Pular para o conteúdo principal

Estive em alguns cantos e lembrei-me de você...




(Com a "Garota na Ponte", de Edvard Munch, no KunstHalle, em Hamburgo, Alemanha, agosto 2009)


O meu sumiço repentino da semana passada está bem explicado aqui. Com a visita de minha cunhada Dri decidimos descer de carro até a Alemanha. Renato tinha uma semana de férias e aproveitamos para deitar sob o sol que estava ma-ra-vi-lho-so...

Os dias da semana que passou foram inesquecíveis. Azuis, quentes e aconchegantes... 

Hoje postei uma tantada de posts que havia tentado colocar durante os intervalos dos passeios, mas não tinha dado...

Vou voltar hoje, com certeza, para responder os comentários do meu último post. 

Em cada canto que passei pensei em contar para vocês... Contar que a Suécia nem minha vida é perfeita. Estão muito longe de ser, mas em tantos dias tudo parece mesmo ser assim... ou ao menos em certos momentos de certos dias. 

Passeando pelo norte da Alemanha e mais para o norte da Suécia eu me dei ainda mais conta de quantas vidas especiais existem por aí... quanta gente vivendo e tocando sua vidinha, gente que não sabe da minha e da nossa existência, e está lá... Pensei em quantas paisagens inesquecíveis há para se ver pelo mundo e o quanto eu ainda quero conhecer...

As vezes me sinto como no meio de uma película e todo mundo deve se sentir assim em momentos especiais...  Algumas são histórias dramáticas e cheias de chororô e nhenhenhê, outas de sorrisos, amores e abraços... 

A única coisa é que percebo que meus momentos especiais não necessariamente precisam de lugares espeicias... Eles podem acontecer debaixo de um chuveiro sozinha cantarolando, passeando sozinha com meu filho lindo de bicileta, lavando louça ou lendo um livro. Vivendo na Suécia ou vivendo no Brasil... a vida é cheia de coisas difíceis e maravilhosas em qualquer canto do planeta... É só conseguir aceitar que não dá para ter tudo que a gente quer ao mesmo tempo... Aliás esse é o tema do próximo post que eu também havia rascunhado numa manhã da semana passada e não havia publicado.

Beijos e ótima terça feira!


(Pôr do sol no Alles Stenar, Suécia, julho de 2009)


(Pôr do sol no Alles Stenar, Suécia, julho de 2009)

(Tia Dri, Ângelo e eu, Alles Stenar, Suécia, julho de 2009)

(No topo do castelo da deliciosa Varberg, Suécia, julho de 2009)


(Testando todos os parquinhos da ilha de Marstrand, Ângelo no gatinho, eu e tia Dri ao fundo,  Suécia, julho de 2009)


(Passeio com direito a cenário de casamento por todos os cantos, ilha de Marstrand, Suécia, julho de 2009)



(Passeio com direito a vistas paradisíacas, Dri na ilha de Marstrand, Suécia, julho de 2009)

Comentários

Beth/Lilás disse…
Fala sério, as fotos estão sensacionais!
A do pôr do sol é simplesmente um deslumbre e a última da Dri vendo o mar, parece mais uma de suas pinturas.
Aliás, você poderia transformá-las em pinturas, já pensou nisso?
E você tá linda e radiante, cheia de cores que nem eu, porquê é uma pessoa alegre e seu interior reflete nas roupas que usa. Tá biita mesmo!
bjs cariocas

Postagens mais visitadas deste blog

Azulejos em carne viva? O que você vê na obra de Adriana Varejão?

( "Azulejaria verde em carne viva" , Adriana Varejão, 2000) Gente querida, Domingão a noite e tô no pique para começar a semana! Meu grande mural preto, pintado na parede do escritório e onde escrevo com giz as tarefas semanais, já está limpinho, com a maior parte "ticada" e apagada. Estou anotando aqui o que preciso e gostaria de fazer até o fim desta semana e, entre elas, está finalizar a nossa apreciação da obra de Adriana Varejão , iniciada há dias atrás. Como podem ver eu não consegui cumprir o prazo que me dei para divulgação do post final, mas abri mão de me culpar e vou aproveitar para pensar mais na obra com vocês. Aproveito para convidar quem mora em São Paulo a visitar a exposição da artista, em cartaz no   MAM , Museu de Arte Moderna, no Parque Ibirapuera, com entrada gratuita e aberta ao público até 16 de dezembro deste ano. ("Parede com incisões a La Fontana", Adriana Varejão, 2011) Para "apimentar" a dis...

"Na Suécia também não tem..." mulher que tem frio nas pernas

(Traje bem típico das suecas em época de inverno, com acréscimo de botas mais frequentemente, foto: Stockholm free style ) Num dia qualquer da semana passada em que o termômetro marcava 6 graus durante o dia eu fiz minha rotina de sempre. Fui para a escola as 7:30 da matina de bike só que com o dia ainda bem escuro. Voltei para almoçar, novamente de bike, e voltei de novo para o centro para buscar Ângelo que também acordara na escolinha. O frio estava congelante. Não porque 6 graus seja assim tão péssimo, mas havia um vento fininho chato com uma finíssima camada de chuva. Qual não foi minha surpresa quando vi uma sueca na sua bike, toda vaporosa (ela, não a bike) de meia calça fina. Eu já tinha topado com essa cena nos dois anos e meio que estamos aqui, mas não sei porque aquele dia eu fui me dando conta de quantas mulheres usam o mesmo modelito já em dias em que vocês fraconildinhas brasileiras iriam mor-rer de frio! Sim. É verdade e eu já sabia que é comum a mulherada usar meia fina,...

Na Suécia também não tem... branco no Reveillon

Se você é brasileiro ou brasileira conhece, com certeza, a tradição da roupa branca na virada de todo ano novo no nosso país. Diz a lenda que o uso da roupa branca atrai boas energias. A claridade e a luz provindas do branco sempre remetem à paz, harmonia, pureza etc e, apesar de ser um costume tomado por brasileiros de todas as religiões, a raíz dele está na cultura e na religião dos negros africanos que também colonizaram o Brasil.  Eu, obviamente como boa brasileira, sempre soube que se não fosse de branco eu deveria ao menos escolher uma cor super alto astral ou de sorte, como o amarelo. Ou pôr umas calcinhas novas, também de cores "boas" para garantir um sucessinho. Eu normalmente passo reveillon em alguma praia então eu só tenho na memória gente vestida de branco, amarelo e, no máximo, um azulzinho. Ninguém quer atrair maus fluídos e entrar com o pé esquerdo no primeiro dia do Ano Novo. Ou quer? Bom, se você estiver cansado dessa tradição e opressão do branco sobre você...