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200 milhões em ação? Prá frente Brasil!

(Carrega a bandeira, abraça, grita, canta o hino... o inexplicável orgulho de ser brasileiro...) Ontem eu ri com um post da Lola, no qual ela contava a má surpresa de ouvir do dono do restaurante onde ela e o marido frequentam, em Santa Catarina, que Fortaleza ficava pertidiBelorizonte.  Ri da forma como ela contou esse encontro "ininarrável" e achei graça do "maridão" dela sentir-se como que falando com um americano, generalizando, o tipo que acha que o umbigo do mundo é o Estados Unidos e todo o resto é nada ou tão insignificante que não vale a pena aprender. Hoje, porém, quando algo muito semelhante me ocorreu eu não achei a menor graça. Na verdade, quase chorei de tristeza. No meio da aula de sueco, eu, uma outra brasileira e estrangeiros do mundo esperávamos pelo tema da aula. Divididos em grupos deveríamos discutir sobre várias perguntas sobre imigração sendo que a primeira era:  - Quantos milhões de habitantes tem seu país?  Ao que a colega olha pra mim e per...

Eu agora estou falando pras paredes...?

Queridos e queridas, eu demorei tanto a responder os comentários dos posts da semana que eu (desculpem ficar cutucando inveja alheia)... huhuhmm... que eu estava em Párrriiii que agora respondendo tudo me senti falando pras paredes. Tem alguém de vocês que volta pra ler resposta de comentário antigo? Ou sou só eu a doida que acha que sim? Que me culpo e fico pensando nas respostas?  Bom, não tem problema. O fato é que adoro receber os comentários e adoro respondê-los. Só tenho aquele defeito na minha pecinha interna que só consigo fazer no momento adequado. Falta tempo e falta uma coisa interna que me dá corda e diz: "Hoje quero lavar", "Hoje quero estudar", limpar, trabalhar, escrever, ler, responder comentários... Sou totalmente sem rotina. Quer dizer isso parece frase de gente doida, já que eu acordo sempre as sete com Ângelo me chamando, passo quatro horas na escola de sueco, cozinho, brinco, lavo, passo e tudo o mais todo santo dia... mas... na medida do possív...

O que se pode aprender no exército sueco?

O marido chegou com esse aprendizado depois do futebol internacional do domingo. Segundo ele, os suecos do grupo disseram que no Exército Sueco eles ensinam que: Você pode sempre dez vezes mais do que você próprio imagina. Cem vezes mais do que os seus amigos imaginam que você pode e mil vezes mais do que o que a sua mãe imagina que você pode. Uptdate, segunda-feira: Eu ando mal não? Acabei esquecendo-me completamente de esclarecer porque achei que a idéia acima poderia ser esclarecedora sobre nós mesmos e o que acham da gente. Quando li pensei em muitas de vocês e do que escrevem em seus blogs, do que superam a cada dia e de quantas vezes se subestimam.  Lembrei de minha amiga Liana que há uns dois meses atrás dizia nem conseguir subir na bike, quando eu a incentivei a comprar uma. Na sexta estávamos checando o caminho que fazemos todos os dias para ir ao curso de sueco, voltar para casa e buscar nossos pequenos. Ela pedala 24 km por dia e eu entre 16 e 18 km.  Ficamos bestas com o qu...

Com quantos botões se faz uma homem e uma mulher?

( "Life Explained: as diferenças entre homem e mulher", por Cliff Pickover ) É claro que eu não lembro direito o tema, mas estava eu e Renato, meu engenheiro e virginiano marido para quem nunca ouvir falar, falando de alguma coisa. Quer dizer, eu falava de alguma coisa. Ele ouvia. E aí falei de mais algumas muitas e ele ainda quieto. Até que me irritei e questionei se ele não podia ser mais claro ao expressar o que sentia e pensava sobre o assunto, porque pra mim, óbvio! não era tão simples assim aquelas questões patati patatá...  Daí, mais tarde, ele me veio com essa imagem, rindo feito bobo e disse: - Esse aí sou eu! Não aguentei e ri também. Dele. Eita piadinha machista idiota! Ri porque sabia que ele sabia que a piada era total machista e que aquela não era explicação nenhuma daquilo que eu havia pedido antes. E também porque ele sabia que me irritaria. Bom, o caso é que apesar da piada ser repetida, achei a imagem criativa. Não sei até que ponto o autor acredita na defi...

O mesmo de um ângulo um tanto mais largo..

(Festa Lagostinha, eu, Ângelo, Kenth, Ângela dançando e Gus se matando de comer lagostinha, vídeo feito no Malmöfestivalen, agosto de 2009) Pessoal, Que bom que alguns de vocês viram e gostaram do primeiro vídeo! Fui revê-lo e percebi que não dá para fazer muuita idéia da população sueca, já que quase todos que apareceram no primeiro viveram algumas boas primaveras. Eles estão fofos naquele primeiro vídeo, mas nesse dá perceber que tem muita gente jovem tombém. Além disso, a moçoila aqui aparece com Angelinho bastante neste outro vídeo e aparece também o senhorzinho fofo de quem falei antes. Aquele que tem 70 e poucos, corre maratonas, tem uma empresa e sabe o que é site e blog.  Aqui mais um com uma música mais animadinha, como eu imaginei passar no primeiro post e com uns suecos, eu diria, meio costas largas, se é que as meninas solteiras de plantão me entendem... Tudo bem que não dá para ter uma idéia total, mas dá para ver o potencial da juventude sueca... Ops! Eu-se-me-esqueci que...

Os suecos "frios e sérios" em cenas nunca vistas antes...

(O começo da festa que quebra o gelo sueco: festa da Lagostinha, clique e confira o vídeo, Malmöfestivalen, agosto de 2009) Só depois de dois anos vivendo aqui acabei participando do que, na minha opinião, é a melhor festa sueca: a festa da lagostinha (Kräftor), na abertura do Malmöfestivalen. Essa época em que o país autoriza a pesca da lagosta (já que a pesca sem planejamento geraria a extinção dessas) há por todo canto milhares de suecos comendo os tais peixinhos. Se não estou enganada, agora restam apenas vinte dias oficiais para que se pare de pescar e comer lagostinha pelo país.  Os suecos se reunem entre amigos, família ou em festas, como o Festival, para comer toneladas dos crustáceos regados a qualquer bebida que se possa passar pelas mãos. Foi também a única festa sueca em que vi milhares de pessoas bebendo ao ar livre, em praça pública, já que qualquer bebida alcoólica, em espaço público, é "meio que proibido" aqui.  As mini lagostas não são, também na minha humir...

" Je suis en visionaire...", Diário de bordo, parte 1: de Malmö a Paris

(Estação de trem em Paris, foto de Dri Cechetti, agosto de 2009 ) Minha aventura começou com um sorriso e um bom dia grande do motorista do ônibus que tomei para ir de casa até a estação de trem. - God morgon! disse o bonito moço descendente de alguém lá do Oriente. - God morgon! respondi mais feliz do que sempre estou as seis da matina. E antes que ele me desse o troco minha péssima pronúncia americanizada do "station" (que em sueco é algo como stárrrônnn) denunciou-me. Então ele emendou em inglês: - Good travel!  Sim, boa viagem seria mesmo o que eu teria pela frente e, embora já tivesse estado algumas vezes na cidade luz, eu estava animada como se fosse a primeira. No ônibus só eu e o moço motorista. O ônibus era meu e tudo me parecia possível... ..... De manhã eu havia dado um beijo de "Eu te amo" no Renato, enquanto ele ainda estava sonolento e já entregue a mamadeira para o pequenino do outro quarto. Com fome ele já havia chamado "mamãeeee" e eu não ...