Pular para o conteúdo principal

"Alguma coisa acontece no meu coração..."

(O baiano Caetano Veloso de voz doce e sotaque que lembra minha casa, o Brasil)


"Alguma coisa acontece no meu coração"...

Eu não sei o que acontece no meu coração, mas acordei ouvindo Caetano Veloso, cantando aqui com o Ângelo e rolando no tapete.

"Shy moon..."

Adoro música popular brasileira. Adoro Chico Buarque, mas ele me exige mais. Chico é pros meus dias mais sóbrios e Caetano para os dias de saudade. Caetano é alguém que consigo ouvir num sábado de manhã, por exemplo. O violão é alegre e sua voz faz eu me sentir muito em casa.

As letras me lembram a época de República da Universidade quando minha amiga Dri Silveira tocava Jockerman e tantos outros no seu violão e nos alegrava com sua voz.


Essa noite tive um sonho estranho. Sonhei que havia uma celebração especial do dia do Brasil, algo assim e todos os brasileiros residentes na Suécia haviam se juntado numa praça e a gente começou a cantar e cantar, como em coro, todos em pé, dançando juntos e foi contagiando o povo que vivia nos apartamentos quietinhos.

Deve, com certeza, ter a ver com os elogios que a amiga sueca Paulina ontem nos fez durante um jantar na casa dela. Ela dizia que tinha ficado contagiada com a alegria dos brasileiros e brasileiras que estavam na nossa festa de Midsomer. Segundo ela, um sueco só consegue começar a mexer o esqueleto depois de muita cerva na veia. 


Bom, sábado de sol, céu azul e a distância e saudade do Brasil deve aumentar quando eu ver as paisagens lindas de outro lado daqui da Skåne e pensar que queria dividir com minha mãe, irmã, irmão, sobrinha, cunhadas, sogros, amigos todos e por ai vai.

Saudade gostosa. Gostosa e saudável. Gostosa como cantar essas músicas e saudável como esse dia de sábado.

"Atrás do trio elétrico só não vai quem já morreu.."

Comentários

Beth/Lilás disse…
Isso em você é sempre recorrente e se chama saudade, palavra que só tem na nossa língua portuguesa.
Acontece comigo também, principalmente quando ouço estes maravilhosos compositores e, hoje, já acordei com ela também a me atormentar, liguei prá minha mãe, mas ela tinha ido para a igreja. Deu-me uma saudade danada dela, do seu abraço carinhoso, das coisas engraçadas que fala com o leve sotaque mineirim. Mas, tudo isso porque estou lendo um livro maravilhoso que fala de família e a junção de todos como é bonita.
O livro é O Arroz de Palma, baseado numa estória de Portugal e sua gente. Hoje, tô como você - feliz, mas saudosa.
beijinhos gelados de Petrópolis
Oi!
achei seu blog através do blog da Denise, vim aqui te fazer uma visita e gostei muito.. sabe tudo isso que vc escreveu sobre saudade.. música, acontece comigo também, moro aqui na Suécia há um ano e meio e parece ja uma eternidade quando se trata de saudades.. achei engracado vc escrever que queria que a sua família desfrutasse da paisagem bonita, por que é nisso que penso cada vez que me encontro em um desses lugares lindos. Ah.. meu nome é Marina, espero que possamos trocar idéias.. beijos e até o próximo comentário!
Saudades, só saudades!!

Deixo aqui um beijo carinhoso!
Beth/Lilás disse…
E por falar em Saudade...pode comentar o assunto que é justamente esse lá no meu post de hoje.

Estendo o convite a todos os seus amigos brasileiros que estão morando fora há algum tempo.

bjs cariocas
marcia disse…
saudades, sempre acontece comigo...
saudades esta iinvadindo o meu coracão neste verão...
parabêns o seu espaco esta lindo!!!
Somnia Carvalho disse…
Lilás, vi seu post la e achei lindissimo! na hora que fui comentar nao entrou, dai tentei de novo, nao chequei pra ver se consegui na terceira!

tava lindo e inspirador!

então, comigo é um misto assim, como lhe disse: quando volto pro Brasil eu me sinto zé mane chata... reparo em tudo, tudo me e estranho, embora eu esteja me sentindo bem em casa... aqui, embora eu nao ache muito coisa estranha mais, e eu inclusive me identifique com tanto daqui eu nao consigo sentir que eu seja sueca. Nao sou mesmo nem no papel, mas e como se fosse o tempo todo minha identidade brasileira perdida olhando para a minha vida sueca aqui e eu nisso...

e uma delicia mas tambem e dificil... a gente sente nem la nem ca ou tao la quanto ca e da um estranhamento...
Somnia Carvalho disse…
Hej Barbie!!!

eita menina apaixonada e suspirante que voce e!!! rs...

uma resposta que ta atrasada: vc perguntou num outro post como faço pra ficar loira e linda (e vou te dar o premio de elevacao de ego alheio numero 1)
se aqui e tudo caro... eu pensei em responder num post, mas to atrasada com tudo...

Aqui a gente faz tudo nos mesmos... mas o cabelo eu faco questao de cortar e pintar no cabelereiro... e dificil achar um porque os tons de loiro das escandinavas sao feitos para a pele delas e pra mim e dificil acertar... pago uma pequena fortuna para cada ida... aqui um corte de cabelo feminino custa em media 150 reais, se for bom, pode ser ate 200... a pintura e que e uma facada!!! media de 200 a 300 reais, se nao estou muito mal informada! beijocas e continue loira e linda onde e facil demais!
Somnia Carvalho disse…
Oi Marina!

que legal! vc tambem mora por aqui? onde?
fiquei feliz lendo seu email... eu sinto meio uma ponta de culpa por nao conseguir que minha familia possa sentir cada coisinha linda que sinto aqui...

a culpa e de vez em quando, o que rodeia mais e isso de querer partilhar!

se vc morar em malmo vamos ver se rola um encontro!!!

me escreva se quiser no
borboletapequeninanasuecia@gmail.com

abracao e volte mais, sonia
Camila Hareide disse…
Retribuindo a visita... Já tinha passado por aqui, especialmente para ler o post do concurso de blogs da Lola. Seu espaço também é fabuloso! Vou adicionar ao meu blogroll!

Adorei esse post! A minha trilha sonora de saudade é Gil!

abraço

Postagens mais visitadas deste blog

"Ja, må hon leva!" Sim! Ela pode viver!

(Versão popular do parabéns a você sueco em festinha infantil tipicamente sueca) Molerada! Vocês quase não comentam, mas quando o fazem é para deixar recados chiquérrimos e inteligentes como esses aí do último post! Demais! Adorei as reflexões, saber como cada uma vive diferente suas diferentes fases! Responderei com o devido cuidado mais tarde... Tô podre e preciso ir para a cama porque Marinacota tomou vacina ontem e não dormiu nada a noite. Por ora queria deixar essa canção pela qual sou louca, uma versão do "Vie gratuliere", o parabéns a você sueco. Essa versão é bem mais popular (eu adorava cantá-la em nossas comemorações lá!) e a recebi pelo facebook de minha querida e adorável amiga Jéssica quem vive lá em Malmoeee city, minha antiga morada. Como boa canção popular sueca, esta também tem bebida no meio, porque se tem duas coisas as quais os suecos amam mais que bebida são: 1. fazer versão de música e 2. fazer versão de música colocando uma letra sobre bebida nel

Mãe qué é mãe mesmo...

(Picasso, Mãe e criança, 1921) Mãe qué é mãe mesmo... Já deu uma de cientista e foi até o quarto do bebê só para checar se ele respirava. Já despencou de sono em cima dele, feito uma galinha morta, enquanto amamentava. Já caminhou pela casa na ponta dos pés, como uma bailarina, só para não acordar o pimpolho. Mãe qué é mãe mesmo... Já perdeu a conta das mamadas e esqueceu qual o peito deveria dar. Já deu oi pro lindo rapaz que dormia ao seu lado e dormiu antes de continuar a conversa. Já adquiriu habilidades múltiplas como comer com uma mão só e fazer xixi com o bebê no colo. Mãe qué é mãe mesmo... Ama e odeia, ama e odeia. Às vezes chora e muitas vezes sorri. É ao mesmo tempo carrasca e heroína. Mãe... é uma garota crescida com uma boneca de verdade nos braços. Precisa de atenção e carinho tanto quanto seu brinquedo.

O que você vê nesta obra? "Língua com padrão suntuoso", de Adriana Varejão

("Língua com padrão suntuoso", Adriana Varejão, óleo sobre tela e alumínio, 200 x 170 x 57cm) Antes de começar este post só quero lhe pedir que não faça as buscas nos links apresentados, sobre a artista e sua obra, antes de concluir esta leitura e observar atentamente a obra. Combinado? ... Consegui, hoje, uma manhã cultural só para mim e fui visitar a 30a. Bienal de Arte de São Paulo , que estará aberta ao público até 09 de dezembro e tem entrada gratuita. Já preparei um post para falar sobre minhas impressões sobre a Bienal que, aos meus olhos, é "Poesia do cotidiano" e o publicarei na próxima semana. De quebra, passei pelo MAM (Museu de Arte Moderna), o qual fica ao lado do prédio da Bienal e da OCA (projetados por Oscar Niemeyer), passeio que apenas pela arquitetura já vale demais a pena - e tive mais uma daquelas experiências dificilmente explicáveis. Há algum tempo eu esperava para ver uma obra de Adriana Varejão ao vivo e nem imaginava que