19 junho 2012

Livres, mas acorrentados: Rosseau para começar o dia


("Halleluja", Molly Sanden)

Já teve manhãs em que você acordou e sentiu, mais do que em qualquer outro dia, uma sensação realmente pulsante lhe dizendo assim: "estou viva!", "estou viva!", "esta é minha vida!"?

Então eu tenho isso com certa frequência, eu devo assumir.

Brincando de ser filósofa, de ser artista e sendo pisciana é fácil eu me sentir arrebatada por alguns momentos e pensar: "Caramba! minha vida é aqui e agora e eu estou vivendo-a!".

Semana passada eu fiz a mesma pergunta para alunos e alunas do terceiro ano do colégio onde dou aula. O tema era Rousseau e como este filósofo francês acreditou que o sentimento, e não a razão, é capaz de nos fazer sentir a verdadeira liberdade.

Para Rosseau nós nascemos livres. Além disso, somos naturalmente bons. Perdemos tanto a bondade natural quanto o sentido de liberdade por conta das imposições sociais, cobrando de nós maneiras adequadas de se relacionar.

Nós somos civilizados, no sentido muito castrador do termo, embora, claro, o filósofo não pense que devamos então voltar à barbárie. A ideia de Jean-Jacques Rousseau é que tenhamos momentos em que nos abandonemos aos mais puros sentimentos humanos. A música, segundo ele, é algo que proporciona  facilmente alguns desses momentos. Por essa razão, Rouseau também compôs uma ópera e escrevia romances. A leitura, a música nos arrebata deste mundo de trivialidades, de artificialismo e aí encontramos o mais puro eu.

Precisamos retornar ao nosso estado de natureza no sentido de deixarmos que os sentimentos nos toquem profundamente. Os sentimentos bons, porque somos bons desde que nascemos. Como lutar então com a imperfeição criada pelo convívio em sociedade? Fazendo a medida e seguindo aquilo que de fato sabemos ser o correto, o bom a fazer e agir. E viver!

Há tanto mais em Rousseau e obviamente a música que trago neste post está longe de ser um clássico ou qualquer coisa assim, mas hoje acordei com Jeff Buckley na cabeça. Acordei cantarolando Hallelluja tão fortemente, tão bregamente, tão sentimentalmente. Acabei encontrando esta versão sueca desta música que gosto tanto e não me contive em compartilhar.

A versão fica menos cool, mas eu simplesmente adoro ouvir sueco. Será que sou a única apaixonada por este idioma?

Então, minha gente brasileira, minha gente sueca, minha gente portuguesa e de tantas outras nacionalidades que passa por aqui e tanta gente a qual conheço através dessa rede, através das fotos incríveis que vejo no instagran todos os dias, desejo a vocês hoje um dia em fantasticamente suave e que você encontre seu mais puro e real eu e não fuja dele... mas se deixe tomar pela sua humanidade.

...

Eu já falei algumas vezes do Fórum Landmark Brasil. Há algumas coisas na vida que não podem esperar como, por exemplo, a gente aprender a viver a vida da gente de forma intensa e perfeita.

Então, aqui vai o último convite para o fórum que começa na próxima semana:

Última Reunião de Introdução antes do Fórum Landmark (22, 23, 24 e 26 de junho) é HOJE, 19/06. Estejam TODOS CONVIDADOS!!!

A VIDA É AGORA, e VOCÊ SÓ TEM ESSA, então APROVEITE-A!!! Tome uma AÇÃO JÁ para ter desempenho em sua vida naquela(s) área(s) que mais te importa(m).

LOCAL: Av. Professor Alfonso Bovero, 1201, conj. 3a - Perdizes
Horário: das 19:30 as 22:30
CONFIRMAR PRESENÇA pelo Tel. (011) 3675-4088.


...

Ótimo dia!

17 junho 2012

Beethoven no domingo



Houve uma época em que eu gastava parte do minha mirradinha bolsa de estudante para comprar, ao menos, um cd de música clássica por semana.

Comprava normalmente em sebos e depois passava horas e horas ouvindo, estudando, trabalhando ao som dos maiores compositores da humanidade.

Numa dessas vezes, comprei os clássicos para violino do Beethoven, do qual este vídeo aí tem a primeira parte.

Uma leitora daqui me disse há pouco tempo que sonha em ir num concerto ao vivo e eu fiquei me lembrando, depois disso, dos que pude ir. Vale a pena cada centavo economizado, vale cada esforço, embora não necessariamente a gente precise pagar caro para ir a concertos.

Ao menos aqui em São Paulo há sempre algo acontecendo de graça ou há também ingressos muito baratos, como os que eu normalmente sempre paguei, 15, 20 reais. O local não é o melhor para se sentar, mas ainda assim é demais!

Enquanto escrevo estou ouvindo o concerto e deixo aqui para quem quiser começar o domingo de alma nova.

Ótimo domingo!

15 junho 2012

E o vencedor é: "Os verdes campos da minha infância"!


("Os verdes campos da minha terra", Agnaldo Timóteo)

Marmelada no concurso da Borboleta?
A sogra ganhando o concurso com 159 votos?
Nãnãninãnão!

A Irene foi a vencedora do "Uma música, mil lembranças" com o lindo texto "Os verdes campos da minha infância", o qual, aliás, me fez acordar cantarolando Agnaldo "Temóteo" hoje pelas ruas das Perdizes. Sou só eu que choro quando escuto esta música? Verdade! Nem posso lembrar que começo a chorar... Ai ai que saudade do meu paizinho Seu Zé!... ai ai...

Irene, parabéns!!!

Sua história comoveu muita gente e se nem todo mundo chora ao som do "Temóteo" como eu, muita gente adorou ouvir suas lembranças. Tá aí a prova!

O resultado ficou assim:

1o. lugar: 
Irene Cechetti : "Os verdes campos de minha infância" - 46 votos

2o. lugar: 
Daniela Barbagli: "Até mais ver" - 33 votos
3o. lugar:
Nina Sena: "A história de amor entre Pingo e Laura" - 32 votos
4o. lugar: 
Beth Lilás: "Já sei namorar" - 26 votos
5o. lugar:
Ricardo Perez: "Que sorte a nossa, hein?" - 9 votos
6o. lugar:
Maria Helena Freitas: "The Story" - 8 votos
7o. lugar:
Ingrid K. Lima: "Escorrendo pelos dedos" - 5 votos

Parabéns a todos vocês!

Ricks seu texto era demais de lindo, inspirador, corajoso, invejável!
Ingrid eu sempre vou me lembrar de você ao ouvir ABBA, impossível ser ao contrário!
Maria Helena eu continuo me inspirando na sua história e continuo ouvindo "The Story" e pensando em você e seu grande amor!
Nina, foi por pouco amiga! Sua avózinha me emocionou e sua lembrança dela foi comvovente!
Lilasona, sua energia é sempre contagiante, minha amiga! E de novo obrigada por entrar nas minhas maluquices!
Irene, o tempo me fez aprender a vê-la como a pessoa que é, separada do pacote mãe do marido-sogra, porque você é essa pessoa genuína, cujo amor pela sua história e pelos seus supera qualquer outra coisa que você deseje fazer. Te admiro! Parabéns!
Dani, adorei, mesmo!, você ter participado! E não pára nesta porque quem sabe você ainda ganha uma telinha minha e eu posso ter o privilégio de tê-la por aqui!

A ganhadora, Senhôra Irene Cechetti, como prometido, receberá, sem custo algum de envio (hihihi)  a aquarela "Fugacidade n. 25: modelo em cachos e chapéu"da mega blaster Somnia Carvalho. Se preferir, pode também trocá-la pela n. 22 ou pela n. 5.

Já tenho em mente um próximo concurso, porque tô gostando muito desta história toda! O próximo já tem tema e já tem prêmio e devo dizer que vocês vão adorar!


14 junho 2012

É hoje! Final do Concurso "Uma música, mil lembranças": já votou?

("Música", Henri Matisse)

Hoje é quinta-feira dia de encerrar o segundo concurso de textos do Borboleta.

Cá estou eu para dizer a você que está passando pela primeira vez por aqui, ou para você que já é freguez, para não deixar de apreciar as histórias enviadas.

Eu não tive tempo de dizer que esses dias eu tive o enorme prazer de ouvir cantar ao vivo ano Sesc-Pompéia a Yael Naim de quem eu já havia falado aqui no blog antes. Escreverei um post só sobre isso, mas queria partilhar algo no qual pensei quando estava lá vendo aquela moça: a música tem um poder que transcende nossos esforços de traduzir em palavras o que sentimos.

A música - todo mundo sabe disso, mas eu só constatei eu mesma de novo - nos une a almas nunca antes vistas, nos coloca no mesmo barco, numa mesma sintonia. É como se em determinado momento fôssemos uma só alma em vários corpos diferentes.

É louco!

E lá no Sesc eu pensei ainda neste singelo e lindo concurso. Juro que me senti tão orgulhosa disso! De ter recebido estes textos de vocês, estas histórias, de agora cantarolar estas músicas e me lembrar de vocês!

Do fundo do coração: obrigada!

E amanhã cedinho anuncio a vencedora! A votação se encerra hoje as 23:59.
Para votar é só clicar do lado direito do blog e não é demais lembrar que os textos candidatos são os seguintes:

Beth Lilás: "Já sei namorar"

Daniela Barbagli: "Até mais ver"
Ingrid K. Lima: "Escorrendo pelos dedos"

Irene Cechetti : "Os verdes campos de minha infância"
Maria Helena Freitas: "The Story"
Nina Sena: "A história de amor entre Pingo e Laura"

Ricardo Perez: "Que sorte a nossa, hein?"

Beijos e hasta la vista Baby!


"We are the world": mil lembranças?



Se você era vivo no anos 80 não deve ter escapado de ouvir a música do vídeo acima alguns zilhões de vezes no rádio e na TV, os dois grandes meios de comunicação daquela época em que eu era menina.

Era 1985 e contava eu apenas 14 aninhos. Do meu quartinho de vila, no interior paulistano, eu tomava minha escova de cabelos preta e cantava, sozinha, de portas trancadas, essa canção imitando a Cindy Lauper (quem eu tinha loucura para ser) e delirava com o vozerão do lindão do Bruce Springsteen...
Isso rodeada de posters do Michael Jackson nas paredes. Do alto da minha ingenuidade eu me sentia salvando o mundo apenas pelo fato de cantar a canção USA for África. Salvar o mundo, aliás, é também uma característica que me une às pessoas de minha geração, a geração x.

No fim de semana passado, comendo uma boa comidinha na casa da sogra Irene, uma das concorrentes do nosso concurso atual - "Uma música, mil lembranças",  acabei colocando esta canção e muitas outras na "vitrola" e foi uma delícia!

Faltam apenas 1 (re-pi-to: UM) dia para o final do nosso concurso e está tudo embaralhado na votação aí acima! Pela contagem de votos atuais a Nina ("A história entre Pingo e Laura") e a Daniela ("Até mais ver") tem exatamente 32 votos cada uma. Na segunda posição estão a Irene ("Os verdes campos da minha infância") e a Lilás ("Já sei namorar") com 25 cada. A não ser que Ricardo, Maria Helena e Ingrid façam uma dancinha amanhã a disputa fica entre essas quatro com mais chances para Nina e Dani.

Gente! Empate no primeiro e no segundo lugar não pode! Pode não!

Se houver empate, algo que eu não esperava, a votação será prorrogada por mais 24 horas e assim até termos apenas uma vencedora.

E-mo-ci-o-nan-te esta parte final não!

Ainda assim eu tô sentindo que nem todo mundo jogou todas as cartas! Tô achando que tem gente esperando o último momento pra ganhar uns votinhos! Não é não? Movimenta aí gente! Movimenta esta votação que eu tô louca pra mandar um presente pelo correio!

E você???

Já viajou com estas histórias deliciosas? Já votou? Corre que ainda tá em tempo!



12 junho 2012

Meu primeiro amor ou A história de Ângelo e Júlia



- Mamãe! Quando as pessoas ficam velhas elas morrem? me perguntou Ângelo dias atrás, enquanto eu, ele e sua irmãzinha jantávamos na cozinha.
Fiquei pensativa por uns segundos, tentando não dar uma resposta triste demais a uma criança de quase 5 anos...
- É Ângelo..., e antes que eu completasse:
- Você também vai morrer, Mamãe?
- Vou Ângelo... mas vai demorar muito, só quando eu estiver com uns 90 anos!
- Nossa! 90?
- É... tem gente, por exemplo, que nem um arquiteto famoso, o Oscar Niemeyer (não riam!) que tem 104 anos e ainda não morreu...
- Nossa Mamãe! 104!
- Mamãe, eu também vou ficar velho?
- Vai meu amor, mas vai demorar muito! Muito mesmo!
- É, porque eu sou bem pequeno... Mas, quando eu tiver a idade da Vavá então eu vou ter que me casar né Mamãe?
- Ah! com a idade da Vavá você talvez já tenha netinhos! Igual a Vavá! Mas nem todo mundo se casa, meu amor. Tem gente que namora e casa, tem gente que namora e não casa, tem gente que...
- Mas você casou com o papai!
- É... mas a mamãe casou porque ficou apaixonada pelo papai. A mamãe namorou outros moços e o papai namorou outras moças, mas a mãe ficou muito apaixonada pelo papai e ...
- ... o papai ficou muito apaixonado pela mamãe!
- Foi sim, Ângelo...
Alguns segundos de silêncio e ele meio pensativo completa:
- Mamãe, sabe... a Júlia Prado... ela senta todo dia do meu lado para brincar comigo lá na escola.
- É Ângelo? É porque ela é sua amiga. Ela é legal e acha você legal... porque ela gosta de você, te acha boni...
- Mamãe! Você me ajuda a fazer um cartão para a Júlia Prado?
- Claro, meu amor, claro!

E foi assim que começou.

No cartão, ele e Júlia de mãos dadas, a irmãzinha, Marina, o papai e a mamãe, porque nesta idade ele não consegue se ver - ou se sente na obrigação de se ver - entre a família toda. No mesmo dia em que Ângelo levou um cartão para a Júlia ela também tinha um para ele...

- Mamãe!!! A Júlia Prado também tinha feito um cartão pra mim!

E há uma ou duas semanas eles trocam cartões puros, cheios de carinho. Lindos! Não falam de ser namorados, nem tentam agir como adultos, embora os adultos e também outras crianças as vezes os rotulem como tais.

Agora pouco, quando encontrei este novo cartão da menina Júlia para meu menino meus olhos ficaram marejados. Em dezesseis anos de "namoro" com o pai dele e dez de casados é exatamente isso que sinto. Além de ser ainda minha grande paixão, meu companheiro, o Renato é com certeza meu melhor amigo. Entendi que o Ângelo e a Júlia Prado se descobriram como sendo amigos muito especiais...

E tem algo mais gostoso para se perceber no Dia dos Namorados?

Feliz Dia dos Apaixonados, dos Amigos, dos Companheiros e dos Amantes para vocês todos também!


07 junho 2012

A estreita relação entre autenticidade e felicidade

("Desejando paz", My blooming life)

Eu sei que o título deste post está sugerindo uma receitinha auto-ajuda de bolo para ser feliz.
O curioso é que eu tenho uma preocupaçãozinha frequente em não escrever as coisas que penso de maneira autoajudanesca, e tenho consciência do quanto esta é uma preocupação com o que "vão pensar de mim", mas é bem automático mesmo. Normalmente com estes posts eu nem sempre sou bem sucedida em não parecer assim.

No post anterior fiquei com a impressão de que eu não consegui ser muito clara com minhas intenções.

Eu tentei motivar minhas queridas participantes e meu participante do concurso a não se intimidarem em divulgar seus textos para aqueles que connhecem, mas, ao menos pelo teor das respostas, muito atenciosas de vocês, meu post pareceu ter sido sentido mais como uma cobrança. E não era para ser uma cobrança.

Me perdoem se viajei nesta parte, mas escreverei este pensando minha hipótese como verdadeira.

A idéia, minha gente querida, é - ou era - a seguinte: nós (quando digo nós estou pensando em mim mesma e em quem mais se identificar com isso) passamos a vida entre aquilo que desejamos fazer e aquilo que de fato conseguimos fazer. Muitas das coisas com as quais sonhamos ficam distante de se realizar por N motivos. Uma razão comum disso ocorrer é que nós não somos autênticos com nós mesmos e nossos desejos mais íntimos.

Ontem eu pensava apenas o seguinte: se você escreveu o texto para o concurso e deseja ganhá-lo o que mais fará diferença é o fato de você conseguir ser autêntico com isso. Então se quer ganhar o importante é fazer por onde ser lido e apreciado. Até mesmo votado. Se a participação em si já foi algo bom e pra você está encerrado e ponto final, então ser autêntico seria não pedir votos, não escrever posts só para agradar a Somnia Borboleta. Entende?

Não escrevo isso para tentar ser mandona, para conseguir leitores para o blog ou para sei lá o que mais, escrevo simplesmente para partilhar algo no qual acredito e percebi no concurso anterior.

Este meu concurso de textos é muito gostoso! Eu, de fato, adoro!, mas ele é só um concurso de textos no blog. Apesar disso, seria possível tomar a forma como encaramos este pequeno evento como normalmente encaramos as demais coisas de nossas vidas.

O que eu quis refletir com vocês foi um fato (muito subjetivo e pessoal é bom registrar) que tenho constatado cada vez mais depois das sacadas pós Fórum Landmark: ser feliz não depende de algo futuro, não depende de um evento extremamente significante na vida como ganhar na loteria ou conhecer um grande amor da vida. Claro! coisas assim devem ser fantásticas, mas a verdade é que se não estamos sendo autênticos com nossos sentimentos e desejos mais profundos hoje, ou ainda se não tomamos para nós o jogo que estamos jogando na vida numa coisa bobinha que desejamos, nós não seremos quando esses coisas incríveis nos acontecerem.

Talvez meu "erro" tenha sido imaginar que algum de vocês pudesse estar na mesma situação de outros do concurso anterior e ficar tagarelando coisas que acho certas de vocês pensarem. Isso era meu e tentei jogar para vocês. Ou não?

O fato é que eu queria ressaltar é: se hoje eu me traio dizendo "ah! eu não me importo com isso", quando, no fundo, eu me importo, então é um sinal de que eu farei exatamente o mesmo nas grandes ações de minha vida.

Se mesmo não me importando com algo, não desejando fazer aquele algo eu faço mesmo assim porque quero agradar a alguém, porque quero ser boazinha, bonzinho, legalzinho, lembrado eu também não estou sendo autêntico comigo mesmo. O que numa outra instância significa dizer: eu não estou sendo livre. E sem ser livre eu provavelmente não estarei sendo de fato feliz.

Todas essas viagens maionesísticas minhas também tem a ver com o fato de eu ter preparado aulas sobre Jean-Jacques Rousseau esta semana para meus alunos do terceiro ano. Também com minha mania máquina de ser de tentar "salvar todo mundo" o tempo todo. Mesmo quem não pediu para ser salvo! rs... Vejam como tudo fica emaranhado na nossa cabeça...

Creio que essas eram as idéias centrais que estavam na minha mente ontem quando escrevi o texto a vocês. E mesmo quando escrevo agora eu não estou querendo afirmar que algum de vocês está agindo assim ou assado. No fundo eu não sei como vocês pensam, o que sentem e andam fazendo. Entende?

Tudo tem a ver com a ponta de tristeza que julguei alguns sentirem no concurso passado após as votações e ser culpa de uma falta de autenticidade com aquilo que sentiam. E esse é apenas o meu julgamento. Não é a verdade. E obrigada por terem respondido tão prontamente e me feito entender que projetei sobre vocês minhas preocupações com os participantes anteriores.

Isso tudo é só um modo de eu ver as coisas e o qual decidi partilhar com vocês.

Não se sinta, por favor!, coagido, pressionado, sem liberdade para divulgar - ou não divulgar - sua participação no concurso do seu modo. Sinta-se livre! Feliz! Como já estava sentindo ou como for possível sentir!

Tá vendo que auto-ajuda? rs...

Beijos e ótimo feriado para todos vocês!


05 junho 2012

Carta aberta aos participantes do concurso: "Torna-te aquilo que és!"

Fugacidade. n. 6: Modelo em chapéu vermelho
Somnia Carvalho, 2011
  
Bom dia participantes queridos do meu concursinho do blog! E também aos visitantes do dia!

Em Sampa está fazendo um dia chuvoso, tãão gostoso, e comecei ouvindo a música "The Story", que a Maria Helena usou para o texto dela no concurso "Uma música, mil lembranças". Concurso no qual você também pode votar clicando aí do lado direito do blog.

Como é linda esta música! Ai!

Cada dia me lembro de uma das histórias de vocês e venho ouvir suas músicas. E digo isso sinceramente! To-das elas! Ouço-as porque elas não me saem da cabeça nos últimos tempos!

O Ângelo, esses dias, pegou a flauta dele e começou a dançar na cozinha, onde eu preparava o jantar, para acompanhar o forró do Trio Virgulino que eu ouvia, e foi a música inspiradora da história da Dani...

Fugacidade n. 22: Modelo em diamantes,
Somnia Carvalho, 2011


Eu queria dizer novamente que eu me vi em cada história real contada por vocês! E que fiquei de fato tocada com a experiência de cada um.

Eu percebo, neste concurso e no primeiro, que as pessoas gostam de participar e ficam muito felizes e realizadas em escrever seus textos. Elas estão felizes em participar e, creio que a maioria, ficaria muito feliz em também ganhar o concurso com seu texto. Não pela tela, mas por saber que sua história teria tocado mais gente! Talvez por ter reconhecido como escreveu bem ou como suas lembranças tenham valor para os outros.

A verdade é que nada disso importa!

Ter votos e ganhar vocês sabem que, de fato, não muda o que vocês viveram! A beleza do que escreveram e o modo como vocês devem ter tocado as pessoas nas suas casas, as tantas centenas que leem este blog diariamente. 

Não importa no sentido de que ganhar não define o conteúdo do seu texto. Por outro lado, venho aqui,  dizer que acho importante que vocês divulguem a votação. Divulguem sua participação. Claro, isso divulgará o meu concurso e o blog? Sim. Isso é bom, mas sabe o que me faz mesmo pedir isso? O fato de que nosso último concurso tivemos textos ma-ra-vi-lho-sos que não receberam nenhum, repito nenhum!, voto. Nem os próprios participantes votaram neles mesmos! Isso é triste!

E essas pessoas depois sumiram deste espaço. Algumas demonstravam a mim sua tristeza em não terem sido reconhecidas. Então como receber voto se as pessoas não sabem que você está participando? Se não leram seu texto?

Ganhar não faz diferença nenhuma, mas participar de corpo e alma faz. Eu não vi metade dos últimos participantes do "Uma foto, mil lembranças" envolvidos em divulgar sua participação. Queriam, mas a vergonha, ou medo de parecer um pedinte de votos os fez parar apenas no envio do texto. 

Fugacidade n. 23: Modelo em chapéu e trança
Somnia Carvalho, 2011

O fato é que quando decidimos participar de um concurso a gente já está desejando ganhar. A gente quer ser visto e ser lido. Assumir que é gostoso receber votos, que é uma delícia ouvir de alguém algo como "adorei ler seu texto!" é ser normal e é bom! Faz um bem danado participar de alguma coisa de corpo e alma.

Vocês já entraram no jogo! Já estão em campo mesmo, agora falta jogar!

Se a alguém de vocês, de fato, não importar nada disso de ter votos ou ser votado, mas já valeu pela participação e isso te deixa muito feliz e tranquilo, obrigado!, então está tudo ótimo! Está como deve ser! Mas se você sente uma coisinha aí dentro dizendo que gostaria de estar muito presente também nesta fase do concurso, então comece a rolar a bola!

É algo simples assim: se a gente deseja algo, mas se esquiva, se esconde, faz de conta que não quer pros outros acharem que a gente não se importa, então é não ser verdadeiro consigo mesmo. Você está sendo qualquer coisa, menos o que você quer ser! Seja aqui, neste espaçozinho borboletístico, o que você dejeja ser! 

Por enquanto vejo que alguns estão já compartilhando esta participação e outros ainda estão tímidos. Outras de vocês já divulgaram em seus blogs! Temos a Irene e Lilás disparadas na frente com votos. Esta é a idéia! Partilha! Jogar!

Isso tudo para lembrar que o concurso só acaba no último dia de votação e até lá vocês são meus pupilos participantes!

Eu queria muito ver todo mundo aqui sendo votado! E, claro, celebrar o texto mais votado no final, assim como celebrei os merecidos ganhadores do primeiro!

Ah! Uma coisa que preferi não anunciar direto no pos anterior e iria mandar em email para vocês com este texto aqui, o qual decidi depois transformar num post: arte é algo muito pessoal. Gostar ou odiar uma tela é algo que tem a ver com a pessoa que somos, o jeito como vemos o mundo e o que aprendemos dele ao longo das nossas vdas. Então, a tela que fiz para o concurso "Fugacidade n. 24",  é o prêmio final anunciado, mas a ganhadora, ou ganhador, poderá optar pela troca por uma dessas outras três aí de cima do post, caso seja seu desejo. Okey? Sem nenhum problema! O que quero é só saber que minhas estão com as minhas Fugacidadezinhas com as quais mais se identificaram.

Fiz o mesmo no primeiro concurso, mas ninguém quis trocar porque havia gostado mesmo era da tela ganhada. Fiquem a vontade! 

Beijos e ótimo dia de chuvinha deliciosa!


01 junho 2012

Qual seu texto preferido no concurso "Uma música, mil lembranças"?

("Fugacidade n. 24: Modelo em brincos", Somnia Carvalho, 2012)
Nosso segundo concurso, "Uma música, mil lembranças", chegou ao final e agora nós queremos saber qual texto mais lhe tocou.

Para votar basta selecionar, do lado direito do blog, seu texto preferido e clicar nele. O sistema permite um único voto por computador.

Os participantes desta segunda versão, por ordem de publicação, foram:

Ricardo Perez, cuja história prova como o amor  é sempre lindo, sempre inspirador e foge a qualquer regra e imposição social. Seu texto "Que sorte a nossa, hein?" parece ter inspirado a maioria dos participantes a falar deste sublime sentimento.

Ingrid K. Lima (do blog "ABBA you are my life") é uma menina de 12 anos quem já entendeu que a vida é aqui e já. O passado está longe demais e o futuro é incerto. Com seu texto "Escorrendo pelos dedos" nos fala de sermos felizes sem desperdiçar o tempo.

Maria Helena Freitas (do blog: "Uma caipira na Suécia") nos fez acreditar que encontros tidos como "impossíveis" acontecem o tempo todo, basta estar atento, basta se lançar ao seu encontro sem medo do inesperado. Seu texto é o "The Story".

Nina Sena (do blog "Entre mãe e filha") falou de um dos amores mais genuínos que se tem notícia: o amor entre avós e netos. A lembrança da infância e sua avó foi pura ternura. O texto é "A história de amor entre Pingo e Laura".

Beth Lilás (do blog "Mãe Gaia") fez a gente rir em sua companhia. Seu "Já sei namorar" é uma prova de que a juventude e a  alegria podem estar sempre presentes se o bom humor também estiver.

Irene Cechetti levou todo mundo a passear pelo lugar onde cresceu. Em seu "Os verdes campos de minha infância" deixou estravazar a saudade do passado e nos leva a reconhecer o quanto somos resultado daquilo que tivemos e também daquilo que perdemos.

Daniela Barbagli, chegou a tempo de lembrar, com o texto "Até mais ver", que entre as melhores coisas da vida é deixar-se divertir e levar pelo desbravamento, pelo som de uma música, pela curiosidade do novo, pelo remelexo de um forró.

Ricardo, Ingrid, Maria Helena, Nina, Lilás, Irene e Dani, vocês entraram de uma forma especial para as minhas memórias e as de outras centenas de pessoas que por aqui passam. Assumi, e imagino que meus leitores também, as músicas aqui trazidas como sendo de vocês! Reconstruí momentos meus tendo em mira os de vocês. Sorri e chorei com suas lembranças.

De novo: obrigada por terem partilhado com a gente histórias tão bonitas!

Como combinado, quem tiver mais votos ganha a tela daquela artista plástica-filósofa-escritora-professora-viajante na maionese, Somnia Carvalho. Espero que o vencedor ou vencedora goste.

A pintura foi feita especialmente para o concurso. Trata-se de uma aquarela (mede 12x16 cm sem a moldura) e faz parte da série "Fugacidade", na qual os conceitos de tempo, beleza, juventude e arte se misturam e sobre a qual você pode ter mais informação neste link aqui.

Espero que seja do agrado de quem vencer!

A votação vai até dia 14 de Junho, quinta-feira, as 23:59, assim, na sexta, dia 15, já sabemos o resultado e abrimos um champagne pra comemorar! Iuhullll!

Vamulá! Vamulá! Vamulá!