27 abril 2012

Tem uma música aí que lhe deixa cheio de recordações?



Ando trabalhando bastante e, por essa razão, bastante sem tempo de vir aqui responder comentários, escrever e incentivá-los a mandarem suas lembranças pro nosso concursinho de textos. Só para dizer que todos nós vimos como o Ricardinho arassou na abertura do concurso com o primeiro texto, a Ingrid com o dela, fofo e tocante, mas a participação brilhante de uns não apagará o brilho de outros de vocês! Nananinanão!

É claro que ganhar é legal, ter um quadro da magnânima Somnia é ainda melhor, mas a verdade é que tô louca pra saber as histórias de vocês! Juro! De ouvir mais histórias inspiradas em música, de partilhar recordações, de conhecer mais de cada um que está aí! Sem contar que meo! A gente nunca sabe qual história irá tocar mais gente ou não! É sempre muito louco como as coisas acontecem com a música, a escrita...

Então olhe lá! Se você tem uma música que te faz recordar muitas coisas (e eu tenho certeza que você tem uma! mesmo que seja a mais brega do planeta!), então, minha cara e meu caro, escrevam aí um texto pra gente!

Lembram do primeiro concurso ("Uma foto, mil lembranças?") que delícia foi ler aquelas histórias?
Lembram como foi uma delícia conhecer um pouco daquelas pessoas e de saber que mais gente sente tanta coisa parecida com a gente ou tão diferentemente que nos arrepia?

Então! não tenha medo não! Não pense em comparações ou na experiência, apenas escreva!

Minha dica se acaso você é daquelas ou daqueles os quais estão loucos para escrever, mas não sabem por onde começar é que você se enfie num lugar quietinho, pegue papel e caneta, coloque a música que te faz ter tais recordações e, ao som dela, deixe seu fluxo de consciência passar toda a história para o papel. Dê uma corrigida depois, mas está pronto! São estas memórias, vindas do fundo do baú da sua cabeça, é que vão inspirar outras pessoas... Se quiser entender melhor como isso funciona dá uma olhada num post que escrevi no outro concurso de como deixar fluir a escrita.

Tô esperando por você! Hoje!

Beijocas e ótimo feriado pra todo mundo!

24 abril 2012

"Uma música, mil lembranças": "Escorrendo pelos meus dedos", por Ingrid K. Lima



("Slipping through my fingers", ABBA)

Há alguns meses recebi alguns emails de uma menina de 12 anos que chegara a este blog porque procurava por informações sobre o grupo ABBA. Então a história da Ingrid se cruzou com a minha e o ABBA que eu dancei minha juventude inteira, apesar de ser já um grupo de uma geração anterior, nos uniu.

O mesmo ABBA que dancei com amigas e amigos na Suécia, de quem ouvi falar na escola de sueco e cujo filme vi rodeada de amigas do mundo todo, numa cidadezinha chamada Malmö. O mesmo ABBA quem servia de trilha sonora aos meus xororôs na volta ao Brasil. O mesmo ABBA que inspira o blog da Ingrid.

A Ingrid, tão jovenzinha, me mandando este texto para participar do concurso me deixou extremamente emocionada. "Slipping through my fingers" (cuja tradução é "Escorregando pelos meus dedos"), a música escolhida por ela e a letra já foram tema para um dos meus posts e é incrível como eu sempre chore tannnnto quando escuto esta música. O motivo que me faz chorar é o mesmo a ter levado Ingrid a escrever o texto para o concurso. Tantas de nós talvez se veja nesta canção e como um dia estivemos na pele da menina que saía com a mochila nas costas e hoje vejo as nossas meninas saindo pela porta carregando a delas...

Nesta manhã, depois de ter passado por todos aqueles dias isolada e voltado à ativa, às preparações de aula, provas, correções, fim de trimestre para salvar, o texto da Ingrid me faz ainda mais sentido. E é muito curioso que eu o tenha aqui para publicar no dia em que a família e amigos de um de nossos alunos, tão jovem quanto Ingrid, esteja se despedindo dele para sempre, porque a vida é leve, dela nada sabemos e nós não temos garantia de que o Sol nascerá amanhã.

Que bom, querida Ingrid, que você consiga tomar para si os momentos tão únicos e só seus e que a gente aprenda com os mais novos!

Obrigada pelo seu texto e sua participação!

...


"Escorrendo pelos meus dedos"

"Me lembro dessa música, pela sua letra e como cada momento é inesquecivel e único. Nunca volta!
Sou super fã do ABBA. Esse é um outro motivo para lembrar dessa música. Outro dia mesmo estava indo para a escola, de repente quando escutei essa linda canção simplesmente comecei a lembrar de mim mesma pequena, quando não queria entar na sala, quando aprendi a ler. Tantos acontecimentos da minha vida vinham à mente, e quando a música acabou, simplesmente veio a Ingrid do presente...


A Ingrid que quer ir esudar na Suécia, ser professora e realizar seus outros sonhos. Vi como o tempo se foi...


Todos os dias na nossa vida são muitos especiais. Cada momento vale muito. Mas esse muito o dinheiro não paga. Parece que o tempo passa cada vez rápido, o tempo escorrega pelos meus dedos. Sinto mesmo que foi ontem que eu vim ao mundo, mas se páro para pensar que já fazem 12 anos que estou vivendo simplesmente não acredito. Se pensar que apenas poucos anos atrás que eu queria estudar no colégio que estou hoje e isso já correram dois anos. Quando me lembro que queria viajar para vários lugares para os quais já viajei. As emoções que eu vivi, as pessoas que eu conheci, tudo isso é fantástico!


Há muitos anos, eu sonhava em conhecer alguns lugares por onde viajei e toda as viagens que fiz foram emociantes pelo simples fato de descobrir um lugar novo e ir conhecer esses lugares com as pessoas que mais amo. Foram momentos muitos importantes...


A verdade é que não sei se amanhã essas pessoas estarão comigo vivendo momentos inesqueciveis! Simplesmente o tempo não espera, ele passa e você é que tem que saber aproveitar cada segundo, cada momento, saber aproveitar cada oportunidade. Além disso, não adianta ficar esperando tal dia chegar para ser feliz, esse dia é hoje!


A felicidade se encontra dentro do seu coração no seu próprio eu... A feliciade se conquista nas pequenas coisas e se ficarmos parados, pensando o dia que ela vai chegar então o tempo passará e se perderá. O tempo não espera por ninguém! Por isso cada momento vale muito, mas muito!


Nunca perca uma opurtunidade! Você não sabe se esta felicidade momentânea vai voltar porque o tempo escorrega pelo seus dedos!"



23 abril 2012

Nesta segunda: Introdução ao Fórum Landmark!


Alguns meses atrás, e também há algumas semanas, eu tentei compartilhar com vocês uma experiência individual que foi minha participação no Fórum Landmark Brasil.

Eu falei aqui um pouco a respeito de como nós interpretamos fatos de nossas vidas como verdades; sobre como criamos nossas operações de fachada e formas de nos enganar e enganar os outros a respeito de nossas verdadeiras intenções; de como vivemos histórias criadas por nós e pelos outros como se fossem uma realidade inquestionável e como sofremos com isso. Falei ainda de como o Fórum nos dá instrumentos para lidar com tudo isso de uma maneira que eu nunca havia conhecido antes. De como somos capazes de criar novas possibilidades de encarar o presente e também o futuro...

Eu diria para qualquer um de vocês, sem medo de errar, que se há alguma esfera da sua vida com a qual você deseja trabalhar, avançar e não sabe como então você pode e deve participar deste Fórum.

Tentei partilhar os ganhos que tive e como eles afetaram diretamente o modo como vivo minha vida. Exatamente porque isso fez e tem feito uma diferença enorme para mim e porque eu gostaria de ver outras pessoas podendo ter acesso ao mesmo tipo de coisa é que eu venho falando do assunto aqui no Borboleta.

Para aqueles que se interessaram em conhecer mais e talvez participar do Fórum Landmark Brasil:

INTRODUÇÃO AO FÓRUM LANDMARK

23/04 – 2ª. feira Horário: das 19:30 h às 22:30 
Rua Caraíbas, 1051 - Mezanino Pompéia – CEP 05019-011 – São Paulo – SP 

PARA CONFIRMAR PRESENÇA: 
Telefone: (011) 3675-4088 ou
e-mail: forum@landmarkeducation.com.br

Na Introdução é feita uma apresentação geral das diretrizes e tecnologia Landmark. Venha tirar suas dúvidas! Você será com certeza muito bem vindo e bem vinda!


18 abril 2012

O que você vê nesta obra? O bolo da discórdia sueca, Makode Aj Linde

(A notícia nas páginas do Facebook e na net: ministra sueca participa de ato racista em Museu na Suécia?)

Se você não tinha visto até agora as fotos "chocantes" nas quais a Ministra da Cultura da Suécia está cortando um bolo, cujo formato é o de uma mulher negra, me desculpe por ser eu a pessoa quem vai trazer tais imagens bizarras a sua mente. Como muitas outras mensagens feitas para passar rapidamente pelo Facebook esta traz, além do episódio do doloroso bolo, a seguinte mensagem:

"Durante a celebração do Dia Mundial da Arte, em 16/04/12, no Museu de Arte Moderna, Suécia, a ministra da cultura daquele país, Lena Adelsohn Liljeroth, partiu um "bolo" caricaturando a senhora Saartjie "Sarah" Baartman, chamada "A vênus negra". O bolo foi partido primeiro em sua genitália e alimentou a cabeça da "obra", uma pessoa em blackface e escondida sob a mesa, numa referencia a uma autofagia canibal... Tudo isto entre muitos sorrisos."


Obviamente tem-se aí um material fácil para indignação. Por essa razão, creio eu, muitas pessoas tem repassado mensagem e o tema racismo na Suécia veio com toda a força. Foi assim que fiquei sabendo do ocorrido na celebração sobre o "Dia Mundial da Arte", no Museu de Arte Moderna de Estocolmo. 

Eu, entretanto, apesar de fazer minhas análises neuróticas sempre que possível, apesar de também saber que a Suécia, toda a Escandinávia e até mesmo o Brasil, não está livre de grupos racistas, extremistas e gente desejosa de ver imigrantes longe de seu país, não consegui engolir o bolo do Facebook. Achei as imagens intrigantes demais e resolvi pesquisar.

Sim, porque a Suécia onde eu vivi, apesar de não ser perfeita, não combina com aquelas imagens. A Ministra da Cultura numa declaração aberta assim de racismo? Não. Mesmo uma ministra de partido moderado. Simplesmente não tem nada a ver com a maior parte das pessoas suecas que conheci e o como grande parte daquele povo luta para tentar ver todos os povos como iguais, ainda que diferentes. Ou será?

Além dessas pulgas atrás da orelha, em se tratando de arte (moderna ou contemporânea), fiquei ainda mais curiosa e fui pesquisar para além do Facebook, quando descobri coisas, no mínimo, interessantes para formar um ponto de vista. Descobri que o artista criador da obra se chama Makode Aj Linde. Como se nota pelo nome, Makode, apesar de viver na Suécia, tem descendência africana. Dito de outra forma: ele é negro. 

(Makode Aj Linde, o responsável pelo bolo da discórdia)

O episódio, entretanto, não lhe rendeu louros com a comunidade africana na Suécia. Todos se mostraram indignados e tanto ele, quanto a ministra estão sendo "apedrejados" virtualmente. Embora eu não goste de olhar para o bolo da "Vênus Negra" com o corpo em bolo vermelho, muito menos imaginar que a cena toda possa ser de fato uma manifestação claramente racista, há alguns aspectos nisso tudo que deveriam ser ressaltados.

A arte é a única esfera social em que nós, ao menos em tese, somos livres. A arte é o único lugar onde é possível fugir à lógica sistemática. 

Aí, é possível criar algo sem ter que cumprir padrões, expectativas, usando apenas de criatividade e pensamento livre. Provocar, instigar novas leituras, quebrar paradigmas, questionar, alfinetar, ser um espaço onde a expressão ocorre livre de... tudo isso é parte do que a arte moderna entende como sendo seu papel.

O Dia Mundial da Arte tinha como tema exatamente a liberdade do artista frente à sociedade. O que fez Makode? Tomou um tema polêmico: a mutilação genital de mulheres negras na África. Somadas às mulheres mutiladas no Oriente Médio e no sul da Ásia, por ano, são 3 milhões de mulheres que têm seu clitóris cortado, daí haver no Museu obras cujo tema era a circuncisão feminina. O fato é que, apesar de protestos e opiniões contrárias no mundo todo, a prática continua. É cultural, imposta e "aceita" por suas sociedades.

(A notícia nas páginas de jornal sueco, em inglês, sobre a Suécia para imigrantes: a ministra não tão feliz assim)

(A ministra oferece pedaço do bolo para o artista Makode durante performance no Museu de Arte Moderna)


Makode parece querer criar, entretanto, uma obra mais provocadora (ou repulsiva, ou chocante, ou revoltante depende da leitura de cada um): a mulher negra em questão na celebração era ninguém menos do que a dançarina africana Saartjie "Sarah" Baartman, a "Vênus Negra" quem emigrou da África para a Europa em busca de realizar o sonho de ser artista no velho continente, em 1810, mas acabou sendo "escravizada" em shows de quinta em Londres, recebendo cachês ridículos e se valendo da exploração do seu corpo exótico pelo seu patrão e pelos europeus racistas e/ou curiosos.

Sua história de vivência do horror colonialista e racista na Europa do século XIX, foi tema do filme "Vênus Negra", da mesma forma que o bolo celebrativo de Makode provocante-repulsivo-chocante-revoltante. Makode parecia ter em mente, portanto, a dupla liberdade castrada de Sarah Baartman e ainda um terceiro objetivo em mente: o bolo seria cortado na Suécia e, a pedido dele, por uma branca, a sueca Lena Adelsohn Liljeroth's, representante do povo sueco.

Segundo a ministra, ela foi abrir o evento e falar sobre o Dia Mundial da Arte, quando o artista pediu a ela que cortasse o bolo...

A cena, bem como a encenação feita por ele - sim, porque o corpo da mulher era feito de chocolate, mas a cabeça era do próprio Makode, enfiado debaixo da mesa, quem gritava enquanto cada pedaço do corpo era cortado por alguém - deveria então fechar o espetáculo da tortura. A mesma tortura sofrida por estes milhões de mulheres no continente onde Makode tem raízes. A mesma tortura sofrida por outras mulheres, de formas variadas em outros cantos do mundo. O tema racismo estaria então estampado e colocado em discussão num país conhecido como democrático, onde não só mulheres, mas mulheres imigrantes tem em lei seus direitos garantidos.

(O artista Makode Aj Linde, criador do bolo "Vênus Negra" e algumas de suas obras)


(Obra do artista Makode Aj Linde, intervenção em cerâmica: boneca negra ocupa lugar da rainha em prato típico comemorativo)


(Obra de Makode Aj LInde: quem deve proteger mata? Como é que nossa Senhora do Socorro socorre? Arte provocativa)

Cada um de nós é livre para desgostar, odiar, achar feio ou (acho difícil no caso do bolo) admirar a obra de Makode Aj Linde. Isso não importa. Ele não fez sua "Vênus Negra" para ser amada. Ele não berrou no salão de Arte Moderna de Estocolmo tentando fazer uma obra bonita. Sua "Vênus" tem, aliás, quase a mesma cara de suas outras obras: bonecos negros que se confundem com pessoas ou vice-versa.

Somos livres para criticar a obra, para repensar o racismo na Suécia e na Europa atual e como este vem novamente crescendo quieto dentro de seus grupos minoritários. Somos livres para usar a obra de Makode assim como ele quando a fez e sentir até repulsa por ela. Todavia, concluir daí que a ministra do partido moderado sueco, num ritual macabro racista, juntamente com outros brancos racistas, estavam felizes comendo uma mulher negra em formato de bolo, ou ainda deduzir que a Suécia é um país horrosamente racista por conta deste evento é tomar o Facebook como coisa séria demais, o que ele não é! E é generalizar toda uma cultura que ensina o respeito ao outro e a todo o tipo de diferença desde o jardim da infância.

Entendo perfeitamente como nós precisamos pôr a boca no mundo contra qualquer manifestação racista, contra qualquer ato que envergonhe, diminua as mulheres, as mulheres negras ou qualquer pessoa e grupo minoritário no mundo. E se Makode conseguiu o contrário do esperado ele deve, da mesma maneira, ser tema de crítica e análise. Tenho, contudo, bastante receio em tomar o evento como foi compreendido pela maoria das pessoas...

As redes sociais, nós todos já sabemos, tem seu papel na divulgação de coisas lastimosas do nosso mundo e pode até ajudar em certa criação de consciência, mas se tomado sozinho, em grande parte dos casos o que faz é o contrário: mutila. Mutila o pensamento, mutila a reflexão, mutila o senso crítico, mutila as chances de ver outros lados da moeda. Mutila a liberdade.

O bolo de Makode teve repercussão imediata e até ameaça de bomba o Museu sofreu por conta do evento. Na página do artista no Facebook não faltaram comentários sobre seu mau gosto. Em páginas de jornais pelo mundo houve até quem insinuasse que ele, como negro, deve se odiar tanto que coloca uma mulher negra sendo comida por brancos. O racismo aparece por todos os lados! E Makode, na minha humilde opinião, já sabia bem disso! por essa razão era preciso gritar aos quatro cantos que o racismo dói...



13 abril 2012

"Uma canção antiga"


("Zemer Atik", The Drexel University, Álbum Mediterranean Ensemble, Bill Koutsouros)

("Zemer Atik", Gustavo Bulgach)


Bom dia! 
Que sexta-feira mais linda aqui na cidade de Sumpaulu! 
Ontem choveu tudo que podia chover e fiquei ilhada no shopping Higienópolis, depois de uma consulta, porque precisava pegar uns exames. 
Tentei por uns 40 minutos conseguir um guarda-chuva lá e vocês acreditam que eles tem coragem de pedir 98 reais por uma sombrinha da China? rs... pois é! pois é! Este Brasil brasileirão muito "éstranju", dizia um amigo nosso norueguês...

Por outro lado, vejam só! Apesar da inundaçãozinha básica e do trânsito caótico, de ainda terceiro mundo nos transportes, que peguei na Barra Funda apenas um dia antes, hoje, apenas um dia depois, a mãe natureza me sorri com um dia azul, solzinho, passarinho cantando na janela... pois é! pois é! É esse Brasil brasilerão "muchu stránju", diz outro espanhol... E porque não dizer hoje: lindo!

Isso realmente a Suécia não é muito capaz de proporcionar!
Época de chuva são meses de chuva...
Época de frio são meses de frio...
Época de céu azul fica restrita a algumas semanas no ano... Lá na minha Suécia! rs...
Me lembrei hoje, logo ao acordar de um grupo brasileiro que sempre amei ouvir: Mawaca. 

Ontem, enquanto caminhava - ou nadava - pelas ruas de Higienópolis, eu cruzei com tantos judeus indo para a Sinagoga no fim do dia que fiquei inspirada. Só agora percebo...

O Mawaca, quem eu aprendi a gostar com minha amiga Jamnete lá pelos idos de 98 e já tive o prazer de ouvir ao vivo certa vez no SESC Pompeia, é um grupo formado por 8 mulheres e liderado pela pesquisadora Magda Pucci. Com um repertório de deixar os amantes da música global enlouquecidos elas buscam nas raízes de várias culturas diferentes canções vibrantes, cheias de vida e inspiração. 

É o caso de "Zemer Atik"! E vejam só que couusa mais louca é nossa cabeça! Eu busquei um CD delas que tenho, mas no meu Spotify, e a música que pegou hoje foi esta aí! Ouvi várias vezes e quis mandar no post pra vocês! Só quando fui pegar a letra etc percebi que se trata de uma canção judia! Legal né?

Não achei a versão do Mawaca no youtube, então coloquei duas lindíssimas, uma tocada por uma orquestra e outra mais popular, mas sem a voz das mulhereríssimas do Mawaca. Tentei compartilhar a versão do Spotify no meu twitter, mas o link parece não abrir... Daí lembrei de ver o site delas, as Incríveis Vozes do Mawaca, e, claro! elas disponibilizam trechos de todas suas músicas por lá.

Você pode ouvir "Zemer Atik" neste link aqui: http://www.mawaca.com.br/. Clique em "escute músicas, CDs e novidades". Depois selecione o álbum "CD plus Mawaca". É um preto, com uma lua Minguante... Clique na música e saboreie...

Curioso... Essa vivência de ontem que me levou a escolher inconscientemente uma música pra ouvir hoje e agora conscientemente me leva a escrever a vocês, também tinha a ver com o fato de ter recebido um email lindo da Nina Sena, uma leitora do blog, quem nunca comentou, mas diz se inspirar com as músicas que de vez em quando coloco e assumir pra ela muitas delas, mas gosta muito do que lê e ouve. Também blogueira, ela escreve no "Entre mãe e filha" e "Crônicas de uma Menina Feliz". Além dela, a Paloma (ai que feliz eu sou com minhas leitoras!) me mandou nos coments uma música da Elis para partilhar isso de uma música inspira a outra! A-mei! Obrigada!

Isso tudo não é lá muito fantástico?! Eu adoro! Tem músicas as quais só vim a conhecer por intermédio de blogs que leio e se tornaram parte de minha vida. Curioso e filosófico... Causalidade era exatamente o tema de minhas últimas aulas antes de ir pro hospital numa das turmas!

A Nina já me enviou também seu texto para participar do nosso concurso "Uma música, mil lembranças", o qual começou muito bem com o Super Texto do Ricardo! Tenho o texto da Nina, o da Indrig, outra leitora que chegou até aqui por conta de música e foi quem primeiro enviou o texto para o concurso! (viu! eu não esqueci não queridinha!) para publicar logo logo! Então é melhor vocês irem separando aquela música e produzindo o texto para mandar porque eu acho que este concurso vai ter muuuuita coisa valiosa pra gente viver junto e muita gente boa para ganhar obra de arte da Magnânima Somnia Carvalho! :)

Com os hormônios ainda à flor da pele vai, então, em várias versões, "Zemer Atik", a letra original e as traduções abaixo pra vocês, porque cada povo tem dentro de sua cultura coisas tão lindas como parte de sua história que só pode valer muito a pena a gente ter contato com tudo isso! E só temos mesmo que aproveitar tanta tecnologia a serviço dessa intensa troca cultural!

Ótima Sexta-Feira! Quem sabe semana que vem eu tenho uma tela para vocês! Afinal eu já estou começando a melhorar e já não tô mais tão estranha... como cantava o Dalton... ui que véia! 

Somnia.


Zemer Atik
(Dança tradicional israelense)

- No original, em macedônico, acho -

"Od nashuva el nigun atik vebazener yif veye ëerav
Od gavia meshumar nashik, nashik, alizei einayim ulevav
Tovu, tovu ohaleinu. ki machol hiftaiía
Tovu, tovu ohaleinu, od nashuva el nigun atik."

...

Ancient Melody

"We will return again to an ancient melody
and the song will linger on. 
When we raise our glasses together 
our eyes and hearts will be bright. 
How good are our tents 
because there's dancing there. 
How good are our tents, 
Still we return to an ancient melody 
and the song will linger on." 

...

Canção Antiga

- Traduçãozinha minha do inglês para o português -

"Vamos nos voltar de novo para uma melodia antiga
e a música ainda se manterá.
Quando nós levantamos nossos copos juntos 
nossos olhos e corações se tornarão brilhantes. 

Como são boas as tendas,
porque há dança lá. 
Como bom são as tendas, 
Vamos ainda retornar a uma melodia antiga
e a música ainda se manterá."



12 abril 2012

"Uma música, mil lembranças" - "Quer sorte a nossa, hein?", por Ricardo Perez


("Ai, ai, ai", Vanessa da Mata no "Uma foto, mil lembranças"... para você ler ouvindo....)




QUE SORTE A NOSSA, HEIN?

por Ricardo Perez

"Esta é a história de dois homens, duas canções e uma cantora. Fará mais sentido se você já tiver viajado pra qualquer lugar com que sempre sonhou e, mais ainda, se já tiver amado alguém. Estamos em julho de 2009. Quando chegaram parecia pouco provável que estivessem ali. A maioria dos amigos não achou normal nem recomendável. Mas foram mesmo assim. Embarcaram para uma temporada na Europa como se fosse uma celebração do fim. Isso mesmo. O relacionamento deles havia acabado há pouco mais de um mês. Programada para ser a comemoração de 4 anos juntos, a viagem não foi cancelada e ambos acharam que tudo bem. Tinham sido felizes juntos mas o que fazer se não dava mais certo, se as brigas tinham se tornado mais frequentes que os bons momentos, se havia tantas outras possibilidades, tantas outras paixões perdidas por aí, tantos outros corpos a serem descobertos? Então, pegaram o avião com a certeza de que tinham o que festejar. Seria um final feliz. Desembarcaram em Amsterdã, a cidade dos “cigarrinhos de artista”, das prostitutas em vitrines, do amor livre. E por ser tão libertária, a capital holandesa permitiu aos dois um momento sem regras. Amaram-se. E muito! E como! Ali, tudo pareceu uma grande lua-de-mel. Caretas que são, provaram haxixe juntos e se permitiram viver de brisa. Foram muitos sorrisos, vários sanduíches do McDonald’s, Van Gogh e Anne Frank. Não queriam que acabasse... E quando acabou, uma sequência de trens os levaria a Paris. Por alguma confusão da agência (ou talvez deles mesmo) teriam de trocar 5 vezes de linha para chegar à capital francesa. Eram estações perdidas na Europa, em cidadezinhas nada conhecidas, pelo interior da Bélgica. Tinham 2, 3 minutos de intervalo entre cada trem, mas a correria foi de uma alegria contagiante. Foram naqueles vagões que as músicas entraram na história. Com um celular e um fone compartilhado, ouviram Vanessa da Matta juntos. “Se você quiser, eu largo tudo e vou pro mundo com você meu bem”, cantava em “Ai, Ai, Ai”. E em “Ainda Bem”, ela entoava “ainda bem que você vive comigo, porque senão como seria esta vida? Sei lá, sei lá...” Mesmo em modo randômico, o aparelho parece que fazia as músicas voltarem a toda hora. Eles ouviam sempre em silêncio. Não se olhavam. Não cantarolavam aquelas letras. Chegaram em Paris, a mais encantadora das cidades e dona daquela torre que parece mudar de lugar só para ser vista o tempo todo. Ali, logo na primeira noite, romperam a única regra imposta para a viagem e decidiram conversar sobre o fim. Sentados no Café de Flore, como Simone e Sartre, tomaram vinho rosé e falaram, falaram, falaram. Tentaram não se alterar. Ponderaram o que havia de bom e ruim. O que os atraia e os afastava. Comentaram sobre os amigos, as posturas de cada um após o término. Foi um momento singelo. Terno. Ninguém alterou a voz ou chorou. Pareciam ver tudo com uma certa distância e razão. Mas Paris é sufocantemente bela! E foram muitas noites de calor, discussões, vinhos, porres, amor e raiva. Era tão bom estar ali juntos. E extremamento doloroso. Andaram a cidade toda. Entantaram-se com a vista do alto do Pompidou e com um saboroso chocolate do Café Hugo, sob os arcos da Place des Vosges. Foram a Versailhes e ao canal de Saint Martin. Visitaram o túmulo de Jim Morrison e Oscar Wilde. Vira e mexe, Vanessa aparecia no fone dividido dos dois. “Se quiser, eu vou te dar um amor desses de cinema. Não vai te faltar carinho, plano ou assunto ao longo do dia”. “Se há dores, tudo fica mais fácil. Seu rosto silencia e faz parar. As flores que me mandam são fato do nosso cuidado e entrega”. Mas ali, ela chevaga a irritar. Sua voz era mais estridente do que de costume. Parecia provocá-los. Na última noite na Cidade Luz, eles discutiram feio. Toda a plenitude mostrou-se fraca. Havia uma mágoa incrustrada entre eles. Uma raiva latente. Não era justo. Por que aquilo tudo? Pra que jogar nas próprias caras o quanto poderiam ser felizes? Qual o sentido disso? Não tinham respostas. Amsterdã havia sido uma grande exclamação e Paris pareceu-lhes reticências. Ainda havia um destino no roteiro e ele tinha tudo para ser o ponto final. Numa noite mal dormida num trem, atravessaram a fronteira entre França e Espanha e chegaram à Barcelona. A cidade recebeu-os com um calor infernal e a falta de educação dos catalães. As ruas do bairro gótico estavam infestadas de adolescentes nórdicos barulhentos e beberrões. Algo dizia que poderia ser insuportável. Havia um desejo dentro deles que clamava pelo fim da jornada. Mas restavam 5 noites. E eles decidiram se divertir. As ruelas os levaram a um lugarzinho delicioso chamado Le Xampanyet. Ali, uma cava caseira, meio doce e muito gelada serviu de acalanto. A leve bebedeira acalmou o ex-casal. E então, saíram a esmo, sentiram o sol quente e maldisseram a fila na porta da Sagrada Família. No bairro de L’Exaimple, deram-se as mãos e foram dançar numa das boates. E começou a tragédia. Um deles teve a carteira furtada por um dos frequentadores. Discutiram como antes do fim. Gritaram um com o outro. Sentiram-se dilacerados por tantas palavras que não deveriam ser ditas. Barcelona era a certeza de que não havia mais razão para estarem juntos. Quase adiantaram o vôo da volta. Mas não viram sentido para tanto. Sem paciência para terra de Gaudí, decidiram pegar praia. E eis que o destino reservava-lhes Sitges. Cerca de 30 minutos de trem levam até a cidadezinha, que virou hit entre casais do amor que não ousa dizer o nome. A praia estava tomada por homens de corpos dourados e sungas brancas e bandeiras do arco-íris. E lá estavam os dois. Admiraram-se à distância. Observaram um e o outro no mar. Os sorrisos voltaram com força. Foram 3 dias seguidos à beira do Mediterrâneo e diversas meias-horas de trem. Vanessa ressurgiu por lá. “Aonde o vento é brisa. Onde não haja quem possa com a nossa felicidade. Vamos brindar a vida, meu bem. (...) O que a gente precisa é tomar um banho de chuva”. “Nesse mundo de tantos anos, entre tantos outros, que sorte a nossa, hein? Entre tantas paixões, esse encontro, nós dois, esse amor”. E as curtas viagens entre Barcelona e Sitges foram como filme na cabeça dos dois. Relembraram de tanta coisa. Cenas perdidas de uma história tão admirável. Mas não falaram nada. Mal se tocaram naqueles dias. Voaram de volta ao Brasil como dois estranhos. Pouco disseram nas muitas horas entre aviões e aeroportos. Estavam incomodados. Quando chegaram em Guarulhos, ainda não sabiam o que sentir. Precisaram de 3 semanas. E só então descobriram que não se encontraram pelo acaso. Havia sido sorte. Entre eles havia uma energia tão boa e única, tão notável por qualquer estranho. E na arte do encontro, se reencontraram. Mudaram as cores das paredes do apartamento, reformaram o sofá, voltaram a Paris, conheceram Londres, planejam conhecer os fiordes da Noruega assim que der. Claro que já viveram novos dissabores. Já colocaram o romance em xeque outras vezes. Mas sabem tão bem um do outro. Entendem os momentos de silêncio. Conhecem a respiração de quando o outro está dormindo bem. Brigam algumas vezes, mas dançam tantas outras. E ainda olham nos olhos, choram vendo novela, adoram sushi com proseco e brindam cada bom momento com canapés de carpaccio. Se estão em alguma balada e ouvem umas das músicas da Vanessa, cantam alto, se abraçam. Às vezes, bate uma dúvida esquisita. Mas sabem que precisam apenas é de um banho de chuva. E chuva nunca lhes faltará."


...


Ricardo Perez é jornalista, diretor em TV, colunista na revista Revolue, piadista! Amigo sempre cheio dos risos e de um coração maior do que seu peito (que não é nada pequeno!). Participou do nosso primeiro concurso "Uma foto, mil lembranças" com um texto lindíssimo bem como a foto que havia o inspirado. Aceitou meu convite de novo e não deixa por menos nem para si mesmo!  Vem abrir este nosso novo concurso com uma super história e uma música para história nenhuma pôr defeito! Em que dia? Numa data para lá de especial... o dia em que uma das personagens centrais do texto está fazendo aniversário. Daí eu "me forçar" a começar a publicação dos textos recebidos e também inverter a ordem só para fazer disso tudo ainda mais motivo de festa!!!

...


09 abril 2012

Diário num Exílio (Radioativo): dia 5 e pós exame

("Supergirl decadence", Donald Soffritti

Radioactive Lady Sônia não mais radioativa e nem um pouco ativa. Mitos sobre vômitos e enjôos obrigatórios durante exame no hospital detonados. Mitos sobre enjôos e mal estar terrível pós exame se mantém. Unfortunally!
Pãozinho com água? Enjôo! Qualquer comida? Ânsia. Enjôo. Dor de cabeça ter-rí-vel! Corpo eliminando tudo, absorvendo hormônio sei lá mais o quê. Lady feliz de estar em casa. Lady beijou e irradiou todo mundo com abraços. Beijos. Abraços. Enjôos. Noites rolando e arrotando. Lady quer ser normal! Amiga diz que missão para Lady é impossível! Lady perdeu quase 2 kilos, mas Lady parece a porca Pig. Toda inchada. Esquelética e inchada. Cara. Pés. Mãos. Lady sabe que tá no fim. Não ela! O inchaço! E Lady sorri! Lady tem planinhos. Lady quer ir no mexicano. Lady quer ir no japonês. Lady quer tomar frozen marguerita. Lady quer caipirinha de frutas vermelhas. Lady quer sair com as amigas. Lady quer namorar. Lady quer passear e bater perna. Lady até queria ir trabalhar. Lady não consegue, mas Lady não é coitadinha. Lady gosta de drama. Lady só deseja e enjoa. Lady tristinha porque não detonou tudo!
Mitos sobre ficar de saco na lua dias depois do exame: confirmados Adam! Soooo unfortunally!

update 10 abril:
Uma das médicas quem cuidou do meu tratamento do iodo radioativo me ligou agora. Ao explicar tudo que a Lady anda passando com enjôos, tonturas, enxaquecas e prostração ela me disse que isso tem a ver única e exclusivamente com o fato de Lady ter ficado 1 mês sem tomar hormônios para fazer a radiação. O iodo já saiu do meu corpo. Então, agora é esperar que o Synthroid faça efeito no meu organismo. O que nos leva a concluir que: o mito do enjôo, ânsia e vômito por conta do iodo está? Detonado! hihihi...

08 abril 2012

"Esperança", por Glorinha de Lion

(Glorinha de Lion, poderosa, numa das fotos que mais gostava de si mesma)

Esperança

"Muitas vezes caminhei no escuro das noites, achando que ela havia me abandonado...Olhava os caminhos, áridos, secos onde o vento levantava a poeira que me entrava pelos olhos, lacrimejantes de cansaço e solidão.


Muitas vezes caminhei de mãos vazias, achando que nada valia a pena, que a batalha seria inútil. Achava tudo feio, triste e sem graça. Nem mesmo as flores aqui e ali, ou as borboletas voando me davam alguma alegria.


A batalha tem sido dura. Nesse mundo não se mata um leão por dia, pois nem há mais leões, pobres coitados, todos mortos pela ganância e a estupidez humanas. A batalha mais feroz é da gente conosco mesmos. A guerra é guerreada todos os dias na luta pelos sonhos, pelas realizações pessoais, para manter nossa integridade, para que nossa essência não seja conspurcada pela sujidade do mundo.


No entanto, nos momentos mais tristes, quando estamos prestes a desistir de tudo, quando o poço onde nos encontramos parece tão profundo e sem ar, eis que ela vem. Sai de seu esconderijo, ali, à vista de todos e nos dá as mãos. Nos salva de nós mesmos, não nos deixa sucumbir.


Já a vislumbrei muitas vezes. Ela já me estendeu seus braços diáfanos, incontáveis, inumeráveis vezes. Porque então, acho que dessa vez ela não virá? Porque não confiar que ela não falhará?


Sim, ela caminhará ao meu lado, mesmo que eu não a veja. Ela me guiará mesmo que eu não sinta as suas mãos. Ela me fará continuar escrevendo e tentando e muitas vezes, ao cair, me levantará. Ainda que sua presença seja invisível, ainda que seus passos sejam silenciosos, ela sussurrará em meus ouvidos: Você pode. Você já conseguiu. Conseguirá novamente.


E eis que ao segurar a caneta para autografar meu livro, erguerei meus olhos e a verei sorrindo, me olhando, em meio ao buquê de flores que recebi de presente.


Ela, a ESPERANÇA."

Gloria Chimenti Leão


***

Gente querida, dói escrever este post. E como escrever, descrever o que se sente quando a vida simplesmente vem e muda tudo que planejamos e sonhamos é algo impossível.... E como pensar na dor da família da querida Glorinha de Lion (Café com Bolo e Poesia), a Gloríssima! e tentar me colocar no lugar deles é muito difícil... decidi por republicar este post, originalmente escrito por Glorinha para participar no concurso de textos aqui do Borboleta ano passado.

Logo depois de vir a São Paulo, naquele bate papo, em que a mulher pequenina, cheia de poder me confrontou e falou de si mesma com desenvoltura... a mim e umas dezenas de mulheres sobre seu livro, sobre a menopausa... Logo depois Glorinha descobriu um câncer raro... Em respeito à família e Glorinha todas nós nos silenciamos... Foi um tempo de muita oração, de pensar muito nela imaginando-a cheia de vida e de esperar que qualquer hora ela simplesmente voltasse a bombardear seu blog com alguma idéia colorida.

Não foi o que aconteceu... Não sei se foi assim que a vida escolheu. Tão infelizmente...

Ainda ontem, pensando nela e desejando saber como ela estava, reli um post meu sobre o azul e lembrei daquelas blogagens coletivas criadas por Glorinha... Me lembro de como me inspirei nas falas dela... nas cores sugeridas, nas poesias e criei... criei... criei.... Aquela coisa intensa dentro dela era viva! Era uma inquietação! Era uma ânsia de compreender a vida!

Glorinha partiu e, se inicialmente a gente sente um vazio tão grande, uma dor de saber que não se tem o controle do minuto seguinte, nem para onde exatamente a vida segue eu quero ficar como ela, com a certeza de que, para além de nossos esforços existe muito mais, fico com a mesma certeza de Glorinha... a de que há, para além de tudo, Esperança... Simplesmente porque não tenho como explicar que aquela mulher continue tão viva na gente e no mundo!

...

"Somnia, estou escrevendo pra vc e as lágrimas escorrem em meu rosto! Quanta sensibilidade! Que beleza de tela! Trazendo tantos sentimentos à tona, deixando cores, imagens e palavras ecoarem em vc e dando forma a elas em pinceladas mágicas...Traduziu seus sentimentos, os meus, e acho que de todas as amigas da blogosfera nessa sua Violeta Paz....se transformou nela, engoliu-a e vomitou poesia....Somnia, vc fez meu dia mais feliz com sua arte e com tanta beleza e sentimento! Obrigada! Obrigada! Obrigada! Grande beijo!", Glorinha. 


07 abril 2012

"Baby, não chore! Porque eu vou lhe fazer uma torta!"



("Pie´s song", do filme "A garçonete", 2007)

Há uns meses assisti a um filme muito despretencioso, mas que tomou a mim - e também ao Renato, quem pegou metade da história - de jeito.

Na ocasião eu separei material e pensei em fazer um post. Um (ou mais um) texto sobre o amor maternal, sobre a doação, sobre as coisas mais simples do mundo que ligam uma mãe às suas crias. Sobre cuidar, dar banho, pentear, preparar o lanche, fazer uma torta ou, no meu caso, uma panqueca para os filhos. Como percebem, eu nada escrevi...

"Waitress", cujo título é a tradução para o português, A Garçonete, foi feito em 2007, exatamente o ano em que fui mãe pela primeira vez. Demorou, então, alguns anos para que eu visse o filme, mas talvez tenha sido isso que me pôs a choramingar metade da película. Neste anos vivenciei tantos momentos em minhas muitas cozinhas destes últimos anos - três diferentes só na Suécia e duas no Brasil - onde eu cozinhei tomates para fazer molhos de spaguetti com Ângelo. Também preparei algumas massas, com a ajuda dele para fazermos waffle para o café da manhã ou da tarde. Foram tantas centenas de comidinhas diárias, almoços e jantares, as quais eu, quem nunca me imaginei fazendo de fato algo muito importante e gostoso pra uma criatura, fiz na companhia daquele menino que ia crescendo.

O tempo passou e uma irmãzinha, vinda do mar, foi acrescentada à lista das solicitantes. Devagar ela começa a aprender que a cozinha é nosso lugar de nos juntarmos para algo realmente importante e só nosso! O irmão sabe isso tão bem! E sabendo me olha e pede às vezes num fim de tarde:

- Maaaamãe!!!, você faz panqueca salgada!?, daquela que você sempre faz pra mim?
- Mamãe! Sabe o que eu tô com vontade de comer? A panqueca doce que você fazia na Suécia!
- Mamãe! vamos fazer aquele spaguetti com molho de tomate, mas do jeito que você sempre faz pra mim?

E quando um deles sente cheiro de comida no fim de tarde a cozinha fica logo cheia com a presença deles me perguntando o que terá para o jantar.

Ocupar este lugar no imaginário de uma criança, como a mãe quem prepara de fato com amor algo que ele aprecia, mesmo que este algo nunca venha a ser apreciado com o mesmo gosto por ninguém no mundo, é algo tão especial. Tão único! Tão maravilhoso!

No domingo passado, antes de ir para meu exílio, eu preparei um super café da manhã para todos eles. Com direito aos wafles, morangos, banana, sucos e o que quisessem. Era meu jeito, primeiro inconsciente, depois muito consciente, de dizer: "A mamãe ama vocês!", "A mamãe logo volta pra cuidar de vocês de novo!", "A mamãe não vê a hora de fazer tudo isso ser especial novamente!".

E então, após uma semana de muita ansiedade, depois muitos risos, depois um e outro sofrimento, estou de volta à casa. Eles dormem e não nos vimos ainda. O sábado de aleluia promete tantos abraços e beijos que serão impossíveis de serem contados.

A única memória que tenho agora e a música a tocar na minha cabeça é então a deste filme "A Garçonete", o qual eu prefiro que você tenha o prazer de ver um dia e chorar como eu chorei. Chorar pensando nas tortas já feitas. Chorar nos encontros especiais na cozinha. Chorar pensando como eles um dia serão só lembranças. Chorar sabendo que eles nunca lhe sairão da memória. Chorar porque viver e amar é isso... E talvez por isso eu ache que, no meio de tudo, e para muito além daquela ceninha americana dos filmes da mãe perfeita cozinhado, é preciso achar um tempo para fazer um bolo torto, uma torta meio tombando, ou qualquer coisa que quem nos ama entenda como sendo especial... porque, mesmo que seja uma tentativa desesperada de amor, de consolo da dor ou de demonstrar a saudade, o presente ... ele só retorna na vida em forma de lembrança... Então que sejam muito boas!
Fiquem com a música "Baby don´t you cry" (ou "Pie song") aí acima, no vídeo, e a letra incrívelmente linda abaixo, e uma Páscoa bem doce, cheinha de amor pra todos vocês!

...

Baby Don't You Cry (The Pie Song)

"When the world Is gray and bleak 
Baby don't you cry 
I will give you every bit 
Of love that's in my heart 
I will bake it up Into a simple little pie.

Baby don't you cry 
Gonna make a pie 
Gonna make a pie 
With a heart in the middle 
Baby don't be blue 
Gonna make for you 
Gonna make a pie 
With a heart In the middle
Gonna be a pie From heaven above 
Gonna be filled With strawberry love 

Baby don't you cry
Gonna make a pie 
And hold you forever
In the middle of my heart. 

Baby here's the sun
Baby here's the sky 
Baby i'm your light 
And i'm your shelter
Baby you are mine 
I could freeze the time
Keep you in my kitchen 
With me forever
Gonna be a pie
From heaven above 
Gonna be filled 
With strawberry love 

Baby don't you cry 
Gonna make a pie 
And hold you forever 
In the middle of my heart 
Gonna bake a pie 
From heaven above 
Gonna be filled 
With butterscotch love 
Gonna bake a pie 
From heaven above 
Gonna be filled 
With banana creme love.

Baby don't you cry 
Gonna bake a pie 
Hold you forever 
Hold you forever 
And hold you forever 
In the middle of my heart."

(Quincy Coleman)
...

Tradução: 

"The pie song", Baby don´t you cry

"Quando o mundo é cinza e sombrio bebê, não chore.
Eu vou lhe dar cada pedaço de amor que tem em meu coração.
Eu vou assar tudo em uma simples pequena torta Bebê, não chore.
Vou fazer uma torta, vou fazer uma torta com um coração no meio Bebê. 
Não fique triste vou fazer para você vou fazer uma torta com um coração no meio.
Vai ser uma torta dos céus, vai ser recheiada com morango de amor Bebê, não chore.
Vou fazer uma torta, e você vai estar sempre no meio do meu coração. 
Bebê, este é o sol, Bebê, aqui esta o céu Bebê, eu sou sua luz e seu abrigo Bebê, você é meu.
Eu poderia congelar o tempo, deixá-lo na minha cozinha comigo sempre. 
Vai ser uma torta dos céus, vai ser recheiada com morango de amor Bebê, não chore.
Vou fazer uma torta, e você vai estar sempre no meio do meu coração. 
Vou assar uma torta dos céus, vai ser recheiada com doce de manteiga de amor. 
Vou assar uma torta dos céus, vai ser recheiada com creme de banana amor.
Bebê, não chore, vou fazer uma torta, e você vai estar sempre você vai estar sempre, 
no meio do meu coração."



06 abril 2012

Diário num Exílio (Radioativo): dia 4



Hormônios à flor da pele. Emoções jorrando escada abaixo. O corpo tenta entender o terrível e (não seria bom?) impacto da volta dos hormônios dentro dele. Cansaço, inchaço, de saco na lua! Chora. Se arrasta pelas ruas para comprar um lanche. Os hormônios é que estão fazendo isso comigo? Come feito vira num cantinho. Facebook. Volta. Deita. Dorme muito. Acorda. Facebook. Tanta gente me faz companhia. Fala com um e outro. Facebook. Por sorte existe este mundo virtual. Inteligente o loiro chato de cabelos cacheados! Chat. Chateia. Chato. O dia não passa. Choraminga. Quero meus dois! Quero meus três! Facebook. Fala. Ri. Algum telefonema. Conversas boas. Escreve. Pensa. Blog a todo vapor radioativo. Facebook. Facebook. Facebook. É só o que me resta? Saudades de casa. Xororôs. Aguarda por visita e  encomendas na calçada da Angélica. As pessoas passam. Apressadas. A noite chega. Vão pra onde? Voltam pra onde? Pensam o quê? Saint-Exupéry tinha razão. Não sabem de onde vêm. Não fazem idéia pra onde vão! Os carros buzinam. Os ônibus lotados. Os passos rápidos. Sou Wim Wenders observando o mundo. Sou uma cineasta atenciosa. Por este prisma, o mundo é lindo. Ah! A beleza do segundo! Ao mesmo tempo não estou no mundo. Sentada ao longe, só, na calçada. Ninguém sabe de mim. Só quem não está no mundo consegue observá-lo. Uma, duas, dez fotos. Observo. Um filme. Uma esquina. Ninguém me vê. Não sabem nem deles mesmos? Ai meu Deus! Estou tão fora do mundo. Conseguirei eu voltar a habitá-lo? Como se faz para ir pro mundo real? De novo! Chegam provas de alunos. Não consigo! Ganha jantar entregue à distância pelo amor da vida. Ganha chocolates especiais. Se delicia. O amor é magnífico e tem gosto de bolo de chocolate molhadinho da Jean et Marie. Distância. Retorno ao exílio. Facebook. Xororô. Facebook. Êpa! Não entendo! Não consigo sair. Quem sabe de mim? O Facebook! Quem fala comigo? O Facebook. O Facebook me engoliu? Ele me engoliu? Eu só existo no Facebook! Eu sabia daquele loiro horroroso! Eu sabia que não poderia confiar nele! Como saio daqui agora? Fiquei tanto tempo que não sei mais de mim aqui fora. Existia lá. Existi tanto. Agora não existo mais fora? Quem sabe de mim aqui fora? Choro. Vazio. Dorme para a sexta chegar logo e voltar pra casa! O dia 04 foi o dia de fato triste do exílio. Ainda bem que está quase, quase no fim. E finalmente... o dia chega!

 
 (Fim de tarde, Avenida Angélica com Minhocão, april de 2012, 4o. dia do exílio, foto de Somnia Carvalho)
 
(Início de noite, Avenida Angélica com Minhocão, april de 2012, 4o. dia do exílio, foto de Somnia Carvalho)

05 abril 2012

Diário num Exílio (Radioativo): dia 3

(Sad Hulk, in: Digital Bus Stop)

Depois do Lexotan do dia 02 bemmmm... eu.... fiquei o dia meio abestalhada. Não é à toa que a personagem do Terça Insana conseguiu tanto material para aquela peça! Bemmm... eu demorei umas horas pra acordar direito e tive alta do hossspital. Eu tomei um táxi. Me sentei na diagonal do taxista, como indicado pelo físico nuclear. Foram só 4 quadras até o hotel. Acho que não matei o homem! Então... bem... eu cheguei no flatezinho que eles dizem chamar-se Higienópolis e entendi que ele fique quase dentro do Minhocão. Ainda assim... bemmmm... Eu precisava comer. Eu tinha recusado o almoço branco, pálido e radioativo do hossspital e tava com o estômago nas costas. Eu fui descer o elevador e um homem saiu do seu apê com seu filho... Eu olhei logo pra ele e disse: "Não vem comigo, porque eu tô doente! Desçam no próximo!" Bem... aí ele fez uma cara de susto! Mas eu protegi o moleque dele! ... Então, eu saí e eu fiquei feliz de subir a Ângélica no meio da tarde e andar pelo bairro mais lindo de São Paulo. O efeito do tranquilizante finalmente tinha passado e estava por mim mesma. Então, bemmm.. Notem que o efeito do tranquilizante passou, mas não a influência de Abili Dorel... fui andando assim fugindo de todo mundo nas ruas. Quase como se tivesse lepra invisível. Difícil porque brasileiros andam de mãos abertas e não se importam em empurrar você na calçada... Aí, meu... eu ia pra rua! E se visse uma criança, o que vi poucas, ou grávida eu atravessava a rua... Fiz isso, consegui chegar num TrashBonalds e pedir discretamente, quase como uma ladra sussurrando: "Moça, tô doente, você precisa me passar um mc cheddar com coca zero. Tô o dinheiro! Espero lá!". Bem... aí eu saí com meu pacotinho, sentei-me numa escadaria de onde eu avistava o povo saindo do shopping Higienópolis. Comi sozinha. Devorei aquele lanche todo. E bem... aí eu me senti um pouco deprê. Claro! Porque onde é que se quer estar neste momento? Em casa com os pimpolhos lindos. Facetas rosadas me beijando. Ali eu era uma fujona sem poder relar em ninguém... Sim foi deprê. Bem... então me dei conta que estava acontecendo. Depois de 1 mês sem tomar hormônios... Bem... Tentem entender... uma pessoa normal tem sei lá aquela porra de T3, T4 entre 0,46 até 4,0. Se ela estiver perto do 4,0 ela está com hipotiroidismo. Lenta! Manja? Esta pessoa vai ficar muito lôca de podre! Com sono, com cansaço, deprimida, cérebro falhando, memória fraca... suor etc. Então os médicos vão receitar hormônios pra ela. Bem... Eu estava, uma semana e meia atrás, com... Pasme! Isso faz cara de horror! Eu estava com 80,0. É sério! Cê consegue imaginar o quanto de lôca de cansaço que eu tava? Por que eu párava as aulas e olhava pros alunos dando exemplo do que era cortar o rabo do macaco para explicar o que era sentido literal e simbólico? Bem... depois de tudo isso eu pensei que sou mesmo uma Super Heroína. Já era antes dos poderes radioativos. Bom... voltando então... onde eu tava? Bem... eu então me dei conta que a deprê vindo assim me tomar naquela calçada em Higienópolis tinha a ver com o fato da médica ter me dado meio comprimido de Synthroid, meu hormônio, no período da manhã. Segundo ela, do jeito que andava meu metabolismo sem remédio um mês, se eu tomasse a dose toda que tomo (125 mg) eu tinha uma parada cardíaca. Contece então que meu metabolismo quase morto passou de 80 para sei lá quantos! Comecei a sentir de tudo! O mundo! Tudo! Bem... aí eu comecei a ficar muito cansada porque estava trabalhando por dentro! Muito grogue! Muito lôca! E eu que pensava que a radiação do Hulk me faria mal! Que nada! É o que me acontece toda vez que inicio estes hormônios pra substituir minha falecida Borboletinha. Sãos uns 4, 5 dias muito lôca daí volto a ser normal! Quem sempre fui! Bem... não se pode culpar a medicina que me salva! Deixa eu falar... Bem... aí eu tava com fome né?... Mas não podia comer no hotel! Eles não tem serviço de quarto e bem... eu só fiquei sabendo depois que estava aqui... O restaurante tava cheio de gente e até pensei em irradiar todo mundo com meus poderes, mas desisti. Aí eu saí caminhando de novo apreciando o ar da noite e pedi um sushi num restaurante meio podrinho... Pedi meio do lado de fora e fiquei esperando na rua... Sempre assim! Peguei o pacotinho e devorei salmão no hotel... Fiquei no facebook, no blog até onze e meia... Me dei conta que era tarde e caí nos braços de Morpheu... Dessa vez... por minha própria conta, sem Lex, sem nada! Acordei hoje as nove e cinquenta da matina... E pensei: putz! Há cinco anos, desde que fui mãe, que eu não faço uma coisas dessas! Acordar as dez da manhã! Não se pode mesmo ter tudo!

Você tem sede de quê?



- De uma vida extraordinária?
- De criar novas possibilidades para sua vida que possam dar um giro de até 360 graus ou o quanto desejar?
- De realizar coisas em sua vida que lhe parecem muito difíceis?

- Experimente uma mudança positiva e permanente na sua qualidade de vida.
- Redefina o próprio conceito do que é possível.
- Crie um futuro com seu próprio projeto.



Palestra de apresentação e Introdução ao Fórum Landmark 



Venha conhecer mais sobre do que a tecnologia Landmark Education. Trata-se de uma apresentação desenhada para que você realmente tire algo de valor para sua vida a ocorrerem nos dias:

Dias: 09 e 23 de Abril 

Local: Rua Caraíbas 1051, Mezanino. 
Bairro Perdizes - São Paulo
Horário: das 19:30 às 22:30.

Dia 16 de Abril
Mesmo Local e horário, 
com sessão especial e presença dos participantes das Sessões de Treinamento. 

Favor confirmar sua participação na introdução pelos telefones: 
      11 3675-4088 (Rosângela)
11 8476-4499 (Ênio)   
(obs: as palestras de Introdução ao fórum sempre são oferecidas gratuitamente)

Seja muito bem vinda e bem vindo! 

Algumas reflexões pessoais da autora deste blog, a respeito da tecnologia Ladmmark, podem ser encontraadas também nos links abaixo:

Post 1: 
Post 2: 




Post 3: 
Post 4: 

O próximo Fórum Landmark Brasil acontecerá, em São Paulo, em local a ser definido durante os dias: 22, 23, 24 de junho (9-22hs) e dia 26 (19:30-22:45hs). 

Valor da inscrição
O valor da Inscrição do Fórum Landmark é R$ 1.250,00. Depósito de R$350,00 é necessário para efetuar inscrição. O valor total deve estar pago até o dia 7 de junho.  




Selo do Concurso "Uma música, mil lembranças": copie e ajude a divulgar!


Oi você aí!

Sinta-se à vontade para copiar este selo de divulgar em seu blog, suas redes sociais, seu ciclo de amigos.

Vamos fazer deste novo concurso uma forma ainda mais abrangente de levar as pessoas que gostam de escrever a pôr pra fora as coisas incríveis que há dentro delas.

E com música envolvida então?

Só não entra nesta dança quem não entendeu que na vida o importante é só entrar na pista e sapatear do modo que se sabe!

Escrever, partilhar é só festa!

Participe e divulgue!

Mais informações a respeito é só clicar neste post aqui!

Hasta la vista Baby! 



2o. Concurso de Textos do Borboleta: "Uma música, mil lembranças"



Extra! Extra!


Acaba de ser confirmada a abertura do Segundo Concurso de Textos do Borboleta. Na primeira vez o tema do concurso foi "Uma foto, mil lembranças", no qual tivemos 16 participantes (14 mulheres e 2 homens), sendo três vencedoras, contando 1o., 2o. e 3o. lugar e, cujo sucesso nacional e internacional foi estrondoso.

As vencedoras foram, respectivamente, 1o. lugar: (Grace Olsson* com "Há mais amor entre o céu e a terra do que julga nossa vã filosofia"; 2o. lugar: Stela Bataglia com "Alegria, Alegria, esta foto é nossa!" e 3o. Adriana Cechetti com o texto"Sempre existirá Paris" .

Mais detalhes como o prêmio, os textos etc daquele concurso podem ser lidas neste post aqui:

 Temos, neste ano, entretanto, outra temática:

Concurso de textos: 

Uma música, mil lembranças!

Trate então de ir selecionando uma canção, do seu passado remoto, do seu passado não tão longínquo ou da atualidade. O que importa é que seu texto seja todo um diálogo com algo ao qual a música lhe remete.

A intenção não é escrever um texto e "enfiar" uma música nele. O texto e a música devem estar totalmente conectados. Suas lembranças devem vir a partir de você ouvir aquela canção.

As inscrições já estão abertas!

Regulamento:

- Enviar uma música, já com o "embed", ou seja, com o código do youtube ou mp3 para que eu insira o arquivo junto com o texto.
- O vídeo não faz parte do julgamento e não entra na votação. Apenas a música, mas o voto deve ir para o melhor texto! Sempre!
- Se a música for ótima, mas o texto não então não conta. O texto é que enriquecerá a música e nos fará entender as relações entre aquela trilha e as memórias que ela suscitam.
- A música não necessariamente tem quer ser bonita, conhecida etc, o que a tornará interessante deve ser a beleza das memórias escritas e a forma como foi feita.
- Todos os textos serão publicados no blog, com exceção daqueles que, logo à primeira vista, não cumprirem o mínimo do pedido para a construção do texto (ter uma música, um texto inspirado nela, ou conter teor inapropriado, como, por exemplo, que agrida outras pessoas, este concurso ou os direitos humanos)
- Se preferir, você pode criar um pseudônimo.- Se tiver blog, ou site, por favor, envie o link para que eu conecte o texto a eles.

Da inscrição:


Abertura: A partir deste momento, 04 de abril de 2012.
Encerramento:   às 23:59 do dia 20 de Maio de 2012, horário do Brasil.

Observação: não será aceito nenhum textos enviados após o prazo de encerramento)

Envie seu texto para os seguintes endereços para haver certeza de que não haverá extravio:
borboletapequeninanasuecia@blogspot.com 


Da votação: 


Ocorrerá on line, em data a ser anunciada após a confirmação do número de inscritos em 15 de maio.

Quem vota são os leitores do blog, numa tabela ser criada com nome dos textos e dos participantes do lado direito do template. Cada pessoa pode votar uma vez, por PC.

Da premiação:

Todos os participantes:

- Todos os participantes que tiverem blog terão estes linkados no Borboleta.
- Todos os textos serão publicados no blog para conhecimnto da blogosfera, leitores e apreciação destes. - Os nomes daqueles que preferem pseudônimos serão omitidos.
- Seria legal, caso você queira, enviar uma breve biografia, 5 linhas no máximo, com dados que julgar importantes sobre você: nome, o que faz, onde vive, por que resolveu participar do concurso etc.

Não haverá premiação para 2o. e 3os. colocados como no primeiro concurso.

1o. lugar:

- Receberá uma tela da série "Fugacidade",  da magnânima Somnia Carvalho, a ser ainda confeccionada especialmente para o concurso.

...

Da confeção do texto:

O primeiro exemplo, ou apenas uma idéia das milhares que você pode ter, está neste primeiro texto anunciando o concurso:



Além deste, você pode se mirar nos textos feitos para o primeiro concurso, clicando nos ícones de "vôos", do lado esquerdo do blog: "Uma foto, mil lembranças". Terá uma boa idéia de como deixar sua imaginação fluir.

Perguntas possíveis:

- Sônia, posso escrever um texto sobre uma foto que tenho, e não sobre música para participar? 
Não darling. Não dessa vez. Talvez numa próxima quando retornarmos àquela temática.

 - Quantas linhas ou páginas deve ter meu texto?
 Não há limite mínimo, nem máximo de linhas.

 - Posso escrever o meu em formato de poesia, dissertação, narração, carta? Existe um tipo de texto ou estilo próprio para o concurso?
Não. Você é livre para escolher o seu de acordo com a necessidade e como as lembranças lhe tomam quando ouve sua canção escolhida.

 - Posso fazer um vídeo e resumir trechos e cenas que representam estas minhas lembranças ao invés de mandar um texto? 
Não queridos e queridas. Vejam lá acima o vídeo do início do post. Quem me mandou foi o adorável Edward Cullen, quem eu amo de paixão. Ele enviou esta música linda "Flightless Bird", do American Mouth, com o vídeo das lembranças que ele tem do casamento dele, no Amanhecer 3, com o grande amor da vida dele, a Isabella Swan. Mas nem dele eu aceitei. Manja? Então ele ficou de me mandar o texto com as lembranças todas escritas. Não vejo a hora de ler e publicar.

- Posso participar com mais de um texto e música?
Sim. Você pode enviar quantos textos quiser, desde que cada um deles descreva memórias de uma música diferente da que inspirou o outro texto. -Tenho outras dúvidas? Escreva para os comentários deste post que todos serão muito bem vindos e respondidos. Ou então para os email dados acima. ...

....


* A Grace Olsson, quem vive na Suécia, ao contrário das outras participante que receberam seus prêmios nas mesmas semanas da finalização do concurso, ainda não tem o prêmio em mãos. Por mea culpa, o prêmio dela continua empacotado num envelope do correio em meu escritório. Prometo Grace! que ele chegará antes deste concurso terminar! E você afirma aqui pra gente meu compromilllson!