21 outubro 2010

"Ain´t mountain high enough": sobre o amor invisível


(A colcha de retalhos ou patchwork ganhada por mim na semana retrasada, São Paulo, 2010)

A história de uma pequena colcha de tecido e de um enorme chororô

Ensaio este post há mais de uma semana, desde que minha amiga Daníssima colocou em minhas mãos a colcha estilo patchwork, xadrezinha azul, a qual vocês vêem na foto acima.

Na ocasião, ao tomar o presente, abracei minha pequenina e gravidíssima amiga e me debulhei em lágrimas. Muitas. E foram os porquês de minha emoção que me levam a este texto.

Fiquei pensando no amor que dedicamos todos os dias às pessoas a nossa volta. E elas a nós. Sabe o amor invisível, como a dedicação e horas seguidas as quais nunca serão realmente conhecidas por quem recebe? É desse amor que estou falando.

As milhares de horas gastas por minha mãe todos os dias desde que teve os filhos, cozinhando o almoço e o jantar e lavando a louça, as horas trabalhadas pelo meu amoroso marido em tantos diferentes lugares desde que estamos juntos, assim como o tempo e a energia gasta por minha amiga Dani para me fazer e trazer este presente.

Explico melhor o verbo "fazer": logo que fui abrindo a colcha trazida por Daníssima e me encantando com suas cores e tal, vi rapidamente um nome num dos desenhos: Liana. Liana? Ora! Quantas Lianas a gente conhece na vida? Eu só conheci uma e ela vive na Suécia, não na Suíca, onde Daníssima vive e de onde veio para passar alguns dias no Brasil.

Sim... a colcha tinha o nome dessa amiga brasileira, com quem convivi por um ano e tanto na Suécia. E meus olhos encontraram outros nomes em outros quadrados desenhados: Ludmila, Gi... Peraí! Essas amigas moram na Suíça... Óh não! Que lindo... e as lágrimas rolavam...

Outros nomes foram se somando: Xu, Angel, Maria, Nikol, Juju, Helena. Não acredito! Até a Helena!

- Ai meu Deus!? Dani! O que é isso?, exclamei e me caí no choro, no ombro de Daníssima.


(O tecido delicado e lindo que só do verso...)

Fui limpando as lágrimas, me recompondo e então conferindo os nomes e dessa vez pondo atenção aos detalhes, os desenhos, as intenções, as historinhas contadas em cada quadrado e a cada um eu chorava mais, porque reconhecia rapidamente cada uma delas e a relação que tínhamos uma com a outra. A mãozinha da Gigi, filha da Liana, em meio a um deles foi a primeira... Era tanta emoção. Simplesmente demais. Extremamente emocionante. Daquelas coisas as quais faz a gente pensar rapidamente "não mereço isso!". E eu não sei mesmo se mereço mesmo, a começar pela minha displicência com datas e respostas etc.

Até agora não liguei para elas para agradecer, simplesmente porque estou sem crédito do skype e porque minha correria com as cólicas, o mamá e o cocô de Dona Marina, somando-se à demanda de Sir Angelinho tem consumido toda minha atenção. Além disso, queria um post antes do telefonema... De todo obrigado ensaiado, só agora consigo escrever estas linhas para que elas entendam o quanto eu senti aqui, neste lugar distante, o amor estampado nesta colcha de tecido. Nesta colcha de retalhos...


Os detalhes da operação "Colcha de retalhos"

Daníssima narrou-me rapidamente, e também maior emocionada, como tudo acontecera. Há vários meses, combinara com as meninas a compra do tecido na IKEA e orientou-lhes como deviam proceder para operar sua idéia. Uma delas em Malmö juntou (sem que eu notasse, claro) algumas de minhas amigas mais queridas num fim de semana, enquanto Daníssima se juntava a outras em Baden. Reunidas, puseram-se a criar pedaços de tecidos com alguma história, desenho, letras, algo bonito ou que também remetesse á nossa história de amor e amizade.

E como uma delas, acho que a Xu, havia feito referência ao filme "Stepmom" (o qual no Brasil recebeu o terrível título de "Lado a lado"), em ambos os grupos estas mulheres amigas minhas foram cantando a música tema do filme, enquanto desenhavam, costuravam e pintavam.

Dá para entender? Receber presentes de amigos é sempre gostoso. De amigos distantes tem ainda um gosto especial, mas isso que minhas amigas fizeram, coordenadas pela Daníssima, é a expressão mais pura do amor entre amigos e amigas.

Eu ainda estava na Suécia. Elas guardaram segredo todo este tempo, quietas, sem me cobrar o recebimento ou não da colcha. E me mandaram suas energias daquele fim de semana todo junto com a colcha. Eu me senti amada de uma forma quase indescritível. Vejo na colcha um amor invisível que provavelmente a maior parte das pessoas não conseguirá visualizar. E de tudo que rolou nos encontros delas, o que sentiram e compartilharam eu sinto um tantinho, mas imagino quanto mais não foi envolvido!

Com os desenhos lembrei-me do primeiro dia que vi cada uma delas. E também do último.

Minha idéia, desculpem vocês se as frustrarei, é usar a colcha como uma tela de tecido. Eu a pregarei na parede de nossa casa, num lugar especial para onde eu possa olhar o tempo todo e me lembrar desse gesto e de nossa história.


A história das fazedoras da colcha e do meu encontro com cada uma delas


(A galinha dos ovos de ouro! Desenho da Dani, quem teve toda a idéia)

Eu e Daníssima nos conhecemos num projeto solidário pelo sertão do nordeste e foi empatia fácil fácil. Fui sua madrinha de casamento anos depois e há muitos anos ela e seu Rogério vivem na Suíca, onde já fui visitá-los algumas vezes. É pedagoga e chefe em uma creche numa cidadezinha linda ao longo dos Alpes e de um lago.

Nesses anos temos nos reencontrados sempre em ocasiões especiais e desde que nos separamos no Brasil só me lembro da Dani me mandando cartões de aniversário e outros tantos lindos e maravilhosos pelo correio. Eu nunca retribuio. Não que não planeje. Planejo, como tenho planejei escrever este post logo no primeiro dia depois de ter recebido a colcha, mas me enrolo como gato com novelo de lã.

Há, entretanto, amizades que são assim. A gente dá pouco, ou dá do nosso jeito e recebe muito. Sempre. E Daníssima sempre dá muito, por isso já imagino quanto amor não receberá a bebezinha que ela agora carrega...

Na Suíca, reencontrei Ludmila e Gi. A primeira quem conheci por conta da Dani e porque tínhamos um grupo virtual de estudos de Freud. Lud é uma enorme e bela psicóloga, maluca, artista, cujo sotaque mineiro na Europa fica ainda mais delicioso de se ouvir.


(Abelhinhas da Gi lembrando um tema que eu adoro e já ganhei de presente dela)

Com a Gi trabalhei junto no meu primeiro emprego como professora, em Campinas. Ela é sempre menina, sempre com um sorrisão enorme estampado no rosto e cheia de soltar frases de pura poesia em suas falas. Quando conheceu seu marido, Christian, numa festa, eu estava junto e fiz uma aposta como dali rolaria muito mais que só olhares. Casou-se com este alemão suíço e tem duas lindas criaturinhas com ele.



(Me senti a própria mãe dos pintinhos todos!, desenho da Ludi maluquinha)

Jantamos todos uma bacalhoada na casa da Daníssima este ano, quando estivemos lá passando férias. Lembro-me das risadas, da barriga quase para estourar da Gi, do sorriso da Dani, do jeito dos homens e tanto mais...


(As criativíssimas palavras cruzadas em arte da Xu, na qual se pode ler Renato, Sônia, Ângelo, Xu e Baby, numa referência talvez tanto ao futuro bebê Marina, quanto a nós duas que nos tratamos por "Baby", Malmö, 2010)

E aí tem a molerada que vive na Suécia. No grupo das brasileiras, Xu, Li e Angelinha.

A primeira, quem vocês conhecem por Xu, mas a quem eu chamo de Baby e ela me chama de Baby também, me foi apresentada pelo Renato lá na Suécia. Conheciam-se de empregos anteriores e ele me disse: "Acho que você vai gostar dela. Ela fala mais do que o homem da cobra". Ao que respondi: "Eu também, então acho que sim!".

Foi amor fácil também. Quase precisamos contar até três para não atropelar a outra na fala. Somos empolgadas pelas mesmas coisas, embora sejamos muito diferentes. A Xu é franca no que diz, é fiel na amizade, é amiga para toda obra e esteve comigo arrumando as mesas da nossa festa de despedida com a mesma dedicação a qual me reservou os três anos vividos juntos na fria Escandinávia.


(As flores que eu mais amava comprar por Malmö, no desenho da Angelinha)

Angelinha conheci por conta da Xu. Apaixonei-me por ela e por seu marido, Kenth, cuja história de vidas juntos ainda pretendo fazer render um livro. Literalmente falando. Essa aí me trazia pamonha, feita direto da espiga do milho, só para saciar meus desejos de expatraida carente. Das aulas na academia até os muitos encontros em sua casa ou na minha, Angelinha é puro afeto, a calmaria em pessoa e me fez sempre achar que meus problemas não eram tão grandes quanto eu os pintava.


(Mãe e filha brincando de fazer chorar juntas: a mãozinha da Gigi aqui sempre será pequenina Li!)

Da Li já falei várias vezes aqui, outra vez ali, mas resumindo a prosa: ela é meio uma irmã mais nova achada no exterior. Estudamos juntas o difícil sueco e partilhamos nossa intimidade, medos e projetos. Ficamos comadres daquelas que aparecem na casa da outra com um pouco de batata e pensa o resto do jantar juntas. Nossos filhos se tornaram amigos inseparáveis e foi para ela que liguei em minha primeira crise de Brasil, logo após a chegada.


(Eu adorei o jogo da velha da Juju e suas cores ousadas!)

A Juju, ah! a Juju. Essa eu quase sentia como uma filha jovem minha, embora eu não tivesse idade para o sê-lo. A Juju, quem trabalha com redes de computação, coisas super complicadas pra mim, sempre diz que não leva jeito pra arte, mas vejam só que até ela se atreveu e fez bonito! A Ju é sempre falante, tagarelante, esbravejante. Foi com quem aprendi a me virar no início, quando aprender sueco era só um sonho e o inglês não bastava para a vida prática. Nos conhecemos na casa de outra super querida, a Márcia, e de lá mantivemos nossos encontros em almoços, em casa, com trocas dos ânimos excitados ou lá embaixo. A Ju me fazia rir e, apesar das experiências muito diferentes, tínhamos assunto para psicologizar até o dia raiar.


(Costura perfeita, desenhos perfeitos feitos imagine por quem? minha amiga quase perfeita Nikol)

Nesse cuidadosíssimo desenho vocês vêem as mãos de minha amiga, quase perfeita, Nikol. Sobre a Nikol falei muito antes e ainda agora sinto que poderia escrever dezenas de posts sobre coisas vividas com ela. Do primeiro dia em que a vi, num playground em Malmö, balançando sorridentemente seu menino, eu nunca poderia imaginar que a veria chorar tanto e que ela me faria chorar como chorei em nossa despedida. Foi um tchau muito dolorido. Isso porque sei que verei as meninas brasileiras nas férias e provavelmente um dia estaremos todas no Brasil de novo, mas não a Nikol. Tenho com ela dezenas de vídeos nos quais a gente conversava (sempre em inglês) e nossos meninos brincavam em sueco. Eles se amavam, se amam até hoje e a gente aproveitava a companhia uma da outra quase já imaginando o dia em que não poderíamos mais usufruir daquela amizade. Doía de pensar em um dia não dividir meu dia-a-dia com Nikol e doeu muito deixá-la em Malmö. De suas mãos caprichosas ainda me chegaram semana passada alguns presentes para Marina, com chocolate e foto enviada por Iven ao Ângelo. Amizade invisível e que espero dure para sempre, ainda que os encontros sejam muito espaçados.

E então vem as suecas, Helena e Maria. Ambas conheci por intermédio de outros amigos. Helena, pela Xu, e Maria, por Jocelyn, meu amigo francês de um outro curso de sueco.


(Todo o imenso coração da Helena, a sueca cheia de sensibilidade)

A Helena poderia ser descrita como uma típica sueca. Além de loira, alta, imensos olhos azuis e linda, ela é mais tímida e contida. Tem um mundo colorido dentro de si, mas o mostra só para os que conhece muito bem. Em seu aconchegante apê passei algumas das horas mais divertidas dos anos suecos, assistindo aos Melodifestivalen, ao casamento de princesa coroada Victoria e comendo quitutes que ela mesma preparava. Com ela sempre tive a impressão de estar com alguém refinado, sabe? Mesmo quando ri, Helena ri com a mão na boca ou um jeito discreto de olhar do lado. A última vez que a vi foi um dia depois da nossa festa de despedida. Ela veio trazer ao Ângelo sua fantasia de índio de presente e me dizer adeus. Ligou-me antes de uma outra festa surpresa organizada para nós me desejando tudo de bom e boa viagem. Seu jeito tímido de falar me pôs aos prantos no meio do shopping. Eu sabia que ela queria dizer que sentiria muitas saudades e eu sentia o pesar de não partilhar mais com ela as próximas alegrias que viriam.


(E as joaninhas que sempre invadem o verão sueco invadindo o desenho da Maria)

Bom, mas mais sueca que a Helena é a Maria (que em sueco lê-se Mária) embora de timidez parecida. "Sambo" com meu amigo Jocelyn, de quem é o côncavo e lembro-me dela toda falante, sorridente e apaixonada no primeiro encontro que tivemos, logo depois de experimentar caipirinha, num jantar feito a quatro mãos. Anos depois, sob efeito de um outro pouquinho de caipirinha, ela pularia na "Casa Nova", feliz da vida e dizendo o quanto se sentia feliz em meio aos brasileiros. Das últimas lembranças tenho a deliciosa torta de frutas, tipicamente sueca, que ela nos preparou e nos ofereceu como despedida. A Maria saltitante, sob suas sardas e olhos brilhantes, nem muito doce, nem muito azeda, como sua torta, é a imagem que sempre terei na mente.



"Não há montanha alta o suficiente que me impeça de te alcançar"



("Não há montanha alta suficiente", tema do filme Stepmom)


Não sei se vocês já viram o filme ao qual falei acima, Step mom, mas eu não pude escrever este post antes de ir assisti-lo. Quando vi a colcha das meninas, na verdade, pensei logo no filme "Colcha de retalhos", o qual eu havia visto e gostado muito há um bom tempo, mas Step mom (que en inglês significa madrasta e acho que faz mais juz a idéia central do filme) é bem mais intenso, daquelas histórias de se debulhar de chorar. Fala de perdas, fala da dificuldade de superarmos o orgulho e o medo e nos aproximarmos de quem se importa de fato conosco.

A letra da música tema fala do amor sem barreiras, o amor que se mantém para além da distância, do tempo, de tudo. De fato é assim que sempre imagino, por exemplo, o amor pelo meu pai. Tempos depois de sua morte consegui começar a sentir seu amor tão presente como se ele estivesse aqui. Como se sua ausência física tivesse se transformado numa presença metafísica, confortante e certa.

É assim que também senti a presença, embora na ausência, de minhas amigas brasileiras, alemã e suecas através dessa colcha.

A colcha me pertence, elas também. O amor delas está descrito nesta peça para que eu sempre me lembre dos dias maravilhosos e do "destino" que nos uniu e depois separou de novo.

Essa colcha é uma das maiores provas de amor e amizade já recebidas por mim e estará comigo, assim como vocês todas, Xu, Li, Angelinha, Ju, Gi, Ju, Nikol, Maria e Helena.

Amo vocês todas. Obrigada!

E abaixo a letra dessa canção que apoio meu chororô e a letra infalível e inesquecível.
...

Ain't No Mountain High Enough

Listen Baby...

Ain't no mountain high
Ain't no valley low
Ain't no river wide enough baby

If you need me call me
no matter where you are
no matter how far (don't worry baby)
just call my name
I'll be there in a hurry
you don't have to worry

'Cause baby there
Ain't no mountain high enough
Ain't no valley low enough
Ain't no river wide enough
To keep me from getting to you baby

Remember the day
I set you free
I told you you could always count on me darling
From that day on
I made a vow
I'll be there when you want me
some way somehow

Oh no darling (no wind, no rain)

All winter's cold can't stop me baby
now now baby
(if you're ever in trouble
I'll be there on the double
just sing for me)
ooo baby

My love is alive
Way down in my heart
Although we are miles apart

If you ever need a helping hand
I'll be there on the double
just as fast as I can
Don`t you know that

...


Tradução

Não Há Montanha Alta o Suficiente

Escute, baby..

Não há montanha alta,
Não há vale profundo,
Não existe rio largo o suficiente, baby...

Se você precisar de mim, me chame.
Não importa onde você esteja,
Não importa a distancia (não se preocupe baby)
Apenas chame meu nome.
Estarei lá depressa
Você não tem que se preocupar

Porque baby...
Não há montanha alta o suficiente,
Não há vale profundo o suficiente,
Não há rio largo o suficiente
Que me impeça de te alcançar

Lembre-se do dia
Eu te deixei livre
Eu te disse que você poderia sempre contar comigo
Daquele dia em diante
fiz uma promessa
Estarei lá quando você me quiser
De um jeito ou de outro

Oh não querida (nenhum vento, nenhuma chuva)

Nem o inverno mais frio pode me deter baby
agora agora baby
Se você estiver com problemas
Estarei lá rapidamente
Apenas chame por mim
ooo baby

Meu amor está vivo
Bem dentro do meu coração
Embora estejamos milhas separados

Se você precisar de uma mãozinha para ajudar
Estarei lá rapidamente
Tão rápido quanto puder
Você não sabe disso

...


14 comentários:

Barbie Girl disse...

Estou em lágrimas, você disse tudo, você merece sim, todo esse carinho, pois pela blogosfera vejo o quanto és querida, seu modo de escrever, pintar, cuidar da família nos mostra a jóia que és.
A canção é linda e eu nunca tinha prestado atenção na letra, é perfeita, magnífica, vou escrever para marido!
beijos

Barbie Girl disse...

Ahhhh!
Beijos nos filhotes mais lindos!!!

Xu disse...

Vi agora pouco, pelo "timescape" do meu celular, uma nova msg sua no FB... com 1 pedaco da letra da música. Na hora, dentro do carro, virei pro Gus e disse "a muié tá agradecendo a colcha". Não sabia se a Dani tinha te contado a história da música/filme/colcha... mas tive certeza q uma coisa tava relacionada com outra.
Baby, não preciso dizer o quão feliz estou com a sua felicidade! Foi um prazer IMENSO juntar as meninas em casa... o difícil foi te despistar (rsrsrsrs).
Ah, agora eu posso liberar o álbum q fiz no FB com as fotos q tirei do nosso encontro artístico. Vai lá conferir despois ;-)
Amo vc, muié!
bjs
P.S. o "baby" da minhas cruzadas tinham duplo sentido mesmo... uma vez q não sabíamos o sexo do "baby" qdo fizemos os retalhos. :-)

Glorinha L de Lion disse...

Nossa Somnia, que coisa mais linda, que estória de amizade e amor inesquecível.Que carinho suas amigas tiveram por vc! Foi emocionante seu post, li de uma zoiada só...até o fim. E as fotos que vc tirou, de cada quadrado contando quem fez e porque fez...lindo demais!
Como é bom fazer amigos, ser amada, AMAR! É isso o que levamos dessa vida não é Borboletinha? Quero muito um dia te conhecer pois vc me parece uma pessoa especial mesmo. Grande beijo e um beijo pra todas as suas amigas tão carinhosas. E pro Angelinho e pra Marinoca tb!

Érica disse...

Que post lindo! E a iniciativa delas foi linda demais também.
Uma amiga, que também mora muito distante, me deu uma colcha que ela fez. Não tenho coragem de usar também.
Esse presente que você recebeu é realmente para a vida toda!

Ivana disse...

Somnia, querida. Que história de amor emocionante. Tão emocionante quanto o filme, que eu vi e nunca esqueci!
Um presente como este, atravessará gerações: será de seus filhos e de seus netos, com certeza. Lembrando a eles que amar e ser amado é o grande barato da vida!
Um beijo carinhoso e emocionado! :*

Nika disse...

Que post lindo. Mas com certeza vc merece...todo esse amor e carinho.
Parábens linda colcha...
bjs

Celia disse...

Fiquei emocionada com essa seu post. Vc só pode ser mesmo uma pessoa muito querida, pra receber uma demonstracao tao forte de amor e amizade. A colcha é realmente linda. Bom domingo.

Beth/Lilás disse...

Borboletinha querida!
Li tudinho, mas só agora pude comentar, pois além de estar na serra e com conexão lenta, fiquei também lenta por estes dias em que estive encimesmada. Mas, já tô melhor e agradeço imensamente suas palavras carinhosas lá no meu pedaço. Te amo muito também, querida amiga.
Bem, dizer o que diante de toda esta demonstração de amor que estas amigas bordaram para sempre nesta colcha e em seu coração?
Eu também colocaria na parede, como um painel das melhores lembranças deste lugar encantado que viveram.
Isto sim é um verdadeiro presente de coração. Coisa mais linda!
um beijo grande carioca

Anastasia disse...

Eu nunca vi uma colcha tão bonita. Quero uma dessaspara mim, com o nomezinho de cada pessoa especial que passou em minha vida! Cada nome, uma batida do coração!

Somnia Carvalho disse...

oi todo mundo!

legal que voces tambem acharam demais a colcha, a iniciativa e tudo o mais... acho que a ideia de que quem nos ama faz mais do que imaginamos o tempo todo tambem deve ser mantida... e vice versa! nem sempre as coisas estao claras numa colcha de retalhos.

Sobre eu ser especial, aceito de bom grado elogios! mas no fundo eu sinto que minhas amigas e que foram especiais. Danissima primeiro de tudo pela super ideia, por ter tido o puta trampo de costurar, comprar, falar com as outras etc etc... e eals todas por comprarem a ideia!

tudo isso lindo e acho que mais especial de tudo mesmo!
beijocas

Lúcia Soares disse...

Menina, você é especial sim. Ninguém que escreve com a alma pode ser "comum".
A colcha é linda, me lembrou o filme Colcha de retalhos. O outro, que você citou, não sei qual ´´e.
Seria um com a Júlia Roberts?
Amiga, eu adoraria ter uma turma tão grande de amigas assim!
(Virtualmente até que tenho, mas na vida real, são poucas).
Também colocaria a colcha na parede, como uma linda tela.
Beijos!

Danissima disse...

Eu nao colocaria a colcha na parede porque, se for ver de perto, ela esta cheia de imperfeiçoes. A costureira nao manda muito bem...
;-)

abraços apertados

Cecilia e Helena disse...

Meu Deus, quanta gente talentosa reunida! A manta ficou linda, ainda mais elaborada por tantas (e queridas) maõs. A galinha ficou um sonho!
Bjs
Helena