Pular para o conteúdo principal

O que vocês andam fazendo?

(em 2012, em frente ao Museu D´Orsay, eu e o lindo do Van Gogh num encontro casual)

Depois de muitos tempo sem postar aqui, trago um texto do meu instagram

@molduraminutogaleriapaulista...

 Van Gogh pintava o que via, ele pintava o mundo ao seu redor...

Essa ideia tomou conta de mim quando estava escrevendo meu doutorado. Apesar de estar escrevendo sobre arte eu ia percebendo a cada texto, livro e arte que aprendia sobre o tema que deveria me arriscar mais como artista. Eu sempre havia amado desenhar e pintar, mas tinha para aquela velha ideia de que eu tinha que ter feito uma faculdade de artes para ser pintora, ou tirar da minha cabeça uma ideia perfeita para um quadro que seria incrível e todos amariam.

E foi assim, estudando a criação de tantos pintores da História da Arte que eu percebi que eu tinha que começar de algum lugar e este lugar era o meu mundo, o que eu observava, ou o que sentia e pensava. E foi assim também que acabei me jogando cada vez mais em um mundo prático como professora de Filosofia e Sociologia de Ensino Médio, como artista que experimentava e tentava aprender no dia a dia, com os outros, em cursos diversos e não que havia sido preparada a vida toda para brilhar no mundo das artes. Foi assim que lidei com o que eu realmente gostava de fazer, porque falante como eu sou, apegada aos encontros e risos e abraços eu me divertiria mais, produziria melhor e seria mais feliz.

Foi um caminho longo que teve como parada o balcão de uma padaria aos 13, vários escritórios de pequenas empresas no interior de SP, entra e sai de diferentes cursos até ter coragem de parar tudo e ir estudar Filosofia.

Foi isso que eu e Renato fizemos quando decidimos viver na Suécia, em 2007. Um aprendizado que me transformou por completo e me fez perceber que o “inferno são os outros”.

A experiência de estar em um lugar tão diferente, assim como ser mãe, como a Suécia tira da gente a ilusão de que temos que ter plano para tudo.

Neste caminho todo, estou aqui, sendo a proprietária desta loja linda que abrimos e reabrimos há 2 anos na Paulista.

Percebo que apesar dos muitos recomeços tenho colhido o que plantei como projeto de vida: ser livre fazendo o que gosto e trabalhando muito duro para que as coisas que eu sonho aconteçam, tentando, ao meu jeito, deixar o mundo mais belo.

Um beijo, boa noite, a gente se vê!!!


Comentários

MeandYou disse…
Oi, Soninha!
Que surpresa boa vê-la blogando, este espaço tão amistoso que ainda sobrevive nesta Internet.
Eu, durante todo este ano de pandemia, desde 15 de março/2020, estou em casa, mais do que gostaria até, mas me resguardo, assim como o marido, pois temos mais de 60 e comorbidades, porém fizemos muito aqui mesmo. Marido nunca foi homem de ficar sentado vendo tv, então aproveitou para arrumar coisas da casa, pintar bancos de jardim, paredes que precisavam de uma pinturinha, plantamos horta e comemos dela muitas delícias, inclusive ontem comemos uma caponata de berinjelas plantadas e colhidas por nós. Fiz lives de poesia com 3 amigas, convidando sempre uma quarta pessoa, para relermos poesias ou textos de grandes autores nacionais e mesmo os internacionais que são eternos, todo sábado às 18hs nos reunimos por quase 9 meses. Daí, duas amigas retornaram aos seus dia a dia mais fora de casa e então resolvi voltar a mexer com o blog, só que reativei um de poesia que estava também lá, paradinho, me esperando por todo este tempo. Tem sido um tempo de alegrias também, com a volta de meu filho da Europa e morando agora bem perto de nós, tocando uma grande obra de uma casa para ele morar em Itaipava. Seguimos a vida, com esperança em dias melhores, para podermos voltar a viajar pelo mundo que é uma das melhores coisas da vida, enquanto isso, a poesia tem me salvado e me trazido alegrias ao coração, como a sua linda pintura e esta loja que, espero poder conhecer quando voltar a viajar por aí em Sampa que gostamos tanto. Sucesso, minha querida e muita saúde para vocês todos! um beijinho

Postagens mais visitadas deste blog

Azulejos em carne viva? O que você vê na obra de Adriana Varejão?

( "Azulejaria verde em carne viva" , Adriana Varejão, 2000) Gente querida, Domingão a noite e tô no pique para começar a semana! Meu grande mural preto, pintado na parede do escritório e onde escrevo com giz as tarefas semanais, já está limpinho, com a maior parte "ticada" e apagada. Estou anotando aqui o que preciso e gostaria de fazer até o fim desta semana e, entre elas, está finalizar a nossa apreciação da obra de Adriana Varejão , iniciada há dias atrás. Como podem ver eu não consegui cumprir o prazo que me dei para divulgação do post final, mas abri mão de me culpar e vou aproveitar para pensar mais na obra com vocês. Aproveito para convidar quem mora em São Paulo a visitar a exposição da artista, em cartaz no   MAM , Museu de Arte Moderna, no Parque Ibirapuera, com entrada gratuita e aberta ao público até 16 de dezembro deste ano. ("Parede com incisões a La Fontana", Adriana Varejão, 2011) Para "apimentar" a dis...

Na Suécia também não tem... branco no Reveillon

Se você é brasileiro ou brasileira conhece, com certeza, a tradição da roupa branca na virada de todo ano novo no nosso país. Diz a lenda que o uso da roupa branca atrai boas energias. A claridade e a luz provindas do branco sempre remetem à paz, harmonia, pureza etc e, apesar de ser um costume tomado por brasileiros de todas as religiões, a raíz dele está na cultura e na religião dos negros africanos que também colonizaram o Brasil.  Eu, obviamente como boa brasileira, sempre soube que se não fosse de branco eu deveria ao menos escolher uma cor super alto astral ou de sorte, como o amarelo. Ou pôr umas calcinhas novas, também de cores "boas" para garantir um sucessinho. Eu normalmente passo reveillon em alguma praia então eu só tenho na memória gente vestida de branco, amarelo e, no máximo, um azulzinho. Ninguém quer atrair maus fluídos e entrar com o pé esquerdo no primeiro dia do Ano Novo. Ou quer? Bom, se você estiver cansado dessa tradição e opressão do branco sobre você...

Violeta Paz é que eu me chamo!

("Violeta Paz", detalhe da tela que fiz hoje, inspirada pela postagen lilás, Somnia Carvalho, abril 2010) Semana passada eu fui contagiada pelo vermelho de vocês e tentei, tentei ardentemente criar uma tela em vermelho... Eu queria mostrar como essa cadeia de influência, essa rede que se chama internet pode nos afetar negativa ou tão positivamente. Depois de ler a história do vermelho cabelo da avó da Glorinha eu queria pintá-la... queria pintar sua força e sua ingenuidade. Queria pintar sua feminilidade e queria pintar o amor de sua neta por ela. E como minha tentativa de expressar em cores o que sentia não funcionava fui tentando outras telas. Tentei em três telas diferentes algumas idéias... criar uma tela em vermelho (a partir de uma foto preto e branco) da minha sogra Irene no dia de seu casamento sendo pega pelo meu sogro Caetano, num ato espontâneo de amor... Depois tentei uma dançarina de tango e parei na metade... Depois minha linda amiga Liana ...