12 maio 2013

"Ser mãe", por Melina Aguiar



(Eu com 9 meses de gravidez da Marina e Ângelo, a pedidos da Mel, apesar da foto estar meio borrada)

Minha amiga Mel, também conhecida como Melina Aguiar, é fisioterapeuta, especializada em Obstetrícia. Tem formação primeira em Esporte e depois de muitos anos decidiu dedicar-se completamente a um trabalho que adora fazer: criar uma empresa própria, a "Preparo de Parto", cujo objetivo é acompanhar mulheres grávidas apoiando-as em quaisquer problemas ou ajuda que precisem durante este período. A Mel é como uma personal para grávidas, mas entendida em tudo que a grávida precisa para passar bem este período.

A Mel acompanha muitas mães em um dos momentos mais mágicos de sua vida, desde a transformação do corpo e mente para abrigar a nova criatura no ventre até que esta venha ao mundo mudando de vez a realidade de quem a abrigou.

Eu convidei a Mel para escrever para o dia de hoje e ela nos fez este belíssimo texto! 

É para vocês!!! Com muito amor!!!

Feliz Dia das Mães! Obrigada Mel! Me senti totalmente retratada no seu texto e vi minha mãe e todas as mulheres que conheço aí!

...


"Ainda não sou mãe, mas trabalho com mulheres que estão no caminho para se tornarem. Acompanho toda sua transformação, os enjôos, as alterações posturais, a mudança em seu corpo, a dor nas costas, o inchaço, a felicidade, preocupação e expectativa.
Ainda não sou mãe, e também trabalho com as mulheres que acabaram de virar mãe, na maternidade. Momento único da vida delas, onde transbordam de felicidade, preocupação e expectativa.
Muitas delas enfrentaram as horas do trabalho de parto, as contrações dolorosas, o nervosismo de dar a luz a seu bem mais precioso. Outras cedem seu corpo para realizar um procedimento cirúrgico, a cesárea, para terem consigo seu bem mais precioso. E assim nasce o amor eterno de mãe.
Aqueles 3 dias de internação na maternidade já começam a mostrar para mulher que sua vida mudou. Nada mais importa para elas. A dor do corte da cesárea, a dificuldade inicial de amamentar. Elas só têm olhos para os bebês e já enfrentam o sofrimento e a sensação de impotência ao ver o filho ser furado para fazer um exame de sangue, chorar, e não poder fazer nada.
Ainda não sou mãe, e vejo todas as minhas amigas que já são, cedendo seu tempo, abdicando sua vida para cuidar dos filhos. Elas continuam com as mesmas tarefas, o trabalho, a casa, o marido. Mesmo assim, encontram força e disposição para acordarem todas as noites que forem necessárias, e sempre tem um olhar de carinho e ternura pelo filho.
Como vocês conseguem?
Como conseguem enfrentar o não dos filhos?
A falta de reconhecimento apesar de tanta dedicação?
Como podem seguir em frente fazendo tudo que é necessário, sem pedir nada em troca?

Vendo tudo isso, vejo que ser mãe é acima de tudo se doar completamente para outro e amar.
Feliz Dia das Mães!!
           Um beijo especial para todas as mães, em especial a minha.

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