03 dezembro 2013

Cap. I: “Anda logo, seu saco de ossos!”


Capítulo I

“Anda logo, seu saco de ossos!”

A altura do espaço que ficava entre a viga de madeira abaixo de seus pés e o chão vermelho de terra lá embaixo não passava com certeza de uns 5 metros. Não era isto que o preocupava. Aliás, isto havia deixado de ser um problema quando entendeu que pulando haveria um grande risco de apenas espatifar-se no chão, quebrar alguns ossos e provavelmente ser obrigado a trabalhar ferido. Sim, seria um risco  imenso caso insistisse no Plano A. Não. Ele não era tão estúpido assim, apesar de acharem isso. Não havia frequentado muito a escola, mas sentia de si mesmo certa perspicácia com os números. Não se sentia inteligente, mas julgava-se bastante esperto. E se tinha algo do qual se orgulhava era essa certa habilidade natural para o cálculo. Gastava seu tempo agora em constatar como, de fato, havia escolhido os fios perfeitos: o entrelaçamento, a fibra, o nó. Ele já a havia usado em tantas atividades na fazenda e ela, sim, lhe parecia suficiente para dar fim ao seu corpo de 25 quilos e 450 gramas. Isso sem contar os testes conseguidos nas últimas três semanas. Seu peso com certeza não estragaria seus planos. E pensar que havia preparado tudo sozinho, como havia pensado no celeiro, cada detalhe, isso lhe dava uma mistura de prazer, culpa e autopiedade, tudo ao mesmo tempo.

Sim, era verdade, estava bem abaixo do peso para um garoto de 10 anos, e ele sabia disso, principalmente se comparado aos seus irmãos. Era o mais velho. Mas o saco de ossos que era não chegava ao peso do mais novo. Saco de ossos... Esse praticamente havia sido o único nome pelo qual o velho Anders lhe chamara aqueles três anos e meio. Ao contrário do irmão caçula, a quem o pai fazia questão de chamar pelo nome e o “ö” pronunciado de forma tão sueca que até mesmo lhe dava náuseas.

- Byörn, sussurou. Sentiria falta dele. De alguém mais? Provavelmente não. Com certeza não! De ninguém mais! Sua voz zangada assustou duas pombas acima dele. Elas voaram em direções opostas, voltaram-se uma para a outra, bateram-se de frente, e, finalmente, alcançaram a saída no topo do celeiro, enquanto uma ou duas penas flutuaram próximas de seu rosto.

Apertou um pouco mais a corda em torno do pescoço e foi colocando os pés pouco a pouco para fora da viga. O sapato apertado incomodava, mas ele fazia questão de não parecer um qualquer. Ele não era um qualquer! Ainda que fosse tratado como. Ele não apareceria em shorts beges rasgados e camisas surradas. Ele não seria sepultado como um mendigo. Não, não, não. Ele tinha sobrenome também. E, apesar de tudo, se orgulhava de não ser o mesmo do peste, mas também querido, Byörn. Ele não era um Zé Ninguém, ele era alguém. Seu nome era Sven-son. Svenson!, pronunciou em voz alta, como se houvesse uma platéia a assisti-lo no palco.

Umas faíscas de terra e pedrinhas caíram no ar. Só o calcanhar restava na viga. Ajustou a gravata roubada da gaveta de Byörn e limpou cuidadosamente o terno marrom claro do irmão. Estava pronto. Ele era forte, todos veriam. Ele fazia diferença, todos notariam. Ele faria falta, ninguém mais poderia negar. 



Eu tenho uma história pra te contar ... e você não vai sossegar enquanto...

(Foi assim que eu me senti quando terminei as primeiras linhas...)

Gente muito querida, muito mesmo, que ainda visita esta blogueira desaparecida, enfiada na vida, cheia de ideias que quase não coloca em prática, de saudade que não mata e quem quase sempre vai sendo levada pela correnteza... até colocar a cabeça para fora de novo.

Pois então! Minha gente preciosa, Sonildes está de volta! E ela quer arrebentar em 2014. Pelo menos ela quer arrebentar o blog com uma nova história que tem para contar, um projeto o qual, finalmente, saiu da gaveta depois de 3 anos e meio.

A partir de hoje eu começo a contar para vocês a história de um grande amigo que fiz na Suécia. Sabe aquelas histórias que dão um belo livro, um excelente filme? Sabe aquelas pessoas cuja vida você começa a contar no meio de um jantar e quando vê está todo, mas todo mundo parado te ouvindo? Então, destas! Verdade!

Minha ideia ousada e metida a besta é a seguinte: eu escrevi o 1o. capítulo do livro (ou ao menos estou chamando assim por hora), fiz um teste drive com algumas pessoas que aprovaram. Este primeiro é curto, mas eu agora consigo ter a ideia do livro todinha na cabeça. As cenas, as falas, ai tudo! Tô quase pirando o cabeção porque quero poder pôr no papel logo!

Funcionará assim: eu vou publicar capítulo a capítulo deste livro até um momento em que ou eu consiga uma editora ou vocês decidem que o livro é bom e vão publicá-lo comiga! rs... Hoje em dia existem várias formas de se publicar um livro, mas eu e meu amigo a gente não quer só publicar! A gente quer que seja muito bom! E a gente quer ganhar dinheirinha! rs... Na verdade, meu querido amigo me disse que se a história dele puder se escrita e, um dia, se os filhos e, possíveis netos, puderem ler ele ficará feliz e realizado...

Pois! Pois! Acredito que se de fato eu conseguir escrever direitinho e vocês me ajudarem na empreitada a gente consegue! A história é baseada nesta história real. Um romance fictício sobre uma história real, é assim que se fala?

Durante as semanas que antecederam meu retorno ao Brasil eu passei horas e horas gravando a história deste meu amigo... eu devo confessar que não dormi muito bem naqueles dias só pensando e repensando tudo que ele me contava... e eu ri muito, muito! E chorei ... ai como eu chorei! assim como sei que vocês muitos de vocês também o farão.

O que eu vos peço caros senhores e senhoras que sempre apoiaram as minhas ideias mais mirabolantes?  Que vocês leiam...Sim! Uma escritora que se preze precisa de leitores! E que se desejarem, palpitem! E se gostarem, divulguem entre seus amigos do face, da vida real, da vida imaginária todas elas!

O que eu prometo? Não parar no meio... Não desistir, não deixar a história sem fim para que não aconteça o que já me aconteceu quando vi séries boas que não obtiveram patrocínio e pararam... Então! Eu tenho tudo aqui... cenas, como escrever, tudo! E minhas férias começam daqui uma semana, ou seja, a hora é perfeita!

Vocês topam? Eu garanto que pode ser bem divertido! Tô pensando em pôr em votação o título e outras coisas mais para o projeto ser meio em conjunto. Que vocês acham? É que eu sou das loucas que pensa melhor falando e papeando.

Antes de tudo quero me comprometer a divulgar ainda esta semana a tela que a Lu Brito (nossa querida participante) ganhou no concurso de textos do Borboleta "Um casamento, mil lembranças" e também a publicar a segunda parte do post sobre Sartre e a liberdade e! responder os comentários que vocês bacanas deixaram lá, ok?

Feito isso eu quero dizer que hoje, às 19 horas será o lançamento do livro aqui no Borboleta.

-Posso contar com vocês???

-"Pooooode!"

Legal gente! Vocês são incríveis!

Ah! peguem táxi para o lançamento porque champagne não pode faltar!!!


29 novembro 2013

Dica decor do dia: arranjo de hortaliças em garrafas descartáveis


Eu cozinho bastante em casa para a criançada e por isso faz algum tempo compro as hortaliças frescas e deixo em vasinhos pendurados na janela da cozinha. Assim é só pegar as folhinhas, lavá-las e pá nos molhos e comidinhas.

Nesta ideia aqui as plantinhas vão em garrafinhas que normalmente estariam no lixo. Reaproveitar garrafinhas para arranjos eu já fazia, mas esta ideia com as hortaliças é demais! Super criativa, reaproveita o temperinho ganho na feira, enfeita, ajuda na hora de cozinhar e dá um aroma delicioso para a cozinha.

Vocês estão sentindo o cheirinho?




22 novembro 2013

O que você escolhe?

(A marcha de Sartre)

“(...) não encontramos, já prontos, valores ou ordens que possam legitimar a nossa conduta. 
Assim, não teremos nem atrás de nós, nem na nossa frente, no reino luminoso dos valores, 
nenhuma justificativa e nenhuma desculpa. Estamos sós, sem desculpas. 
É o que posso expressar dizendo que o homem está condenado a ser livre. 
Condenado, porque não se criou a si mesmo, e como, no entanto, é livre, 
uma vez que foi lançado no mundo, é responsável por tudo o que faz”. 

 SARTRE, Jean-Paul. O existencialismo é um humanismo. 3ª ed. São Paulo: Nova Cultural, 1987, p. 9.

Tenho o hábito de começar uma aula com o pessoal da terceira série a respeito do famoso filósofo Jean Paul Sartre, quem tem a liberdade e a existência como tema central, com uma dinâmica que é mais ou menos assim:

Primeiro, pense só se você acha que somos ou não livres. Você acha que você é livre?

Sartre afirma que "estamos condenados a ser livres". O que esta afirmação maluca pode querer dizer?

Bom, então imagine (se esforce em imaginar) que algo muito inesperado ocorra agora e o mundo, o nosso planeta Terra, irá acabar em alguns minutos. É lhe dado duas coisas: 1) o direito de permanecer vivo indo habitar outro lugar; 2) o direito de escolher 3 coisas de fato signficativas e importantes para você.

Neste caso você não tem outra escolha a não ser escolher ir, mas escolhe se quer levar algo, alguém ou não.

Entre as 3 coisas você pode incluir pessoas e objetos e a família próxima, como marido e filhos, ou pai e mãe será considerado como 1 item. De resto, certifique-se de não ultrapassar o limite, senão a nave que nos levará ficará inabitável. Ah! itens básicos de sobrevivência, como comida, água, local para dormir estão inclusos nesta viagem sem volta.

Normalmente dá o que falar a aula, mas a intenção é começar com a ideia de pensarmos no valor e sentido que damos às coisas e pessoas a quem somos apegados. E, obviamente, no ato de escolher.

Sim, é uma tarefa difícil, mas é o que você pode fazer agora: usar seu poder de escolha.

Eu quase sempre dou um jeito de escolher levar música. Eu não me vejo na vida sem algumas pessoas e sem música... também já escolhi utensílios para a pintura, mas mesmo para pintar eu só sei fazer ouvindo algo... então penso que a música ainda é mais forte.

Pensei nesta brincadeira agora de manhã novamente ao ouvir esta composição ma-ra-vi-lho-sa, do polonês Zbigniew Preisner: Lave Mouvements Du Désir. Insisto que você clique no nome e vá para o link ouvi-la. É a número 12. Vale muito a pena!

Esta música faz parte de um álbum especial com trilhas sonoras dos filmes A dupla vida de Veronique, A trilogia das cores (A Liberdade é Azul, A Igualdade é Branca e A Fraternidade é Vermelha), Décalogo, Europa Europa e Fatal, todos eles são de um conterrâneo de Preisner, Krysztof Kieslowski, e ela mesma é trilha sonora do filme da diretora Léa Pool, "Movimentos do desejo", o qual eu não conheço, mas quem me fez pensar em tudo isso hoje de manhã de novo...

Os filmes do Kieslowski estão entre os melhores filmes que já vi na vida, entretanto, também estes filmes não são possíveis sem as trilhas sonoras que os acompanham. Preisner quase que dá significa às cenas de Kieslowski. Não consigo imaginar um existindo sem o outro, assim como não imagino meu universo existindo sem música, por exemplo.

Portanto, eu reforço que definitivamente eu levaria música entre as 3 coisas, pois música significa para mim transcendência, espiritualidade, conexão com o universo e as pessoas, leveza, pureza, paixões, liberdade. 

Agora eu queria brincar com você e, depois, conto sobre minhas outras coisas e o significado delas.

Você topa? Então manda! A primeira parte é só responder esta perguntinha aí:


Quais são as três coisas você escolhe levar?



08 outubro 2013

"Jag saknar dig mindre och mindre", música sueca pé no chão



Eu já passei da fase de ter dores de cotovelo por amores perdidos (e espero que isso dure uns 40 anos mais), mas eu volta e meio vejo minhas alunas e alunos curtindo aquele baixo astral por conta do amor.

Adoro esta música aqui que reconhece como não há nada como o tempo passando e o costume. A gente se acostuma com essa e aquela pessoa e depois, desacostuma!

O refrão "Jag saknar dig mindre och mindre", eu sinto sua falta menos e menos, reafirma isso: não há dor de cotovelo que dure para sempre e não há nenhuma rotina a qual a gente não se acostume, se apegue e depois sente falta de novo, quando esta vai embora...

Beijos e ótima terça feira nublada!


30 agosto 2013

Cesaria Évora, Hegel e uma pitada de otimismo para a sexta-feira!


("Yamore", Salif Keita e Cesaria Evora)


“Eu tenho fé, sim eu tenho fé
Que iremos viver sem medo e confiar numa era mais risonha.
O olhar de nossas crianças irá voltar a brilhar de inocência.
E entre suas gritarias temporal talvez se acalma.
Na brandura e calmaria, nossa amor irá descansar
Dessa luta e resistência, para sobreviver nesse tormento”...

Salif Keita e Cesaria Évora

(Tradução: Yowlibrasil)


Minha sexta-feira começou embalada pela voz marcante, inesquecível e deliciosa da cabo verdiana Cesaria Évora e do africano Salif Keita...

Curioso como "sem querer" eu tenha pensado em Cesaria hoje... Curioso porque ela me lembra gente que já passou pela minha vida... umas de forma demorada como a Irene Carvalho, uma portuguesa que conheci no Brasil e me apresentou tanto a Cesaria quanto tanta música maravilhosa que marcou minha história... Outras como a sorridente artista Edith Borges, outra cabo verdiana que conheci em Malmö, e me lembre tantas outras por conta dessa força, como a Daniela dos Santos Silva, que conheci a partir de um concurso da Lola. Até hoje eu e a Dani nos sabemos uma da outra apenas virtualmente.

São tantas as causas que talvez tenham me levado a ouvir novamente Cesaria Évora hoje...

Ontem dei de cara com muitos artigos, manifestações etc sobre os protestos contra a vinda dos médicos cubanos... pensei tanto nesta nossa forma equivocada de ver o mundo e viver no mundo...

Fechei o pagamento das férias da Claudete quem trabalha aqui em casa três vezes por semana e nunca quer tirar férias porque "não tem mesmo o que fazer e para onde viajar...".

Eu a agradeci e normalmente a gente chora um pouco escondidas no ombro uma da outra... porque há uma cumplicidade na forma carinhosa como ela cuida dos meus filhos e do meu espaço... até de mim. Eu tento reconhecê-la financeiramente ou presentes, sei que ela é muito grata, mas é algo que eu sei nunca será pago. Essa dedicação... esse amor.

Talvez ainda eu tenha pensado em coisas assim porque há algumas semanas estou mergulhada novamente em Hegel, matéria que tenho estudado com alunos da terceira série. Hegel, um dos maiores e mais importantes filósofos da humanidade, era alemão, e cria uma teoria a qual vai no sentido de explicar como não podemos pensar a Razão, ou seja, nosso pensamento sem a História. Filosofia, reflexão, e História, ação, portanto, não podem ser pensadas separadas.

Neste caso, dizendo em linhas ridicularmente gerais, Hegel pensa também que há uma razão na história. Não se trata de destino, de algo pronto, mas de que nós, enquanto seres individuais, com nossas consciências individuais, estamos conectados a uma consciência coletiva e é nela onde construímos a nossa história e a história de toda a humanidade. Somos partes de um todo, somos membros entrelaçados pela história que nos une e é esta reflexão que fazemos diariamente sobre nossas ações no tempo, as contradições as quais chegamos, percebendo os caminhos corretos e equivocados tomados que é responsável pelo curso da história.

Pensando assim eu, você e a Irene Carvalho, a Edith, Daniela, Salif e Cesaria somos todas e todos partes de uma mesma totalidade. Somos representantes da humanidade de hoje, de toda humanidade que um dia por aqui já passou, porque as realizações delas nos envolvem da mesma forma e representamos a potência do que será humanidade.

Sozinhas e sozinhos não somos mais que abstração, porque todo o sentido de nosso ser aí (viver de fato nesta vida) é participar de uma forma completa e cada vez mais consciente deste coletividade. Ai! não é lindo?!

Então, se eu normalmente olho para protestinhos como as da semana passada de alguns que se dizem doutores, eu ainda mais tenho olhado para isso com descrédito, com tristeza, mas ao mesmo tempo reconhecendo como estamos distantes ainda desta consciência filosófica, como estamos de fato - se pensarmos na ideia hegeliana - de ser esta unidade. Somos ainda tão pobrezinhos! Estamos ainda tão perdidos, enquanto povo, enquanto nação, enquanto humanidade.

Ach que por conta disso ver tanta bobageira nas redes sociais, tanta volúpia e tanta superficialidade ou tão pouca reflexão me dê vontade de me voltar mais à filosofia e à música...

Ao mesmo tempo é bonito ver como há aqui e ali essas manifestações do Espírito Absoluto (para Hegel, a verdade), por exemplo, em gestos isolados de gente boa e bonita (bonita não no sentido estético) ou em ações de grupos conscientes dessa irmandade. Claro que esta é minha visãozinha limitadíssima de Hegel (espero não equivocada!) e do que consegui, ao longo destes anos, entender de sua filosofia.

É isso... provavelmente foram estas coisinhas e tantas outra mais que me fizeram querer partilhar esta canção com vocês hoje! Eu fico por aqui, limpando, corrigindo provas trabalhos e fechando notas ao som de "Je 
t´aime mi amore...!"

E tenham uma ótima, reflexiva e ativa sexta-feira!


...

Yamore
Cesaria Evora e Salif Keita.

Je t'aime mi amoré menebêff fie Nê comf fop ach ari
Ene le arabylyla to much Xurin né bi feu J t'aim

Un tem fé, si un tem fê
No também viver sem medo e confians
Num era mais bisonho
Olhar de nos criança ta a tornar brilhar de inocença
E na mente CE esvitayada
Temporal talvez ta mainar
Na brandura y calmaria
Nosso amor ta vins cansando
De ser luta e resitencia
Pa sobreviver nas tormenta
Na brandura y calmaria
Nosso amor ta vins cansando
De ser luta e resitencia
Pa sobreviver nas tormenta


Je t'aime mi amoré menebêff fie Boi nhat zefiu, ermãos
Ene le arabylyla to much Boi etud nhiafieu , la paz

Xeritava pá, beru kuyê mobiliko yoi nhÊ
Ahaha rilê ene La munuku mo sô
In deburu ieu kordaine
Sank é noite a namo a cantor
Ê enela mulnuku mo sol
Yo sakenem mo sol

Un tem fé, si un tem fê
No também viver sem medo e confians
Num era mais bisonho
Olhar de nos criança ta a tornar brilhar de inocença
E na mente CE esvitayada
Temporal talvez ta mainar.

23 julho 2013

18 junho 2013

Nós, os subestimados, não queremos mais ficar calados!


(Estação de Trem "Pinheiros", ontem, São Paulo, 17 de Junho de 2013) 

A juventude brasileira acordou do sono dogmático! Acordou porque o sono da razão andava produzindo monstros demais!

Ontem, durante algumas aulas, alunos e alunas combinavam de se encontrar no protesto contra o aumento das tarifas nos transportes coletivos no centro de São Paulo. Me perguntaram: "Fessôra cê não vai?". (Such a big shame!) "Não, infelizmente eu não vou poder ir", respondi enquanto pensava nas crianças e no trabalho.

Ao fim da tarde, de volta, no trem ouvi de muitas outras meninas de uns 17 anos o mesmo: estavam indo para os protestos e falavam coisas como: "fica lá assistindo a Globo!", "quem não apóia a gente são esses alienados!", "não percebem como são engolidos por este capitalismo!".

Elas estavam animadas e no ônibus só se falava nisso entre as pessoas. E eu pensava: é o mesmo trem que eu tomo toda semana?

(Foto de Renatim de Almeida)

Pelas escadarias da Estação Pinheiros as propagandas sobre a Copa do Mundo pareciam ridículas, falavam de algo com o qual aquelas pessoas não pareciam preocupadas, estava distante, muito distante do assunto tratado por ali. Era quase um abuso que os televisores daquela estação tivesse como tema algo sobre o qual todos estavam indignados.

O Hino Brasileiro que normalmente emociona milhões a cada início de Jogo de Copa do Mundo, ontem foi lembrado em cartolinas. O orgulho neste momento é muito forte e, finalmente, ao entoar o Hino ano que vem nós não estaremos cantando cada verso como se engolindo uma tristeza que não acaba. Entoar o Hino Nacional já está tendo muito mais sentido! Vocês viram? "Vocês ouviram o povo cantando?"

Ontem, olhando para as propagandas verde e amarelas da Copa pensei como trazer a Copa para o Brasil foi - ou será - um tiro pela culatra! E não porque o Brasil vai mostrar ao mundo como o Brasil é o subdesenvolvido, perigoto e violento, mas que, ao contrário, somos um povo que merece a admiração e o respeito que tanta gente pelo mundo sente por nós.

Os nossos governantes todos, os mensaleiros corruptos, a elite manipuladora terão que notar como subestimaram demais o seu povo nos últimos tempos!

A gente parecia dormindo, mas não estava! A gente falava disso todos os dias em aulas, em blogs, nos almoços, nos bares, nos encontros, no teatro, no cinema!!! A gente só não estava acreditando que podia! E agora entendeu que pode de novo! E pode muito!!!


 (Meu amigo Luís Damasceno, professor de Literatura, ator quem acredita que ainda há amor em SP)

É muito louco como ano passado, na mesma época, eu lutei em sala para conseguir que minhas alunas e alunos, em aulas sobre "O que é Política", usassem seu Facebook para dizer algo de relevante, para manifestarem sua indignação contra os acusados no caso Mensalão, enquanto a novela da Globo disparava em audiência... Poucos foram os que se movimentaram porque, segundo eles, falar de política no Facebook pegava mal com os amigos e amigas. E ontem estes mesmos alunos estavam animados em participar da passeata, estavam publicando orgulhosos os resultados das manifestações...

Eu tenho feito este tipo de discurso desde que me conheço por gente e eu me perguntei ontem: O que mudou desde então? Algo, de fato, mudou? Sim! Eu mesma quis me responder antes de cair no pessimismo de novo!

Foi este o tema da minha conversa com Renato ontem antes de dormir e hoje logo de manhã...

Pelo que marcham estes milhares?

Os 20 centavos parecer ter sido a gota d´água dos gritos e apelos entalados na garganta dos jovens, dos não tão jovens brasileiros, há algumas décadas. Gente pobre e gente nem tão pobre que sabe que alguma coisa vai muito mal na República do Carnaval e do Futebol e se cansou de vez de ver o lixo feder nas capas de revistas nas bancas e voltar para casa engolindo a indignação.

O que começou como protesto contra o aumento de tarifas em transportes coletivos (apesar dos organizadores e representantes do "Movimento Passe livre" dizerem terem uma bandeira clara) se transformou no que todos nós estamos vendo hoje nos noticiários. Milhares de brasileiros, sobretudo jovens, juntos pelas ruas de várias capitais. Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Brasília, São Paulo, Salvador, Maceió, mais de 250 mil pessoas, empunhando cartazes, caminhando juntos, se posicionando contra o aumento das tarifas, mas também contra o descaso com o bem público e com os milhões brasileiros e brasileiras que aqui vivem.

Fato é que o Brasil tem uma chance incrível de mudar o curso que vinha seguindo!

A juventude z, ou milleniuns, à frente desta marcha tem a chance de marcar nossa história de uma forma sequer imaginada há pelo menos 21 anos. Só não dá para perder de vista que não se joga alguém no poder e o deixamos lá com sua trupe. Não se elege alguém e acredita-se que ele o defenderá por todo o sempre! Fazer política é como o ato de respirar! Não se faz durante uma semana, faz-se a vida toda!

(Foto: Farofa Fina)

É só lembrar que como "Caras Pintadas" ao derrubarmos o Collor (aliás alguém de quem muitos de meus alunos nunca ouviram falar) nós não mudamos o Brasil para sempre. Então, meus queridos e queridas, eu me orgulho de vocês, eu me envergonho de não ter estado aí na marcha com vocês ao vivo, mas esta é também a minha bandeira e minha luta: o Brasil dos meus filhos precisa ser um país longe da indecência que se tornou! Eu luto por isso desde que sou muito jovem, tenho consciência e gero consciência todos os dias e por isso eu me sinto representada e me sinto parte desta massa.

Marcham por milhões de pessoas e por todas as reinvindicações que e pelos seus e por milhões de reais, pela dignidade roubada mês a mês nos salários, pelo descaso marcado todos os dias em atendimento público hospitalar, no transporte, na violência escancarada que tira a vida de milhões de brasileiros minuto a minuto.

Eles marcham por nós! Então que nenhuma bandeira que não seja estas se aproveitem disso! Ou, pelo menos, que a gente saiba distinguir os oportunistas de plantão!


14 junho 2013

No meio do caminho havia uns milhares de jovens...


("Apesar de você", Chico Buarque)

Eu que vago pela Marginal Pinheiros num trem lotado às seis da tarde,
Eu que vago pelo trem lotado sentindo o cheiro fétido de esgoto no rio da minha cidade,
Eu que vago pela cidade fétida vendo os filhos da miséria,
Eu que vejo os filhos da miséria num descaso com a vida de outros tantos,
Eu que vejo outros tantos fingindo-se de cegos e empurrando a semana para viver num feriado,
Eu que num feriado encaro o trânsito intragável da cidade que cresce sem nenhum controle e administração,
Eu que sem nenhum controle tenho ódio de viver onde vivo ,
Eu que com ódio de onde vivo achei que não havia mais esperança,
Eu que sem esperança voltei os olhos ao noticiário e aos milhares de jovens nas ruas de minha cidade fétida, cheia de trânsito, violenta e miserável,
Eu que miserável vivia me perguntando se as pessoas a minha volta estavam mortas de tão acostumadas,
Eu que acostumada a não ver reação com os milhões de reais roubados por políticos corruptos há anos e anos e anos no meu país de quem eu já não mais me orgulhava e onde também havia de novo me acostumado a viver quase quieta,
Acordei hoje com um sorriso esperançoso e agradecido.


No meio do caminho dos policiais paulistanos e dos governantes mascarados havia uns milhares de jovens, um coro de vozes, umas bandeiras e um não engasgado saindo sem querer mais ser calado.

Não! Nem mais 20 centavos é o que parecem estar dizendo... porque, afinal de contas, apesar de vocês e de ter parecido até então nós não somos palhaços!

Obrigado por isso tudo pessoal!




12 junho 2013

"Enquanto isso, na silenciosa Bahia...": A história de uma mãe, sua filha e da sonoridade da surdez

(Kátia e Cláudia, mãe e filha em lançamento do livro "A sonoridade da Surdez", de Kátia Franco, fonte foto: Mídia Social Notícias)

"Cidade de Palmeiras, localizada na Chapada Diamantina, a 439 km dc Salvador...
Quando pequena, Cláudia, que é surda, ficou indignada com a escola pois não conseguia aprender a ler e escrever. Desesperada, Cláudia pulou os muros da instituição e foi para casa chorando. Comovida com a situação, sua mãe Kátia tomou uma decisão que mudaria sua vida: resolveu estudar letras e passou a ser a professora da própria filha. Primeiro, aprendeu a Língua Brasileira de Sinais (libras) para facilitar a interação. Depois, ensinou a libra e o português para a filha. A garota conseguiu dominar as duas línguas. Hoje com 21 anos, Cláudia consegue fazer todas as atividades de uma pessoa sem deficiência, como ler, pegar ônibus ou colocar roupas na máquina de lavar."... (Texto do 



Escrevo este post neste dia chuvoso e frio de Junho enquanto estou ouvindo o piano e a suave voz que entoa "The Ludlows" da trilha sonora de "Legends ot the fall". Fico pensando como eu poderia traduzir esta sensação para a Cláudia e da mesma forma como o mundo dela está cercado de sensações e sons que eu desconheço e não entendendo bem como são vividos. Eu nem mesma conheço, mas já admiro...

 A história, cujo trecho coloco aí acima, fala de uma pessoa quem estou ainda conhecendo, mas sobre quem não resisti em vir aqui falar um pouco.

A Kátia Maria de Oliveira Franco, essa baiana porreta, de sorriso constante e alegria contagiante e que vocês podem ver neste vídeo aqui, tem uma história de vida admirável. Ela e sua filha, Cláudia, tem ensinado pelo Brasil como uma deficiência física só limita a pessoa se a gente deixar que isso aconteça!

A Cláudia é uma jovem que nasceu com surdez e teve sua mãe como sua principal educadora. A Cláudia não se conformou de não receber um tratamento decente e poder aprender como qualquer criança normal quando frequentava a escola e a Kátia não se conformou em ter sua filha tratada com indiferença apenas porque ela era diferente. 

Eu atualmente leciono em locais onde há o acolhimento de alunos com deficiências, entretanto, é fato como nos sentimos  despreparados para lidar com eles e saber como lidar e preparar cada um de acordo com sua necessidade... Por essa e tantas outra razões vi no trabalho da Kátia algo no qual eu poderia apoio, conhecimento e preparo para fornecer aos meus alunos e alunas um tratamento que se distancie completamente do recebido pela Cláudia quando ela era pequena...

Abaixo uma pequena entrevista que fiz com a Kátia para inaugurar umas conversas sobre ela e sobre este assunto que pretendo ter aqui.  

Para quem se interessar a Kátia anda tocando vários projetos atuais, todos eles focados na escrita. O livro "A sonoridade da surdez" inaugurou outra fase da vida dela... 

Tenham o prazer de conhecer a Kátia, mãe da Cláudia, e quem tem sempre muita história para contar...



(Kátia com Jaque, a menina compositora que fez questão de escrever uma música em homenagem a esta história)



1. Você educou sua filha em casa por quantos anos?

No tempo em que a Cláudia ficou sem escola foi o tempo que comecei a trabalhar com ela, a alfabetizá-la desde que ficou sem direito a ir a frequentar uma escola que assumir o "leme do barco".

2. Você fala da escola especial para surdos e sabemos que Cláudia não se deu bem na escola normal. Como você vê a inserção do aluno com deficiência no ambiente da escola comum (não sei se o nome é este) ? Qual tem sido a falha para de fato inserir e ensinar este aluno na escola?

O problema da escola regular é porque em minha cidade não havia intérprete, além dela ser a única surda na cidade, e ninguém além de mim sabia falar em libras com ela, então não havia nenhuma comunicação no ambiente escolar o que a fazia sentir abandonada e rejeitada.

3. Fale de sua experiência como professora de libras...

Fui convidada para dar aulas de libras para alunos da UNEB - Universidade do Estado da Bahia - quando ainda era estudante lá,  de libras nas duas turmas de Pedagogia e assim começou a minha história, desde então não parei mais de lecionar e fazer palestras sobre o assunto, descobri meu dom e as pessoas ficavam e ficam encantadas com a maneira que ensino, pois mostro a elas que já sabem mais de 100 sinais em língua de sinais, só não sabem que sabem, então quebrar este mito de que é uma língua difícil de aprender me da suporte para "construir" o processo do aprendizado de maneira prazerosa. Como sempre digo a eles, sou como uma agulha e eles grandes retalhos e juntos fazemos belíssimas colchas de retalhos... É assim que as pessoas deveriam ver as diferenças.

4. Você escreveu um livro, "A sonoridade da surdez" sobre a experiência sua com Cláudia e tem se dedicado a escrever livros desde então.  O livro é indicado para quem quer conhecer mais da realidade do surdo mudo e lidar com ele? Algo mais?

O livro tem o foco maior nas questões do indivíduo surdo e da língua de sinais, mas trago também toda a dificuldade, medo e insegurança de uma mulher que teve que enfrentar tudo sozinha, pois foi também abandonada pelo marido. É um livro de superação, pois precisei superar muitas coisas, dentre elas superar a mim mesma, talvez a tarefa mais difícil. Não usamos o termo surdo-mudo, eles são apenas surdos, a mudez é outro problema, além do mais eles já tem uma língua que é a língua de sinais.

Obrigada querida Kátia!!!



07 junho 2013

Como saber a pitada exata do que falta?


("Salento", René Aubry)

Gente querida!

Escrevo este post ao som desta fantástica canção do René Aubry a qual me dá uma baita sensação de leveza, alegria intensa e sensação de que a vida é tão boa de ser vivida!

Com ela queria fazer um convite especialíssimo para vocês e, para este domingo, para aqueles que moram em Brasília.

Neste domingo, dia 09 de Junho, meu amigo Ênio Rocha estará na terrinha dele, Brasília, fazendo uma Introdução ao Fórum Landmark, aquele curso mega master fantástico do qual tenho falado aqui há quase 2 anos.

O Fórum é um curso para quem tem o desejo de avançar e obter saltos e alto desempenho em áreas da vida que crê não estarem funcionando bem ou como gostaria e a Introdução, por sua vez, é uma amostra prática de como funciona o Fórum.

Nela você não só entende como funciona e do que trata o curso como sai de lá com uma possibilidade de ação criada por você mesmo na área que quer trabalhar na vida.

O depoimento de quem faz só a Introdução, inclusive é que elas não entendem como, mas o desempenho na vida delas acontece da noite para o dia, apenas com as sacadas obtidas na reunião.

Isso porque a educação com a qual o Fórum trabalha toma aquilo que está além do que você já sabe e além daquilo que você já tem conhecimento de que não sabe.

As sacadas são reais e a diferença que faz na vida das pessoas é profunda e duradora! É o que declara 93% das pessoas que participam do Fórum Landmark pelo mundo.

Só é preciso confirmar presença!

Telefone (061) 3368-3216
falar com Ênio ou celular: (11) 9 8476-4499
email: enioar@gmail.

Sônia: (11) 9770-0086
email: somnia.carvalho@gmail.com e

Você, sua família e amigos são muito bem vindos.

Por que eu insisto?

Porque eu sei que você vai sair ao final do terceiro dia de Fórum dando pulos de alegria, uma sensação imensa e real de liberdade e você, mesmo me achando um chatonildinha agora, vai estar querendo me dar um abração forte, apertaaado e dizer: "Sônia, muito obrigada!". E é só a possibilidade de te ver sentindo isso é que me move!


23 maio 2013

"I'm in love and always will be..."


("White flag", Dido)

Não resisti a compartilhar "White flag" hoje.

O céu está cinza cinza, um clima de estudo e quietude delicioso (apesar da falta de chuva e secura do ar, eu sei!).  Tenho um longo dia de trabalho pela frente, mas como hoje posso fazer isso daqui de casa já comecei bem com a voz suave e o inglês delicioso da britânica Dido!

Ontem, voltando do trabalho de carona com  meu amigo Luís e ouvindo "Good time for a change" ("The Smiths"), eu me lembrei de alguns anos atrás, quando eu e Renato éramos namorados e eu vivíamos ouvindo isto no carro, ele cantando e eu com a cabeça tombada no ombro dele... Me veio uma sensação incrivelmente boa de sentir o quanto ainda sou apaixonada por ele (sorte minha ele ainda parecer sentir o mesmo por mim! rs). E olhe que esta cena tem quase 10 anos!

De quebra, agora de manhã, o refrão dessa deliciosa baladinha de "White flag' não sai da minha cabeça!

E  vou continuar aqui cantando. Abre o vídeo e canta aí comigo!

"I will go down with this ship (Eu irei naufragar com esse navio)
And I won't put my hands up and surrender (E não vou levantar minhas mãos e me render)
There will be no white flag above my door (Não haverá bandeira branca acima da minha porta)
 I'm in love and always will be" (Eu estou apaixonada e sempre estarei)

 Beijos e uma quinta-feira gostosa para vocês!!!

Ah! Por falar em estar apaixonado, estou esperando seu texto para o concurso "Um casamento, mil lembranças", okey?


17 maio 2013

Concurso Prorrogado! "Um casamento, mil lembranças": agora só falta sua história!


("I say a say a litle prayer", em "O casamento do meu melhor amigo)

Queridas e queridos,

Eu estava quase me atirando da ponte quando vi que nenhuma alma viva casada ou participante de quaisquer casamento na vida havia me enviado um texto para o terceiro concurso de textos do "Borboleta".

Passaram-se quase 4 semanas depois do anúncio e aí recebi dois textos lindérrimos, sobre o casamento da Luciene e do Marcelo, escrito pela querida Lichia Lu Brito, e o texto da Dri Cechetti (já vencedora no anterior, cuja pintura ganha aqui está pendurada na linda sala da casa nova dela e cujo texto será publicado na próxima semana) para começar. Aí, claro! Eu pulei de alegria, voltei da ponte e estou aqui dizendo que (perdoem-me! pela falta de noção com o tempo) nosso concurso foi prorrogado.

Você pode enviar seu texto até 10 de Julho. Até lá vai fuçando em caixas de fotografia, vai fuçando a memória, tirando de lá lembranças, sons, cheiros, piadas e jogue tudo isso no papel. Queremos ler seu texto, queremos partilhar com você suas memórias.

Vamos lá! Vale tudo! Só não vale ficar com preguiça, se enrolar na vida se quer participar ou ficar repetindo a si mesmo que não sabe escrever...

Afinal para que servem as memórias se não para serem lembradas e contadas?


15 maio 2013

Quer saber o que diz quem que já fez o Fórum Landmark?


Gente querida,

Estou organizando para amanhã, das 19:00 às 22:00h, uma das últimas Introduções ao Fórum Landmark, juntamente com um outro grupo.

Já até passou pela minha cabeça que vocês devem pensar que posso ter sido abduzida por ETs landmarkianos ou qualquer coisa do gênero, porque tenho falado muito deste curso que fiz em 2011 e no qual, agora, sou uma das pessoas a fazer com que ele continue acontecendo no Brasil. Entretanto, como criei no Fórum a possibilidade de seguir em frente com tudo que importa de fato para mim sem criar historinhas sobre o que os outros vão achar, resolvi insistir no convite do que para mim foi uma das conquistas mais valiosas que já fiz na vida.

Como já falei demais eu pedi a algumas pessoas graduadas se elas poderiam compartilhar os maiores ganhos que tiveram com o Fórum, quais os principais saltos que sentem ter ocorrido após os 3 dias de curso e o que continuam ganhando.

O Fórum Landmark, nas minhas palavras e experiência é um curso de autoconhecimento, auto-expressão e autodesempenho em quaisquer área desejada e ocorrerá dias 21, 22, 23 de Junho, isto é, sexta, sábado e domingo, durante o dia e dia 25 a noite!

Amanhã coloco o convite para o Fórum!

Você e qualquer pessoa que deseje convidar serão muito bem vindos na Introdução, que é gratuita, Amanhã (Rua Camilo, 556 - mas precisa confirmar presença pelo email somnia.carvalho@gmail.com) bem como no Fórum.

Não é preciso fazer a Introdução para participar do Fórum, mas se quiser saber mais do que se trata é uma excelente chance!

Eis aqui alguns depoimentos!

"Saquei no Fórum que "eu sou a unica responsável pelo que conquistei ou nao até hoje em minha vida". Isso tirou de mim o sentimento de que eu era uma vitima no meu trabalho. Voltei do Forum vivendo o oposto do que a vozinha dizia...A partir disso meu comportamento mudou da agua para o vinho... Fiquei em paz... Tambem saquei que "a vida é agora". Isso abriu para mim a possibilidade de ser irrazoável quando se trata de curtir minha familia e meus amigos."

Adriana da Matta,
Enfermeira
São Paulo, Brasil.

"... eu sentia responsável por ter que "salvar" o casamento dos meus pais e cuidar para que tudo estivesse bem com todos aqui em casa... me libertei desse peso e de todo o sofrimento... Tive uma sensação de paz e liberdade tão grande, que só então enxerguei o tamanho da história que havia criado e o quanto me impediu de viver uma vida mais leve e tranquila... Depois do Fórum eu deixei pra trás o papel de "mãe" para ser só a filha."

Júlia Cabral,
São Paulo, Brasil.

"Uma das maiores sacadas que eu tirei do Fórum Landmark foi o poder de comunicar-se, de compartilhar-se!
 Antes eu guardava tudo o que acontecia comigo, coisas boas e principalmente as coisas ruins. Eu tinha dificuldade de me expressar, de explicar as coisas... o resultado que obtive do Fórum foi me conhecer! Saber minhas vontades, saber como eu sou, minhas características, personalidade.. E foi simplesmente maravilhoso!!!! Uma liberdade tremenda, uma leveza, paz e felicidade escancarada na minha cara!!..."
Renata Resende Meireles
Arquiteta
Goiânia, Brasil.
"A grande sacada que eu tive na minha vida é aprender a segurar nas mãos os meus problemas e faltas e ir atrás de completá-los, em vez de ficar na impotência, ou culpando os outros, a vida, o sistema, Deus... Outra grande sacada é que EU não sou o que acho que sou. Sou muito mais. E posso ser mais ainda. Sou uma sinfonia inacabada. Aprendi que ser feliz e ir atrás dos sonhos é para quem tem coragem e fibra. O Landmark me fez e faz ter coragem.
E também aprendi que muitas vezes acredito muito nas histórias da minha vida e com isso me limito ir em busca do novo..."

Adriana Jazra
Psicóloga e Terapeuta Corporal
São Paulo, Brasil

"Para mim foi uma das melhores experiencia em toda minha vida. Eu era medrosa, insegura, desconfiada, aborrecida e me sentia mal amada. Hoje sou corajosa, super segura em tudo que faco, confio nas pessoas e em mim mesma, falo o que eu sinto sem medo para qualquer pessoa e em qualquer situacao, faco tudo que tenho vontade de fazer com liberdade e seguranca, ja realizei muita coisa que jamais imaginei que eu fosse capaz de realizar em toda minha vida... uma experiência extraordinária".

Maria Armendani,
Empresária,
Canadá

14 maio 2013

Um casamento, mil lembranças: Luciene e Marcelo


(Luciene e Marcelo em seu casamento, Aldeia da Serra, SP, 2009)

O primeiro texto para nosso concurso "Um casamento, mil lembranças" é da querida Luciene Brito, minha amiga virtual há vários anos e real há pouco mais de um, também autora do Licha Doce

A Lu é uma moça encantadora. "Môça" com a boca cheia, igual fala a minha menina Marina. Acho que poucas pessoas que já conheci na vida são tão delicadas, agradáveis e cuidadosas com os outros como a Lu. 

Foi um prazer enorme ver o texto dela na minha caixa de email. Texto, aliás que me fez quase roer unhas e suspirar ao contar a história dos preparativos e das lembranças que tem do grande dia em que se uniu ao seu adorado companheiro de jornada.

Apreciem!!! E inspirem-se para enviar suas histórias!

Lu, obrigada!!!

...

("Enfim casados!", Luciene e Marcelo, Aldeia da Serra, SP, 2009)

"Era uma linda manhã de sábado, indecisa entre o sol tímido e o ar gelado. Ela senta na varanda e tenta aparentar calma e tranqüilidade.

Muitos preparativos, entra e sai na cozinha,  gente aglomerada na varanda, separa as flores, as fitas, as velas...era o ultimo passo de um ritual.

Um ritual de amor que para muitos poderia não fazer o menor sentido. Para que casar se já moravam juntos a tanto tempo?

O perfume das flores encanta, toca, dá vontade de chorar. Ou seria vontade de gritar, de cantar a enorme alegria que brota do peito naquele momento?

O  coração rufava tambores, o pensamento não conseguia acompanhar o vai e vem das perguntas: que horas vai se arrumar? Onde estão as taças, já separou os perfume? Quem vai levar as alianças? Não, ele ficava em um vai e vem, sentindo, apreciando aqueles momentos que, hoje sabe, são únicos. Um misto de fantasia e loucura, sonho prestes a realizar, concretização, uma felicidade difícil de descrever.

O vestido estava escondido no quarto, e mesmo não sendo supersticiosa, não deixou que ‘o noivo’ chegasse nem perto. Aliás, somente uma das madrinhas viu o vestido com antecedência. Caprichos da noiva...

Aos poucos, as pequenas coisas iam se ajeitando, se ajustando. O buquê chegou. Era de um rosa intenso, rosa como seu sonho, seu desejo. Seu lado menina que ainda comandava a mulher que estava a caminho.

Sapatos de boneca, vestido tomara que caia. Ah o frio? Ela não sentia.

Meu Deus, está chegando a hora. Recomendavam-lhe descanso, deram-lhe um chá de camomila, para aquelas horas de ‘estresse do bem’. Deitou-se e fez um esforço tremendo para cochilar. Mas acompanhava o burburinho na cozinha e correu pra lá. Pra quê dormir? A emoção era grande demais para conseguir esta façanha no meio da tarde do dia do seu casamento.

Já havia confessado pela manhã com o padre. Já havia checado todos os itens da roupa dos padrinhos, a sua própria roupa, da roupa do noivo.
E o noivo? Ah, este estava nem aí para nada. Poucas horas antes do casamento e não tinha sequer cortado o cabelo. Ela a invejava naquele momento, e sentia raiva dele por estar assim tão tranqüilo. Como pode, perguntava-se.

Fez uma alimentação leve, tomou um banho e foi para o salão para seu momento ‘noiva’.  Pouco tempo depois chegaria seu amigo e fotógrafo, responsável por registrar os momentos mais importantes desta data.
Neste dia, receber e sentir o carinho das pessoas foi algo que fez a diferença, sensação e sentimentos que ficaram impressos na alma.

Enquanto a equipe do salão se esmeravam em deixá-la toda linda, tranqüila, entretida no que estava sendo feito naquele momento, ela adiantava o futuro, imaginando a entrada na igreja. Como seria? Já esteve em muitos casamentos, mas ser a protagonista de um é muito diferente.

O momento chegou...dois grandes amigos a levaram até a porta da igreja. Lá dentro já estavam padrinhos, pais, amigos...poucos, mas essenciais.

Noiva ansiosa atrasa só 10 minutos. E quando vão avisar que a noiva já chegou, tocam a marcha nupcial por engano...A noiva quase enfarta, já que estava a alguns metros da entrada. Fecham a porta novamente e aí sim, é chegada a grande hora.

E entra a noiva tremula, com receio de estar dando passos ora curtos demais, ora largos demais...Alivio chegar até o altar. Delicia perceber a presença de tanta gente querida que estava lá para compartilhar da  felicidade dos noivos. A dama veio calmamente, quase angelical, trazer as alianças.

O noivo estava muito elegante, e perdera aquele ar despreocupado do fim da tarde. Ele que nunca havia vestido um terno e detestava ser o centro das atenções, estava bastante tenso.

Foi uma cerimônia simples, linda, e o padre estava particularmente inspirado aquele dia, suas palavras emocionou a todos.
Na saída da igreja, um nevoeiro comum nos dias de muito frio tomava conta da paisagem...e logo foi substituído por uma chuva torrencial.

Chuva em dia de casamento é sinal de prosperidade, de bons frutos. E era essa sementinha de vida, de história, de amor para a vida inteira que acabara de ser regada."


12 maio 2013

"Ser mãe", por Melina Aguiar



(Eu com 9 meses de gravidez da Marina e Ângelo, a pedidos da Mel, apesar da foto estar meio borrada)

Minha amiga Mel, também conhecida como Melina Aguiar, é fisioterapeuta, especializada em Obstetrícia. Tem formação primeira em Esporte e depois de muitos anos decidiu dedicar-se completamente a um trabalho que adora fazer: criar uma empresa própria, a "Preparo de Parto", cujo objetivo é acompanhar mulheres grávidas apoiando-as em quaisquer problemas ou ajuda que precisem durante este período. A Mel é como uma personal para grávidas, mas entendida em tudo que a grávida precisa para passar bem este período.

A Mel acompanha muitas mães em um dos momentos mais mágicos de sua vida, desde a transformação do corpo e mente para abrigar a nova criatura no ventre até que esta venha ao mundo mudando de vez a realidade de quem a abrigou.

Eu convidei a Mel para escrever para o dia de hoje e ela nos fez este belíssimo texto! 

É para vocês!!! Com muito amor!!!

Feliz Dia das Mães! Obrigada Mel! Me senti totalmente retratada no seu texto e vi minha mãe e todas as mulheres que conheço aí!

...


"Ainda não sou mãe, mas trabalho com mulheres que estão no caminho para se tornarem. Acompanho toda sua transformação, os enjôos, as alterações posturais, a mudança em seu corpo, a dor nas costas, o inchaço, a felicidade, preocupação e expectativa.
Ainda não sou mãe, e também trabalho com as mulheres que acabaram de virar mãe, na maternidade. Momento único da vida delas, onde transbordam de felicidade, preocupação e expectativa.
Muitas delas enfrentaram as horas do trabalho de parto, as contrações dolorosas, o nervosismo de dar a luz a seu bem mais precioso. Outras cedem seu corpo para realizar um procedimento cirúrgico, a cesárea, para terem consigo seu bem mais precioso. E assim nasce o amor eterno de mãe.
Aqueles 3 dias de internação na maternidade já começam a mostrar para mulher que sua vida mudou. Nada mais importa para elas. A dor do corte da cesárea, a dificuldade inicial de amamentar. Elas só têm olhos para os bebês e já enfrentam o sofrimento e a sensação de impotência ao ver o filho ser furado para fazer um exame de sangue, chorar, e não poder fazer nada.
Ainda não sou mãe, e vejo todas as minhas amigas que já são, cedendo seu tempo, abdicando sua vida para cuidar dos filhos. Elas continuam com as mesmas tarefas, o trabalho, a casa, o marido. Mesmo assim, encontram força e disposição para acordarem todas as noites que forem necessárias, e sempre tem um olhar de carinho e ternura pelo filho.
Como vocês conseguem?
Como conseguem enfrentar o não dos filhos?
A falta de reconhecimento apesar de tanta dedicação?
Como podem seguir em frente fazendo tudo que é necessário, sem pedir nada em troca?

Vendo tudo isso, vejo que ser mãe é acima de tudo se doar completamente para outro e amar.
Feliz Dia das Mães!!
           Um beijo especial para todas as mães, em especial a minha.

Facebook: Preparo de Parto 

10 maio 2013

Quer saber o que você fez com a Dora?

("As costureiras", Edouard Vuillard)

Gente bonita,

Estava devendo este post, mas agora creio que consegui receber os depósitos de todas as pessoas que me pediram para esperar porque queriam ainda contribuir com o "A Dora, a Joana, um sonho em comum e você". Joana, no caso, é a Marinalva.

Depois do post em que eu dei o "resultado final" (R$2.663,09) da campanha ainda recebemos R$330,00 a mais o que ajudou a somar uma quantia total arrecadada de

R$2.993,09

Com este dinheiro vocês já pagaram uma máquina industrial para a Marinalva, agora mais ainda conhecida na escola toda, porque não pára de contar sua mais nova realização e convidar as pessoas a lhe darem ajustes e costuras a fazer. A Mari está ganhando algum dinheiro com a máquina já, está buscando outras formas de obter costuras de uma empresa para trabalhar em horas extras em casa e está muito, muito feliz. Ela me diz isso todas as vezes que nos encontramos.

A Dora me trouxe alguns planos que começou a fazer depois de nossa conversa reveladora da campanha. Ela pesquisou sobre cursos, sobre aquilo que havia me falado e chegou a uma conclusão muito clara: ela não sabe absolutamente nada de internet. Nunca aprendeu. Não tem computador, não sabe ler emails, não tem acesso a nada desse mundo virtual ao qual temos acesso diariamente.

A Dora voltou com vários sonhos, entre eles fazer um curso de computação básico e aí começar a se gabaritar para usar programas que lhe permitam fazer de forma mais eficaz as costuras de capas de sofá que faz.

Ela quer poder trocar ideia com suas clientes pela internet e não perder tantas horas em ônibus que vão de sua casa à casa delas apenas para tirar medidas ou dúvidas.

A Dora foi clara em me dizer que está sentindo um poder de voltar ao que sempre sonhou realizar: viver de sua costura!

O curso da Dora vai custar algo em torno de 200 reais por 3 meses, então como eu adorei a ideia dela poder usar a internet e programas de decoração de computador para fazer seu trabalho eu pensei em darmos a ela um laptop, um computador portátil. O dinheiro dado por vocês é suficiente.

Para isso eu pensei em pedir acessoria para meu marido que entende do assunto de qual deles seria mais funcional para a Dora.

Conversei com minhas amigas da campanha e elas gostaram da ideia. A Dora disse que não precisamos dar nada porque já demos esperança a ela. Ela pareceu aceitar a ideia de pagarmos o curso, mas quando sugeri o computador ela insistiu que não é preciso. Bom, isso está fora de cogitação! rs... Expliquei a ela que vocês doaram algo para ajudar a realizar o sonho dela, então, ela não está pedindo, vocês deram e pronto!

As poucas vezes que a Dora usou um computador foi emprestando de alguém, mas ela disse não conseguir entender como se usa e agora pensa em aprender. Ela está muito animada!

Gente boa, gente querida minha e que me apoiou nesta ideia, se alguém tiver algo contra essa decisão é só dizer. Vocês todos podem sugerir algo também, já que estou mudando a ideia divulgada que era o de proporcionar à Dora um curso de desenho.

Segundo ela, o curso de desenho era um sonho sim, mas não será tão eficaz quanto o de computação. Ela precisa primeiro de um curso de computação. Poderá até fazer cursos grátis na web. Ela disse que consegue pagar a assinatura básica de internet na casa dela e pessoas vocês não vão acreditar que brilho no olho ela tinha dessa segunda vez.

Segura, alegre, firme no propósito de voltar a viver do que ama fazer.

Então, estão vendo o que vocês fizeram com a Dora?

Vocês deram a ela motivos para viver a vida de uma forma leve, poderosa, feliz e ativa.

E por isso minha gente eu tenho que lhes dar parabéns e obrigada!

Ah! Também quero aplaudir essas últimas pessoas:

Daniela Mendonça
Elisabeth Rocha Pagani
Fabiana Pegoraro
Lúcia Soares
Tatiane Vacaro

Ótimo fim de semana pra todo mundo!!!



07 maio 2013

Quer aprender dinamarquês e não sabe por onde começar?



Se você é leitora e leitor deste blog há mais tempo com certeza irá se lembrar do Tiago Marchezi, meu amigão, quem conheci em Malmö e viveu grandes momentos com a gente lá.

O Tiago e a família toda está de volta ao Brasil, mas antes de viver na Suécia onde a gente se conheceu ele viveu por mais de 16 anos na Dinamarca, ali mesmo onde eu cruzava a ponte e chegava a Copenhaguem.

De volta à terrinha o Tiago resolveu que não dá para enterrar tudo que sabe de dinamarquês e inglês com ele aqui apenas falando português diariamente. Eu sempre penso o mesmo do meu suequinho que continua firme e forte na minha cabeça e língua e eu mesma já falei aqui o quanto acho maravilhoso aprender outras línguas além das nossas!

É uma aproximação automática que se tem com o país, o povo, a cultura... algo fantástico que só com conhecimento da língua acontece!

Bom, mas eu não chego nem aos pés do Tiagão em línguas escandinavas e por isso resolvi divulgar os contatos do meu amigo para todos os interessados e interessadas! Afinal nunca se sabe em que águas a vida vai nos levar! Ou o amor!

Aí vai o contato dele!

Ah! que de quebra também ensina inglês, língua que, como o dinamarquês ele conhece e fala muito bem!







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