Pular para o conteúdo principal

"Ser mãe", por Melina Aguiar



(Eu com 9 meses de gravidez da Marina e Ângelo, a pedidos da Mel, apesar da foto estar meio borrada)

Minha amiga Mel, também conhecida como Melina Aguiar, é fisioterapeuta, especializada em Obstetrícia. Tem formação primeira em Esporte e depois de muitos anos decidiu dedicar-se completamente a um trabalho que adora fazer: criar uma empresa própria, a "Preparo de Parto", cujo objetivo é acompanhar mulheres grávidas apoiando-as em quaisquer problemas ou ajuda que precisem durante este período. A Mel é como uma personal para grávidas, mas entendida em tudo que a grávida precisa para passar bem este período.

A Mel acompanha muitas mães em um dos momentos mais mágicos de sua vida, desde a transformação do corpo e mente para abrigar a nova criatura no ventre até que esta venha ao mundo mudando de vez a realidade de quem a abrigou.

Eu convidei a Mel para escrever para o dia de hoje e ela nos fez este belíssimo texto! 

É para vocês!!! Com muito amor!!!

Feliz Dia das Mães! Obrigada Mel! Me senti totalmente retratada no seu texto e vi minha mãe e todas as mulheres que conheço aí!

...


"Ainda não sou mãe, mas trabalho com mulheres que estão no caminho para se tornarem. Acompanho toda sua transformação, os enjôos, as alterações posturais, a mudança em seu corpo, a dor nas costas, o inchaço, a felicidade, preocupação e expectativa.
Ainda não sou mãe, e também trabalho com as mulheres que acabaram de virar mãe, na maternidade. Momento único da vida delas, onde transbordam de felicidade, preocupação e expectativa.
Muitas delas enfrentaram as horas do trabalho de parto, as contrações dolorosas, o nervosismo de dar a luz a seu bem mais precioso. Outras cedem seu corpo para realizar um procedimento cirúrgico, a cesárea, para terem consigo seu bem mais precioso. E assim nasce o amor eterno de mãe.
Aqueles 3 dias de internação na maternidade já começam a mostrar para mulher que sua vida mudou. Nada mais importa para elas. A dor do corte da cesárea, a dificuldade inicial de amamentar. Elas só têm olhos para os bebês e já enfrentam o sofrimento e a sensação de impotência ao ver o filho ser furado para fazer um exame de sangue, chorar, e não poder fazer nada.
Ainda não sou mãe, e vejo todas as minhas amigas que já são, cedendo seu tempo, abdicando sua vida para cuidar dos filhos. Elas continuam com as mesmas tarefas, o trabalho, a casa, o marido. Mesmo assim, encontram força e disposição para acordarem todas as noites que forem necessárias, e sempre tem um olhar de carinho e ternura pelo filho.
Como vocês conseguem?
Como conseguem enfrentar o não dos filhos?
A falta de reconhecimento apesar de tanta dedicação?
Como podem seguir em frente fazendo tudo que é necessário, sem pedir nada em troca?

Vendo tudo isso, vejo que ser mãe é acima de tudo se doar completamente para outro e amar.
Feliz Dia das Mães!!
           Um beijo especial para todas as mães, em especial a minha.

Facebook: Preparo de Parto 

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

"Em algum lugar sobre o arco íris..."

(I srael Kamakawiwo'ole) Eu e Renato estávamos, há pouco, olhando um programa sueco qualquer que trazia como tema de fundo uma das canções mais lindas que já ouvi até hoje. Tenho-a aqui comigo num cd que minha amiga Janete me deu e que eu sempre páro para ouvir.  Entretanto, só hoje, depois de ouvir pela TV sueca, tive a curiosidade de buscar alguma informação sobre o cantor e a letra completa etc. Para minha surpresa, o dono de uma das vozes mais lindas que tenho entre todos os meus cds, não tinha necessariamente a "cara" que eu imaginava.  Gigante, em muitos sentidos, o havaiano, e não americano como eu pensava, Bradda Israel Kamakawiwo'ole , põe todos os estereótipos por terra. Depois de ler sobre sua história de vida por alguns minutos, ouvindo " Somewhere over the rainbow ", é impossível (para mim foi) não se apaixonar também pela figura de IZ.  A vida tem de muitas coisas e a música é algo magnífico, porque, quando meu encantamento por essa música come...

"Ja, må hon leva!" Sim! Ela pode viver!

(Versão popular do parabéns a você sueco em festinha infantil tipicamente sueca) Molerada! Vocês quase não comentam, mas quando o fazem é para deixar recados chiquérrimos e inteligentes como esses aí do último post! Demais! Adorei as reflexões, saber como cada uma vive diferente suas diferentes fases! Responderei com o devido cuidado mais tarde... Tô podre e preciso ir para a cama porque Marinacota tomou vacina ontem e não dormiu nada a noite. Por ora queria deixar essa canção pela qual sou louca, uma versão do "Vie gratuliere", o parabéns a você sueco. Essa versão é bem mais popular (eu adorava cantá-la em nossas comemorações lá!) e a recebi pelo facebook de minha querida e adorável amiga Jéssica quem vive lá em Malmoeee city, minha antiga morada. Como boa canção popular sueca, esta também tem bebida no meio, porque se tem duas coisas as quais os suecos amam mais que bebida são: 1. fazer versão de música e 2. fazer versão de música colocando uma letra sobre bebida nela. Nest...

Azulejos em carne viva? O que você vê na obra de Adriana Varejão?

( "Azulejaria verde em carne viva" , Adriana Varejão, 2000) Gente querida, Domingão a noite e tô no pique para começar a semana! Meu grande mural preto, pintado na parede do escritório e onde escrevo com giz as tarefas semanais, já está limpinho, com a maior parte "ticada" e apagada. Estou anotando aqui o que preciso e gostaria de fazer até o fim desta semana e, entre elas, está finalizar a nossa apreciação da obra de Adriana Varejão , iniciada há dias atrás. Como podem ver eu não consegui cumprir o prazo que me dei para divulgação do post final, mas abri mão de me culpar e vou aproveitar para pensar mais na obra com vocês. Aproveito para convidar quem mora em São Paulo a visitar a exposição da artista, em cartaz no   MAM , Museu de Arte Moderna, no Parque Ibirapuera, com entrada gratuita e aberta ao público até 16 de dezembro deste ano. ("Parede com incisões a La Fontana", Adriana Varejão, 2011) Para "apimentar" a dis...