13 setembro 2008

As gerações, as revoluções e as generalizações necessárias

(A beleza de podermos ocupar cada uma o seu lugar... "Chacun à sa place, Isabelle Tuchband)


I. As gerações e as gerações que se miram naquelas:


No último post, Geração x: a geração que pensa demais, eu escrevi dezenas de linhas a respeito do que eu creio ser o maior dilema de grande parte das mulheres da mesma geração que eu, ou seja, as nascidas nos anos 70 e na casa dos trinta. Eu falava da nossa tentativa de lidar com inúmeras exigências que a vida moderna e a sociedade toda nos pede. E refletia o quanto todas essas cobranças vêm de fora ou de nós mesmas e como esse conjunto de coisas reflete em nosso comportamento e nos leva a uma vida ao mesmo tempo excitante, exaustiva e frustrante. 

Eu sabia que ao falar desse dilema de forma generalizada sobre minha geração eu estava correndo o risco de cair na generalização que não leva à nada, mas tive que correr esse risco, embora eu saiba que generalizar sempre seja impreciso, mas necessário, em alguns casos. 
Me baseei em minha própria experiência de vida e da de muitas mulheres e mães das mulheres com quem convivo ou convivi.

E eu também sabia que estava me arriscando ao falar que as mulheres da idade de minha mãe e minha sogra tiveram ainda que lutar contra o desejo de estudar ou trabalhar fora, sendo que muitas delas ainda não conseguiram. 

Entretanto, dois comentários muito legais, de mulheres de idades completamente diferentes, me fizeram voltar ao assunto. Uma delas foi o da Cindy, minha adorável e mega inteligente ex-aluna que deixou São Paulo e agora vive em São José do Rio Preto, onde faz sua tão sonhada faculdade de Medicina. A Cindoca me escreveu dizendo que tinha gostado muito do meu texto e que se identificava por inteiro com ele. Eu brinquei com ela que ela está uma geração atrasada, porque ela agora tem 24 aninhos. Mas eu sei que a Cindy já tinha o mesmo tipo de preocupações na cabeça quando eu a conheci uns três anos atrás, por isso eu a tinha em mente quando escrevi o texto anterior.

Além da Cindy, minha amigona virtual, a Lilás, de quem eu tava bem esperando um comentário legal, porque ela sempre escreve coisas legais em seu blog e porque ela é uma mulher na casa dos cinquenta, a mesma geração da minha mãe e de minha sogra, de quem falei no outro texto.

A Lilás me escreveu um animado comentário, o qual vocês podem ler na íntegra lá no outro post. Em certo trecho ela disse assim:


(...) "Primeiro deixa eu dizer que a geração a que vc se referiu sendo da sua mãe, a dos 50 e poucos, é a minha também. Mas esta minha geração não foi a que realmente sofreu o preconceito de trabalhar fora e se expressar como mulher moderna no mundo. Não, pelo contrário. Fomos as que começamos a trabalhar, estudar em universidades e aproveitamos para jogar o soutien fora, levantar a saia a la Mary Quant, ouvir e expressar com gírias e maneirismos tipicos dos anos 60-70 com Beatles, R.Stones e Woodstock. Foi a época do desbunde... Lutamos e berramos pela liberdade que vocês mulheres desta geração posterior estão usando e muitas vezes abusando. Como vc mesma disse "dramáticas demais e se importando com a rebimpoca da parafuseta... Então, só quis exclarecer que esta geração de mulheres sofridas e maridos durões foram das minhas mães, ou seja, suas avós." (...)


Adorei seu comentário Lilás! Primeiro, porque é muito legal ouvir esse testemunho de quem viveu nessa geração dos anos animadíssimos e cheios de euforia de mudança que foram os anos 60 e 70. Segundo, porque ele me fez pensar e pensar numa resposta e me levou a esse novo texto. Concordo com a idéia de que a gente se perde nessa liberdade que herdamos da sua geração. Às vezes não sabemos muito bem como lidar com essa independência e por querer abraçar tudo e fazer tudo o que a tal liberdade nos permite caimos num outro tipo de escravidão: a nossa mesma.

Quanto a questão das gerações e das grandes mudanças comportamentais ocorridas nos anos 60 e 70 eu concordo apenas em partes com você e penso que para me explicar vou me alongar bastante porque a questão é um tanto complexa. 

Veja só: minha mãezinha lindona tem 55 anos. Minha sogritia Irene, 58. A Irene fez magistério, tendo "brigado" com o pai para vir pra São Paulo. Com isso, pôde trabalhar durante trinta e tantos anos como professora primária. De certa forma, ela pôde realizar um tipo de sonho que minha mãe e tantas milhares não conseguiram.

Embora eu tenha dito no meu texto que minha mãe e muitas mulheres da geração dela sufocaram sonhos e tiveram que se adequar ao papel de mulher que era esperado delas eu tenho consciência de que na mesma época acontecia uma revolução de idéias e comportamento. Você tem razão! Adoro ver os álbuns de casamento da época de vocês e ver a mulherada com aquelas mini saias e pernocas lindíssimas à mostra na Igreja. Por outro lado, creio que algumas coisas podem explicar a diferença tão grande de juventude que você experimentou e que tantas outras tiveram nesse mesmo Brasil. 


II. As revoluções e sua cauda comprida:


("A Boba",  Anita Malfatti, 1915-16, acervo: MAC)

 Pensando em seu comentário Lilás, eu tentei me lembrar de cada mãe de minhas melhores amigas. Talvez umas trinta amigas muito chegadas. Incrível eu chegar a conclusão de que nem mesmo vinte por cento delas trabalharam fora. Uma parte conseguiu estudar o primário e ginásio, mas não conseguiram ir além disso. Quem fez faculdade o fez na "madureza". Por "opção" ou não, elas deixaram sonhos como ser cantoras líricas, empregadas de uma fábrica, professoras etc em prol de viverem para cuidar dos filhos e do marido. Muitas, como minha mãe, trabalharam em casa, como costureiras, cabelereiras para ter algum dinheiro para si.

Muitíssimas delas, até onde eu tenho conhecimento, não viveram essa euforia dos anos 60 e 70, talvez ouviram dizer, talvez souberam de longe o que ocorria e tentaram pensar em algo, mas não conseguiram pôr em prática metade das conquistas que a gente sabe é atribuída a essa geração.

Por pensar nessa questão acabei chegando a outra. A verdade, creio, é que essa revolução de pensamento e postura aconteceu apenas para quem vivia nos grandes centros urbanos da época. Aconteceu para mulheres como você. E me corrija se eu estiver deduzindo demais. A revolução feminista não alcançou as regiões distantes de São Paulo e Rio de Janeiro ou ficou mais restrita a lugares onde havia alguém que buscasse alguma mudança, como no Rio Grande do Norte, onde o voto feminino foi legalizado no fim dos anos 20. 

Eu acredito que dois fatos expliquem isso. Um deles, que em qualquer época, as mudanças de idéias e comportamento sempre atingem apenas uma pequeníssima parcela da população. Quase sempre a população que tem acesso a mais informação e cultura. Quase sempre a população, cuja condição financeira possibilite conhecimento que leve ao questionamento e mudança.

Veja a família dos meus pais, por exemplo. Eles não tinham televisão até os anos oitenta. Meu pai fez até a terceira série e minha mãe não teve o privilégio de estudar. Fez isso no antigo Mobral, por alguns meses, e teve que parar porque meu pai morria de ciúmes. A juventude dela foi passada na roça, trabalhando de sol a sol, no mesmo lugar onde ela sonhava ir para a escola, que meu avô via como coisa de "moça perdida". As notícias sobre o governo e a ditadura, as músicas do Robertão e do Erasmo eram ouvidas através de um velho rádio, o único meio de informação que eles tinham. 

E se a gente pensar na realidade do nosso Brasil veronil desses anos, para além de São Paulo e Rio, não sei se a gente sai muito dessa realidade que descrevi aí. Então, minha querida Lilás, pode ser que você tenha sido privilegiada em poder viver as conquistas feministas brasileiras começadas nos anos 20 com a Berta Lutz, depois com a Pagu e trabalhadas na Semana de Arte Moderna pela Anita, Tarsila etc. O que você acha? O que vocês, outras mulheres da casa dos cinquenta ou não, pensam?


III. As generalizações imprecisas, mas necessárias:

(Sexo frágil, cheio de riquezas e mistérios... ,"Sensation", Isabelle Tuchband)


Eu detesto generalizações e tinha achado o texto da Revista Época bem fraquinho. Aliás, eu sempre detestei a Época, por ser superficial demais, mas o Renato tinha me dito dessa reportagem e achamos interessante a idéia de que minha geração se preocupa demais. Eles colocavam no mesmo saco as mães do Millennium como se todas estivessem muito preocupadas em serem boas mães e ficarem em casa cuidando dos filhos. Se eu pensar no livro "A criança terceirizada", do Professor Martins, por exemplo, eu não vejo esse perfil das mães que os tais especialistas descrevem. O Martins fala de como milhares de crianças brasileiras hoje são criadas pelas avós e pelas creches, porque os pais ou estão muito atarefados com o trabalho, escola etc ou não tem interesse de assumir essa responsabilidade de cuidar das suas crias. Isso passa para os avós ou a escola que, na verdade, não têm a missão de educar essas crianças, mas apenas de cuidar, o que leva a uma geração problemática de crianças e um futuro incerto para nós todos. 

Onde quero chegar com isso?
Perá lá que eu ainda chego... Espero!

Quero dizer o seguinte e me corrijam, comentem se discordam ou não. Toda vez que leio sobre os anos 60 e 70  e o que as mulheres americanas e européias viveram me parece uma questão paradoxal. Fico pensando: que maluco! como elas puderam viver tudo isso, se as mulheres que conheco da mesma idade tiveram dilemas tão diferentes. 

Enquanto escrevia meu doutorado sobre Anita Malfatti e enquanto lia sobre ela, a primeira mulher a romper com a postura acadêmica na pintura brasileira, eu sempre pensava nisso. Ela, a Tarsila e outras tiveram acesso a coisas e modos de pensar, lá nos anos 30 e 40, que eu só tô tendo oportunidade agora, nos anos 2000. E, talvez eu esteja redondamente enganada, mas creio que a mudança foi no acesso à informação que agora eu tenho. 

Tendo ido estudar filosofia na Unicamp em 94, e depois brigado por meu espaço feminino na filosofia da USP, acabei rompendo com o círculo esperado e herdado de casar e ter filhos. Por conta do estudo, avançei na opressora pirâmide brasileira e "comprei" meu acesso aos museus, teatros, jornais, viagens pelo mundo que me permitem hoje ver coisas que, com certeza, milhares de moças brasileiras na mesma idade, casadas e com filhos, sequer podem sonhar em ter. 

Eu hoje tenho acesso a coisas que a geração da minha avó e da minha mãe lutaram para ter, quando me mostraram que queriam, e muito, estudar e trabalhar, mas ainda não podiam. Até os vinte e dois anos eu achava que a Unicamp era um hospital. Meus professores nem mesmo me falaram a respeito de universidade pública. Eles nem sequer pensavam que eu e minhas amigas poderíamos querer fazer uma. Aliás, essas amigas, praticamente todas, continuam no ciclo, algumas felizes, outras não. Numa família com uns trinta e tantos primos eu e mais dois somos os únicos a fazer uma faculdade. E esses dois são filhos do "tio rico" que vive em Curitiba.

E escarafunchando um pouco mais, só para ver se eu tenho argumento para minha ótima leitora Lilás e outros de vocês (eu adoro ficar argumentando!), toda vez que me lembro das muitas centenas de alunas que conheci, vivendo dilemas parecidos com os da minha geração, eu me sinto próxima delas e parece que nascemos todas na mesma época. Então, que coisa mais sem sentido ficar falando de geração se, no fundo, somos assim tão parecidos ou se é tão difícil classificar cada um em determinada época! Parece impreciso, mas generalizar é preciso.

Eu parti do princípio que generalizar não leva à nada, mas sem isso a gente não consegue pensar quase nada também. Generalizando outra vez, as mulheres a quem me referi no texto anterior, estão mais nesse novo círculo de relações que criei a partir da universidade. Eu tenho certeza que as mulheres brasileiras que não puderam estudar, que trabalham em serviço braçal todos os dias para dar sustento à família também vivem o dilema da pressão. Provavelmente outros dilemas que eu não tive que viver, e talvez dilemas muuito mais duros do que os que falei no texto anterior, entretanto, elas participam dessa herança de que nós podemos e devemos buscar pelo nosso espaço. Que a gente pode estudar, pode trabalhar, pode usar a roupa que quiser ou cortar o cabelo, sem autorização do marido. Coisa que minha avó, de quase oitenta, só fez semana retrasada, quando minha mãe insistiu com ela e o fez. 

Ao mesmo tempo que tive que generalizar a "geração x", eu também admito que muitas exigências das quais falei no meu texto e que algumas pessoas acrescentaram nos comentários, só sente uma pequena parcela da população. O Renato me trouxe a expressão "The long tail", ou seja, o fenômeno que explica que para qualquer mudança apenas vinte por cento da população tem acesso a ela, enquanto oitenta por cento apenas terá em alguns anos. Essa longa cauda, creio, explica muito bem o que tentei dizer aqui. Mas, por enquanto, fico por aqui e vou passando a bola para vocês. 

Ótimo domingo!

4 comentários:

Irene disse...

Li seu post geração x e achei complicado fazer um comentário.Eu e sua mãe viemos de uma família simples e honesta.Tivemos uma figura paterna dominante,autoritária.É como se vivessemos em uma área fechada,restrita,demarcada,limitada Ir além disto tudo era muito difícil.Sonhos ? Sonhavamos!!Vivê-los dava trabalho demais só em pensar! Namorar ? Aí a coisa pegava!!Talvez eu fui um pouco mais corajosa que sua mãe.Aos choros saí de casa,rompi meus limites.Queria estudar,trabalhar.Depois de muitas brigas de meu pai com meus namorados.Uma delas na justiça por agressão física.Casei,tive meus filhos.Voltei a trabalhar a estudar, tenho nível universitário.Na verdade não sei a que geração pertenço.Romper limites e paradigmas e para qualquer geração.Ah!!Me aposentei! Hoje sou a vavá do Ângelo!
Beijos!!!!

Somnia Carvalho disse...

Bonito depoimento Vavá Irene!
Eu gosto mesmo é quando todo mundo escreve o que acha! E acho bom mesmo quando vocês não concordam ou acrescentam coisas aqui.

Deve ter sido difícil romper com algo assim tão autoritário. Tenho certeza! Talvez o que exista na vida da gente sejam brechas... uma brechinha aqui outra ali que nos ajuda a conseguir quebrar algumas barreiras. A gente tem a escolha de seguir em frente e não quebrar, mas se optamos por usar este espaço tudo pode mudar...

Acho que você soube aproveitar bem as brechas que a vida lhe ofereceu, embora tenha encarado o preço de tudo isso também... O que é mais curioso de tudo isso é como as coisas vão acontecendo depois disso... no que desembocam... o Ângelo agora é fruto de escolhas que você, minha mãe, eu, o Rê fizemos. Somado a isso deve ter a sorte, o acaso, não sei mais o que regendo tudo...

e se continuar nesse papo a discussão das gerações vai ultrapassar gerações... rs...

Lilás disse...

Pois é, querida Somnia, eu estava em outro contexto, diferentemente de sua mãe e de outras mulheres da época, hoje vejo, e mais reforçadamente pelo seu texto, que fiz parte dos 20% do tal fenômeno que seu marido citou.
Apesar de estar inserida num meio urbano, dentro da cidade do Rio de janeiro, onde tudo acontecia, explodia tanto nas artes quanto na política, mesmo sabendo que a única saída que eu tinha era estudar e logo trabalhar para me livrar do jugo de um pai machista e que vigiava meus passos desde garotinha até a idade adulta, interferindo nos meus namoros e sempre culpando minha mãe se algo desse errado, pois naquelas épocas filha que "se perdia" o pai não aceitava e muitos, mesmo numa cidade moderna como o Rio, botavam na rua. Não foi meu caso, porque sempre fui "tranquilinha", gostava de namorar e só fui transar lá pelos "inte e poucos" e meu pai já tinha até morrido, coitado!

Mas, com toda esta integração no mundo dos anos 60/70, usando as roupas da época, ouvindo Credence, Led Zeppelin, S.Garfunkel, Elis Regina, Milton, Chico e tantos outros que povoaram minha cabecinha e me fizeram sonhar alto, ainda assim, o ranço da ditadura interferiu em muito em minha vida, pois eu era uma perfeita alienada, não por minha culpa, mas totalmente pelo sistema. Não havia informações chegando como agora, assim tão rápidas e fáceis.
Só comecei a abrir mais minha cabeça, quando amigas mais velhas alguns anos, me levaram a conhecer Ingmar Bergman e Woody Allen. Shows no Rival com Bethania ou no João Caetano para ver Mutantes e Novos Baianos e outros.

Sabia que eu tinha que trabalhar, pois assim teria minha tão sonhada liberdade e fui. Meu pai não queria aceitar um tostão meu para ajuda em casa no princípio, mas depois capitulou e eu pagava o telefone e a luz. Aprendi datilografia que era como hoje em dia alguém conhecendo informática,curso de secretariado, fiz alguns cursinhos de inglês, sempre inacabados, fiz Letras, dei pouco tempo de aulas e acabei enfiada numa multinacional como secretária em várias gerências, até conhecer meu marido na Engenharia de Campo, me casar, trabalhar mais um pouco até o final da gravidez e depois não mais voltei porque quis cuidar do filhote, da casa e do marido. Não me arrependo, fiz o que queria e deu tudo certo.

Algumas outras mulheres que conheço de minha geração que foram além, em cursos importantes como Medicina ou
Direito e estão até hoje na ativa, são muito boas no que estudaram e fazem, mas não têm muito tempo para conhecer o mundo como você, pois só sabem com o dinheiro que ganham, dar boa vida aos filhos, dando muita coisa material, viagem à Disney, Camcum e outras, mas não sabem apreciar um bom vinho, uma boa música, uma boa comida, geralmente seus gostos são extremamente rasos, não se interessam muito por este mundo virtual que abre uma janela imensa para o mundo e nos faz conhecer e interagir como agora neste bate-papo gostoso.

Então, é exatamente isso - o acesso à informação que você disse e têm agora.
E olha só como é importante esta sua frase: "Provavelmente outros dilemas que eu não tive que viver, e talvez dilemas muuito mais duros do que os que falei no texto anterior, entretanto, elas participam dessa herança de que nós podemos e devemos buscar pelo nosso espaço".

Sinto-me assim, privilegiada de ter estado entre esses 20%, ter lutado para conquistar meu lugarzinho ao sol e aproveito também para incentivar as mulheres mais jovens a lutarem por isto, pois ao que parece, todas as gerações passam por este mesmo dilema.

Obrigada pelas palavras carinhosas a minha pessoa e também por me proporcionar esta tão boa leitura e reflexão.

beijinhos cariocas e ótima semaninha!


(Você viu o cara do bigode-sueco lá no meu blog?)

Somnia Carvalho disse...

Bom dia Super Lilás!

Sabe que lilás está entre as minhas três cores preferidas né? Eu tinha uma parede da sala e do meu quarto de um apartamento em Sampa todinha lilás que eu mesma pintei. É calmo, passa coisa boa!

Pois então, este seu comentário tá lindo demais! Lindo porque consigo entender melhor o que pode ter sido para essas pessoas dos 20% naquela época... lindo porque consegui conhecer melhor você e entender as coisas que você escreve de forma mais acabada!

Também fiz datilografia! hehe... e fui a melhor e mais rápida datilógrafa que Sumaré conheceu! eu adorava! até hoje escrevo os posts sem olhar no teclado, num sopetão tão grande que nem sinto que digito mais rapido do que penso.

Eu invejo essa sua juventude. Sempre tive a idéia de que eu era uma menina que deveria ter sido jovem nos anos 70. Amo de paixão todos os artistas que vc citou acima! todos! Gente que eu só vim a conhecer com mais de 24 anos. Até então eu gostava - porque tinha aprendido a gostar - do que tocava nas mais mais do rádio da semana.

Coisa boa é poder conhecer outro mundo, mais gente... ótima segunda pra voce! Sempre que penso no Rio agora penso em voce! beijao