquem tranquilos! Eu estou só cheinha de ideias, transbordando! E muito feliz pelo fato de estar tentando colocá-las em prática!

Nesse negócio de marketing digital eu tô só começando, mas o "guru" que tem me ajudado muito nisso é o Érico.

O Érico é irmão do Ênio, aquele meu amigo de quem já falei algumas vezes aqui quando expliquei sobre um curso fantástico que fiz ano passado.

Tenho uns projetos muuuito legais aqui que logo partilharei com vocês!

Por ora, queria deixar com vocês o link do site do Érico onde ele dá dicas imperdíveis de como começar ou alavancar seus negócios pela internet e tudo de uma maneira fácil e uma linguagem extremamente acessível.

O Érico é daquelas pessoas a quem a gente admira, aprende com, vê no jeito simples e leve de levar a vida um exemplo pra ser seguido. Ele estará em São Paulo dando um curso sobre marketing digital e falta muito pouco para as inscrições acabarem.


Aqui vai é o link para se inscrever no curso:


E aqui o link para você ver uma sequência de 3 vídeos grátis do Érico. É só dar seu email e tem acesso ao conteúdo. Clique na frase abaixo:


Não deixe de clicar! Tenho certeza de que ele tem algo pra você também!

Beijos, Somnia.

16 agosto 2012

Você será uma mulher... em breve!




Bom dia! Bom dia! Bom dia!

Hoje é quinta-feira e não pude resistir a vir aqui dar um "oi!" para vocês todas e todos aqui! E dizer que eu espero que seu dia seja uma delícia e cheinho de energia!

Aqui vai uma música que minha amiga, Dri Silveira, me enviou esses dias para me lembrar de como eu e ela fazíamos uma festa danada toda vez que íamos sair para paquerar, dançar, se divertir na época da faculdade, lá na Unicamp.

Esta música, da trilha sonora do filme Pulp Fiction, era nossa trilha sonora para nos arrumarmos... A gente dançava, cantava na escova de cabelo, de cima da cama, sonhando com abraços, beijos e noites cheias de riso.

O dia que ela me mandou o vídeo eu mandei uma mensagem pro meu maridu lindu, o Renato, lembrando-o como eu o amo, porque era ele o mocinho para quem eu me arrumava enquanto ouvia e dançava o "Girl you will be a woman soon!"...

Não é bom demais sentir-se vivo assim!

Tô aqui dançando! Hoje é meu dia de folga, mas você pode dançar onde estiver aí também!!!

Beijos! Tava morrendo de saudade de vocês!!! ...

...


Girl, You'll Be A Woman Soon

Girl, you'll be a woman... soon


I love you so much, can't count all the ways
I've died for you girl and all they can say is
"He's not your kind"
They never get tired of putting me down
And I'll never know when I come around
What I'm gonna find
Don't let them make up your mind.
Don't you know...


Girl, you'll be a woman soon,
Please, come take my hand
Girl, you'll be a woman soon,
Soon, you'll need a man


I've been misunderstood for all of my life
But what they're saying girl it cuts like a knife
"The boy's no good"
Well I've finally found what I'm a looking for
But if they get their chance they'll end it for sure
Surely would
Baby I've done all I could
Now it's up to you...


Girl, you'll be a woman soon,
Please, come take my hand
Girl, you'll be a woman soon,
Soon, you'll need a man


Girl, you'll be a woman soon,
Please, come take my hand
Girl, you'll be a woman soon,
Soon but soon, you'll need a man

28 julho 2012

A abertura das Olímpiadas e o que há de mais bonito na humanidade




Estou tendo a sorte de estar livre agora e poder ver boa parte da festa de abertura das Olímpiadas 2012 e um pensamento toma conta de mim: que coisa mais linda é a diferença.

Não pude ver a entrada de todos os países no desfile, mas vi a maioria e em todos senti a mesma alegria imensa em ver como cada cultura se manifesta na pele, na cor, no jeito e na maneira de ser de seu povo.

A beleza da humanidade está exatamente em como nós somos tão únicos, como indivíduo, mas também como povos. E as Olímpiadas, ao meu ver, sempre conseguem captar esta magia. A magia do encontro, da amizade, do desejo de superação própria.

Fiquei e estou muito emocionada ao ver tanta gente unida por uma coisa só. Isso me faz pensar que nós temos jeito, que podemos, apesar dos interesses egoístas que também estão semeados em meio a todas as nações, fazer do nosso mundo algo melhor e mais cheio de sentido.

E que o símbolo fique na nossa memória como prova do que somos capazes...

Amém!


23 julho 2012

"Our last summer"


("Our last summer", ABBA)

Olá minha gente muito querida!

Mais uma vez passei pelo meu escritório, olhei o computador, pensei num dos mais de dezenas de posts imaginados no último mês mas não escritos... Lembrei de como este lugar aqui e os encontros que me proporciona me são importantes... Virei as costas com o mesmo pensamento de que um texto corrido, cheio de desculpas simplesmente não serve para nada. É vazio e não diz o que ando sentindo, pensando. Não conversa com vocês e partilha muito pouco.

Abri então mão de escrever um super post e apenas vir dizer que, enquanto ouvia novamente o "Our last summer" do ABBA eu pensei em muitas de vocês e muitos de vocês.

Estamos de férias. As crianças em casa. Eu trabalhando muito com elas. Viajamos. Vimos a neve no Chile. Cozinhei muitos dias com meus pequenos. Entre muitas gripes, diarréias etc muita brincadeira também. Tem sido intenso em todos os sentidos. Eu disse ao Renato que volto de férias dia primeiro, quando volto ao trabalho... rs...

Eu tenho sonhado muitas coisas pra mim. Tenho planos, projetos etc, mas estou meio "pausada" neste julho. A minha conversa comigo mesma tem dado desculpas para não pôr a mão na massa em coisas que importam pra mim...  Também tenho uma pilha de umas 4 centenas de provas para começar a corrigir. Quer dizer, a vida continua bem, continua muito corrida e muito bem!

E gostaria de saber como anda a de vocês!

Um beijo enorme, um abraço apertado e uma música cheia de saudade do "nosso último verão" - que pra mim é referência sempre de coisas simples, boas demais, vividas diariamente e das quais já sabemos sempre sentiremos tanta saudade!



19 junho 2012

Livres, mas acorrentados: Rosseau para começar o dia


("Halleluja", Molly Sanden)

Já teve manhãs em que você acordou e sentiu, mais do que em qualquer outro dia, uma sensação realmente pulsante lhe dizendo assim: "estou viva!", "estou viva!", "esta é minha vida!"?

Então eu tenho isso com certa frequência, eu devo assumir.

Brincando de ser filósofa, de ser artista e sendo pisciana é fácil eu me sentir arrebatada por alguns momentos e pensar: "Caramba! minha vida é aqui e agora e eu estou vivendo-a!".

Semana passada eu fiz a mesma pergunta para alunos e alunas do terceiro ano do colégio onde dou aula. O tema era Rousseau e como este filósofo francês acreditou que o sentimento, e não a razão, é capaz de nos fazer sentir a verdadeira liberdade.

Para Rosseau nós nascemos livres. Além disso, somos naturalmente bons. Perdemos tanto a bondade natural quanto o sentido de liberdade por conta das imposições sociais, cobrando de nós maneiras adequadas de se relacionar.

Nós somos civilizados, no sentido muito castrador do termo, embora, claro, o filósofo não pense que devamos então voltar à barbárie. A ideia de Jean-Jacques Rousseau é que tenhamos momentos em que nos abandonemos aos mais puros sentimentos humanos. A música, segundo ele, é algo que proporciona  facilmente alguns desses momentos. Por essa razão, Rouseau também compôs uma ópera e escrevia romances. A leitura, a música nos arrebata deste mundo de trivialidades, de artificialismo e aí encontramos o mais puro eu.

Precisamos retornar ao nosso estado de natureza no sentido de deixarmos que os sentimentos nos toquem profundamente. Os sentimentos bons, porque somos bons desde que nascemos. Como lutar então com a imperfeição criada pelo convívio em sociedade? Fazendo a medida e seguindo aquilo que de fato sabemos ser o correto, o bom a fazer e agir. E viver!

Há tanto mais em Rousseau e obviamente a música que trago neste post está longe de ser um clássico ou qualquer coisa assim, mas hoje acordei com Jeff Buckley na cabeça. Acordei cantarolando Hallelluja tão fortemente, tão bregamente, tão sentimentalmente. Acabei encontrando esta versão sueca desta música que gosto tanto e não me contive em compartilhar.

A versão fica menos cool, mas eu simplesmente adoro ouvir sueco. Será que sou a única apaixonada por este idioma?

Então, minha gente brasileira, minha gente sueca, minha gente portuguesa e de tantas outras nacionalidades que passa por aqui e tanta gente a qual conheço através dessa rede, através das fotos incríveis que vejo no instagran todos os dias, desejo a vocês hoje um dia em fantasticamente suave e que você encontre seu mais puro e real eu e não fuja dele... mas se deixe tomar pela sua humanidade.

...

Eu já falei algumas vezes do Fórum Landmark Brasil. Há algumas coisas na vida que não podem esperar como, por exemplo, a gente aprender a viver a vida da gente de forma intensa e perfeita.

Então, aqui vai o último convite para o fórum que começa na próxima semana:

Última Reunião de Introdução antes do Fórum Landmark (22, 23, 24 e 26 de junho) é HOJE, 19/06. Estejam TODOS CONVIDADOS!!!

A VIDA É AGORA, e VOCÊ SÓ TEM ESSA, então APROVEITE-A!!! Tome uma AÇÃO JÁ para ter desempenho em sua vida naquela(s) área(s) que mais te importa(m).

LOCAL: Av. Professor Alfonso Bovero, 1201, conj. 3a - Perdizes
Horário: das 19:30 as 22:30
CONFIRMAR PRESENÇA pelo Tel. (011) 3675-4088.


...

Ótimo dia!

17 junho 2012

Beethoven no domingo



Houve uma época em que eu gastava parte do minha mirradinha bolsa de estudante para comprar, ao menos, um cd de música clássica por semana.

Comprava normalmente em sebos e depois passava horas e horas ouvindo, estudando, trabalhando ao som dos maiores compositores da humanidade.

Numa dessas vezes, comprei os clássicos para violino do Beethoven, do qual este vídeo aí tem a primeira parte.

Uma leitora daqui me disse há pouco tempo que sonha em ir num concerto ao vivo e eu fiquei me lembrando, depois disso, dos que pude ir. Vale a pena cada centavo economizado, vale cada esforço, embora não necessariamente a gente precise pagar caro para ir a concertos.

Ao menos aqui em São Paulo há sempre algo acontecendo de graça ou há também ingressos muito baratos, como os que eu normalmente sempre paguei, 15, 20 reais. O local não é o melhor para se sentar, mas ainda assim é demais!

Enquanto escrevo estou ouvindo o concerto e deixo aqui para quem quiser começar o domingo de alma nova.

Ótimo domingo!

15 junho 2012

E o vencedor é: "Os verdes campos da minha infância"!


("Os verdes campos da minha terra", Agnaldo Timóteo)

Marmelada no concurso da Borboleta?
A sogra ganhando o concurso com 159 votos?
Nãnãninãnão!

A Irene foi a vencedora do "Uma música, mil lembranças" com o lindo texto "Os verdes campos da minha infância", o qual, aliás, me fez acordar cantarolando Agnaldo "Temóteo" hoje pelas ruas das Perdizes. Sou só eu que choro quando escuto esta música? Verdade! Nem posso lembrar que começo a chorar... Ai ai que saudade do meu paizinho Seu Zé!... ai ai...

Irene, parabéns!!!

Sua história comoveu muita gente e se nem todo mundo chora ao som do "Temóteo" como eu, muita gente adorou ouvir suas lembranças. Tá aí a prova!

O resultado ficou assim:

1o. lugar: 
Irene Cechetti : "Os verdes campos de minha infância" - 46 votos

2o. lugar: 
Daniela Barbagli: "Até mais ver" - 33 votos
3o. lugar:
Nina Sena: "A história de amor entre Pingo e Laura" - 32 votos
4o. lugar: 
Beth Lilás: "Já sei namorar" - 26 votos
5o. lugar:
Ricardo Perez: "Que sorte a nossa, hein?" - 9 votos
6o. lugar:
Maria Helena Freitas: "The Story" - 8 votos
7o. lugar:
Ingrid K. Lima: "Escorrendo pelos dedos" - 5 votos

Parabéns a todos vocês!

Ricks seu texto era demais de lindo, inspirador, corajoso, invejável!
Ingrid eu sempre vou me lembrar de você ao ouvir ABBA, impossível ser ao contrário!
Maria Helena eu continuo me inspirando na sua história e continuo ouvindo "The Story" e pensando em você e seu grande amor!
Nina, foi por pouco amiga! Sua avózinha me emocionou e sua lembrança dela foi comvovente!
Lilasona, sua energia é sempre contagiante, minha amiga! E de novo obrigada por entrar nas minhas maluquices!
Irene, o tempo me fez aprender a vê-la como a pessoa que é, separada do pacote mãe do marido-sogra, porque você é essa pessoa genuína, cujo amor pela sua história e pelos seus supera qualquer outra coisa que você deseje fazer. Te admiro! Parabéns!
Dani, adorei, mesmo!, você ter participado! E não pára nesta porque quem sabe você ainda ganha uma telinha minha e eu posso ter o privilégio de tê-la por aqui!

A ganhadora, Senhôra Irene Cechetti, como prometido, receberá, sem custo algum de envio (hihihi)  a aquarela "Fugacidade n. 25: modelo em cachos e chapéu"da mega blaster Somnia Carvalho. Se preferir, pode também trocá-la pela n. 22 ou pela n. 5.

Já tenho em mente um próximo concurso, porque tô gostando muito desta história toda! O próximo já tem tema e já tem prêmio e devo dizer que vocês vão adorar!


14 junho 2012

É hoje! Final do Concurso "Uma música, mil lembranças": já votou?

("Música", Henri Matisse)

Hoje é quinta-feira dia de encerrar o segundo concurso de textos do Borboleta.

Cá estou eu para dizer a você que está passando pela primeira vez por aqui, ou para você que já é freguez, para não deixar de apreciar as histórias enviadas.

Eu não tive tempo de dizer que esses dias eu tive o enorme prazer de ouvir cantar ao vivo ano Sesc-Pompéia a Yael Naim de quem eu já havia falado aqui no blog antes. Escreverei um post só sobre isso, mas queria partilhar algo no qual pensei quando estava lá vendo aquela moça: a música tem um poder que transcende nossos esforços de traduzir em palavras o que sentimos.

A música - todo mundo sabe disso, mas eu só constatei eu mesma de novo - nos une a almas nunca antes vistas, nos coloca no mesmo barco, numa mesma sintonia. É como se em determinado momento fôssemos uma só alma em vários corpos diferentes.

É louco!

E lá no Sesc eu pensei ainda neste singelo e lindo concurso. Juro que me senti tão orgulhosa disso! De ter recebido estes textos de vocês, estas histórias, de agora cantarolar estas músicas e me lembrar de vocês!

Do fundo do coração: obrigada!

E amanhã cedinho anuncio a vencedora! A votação se encerra hoje as 23:59.
Para votar é só clicar do lado direito do blog e não é demais lembrar que os textos candidatos são os seguintes:

Beth Lilás: "Já sei namorar"

Daniela Barbagli: "Até mais ver"
Ingrid K. Lima: "Escorrendo pelos dedos"

Irene Cechetti : "Os verdes campos de minha infância"
Maria Helena Freitas: "The Story"
Nina Sena: "A história de amor entre Pingo e Laura"

Ricardo Perez: "Que sorte a nossa, hein?"

Beijos e hasta la vista Baby!