Pular para o conteúdo principal

Eu vou seguir você, sempre.

(Ângelo em sua primeira vez em "parquinho sueco")


Eu não consigo ouvir a música "O caderno", do Toquinho, sem pensar que ele, o caderno, era eu mesma. Não consigo pensar no caderno em sentido literal. Hoje, analisando a letra, vejo que é meio óbvio, mas isso só me ocorreu, de fato, quando eu ouvi esta música maravilhosa, do lado da minha sobrinha Luana, enquanto ela pintava algo numa tela que eu havia lhe dado. 

Eu já fui o caderno da Luana, a primeira sobrinha, e imaginei ser impossível amar uma criança mais do que eu a amava. 
Depois veio o Júnior e me mostrou que onde cabia um amor assim, havia espaço para mais. E, então, fui o caderninho dele também.

E depois de conhecer o amor que a gente guarda aos sobrinhos, com a chegada e a convivência com o Ângelo,  eu provei a música do Toquinho por completo. Em cada trecho me sinto mais "o caderno" do que nunca. 



O caderno

Sou eu que vou seguir você
Do primeiro rabisco até o be-a-bá.
Em todos os desenhos coloridos vou estar:
A casa, a montanha, duas nuvens no céu
E um sol a sorrir no papel.

Sou eu que vou ser seu colega,
Seus problemas ajudar a resolver.
Te acompanhar nas provas bimestrais, você vai ver.
Serei de você confidente fiel,
Se seu pranto molhar meu papel.

Sou eu que vou ser seu amigo,
Vou lhe dar abrigo, se você quiser.
Quando surgirem seus primeiros raios de mulher
A vida se abrirá num feroz carrossel
E você vai rasgar meu papel.

O que está escrito em mim
Comigo ficará guardado, se lhe dá prazer.
A vida segue sempre em frente, o que se há de fazer.
Só peço a você um favor, se puder:
Não me esqueça num canto qualquer.

(Toquinho)



(Acima: Júnior e Luana, lá em casa, na última visita  nossa ao Brasil, e Ângelo "dimirado")

Se você cliar no link ao lado do blog, também poderá sentir um arrepio na espinha e uma vontade incontrolável de choramingar, ao se colocar como caderno de uma criança que você ama. Clique e ouça o Toquinho numa interpretação cheia de sensibilidade.

Comentários

Anônimo disse…
Oiê!

Passei pra dizer que a princesinha chegou, tem links pras fotos lá no blog!
Angelito, vc está cada dia mais lindooooooooooooo!!!!!
Muitos beijinhos

Tya Myrna
Anônimo disse…
Que golpe baixo!

Essas fotos...esse texto...essa música...tanta distância...não há caderno que segure o chororô!


Bjs,

Tia Dri

Postagens mais visitadas deste blog

"Em algum lugar sobre o arco íris..."

(I srael Kamakawiwo'ole) Eu e Renato estávamos, há pouco, olhando um programa sueco qualquer que trazia como tema de fundo uma das canções mais lindas que já ouvi até hoje. Tenho-a aqui comigo num cd que minha amiga Janete me deu e que eu sempre páro para ouvir.  Entretanto, só hoje, depois de ouvir pela TV sueca, tive a curiosidade de buscar alguma informação sobre o cantor e a letra completa etc. Para minha surpresa, o dono de uma das vozes mais lindas que tenho entre todos os meus cds, não tinha necessariamente a "cara" que eu imaginava.  Gigante, em muitos sentidos, o havaiano, e não americano como eu pensava, Bradda Israel Kamakawiwo'ole , põe todos os estereótipos por terra. Depois de ler sobre sua história de vida por alguns minutos, ouvindo " Somewhere over the rainbow ", é impossível (para mim foi) não se apaixonar também pela figura de IZ.  A vida tem de muitas coisas e a música é algo magnífico, porque, quando meu encantamento por essa música come...

"Ja, må hon leva!" Sim! Ela pode viver!

(Versão popular do parabéns a você sueco em festinha infantil tipicamente sueca) Molerada! Vocês quase não comentam, mas quando o fazem é para deixar recados chiquérrimos e inteligentes como esses aí do último post! Demais! Adorei as reflexões, saber como cada uma vive diferente suas diferentes fases! Responderei com o devido cuidado mais tarde... Tô podre e preciso ir para a cama porque Marinacota tomou vacina ontem e não dormiu nada a noite. Por ora queria deixar essa canção pela qual sou louca, uma versão do "Vie gratuliere", o parabéns a você sueco. Essa versão é bem mais popular (eu adorava cantá-la em nossas comemorações lá!) e a recebi pelo facebook de minha querida e adorável amiga Jéssica quem vive lá em Malmoeee city, minha antiga morada. Como boa canção popular sueca, esta também tem bebida no meio, porque se tem duas coisas as quais os suecos amam mais que bebida são: 1. fazer versão de música e 2. fazer versão de música colocando uma letra sobre bebida nela. Nest...

Azulejos em carne viva? O que você vê na obra de Adriana Varejão?

( "Azulejaria verde em carne viva" , Adriana Varejão, 2000) Gente querida, Domingão a noite e tô no pique para começar a semana! Meu grande mural preto, pintado na parede do escritório e onde escrevo com giz as tarefas semanais, já está limpinho, com a maior parte "ticada" e apagada. Estou anotando aqui o que preciso e gostaria de fazer até o fim desta semana e, entre elas, está finalizar a nossa apreciação da obra de Adriana Varejão , iniciada há dias atrás. Como podem ver eu não consegui cumprir o prazo que me dei para divulgação do post final, mas abri mão de me culpar e vou aproveitar para pensar mais na obra com vocês. Aproveito para convidar quem mora em São Paulo a visitar a exposição da artista, em cartaz no   MAM , Museu de Arte Moderna, no Parque Ibirapuera, com entrada gratuita e aberta ao público até 16 de dezembro deste ano. ("Parede com incisões a La Fontana", Adriana Varejão, 2011) Para "apimentar" a dis...