28 outubro 2011

Sextas bacanudas até o Natal!

Gente boa e amiga!

Corre que corre, mas minha pintura saiu a tempo de aparecer nesta sexta-feira deliciosa e anunciadora de um verão super mega quente!

Além da novidade sagrada do "Toda Sexta-Feira" queria também avisar por aqui que até o Natal eu farei assim: a cada nova sexta-feira uma das telas lá do blog estará com 50% de desconto (isso pode ser visto na loja virtual). Só para tentar motivar quem quer comprar a mandar ver para si mesmo ou para quem gosta presentes, diríamos assim, menos convencionais, mais criativos e cheios de personalidade! Convencida eu não?

É verdade... artista bom não é artista morto! E todo artista quer mesmo duas coisas: pintar o que gosta e vender! Então vamuquivamu!

Não vejo Natal como data para comprar, acumular, gastar ou mostrar que podemos dar presentes aos outros, mas vejo como época em que afeição e amor devem tentar ser demonstrados sim! Porque a gente passa a vida achando que precisa sair para trabalhar, estudar, fazer bonito, se dar bem na carreira, ficar magrinho, parecer bem na fita, dar presentes, mas esquece de que afinal importa mesmo o que?

As relações... os laços...

Então, tô aqui apenas como alternativa. Se você por acaso já estava pensando em gastar com algo neste fim de ano então ficarei sim extremamente feliz se for com algo algumas pinturas nada fugazes...

Passem por lá para conferir Fugacidade n. 22 com layout novo e dinâmico no blog (façam testes e me digam se ficou legal e se está abrindo bonitinho para vocês) com a primeira tela (propositadalmente bem simbólica!) das sextas bacanudas.

Beijocas! Muitas!!! Porque hoje é sexta e a gente merece moito amor e carinho!

27 outubro 2011

Flickan som lekte med böcker: A menina que brincava com livros


Marinacota, em um de seus muitos momentos de "vou pôr fogo na casa" a la personagem de Stieg Larsson, na semana passada... Fazendo pilha e escadinha com os livros que a mãe dela um dia usava para fazer coisas inacreditavelmente malucas como... ler!

25 outubro 2011

Com vocês, as ganhadoras do 1o. "Miss Redação"!

 

Meu amigo, e também participante do concurso, Ed, disse outro dia que se ele ganhasse o "Miss Redação" (nome dado por ele ao concurso e que eu adorei!) ele estaria "de longo, chorando, segurando um buquê e agradecendo os amigos que votaram e acreditaram" nele... hihihi...

Pois então, esta é a parte chata de um concurso. Nem o Ed, nem a super Célia quem despontou por dias na votação, nem outros de vocês com votação expressiva puderam ganhar o concurso. Vale lembrar, porém, que não ganhar o concurso não mede a qualidade do seu texto por si só. Ele mede também o quanto a pessoa se envolveu em divulgar o concurso e a votação e creio que foi isso somada à visível qualidade dos três textos ganhadores que fizeram diferença.

Eu serei sincera em afirmar que fiquei muito feliz com o resultado. Eu adorei os três textos vencedores, da Grace, Stela e Dri, mas também admito que havia tanto texto bom que foi muito difícil para my self escolher dois deles, usando os dois laptops que tenho em casa. Creio, entretanto, que o valor máximo do concurso não está na eleição, mas na participação. E não estou falando por falar não! O resgate da memória. A escrita. A leitura. O texto. Esses eram os objetivos centrais do concurso.

Repito como eu me emocionei com os textos de vocês. Só para tomar um exemplo eu havia enlouquecido com o texto do Ricardo (2 votos), da Glorinha (2 votos), da Gislaine (7 votos) e tantos outros, com alguns que inclusive não receberam voto nenhum. Eu mesma precisava escolher entre um e outro e foi tão difícil. Acho que acabei votando no texto que mais havia me feito chorar, na história que eu quis repetir para quem encontrava, pois todas as vezes em que eu tentava lembrar de cada história eu me via pensando naquela, em especial.

Há a possibilidade (descobri meio tarde isso!) de fazer com que a escolha seja múltipla. Então poderíamos votar em vários textos ao mesmo tempo e não ficar num dilema para decidir em qual deles votar. Talvez essa seja uma boa saída para a próxima edição.

Eu sou coração mole e fiquei super triste de não poder mandar tela para todos vocês. Ou ao menos para quem foi bem votado (cest la vie! :).

Foram 430 votos distribuídos entre 13 pessoas, já que três delas (também com textos de tirar fôlego) não receberam votos. Eu sei que muitos não tinham intuito de concorrer, mas de participar sem contar outros problemas. A Loide, por exemplo, estava em plena mudança de Portugal para a Suécia e assim vai...

Os textos que mereceram destaque na votação foram:
1o. lugar: Grace Olsson, Há mais amor entre o céu e a terra do que julga nossa vã filosofia, do blog Grace Olsson, fotografi".
2o. lugar: Stella Bataglia, Alegria, alegria! Esta foto é nossa!
3o. lugar: Adriana Cechetti, Sempre existirá Paris.
4o. lugar: Célia Barbosa, "O primeiro vôo solo da minha pequena"
5o. lugar: Ed Cruz, Onde mora a Felicidade?, do blog "O vermelho nítido no vestido branco".
6o. lugar:  Ana Flávia, Quando Euripa conheceu a Europa (do blog "Europrosa").
7o. lugar:  Beth Q., Para sempre em meu coraçãodos blogs "Mãe Gaia" e "Me and you".

A vocês um abração apertadinho de obrigada!
...

Com vocês... as "misses" quem são mais do que apenas um textinho bonito...


Bem, eu pedi às três vencedoras que me enviassem algumas palavras para dizerem ao seu público como foi participar do concurso. As três se vestiram maravilhosamente, nuns longos brilhantes e cheios de plumas e paetes, colocaram a faixa, tomaram o microfone e disseram assim:








3o. lugar: 
(Fugacidade  n. 19 para Adriana Cechetti)

Pra mim, participar do concurso foi mais importante do que possa parecer. Desde pequena eu adoro escrever. Decidi ser jornalista ainda menina porque sabia que era das palavras que eu gostaria de sobreviver. Assim o fiz, me formei jornalista, passei anos escrevendo textos pra algumas revistas, mas um outro sonho atravessou meu caminho: trabalhar em televisão. Desde então, as letras ficaram um pouco esquecidas. Por isso, achei que não conseguiria mais escrever. E foi graças ao concurso que me reencontrei com o universo que tanto me fascina.

Obrigada a todos que votaram! E parabéns a todos que aqui se dedicaram a dividir histórias profundas e emocionantes: uma foto, mil lembranças e muitas sensações!

Adriana Cechetti, "Sempre existirá Paris".


2o. lugar:
 (Fugacidade n. 20 para Stela Battaglia)

Alegria foi o sentimento de participar do concurso do blog de Sônia, a borboleta pequenina que um dia pousou em minha sala de visitas - uma "filha mais velha", adotada e querida, companheira de estudos e conversas onde está hoje o famoso pianista pintado por ela, inspirada em Rachmaninoff.
Arriscar a colocar um texto na internet foi bom. Foi bom o gosto de expressar em palavras o tanto que a vida trouxe em acontecimentos. Foi aconchegante receber votos ( cada um, para mim, representava uma espécie de "torcida" para a história vivida pelos protagonistas do texto). A expectativa, as atitudes de amigos cercaram este tempo de emoções; e a participação plena de empenho do velho garotão loiro, ainda cheio de charme, trouxe mais vida ao texto criado. Por isto, alegria, alegria, esta tela é NOSSA!
Receber uma tela sua, Sônia, é ver concretizado,também em pinceladas, o sentir revelado pela primeira vez na tela digital. É guardar este tempo em cores, num espaço da minha casa, da minha intimidade.
Foi bom estar ao lado de pessoas sensíveis, que expuseram e compartilharam suas lembranças. Todos os textos tiveram forte carga de emoção e beneficiados foram os seus leitores, entre os quais me incluo.
A disputa final, Sonia, é um reconhecimento do valor de seus quadros para nós, participantes. Obrigada pela oportunidade!
A vocês, que leram meu texto, obrigada, também! Só fez crescer em mim o desejo de escrever. E compartilhar!

Stela Battaglia, "Alegria, alegria, esta foto é nossa!"

1o. lugar:  
(Fugacidade n. 21, para Grace Olsson)


Para mim foi bom participar por que eu descobri que, com um simples concurso, a gente tira grandes lições. Vibrar com cada votinho que ia mudando no marcador.
Foram meus colegas da faculdade de Direito quem deram a maior parte dos meus votos; Além de blogueiros, amigos do Facebook, e amigos dos meus filhos. Esse concurso trouxe meus amigos de volta. Alguns que nem lembrava mais e que se lembraram de mim quando souberam do concurso.
Com este texto eu comecei a exterminar meus fantasmas, porque a perda daquele menino doeu demais. Aliás, ainda dói até hoje. Nao há um dia em que eu nao chore. O que eu aprendi com o concurso é que os amigos dos meus filhos só votam em texto depois de lerem. Isso me deixou feliz. Ouvir de meus filhos que seus amigos, só votariam em meu texto depois de lerem todos os textos, sinaliza de que a juventude tem jeito. Nao pensei em nada novo quando eu decidi participar.


Grace Olsson, "Há mais amor entre o céu e a terra, do que julga nossa vã filosofia"

Parabéns meninas! E se você não participou nesta edição não se preocupe, já tenho aqui o tema para a próxima! 

24 outubro 2011

Parabéns Grace, Stela e Dri!!!


Adriana Cechetti, "Sempre existirá Paris"
  71 (16%)
Ana Flávia, "Quando Euripa conheceu a Europa"
  17 (3%)
Beth Q., "Para sempre em meu coração"
  14 (3%)
Célia Barbosa, "O primeiro vôo solo da minha pequena"
  51 (11%)
Daniela Zuim, "O mundo é grande e não cabe na tela"
  4 (0%)
Ed Cruz, "Onde mora a Felicidade?"
  45 (10%)
Elaine Carvalho, "Uma foto ruim e intrigante de uma época boa"
  3 (0%)
Gislaine Widmer, "Duas meninas (ou três, quatro...)
  7 (1%)
Glória Leão, "Esperança"
  2 (0%)
Grace Olsson, "Há mais amor entre o céu e a terra do que julga..."
  130 (30%)
Kátia Celeiroz, "Tempos Felizes"
  0 (0%)
Loide Branco, "Lembranças em preto e branco"
  0 (0%)
Maariah, "Um momento de alegria"
  0 (0%)
Marina Barbosa, "Memórias do Alto Rio Negro"
  3 (0%)
Ricardo Perez, "Sobre sonhos e memórias"
  2 (0%)
Stella Bataglia, "Alegria, alegria! Esta foto é nossa!"
  81 (18%)


Gente querida, é tarde e embora eu vá escrever com detalhes sobre o final deste concurso amanhã, queria agora apenas registrar o último resultado antes de ir para minha caminha quentinha. Boa noite!  E muitos abraços apertadinhos para vocês!


Faltam só 3 horas para finalizar o 1o. concurso "Uma foto, mil lembranças"


Oi gente boa!

Eu passei o fim de semana todo passeando com a família e vi agora pouco (inclusive também recebi um email da Grace falando o mesmo) que o tempo restante para o final do concurso estava errado no blog. Alguma coisa devia estar configurada errada no meu computador, então ao invés de 3 horas restantes estavam dando 7 horas.

Acabei de acertar isso, pois este é um recurso o qual consigo alterar. Faltam então apenas 3 horas para encerrar o mais lindo, emocionante legal, entusiasmado, mega-master-blaster concurso de textos "do mundo!":), já que o anunciado como limite era a meia noite de hoje, horário do Brasil.

Loguinho saberemos quem serão as três vencedoras, pois pelo jeito o nosso homem concorrente - Edíssimo - do pedaço talvez não chegue mesmo mais perto das três primeiras danadinhas...

Beijocas a todos e todas que passaram por aqui para votar! Obrigadíssima! E ótimo fim de fim de semana!

20 outubro 2011

Na Suécia também não tem... quem não tenha lavadora de louça em casa

("Sua mãe não trabalha aqui", pano de limpeza com dizeres que os suecos adoram, na loja Lagerhaus)

Em uma das cenas de "Rachel getting married", um filme americano o qual vi e escrevi sobre, algumas semanas atrás, o pai da noiva e o noivo fazem uma disputa para ver qual deles consegue colocar as louças na máquina de lavar de forma mais rápida e eficiente, isto é, aproveitando melhor o espaço e colocando o máximo de louças possível.

Renato, quem assistia ao meu lado, riu. Nós dois sempre achamos graça de cenas assim, porque isso é algo com o qual estávamos tão acostumados na Suécia. Lá, o dono ou a dona da casa, bem como seus convidados, sempre vão terminar a festa, o jantarzinho, qualquer encontro enchendo a máquina de lavar de louça e ajudando na arrumação de tudo.

Não se deixa a louça para a empregada lavar no outro dia e vocês já sabem o  porquê não?

- Essa cena só faz sentido porque não é um filme brasileiro, comentei eu com ele.

E é muito verdade.

Eu visitei muitas casas de gente sueca, brasileira, dinamarquesa, alemã, iraquiana, iraniana, grega etc, quem como eu, vivia em Malmö. Isso quer dizer que a renda familiar dessas pessoas com quem fiz amizade era muito diferente. Apesar da Suécia ser exemplar na distribuição de renda, quando se compara com países de terceiro mundo, obviamente eles não extirparam todas as diferenças. Ainda assim não houve uma casa sequer em que eu tenha ido e não houvesse uma máquina de lavar louça. Levante a mão aí quem vive na Suécia e acha que estou mentindo? O mesmo para as lavadoras e secadoras de roupa, já que o inverno impede a secagem ao ar livre durante a maior parte do ano e máquinas e eletrodomésticos são mesmo uma constante na vida deles.

Só para se ter uma idéia um casal amigo, ambos empregados da mesma empresa que Renato, ambos com diplomas e viagens pelo mundo, haviam comprado muitas máquinas e colocado eles mesmos (sim! com a mão literalmente na massa!) o piso e o telhado etc da casa toda que estavam construindo.

Sim. Aqui, a gente praticamente não usa máquina de lavar louça. A máquina de lavar até faz parte da decoração de muitas casas e apartamentos, mas no dia a dia quem lava a louça será provavelmente a empregada, se a pessoa tiver uma. Chances maiores de que ela lave na mão, seja para economizar energia, seja porque o pagamento do seu salário inclui que, oras bolas, se esforce um pouco e não fique na folga!

Aqui em casa é difícil a visita que se habilite a colocar as louças na máquina. É como se tívessemos um objeto teletransportado de outro planeta, assim como se fosse uma tecnologia incrível e praticamente ninguém se atreve a tentar aprender a usar. Não é uma crítica, é só uma constatação :). Além disso, o discurso dos nossos queridos amigos brasileiros e da família é meio parecido "o tempo que leva colocando eu já fiz na mão". Eu duvido, mas tchudo bem! Além disso, experimenta fazer isso duas, três vezes por dia todos os santos dias de sua vida! Ah! okey! é só pagar uma em? pregada! Ou deixar para a esposa do lar fazer!

Bom, o fato é que na Suécia ter uma ou um empregado doméstico não é exatamente uma opção. E se ela existe ela é muito, mas muito cara! Absurdamente cara porque os salários são muito mais parecidos entre as categorias do que os são no nosso país.

Isso significa que o pai de família, a mãe de família irá chegar cansado do trabalho, irá cozinhar, cuidar da prole, pôr a roupa numa máquina e a louça em outra. As máquinas são parte essencial da nossa vida por lá porque elas ajudam demais. Custa muito menos do que o empregado diarista, mas, claro, obrigam a pessoa a fazer ela mesmo o "serviço sujo", coisa que os suecos não parecem se preocupar mesmo em fazer! E digo mais: muitos sentem certo orgulho em fazer! E eles não são uma exceção, talvez nós sejamos...

Muita gente vai discordar de mim, mas eu creio que não usar máquina em casa porque tem um empregado para fazê-lo é normal por aqui e em países em que a revolução industrial trouxe melhorias inacreditáveis, mas não ainda para toda uma população.

Olhando nossos lares eu ainda sinto que é como se reproduzíssemos a maneira a la anos 80 de nossas mães cuidarem da casa. Ou das empregadas de muitas delas. Usamos rodo, pano e balde. Usamos mãos, bucha e sabão nelas. Isso tudo pode parecer tão metido à besta, mas é sério!

E mesmo na maior parte dos lares de gente abastada a coisa não muda muito de figura. Muda a decoração, mas não necessariamente a forma como tudo funciona.

Houve dois momentos nos últimos meses nos quais eu pude ver como a maioria de nós ainda acha que lavar a própria louça, roupa ou limpar sua casa é coisa que só prova o baixo nível financeiro da pessoa. Como associamos ser bem sucedido com o número de empregados que temos. E mesmo os empregados pensam isso sobre os patrões!


Quando o mocinho Princípe Willian se casou e fez um churrasquinho no dia seguinte com o sogro e a família, eu pude ler muitos comentários assim nas redes sociais (tão badaladas e muitas vezes tão senso comum): "eita pobreza!", "o churrasqueiro não foi?", "não sobrou dinheiro para pagar o buffet?" e coisas assim super "desenvolvidas" e de gente de "moito nível".

Gente é tão deprimente o fato de tantas pessoas acharem que para fazer um churrasquinho com uns gatos pingados é preciso sempre ter buffet, garçom e churrasqueiro, porque fazer nós mesmos é prova de que não podemos pagar para outro fazer por nós. Até ser uma opção é algo totalmente compreensível, mas ser uma obrigação ai! cansa até a beleza!


No mesmo naipe foram comentários no facebook de uma amiga quando ela postou uma foto incrível do Paul McCartney (sim! ele!) e Michael (o Jackson! can you believe that?) lavando louça juntos. E não era um comercial para vender panelas! Não! Era a vida real de dois astros da música pop, mas ninguém se conformava: "como assim? que cena surreal!". 

Onde quero chegar com tudo isso? Eu sou louca e prefiro fazer tudo eu mesma? Adoro lavar a louça ou tô dizendo isso só porque não posso pagar uma empregada todos os dias?

Não, não é exatamente isso. É que ter alguém para fazer absolutamente tudo para nós em casa,  com nossos filhos é muito antiquado. Vai na contramão do desenvolvimento, porque desenvolvimento - insisto em dizer isso - significa que todo mundo possa estar em casa nos fins de semana para cuidar de seus próprios filhos e não os alheios.

Semanas atrás, no playground e jardim de onde moro, vi um monte de copos descartáveis jogados no chão onde alguns adolescentes acabavam de se levantar. Indignada perguntei: "será que foram esses grandões os responsáveis por toda esta sujeira?". Nete, um amor de pessoa, babá super simples, respondeu rapidamente: "nossa! com certeza os pequenos não foi, porque  se fossem eles as babás com certeza já tinham pegado! A gente nunca deixa nada sujo!".

Tadinha da Nete...

Fui reclamar com a secretária do condomínio se a gente não poderia escrever uns cartazes etc, já que a cena é corriqueira e ela me afirmou que isso não resolveria, mas ela estaria "avisando os funcionários para não deixar nada sujo por lá, porque era obrigação deles pegar esses lixos jogados".

Qual o problema dessas moçoilas e moçoilos? Seus pais provavelmente pagaram uma Nete para pegar os copos jogados no chão. E também uma para lavar qualquer pratinho sujado durante o dia... E a máquina de lavar ficava parada e nem eram eles quem a enchiam em competições logo após encontros entre amigos.

Na Suécia não tem quem não tenha lavadora de louça e também não tem quem não ensine seus filhos de que ao menos algumas de suas sujeiras são eles os responsáveis poe pegar.

Sim... minha chatice não mudou nada depois que voltei, obviamente. E muito pouco muda, porque a gente só percebe problemas quando eles acontecem em escalas gigantes e nos afetam diretamente. Ou então porque eles poderão afetar alguns de nossos netinhos ou bisnetos no futuro, como os desastres de um efeito estufa (no caso extremo do descuido com o lixo), ou da violência exacerbada (no caso extremo da desigualdade). Essas coisinhas bobas como cozinhar para si mesmo, limpar a própria louça e a própria sujeira é coisa de gente pobre, gente que provavelmente mora em lugares como... a Suécia?



19 outubro 2011

Eu tenho meda dos escritores malucos do concurso!!!


(Para a parte do concurso de talentos, eu vou circular por aí de biquíni e salto alto)

E aí gente boa?

Eu estava dando o concurso como encerrado. Toalhas jogadas, final imaginável e garantido, prêmios já quase com o endereço no envelope... mas olha que a gente não perde por esperar! Dêem uma olhada no placar de alguns minutos atrás:

Destaque para:

Grace Olsson, "Há mais amor entre o céu e a terra do que julga..." ............ 46 

Ed Cruz, "Onde mora a Felicidade?".............................................................43 

Stella Bataglia, "Alegria, alegria! Esta foto é nossa!".................................... 41

Célia Barbosa, "O primeiro vôo solo da minha pequena".............................. 39

Adriana Cechetti, "Sempre existirá Paris"...................................................... 38 


E no geral:

Adriana Cechetti, "Sempre existirá Paris"
  38 (14%)
Ana Flávia, "Quando Euripa conheceu a Europa"
  17 (6%)
Beth Q., "Para sempre em meu coração"
  14 (5%)
Célia Barbosa, "O primeiro vôo solo da minha pequena"
  39 (15%)
Daniela Zuim, "O mundo é grande e não cabe na tela"
  3 (1%)
Ed Cruz, "Onde mora a Felicidade?"
  43 (16%)
Elaine Carvalho, "Uma foto ruim e intrigante de uma época boa"
  3 (1%)
Gislaine Widmer, "Duas meninas (ou três, quatro...)
  7 (2%)
Glória Leão, "Esperança"
  2 (0%)
Grace Olsson, "Há mais amor entre o céu e a terra do que julga..."
  46 (17%)
Kátia Celeiroz, "Tempos Felizes"
  0 (0%)
Loide Branco, "Lembranças em preto e branco"
  0 (0%)
Maariah, "Um momento de alegria"
  1 (0%)
Marina Barbosa, "Memórias do Alto Rio Negro"
  3 (1%)
Ricardo Perez, "Sobre sonhos e memórias"
  2 (0%)
Stella Bataglia, "Alegria, alegria! Esta foto é nossa!"
  41 (15%)


Bom, parece que até domingo eu tenho diversão garantida na minha rotina exaustiva de todos os dias! Uhulll! Apesar de que eu já tô até com meda desse pessoal! Vai saber o que eles andam vendendo, prometendo ou arriscando por aí?!!! aiaiaiaiai!

Brincadeirinha!

E você? Já votou em alguém? Vai lá que eu quero é moita emoçãoooo!!!

18 outubro 2011

E finalmente o prêmio do 1o. lugar...

(Fugacidade n. 21: Modelo em laço rosa)
ténica mista,
papel aquarela, 19 x 25 cm
Somnia Carvalho, 2011

Um amigo, muito sensível e curioso, perguntou outro dia como era o processo de criação de cada quadro meu. Ele tinha em mente esta série de mulheres feitas sob o conceito de tempo,  beleza e moda no qual venho trabalhando nos últimos tempos. Em especial, meu amigo Diego Valverde, tinha em mente a tela Fugacidade n. 15, Modelo em lenço e flor:

 Mas me ajuda... rs! Quando é que vc deixa de pertencer à pintura e ela começa a te pertencer??? Quando… em que momento? Vc, quando começa a pintar, já sabe aonde ela vai chegar??? Ou é imprevisível??? Esse olhar dela seria o seu olhar?

Com uma, melhor, tantas perguntas complexas (todas feitas pelo facebook, onde recebo a maior parte dos coments sobre as telas) prometi fazer um post sobre o assunto que, obviamente, nunca saiu. Hoje, quando terminava a tela acima, Fugacidade n. 21, Modelo em laço rosa, tais questões me vieram à mente de novo, porque me dei conta de como, acima de tudo, meu processo de criação tem a ver com meu estado de ânimo interior.

Normalmente é impossível criar algo se não me sinto tomada por um "espírito criativo" muito intenso. Por mais que eu deseje, ou tenha prazos ou tenha uma encomenda eu preciso esperar aquele dia especial, quando tudo flui, quando as idéias fervilhantes conseguem ser passadas à tela ou ao papel da forma como desejo.

O estado de tensão me trava. Cansada ou estressada nunca consigo criar nada, mas o mesmo não acontece se estou triste. Tristeza e alegria me movimentam para além de mim. Exercem uma necessidade de extravasamento. Como se Eu não pudesse estar contida em mim mesma e precisasse ser literalmente vomitada para fora.

Em cada pintura eu sinto necessidades diferentes, mas em cada série eu sigo, mais ou menos, uma linha de conduta. E para as mulheres, da série que têm enlouquecido meu interessante amigo Diego, o processo segue uma ordem bem clara. O primeiro passo é selecionar, entre milhares de imagens de modelos do mundo da alta costura, rostos que me atraem por uma gama de coisas, como o que vestem e como olham. Sobretudo, se, aos meus olhos, elas são lindas. Se algo nelas é uma marca da moda, do mundo fashion do momento: cabelo, chapéu, lenço etc.

Ainda penso também com quais cores poderei trabalhar a tela e se as combinações possíveis irão me agradar.

Antes de iniciar a pintura eu trabalho cada foto e tiro delas toda cor. Saturo até ficarem totalmente "sem vidas", azuladas e não uso mais o modelo original. Talvez as cores iniciais interfiram na minha escolha, mas normalmente não é o que ocorre. Busco uma combinação de cores dentro de opções que eu mesma faço.

A pintura é feita em papel aquarela, após a impressão desta versão "sem vida" conseguida antes e a última fase é também a mais delicada: depois de pronta, a pintura passa pela impressão de uma montagem de jornal (todos artigos do caderno de cultura, selecionados minuciosamente, com discussões acerca de arte, cinema etc) que faço em minha impressora, e qualquer erro pode me fazer perder todo o trabalho. Algo, aliás, experimentado por mim algumas vezes... snif...

Se eu escolho a pintura ou ela me escolhe? Bom, eu escolho as modelos, mas eu também poderia dizer que elas me escolhem. É a forma como olham, como viveram aquele segundo único na passarela de suas vidas que me leva a escolhê-las.

Se é imprevisível? Sim. Apesar de ter um projeto claro de como desejo fazer e onde quero chegar, a combinação de cores ou até mesmo um erro pode me levar para outro caminho. A pintura vai se criando enquanto é feita e a experimentação de uma pincelada após a outra é responsável pelo resultado final.

Se o olhar dela seria meu olhar? Acredito que sim e também uma combinação deles a exemplo de como ocorreu com estas três telas feitas para o concurso.

Para uma delas, a primeira, eu já tinha a foto selecionada anteriormente e outras não. O fato de ter selecionado cada uma exatamente na data em que foram feitas tem a ver com o que eu sentia no dia: mais introspectiva e reflexiva, na primeira, mais ligada às minhas raízes, na segunda, e mais eufórica e alegre, na de hoje. Na escolha das cores, idem. Em outras palavras: elas são uma mistura muito forte entre o que vejo, o que desejo, o que sinto, o que tenho em mãos para trabalhar e o acaso. Tudo isso constuído de maneira muito experimental.

Assim finalizei Fugacidade n. 21, Modelo em laço rosa, para a autora, ou autor, do texto a ser mais votado no concurso... A diferença, para a magnãnima ou magnãnimo, entre esta tela e as outras é que esta tem o dobro do tamanho das outras duas.

Faltam apenas 5 dias para o final da votação, sendo o último no domingo à meia noite do Brasil,

A Grace continua firme e forte no 1o. lugar (alguém aí se atreve a desbancá-la?) enquanto a Célia, a Dri, o Ed e a Stela disputam, quase a tapas (brincadeirinha), o segundo e terceiro lugar. Ainda assim, é cedo para saber quem leva o Oscar no final... Tem outras pessoas também bem votadas, Beth e Ana Flávia, as quais podem ainda surpreender! Tem gente que já jogou a toalha e gente ainda quem não votou nem em si mesma (pôxa vida pessoal, vamu lá ânimo!), mas eu queria ressaltar o quanto, apesar de premiar o primeiro, segundo e terceiro colocados, a participação de vocês foi incrível! Maravilhosa! Lindíssima! Se eu pudesse, juro!, eu daria um prêmio a cada um de vocês!

Bom, eu não vejo a hora de saber o resultado e enviar as telas para cada um de vocês! Além de... saber se vocês gostaram desta experiência tanto quanto eu!

Você já votou?
Eu sou muito lerda para este tipo de coisa e não havia concatenado lé com cré, mas minha cunhada me lembrou de que é possível votar dos celulares com acesso à net... então para quem está em dúvida fica mais fácil! Estou guardando 1 voto meu pro final!

Hasta la vista Baby!