30 abril 2011

Síndrome de Homer, episódio no. 1: memoriol


(Raio X do meu crânio e cérebro, qualquer semelhança não é mera coincidência!)

Dia desses venci o medo primitivo que sempre tive de dirigir na cidade maluca e fui toda prosa à consulta com meu quiroprata, de carro, pois Renato havia ido de trem para o trabalho.

Estaciono no estacionamento colado ao enorme condomínio onde fica o médico, pego o papérzinho com o moço pequenino e simpático que ali trabalha e me apresento na entrada do prédio.

- Sônia, o Doutor está atrasado e pediu para que o aguarde.

Sento-me entre umas dezenas de pessoas, num sofazinho apertado, e começo descaradamente a fazer uma limpa na bolsa. Eu sempre faço isso quando tenho um tempinho livre, só para mim!

Tiro os duzentos e setenta e cinco papéis de cartão, notinhas, lencinhos, propagandas etc e jogo absolutamente tudo na lata do lixo.

- "Sônia, o doutor chegou".

Uma hora depois saio toda estrupiada da consulta, porque shiatsu e quiropraxia é algo extremamente maravilhoso no dia seguinte e nunca no mesmo, e vou em direção ao lugar onde devo retirar o carro.

Só ao dar de cara com outro moço, desta vez um grandalhão, não tão cheio de amigos como o outro, quem me estende a mão como quem pergunta algo ao que vou prontamente respondendo:

- Ahñ? Ah! O pa... Não estou achando... Onde foi parar, meu Deus?

Começo a procurar em todos os buracos da bolsa limpinha sem me lembrar do que ocorrera uma hora antes e então não achando nada finalmente me recordo da cena: eu jogando uma tonelada de coisas no lixo do enorme prédio!

- Moço, acho que joguei fora no lixo!

Ao que o tal me olha com o beicinho de lado do tipo: "vai amolar outro, minha filha, porque tenho muito pra fazer!"...

Continuo, sem graça, a explicação...

- Você pode conferir ali na entrada, sou paciente do dout...

- Qual seu carro?

- É um Xsara prata... É aquele que tem duas cadeirinhas de...

- Passa o documento! Disse com tom de quase ex-policial frustrado, daqueles que nunca viram estatísticas mas tem certeza de que besteiras no trânsito e na sala de espera do médico são feitas sobretudo por mulheres.

- Hum... o documento? Eu não me lembrava onde estava a "p" do documento porque eu nem mesmo uso nosso carro. Eu simplesmente nunca tinha tido coragem de dirigir em São Paulo, mesmo morando aqui há mais de dez anos... Eu não estou com o documento... Creio que deva estar no carro...

- Habilitação? Foi completando já sem paciência e com a voz um pouco mais ríspida...

- Você não vai acreditar! Eu estou tirando a habilitação nova... Isso era muito verdade também. Verdade no sentido brasileiro gerúndico de ser. Estou tirando há alguns meses, antes da Marina nascer, faltando-me apenas a "p" do examezinho teórico, já que quando eu tinha 18 anos não existia tal exigência.

O homem me olhou ainda mais desacreditado, mas nem um pouco perto de ceder, de ligar para o médico e ir até ali na recepção ou mesmo eu, super centrada no que faço, lembrar que poderia eu mesma ligar pro raio do super simpático do meu médico e parar de passar por especialista em roubo de carros em estacionamentos de consultórios.

- Okey, me dá a antiga então!, completou.

- Moço... eu sei que vai parecer história para boi dormir, mas eu não tenho a antiga porque eu fui roubada!

Haha... a essa hora eu mesmo comecei a me imaginar narrando a história num boteco para os amigos e amigas, enquanto todos tomavam um chop e morriam de rir, mas o moreno grandalhão a minha frente franziu a testa, me desacreditou totalmente enquanto eu apenas recordava o frustrante dia em que, com nove meses de gravidez e recem chegada ao Brasil, tinha tido todo dinheiro e documentos roubados na chegada ao pré natal...

Entretanto, o meu drama de Homer não pararia por aí...

Ele então abriu a gaveta, pegou um tantada de papéis e me deu uma caneta.

- Preencha!

Eu que não acreditava na minha falta de memória para tudo e como conseguia me colocar em situações assim comecei a preencher aquele monte de coisas ainda me explicando...
Nome do proprietário? Renato bla bla... RG? CIC? Dei umas inventadas nos números de acordo com o que eu me lembrava deles, bla bla... Mais abaixo:

Modelo do carro, onde escrevi* "Xsara Picasso"
Marca, onde preenchi Renault.

- ... mas Xsara não é da Citröen??!!!

Não ele não acreditava em mim! Haha... nem eu!

P....... eu não conheço marca de carro! Eu não tenho o mínimo interesse por carro a não ser que ele me leve daqui até ali facilmente e ca-ce-ta! eu NUUUNCA havia estacionado um carro antes num estacionamento!

- Dá para entender? O carro é usado pelo meu marido! Eu só dirigia na Suécia e no interior, desde que tenho carteira eu NUNCA havia tido coragem de dirigir aqui em São Paulo. E para vir hoje aqui eu tenho feito um trabalho escomunal comigo mesma para entrar no carro e não achar que todos os milhares de motoristas malucos vão buzinar atrás de mim e me fazer bater no poste à frente! ... Porque eu sem-pre andei a pé, de metrô e ônibus nesta cidade e sempre me virei muito bem, obrigada! Tá sacando? Eu NÃO sei se Xsara é Renault, Fiat, Citröen o diabo a quatro! Só sei que não é da Volks!

Obviamente que a maior parte deste discurso eu apenas imaginei poder pôr guela afora e nem sei direito onde parei de falar e imaginar... Eu sou assim mesmo, vivo no mundo do Homer!

E então o rapaz, exaurido, não mais do que eu, me dá outro papel e me faz preencher tudo de novo...

Foi daí que prometi para mim mesma algumas mudanças:

no. 1: eu nunca mais vou fazer limpa na bolsa na entrada de consultório antes de separar a porcaria do papel do estacionamento.

no. 2: eu vou tentar estacionar na rua, como já fiz esta semana.

no. 3: eu vou escrever o testezinho da carta semana que vem e ter a droga da carta na mão, porque realmente é too much sair por aí sem carta, ainda que seja muito raramente e no bairro colado ao meu.

no. 4: eu vou voltar a fazer os exercícios do meu super mega blaster livro de banca de jornal "60 dias para aumentar o poder da sua mente" porque de remédio de memória já cansei pois, como sempre conta em piada o meu companheiro de viagem: "A Sônia começou a tomar um remédio para memória, mas nunca funcionou muito porque ela sempre se esquecia de tomar... "

E aí páro de virar piada alheia!

...


* Atenção, os nomes de marcas e modelos citados são apenas hipotéticos.

28 abril 2011

O corpo, o tempo e as comparações


Malmö, Suécia, hoje e dia desses, 20 graus.
Minha amiga Liana me liga e diz: "Amiga! Que dia lindo está fazendo aqui!"
Meus amigos e outras amigas estão rondando pelos parques, fazendo churrasco sem camisa no gramado de casa, indo à praia e abençoando a Primavera e o verão, o dia que nasce com sol e céu azul...

São Paulo, Brasil, hoje e dia desses, 20 graus.
Meus amigos e família estão encolhidos em casa.
Usam botas cano alto, agasalhos e jaquetas de couro.
Muitas vezes chove. O jardim está vazio. As crianças estão presas em casa doentes.
E ninguém está feliz com a chegada do inverno... apesar do sol e do céu azul...

O que muda?

25 abril 2011

Extra, extra! Conheci a Beth Lilás e ela tem sim sotaque de carioca metido a bechssta!

(Eu, de preto, e Beth Q, de branco, num dos muitos drinques de nosso quase encontro juvenil em S. Paulo no último sábado, abril 2011)

A noite caiu e apesar do cansaço não vou descansar enquanto não contar a vocês que este fim de semana tive a visita da mais fervorosa comentadora do Borboleta e também blogueira famosa e frequentadora de blogs de muitos e muitas de vocês, a Beth Lilás.

Ela esteve aqui junto de seu companheiro, o Vilmar, e só teve uma coisa meio estranha entre nós: a voz, o sotaque.

Super Lilás tem um sotaque carioca (nem tão acentuado assim) que eu não consigo ouvir nos posts... Usa de discurso direto para narrar o que conta os quais me fizeram lembrar de antigas amigas do Museu Nacional do Rio de Janeiro. Tem aquela altividade e firmeza que todos os cariocas parecem ter quando abrem a boca. Dona de si e do que pensa. Suuuper engraçada e brasileiríssima!

A sensação, depois de anos, "ouvindo" as falas animadoras e entusiastas da Super Lilás foi parecida com a descrita por ela em seu post de hoje, a de que éramos amigas de longa data e sempre nos encontramos para ocasiões como esta.

A distância, antes entre Brasil e Suécia, parece nunca ter havido. Falamos alto, rimos e contamos piadinhas. Dissemos besteiróis uma à outra como se fôssemos amigas de turma da faculdade e brindamos umas várias vezes a ocasião.


(Beth Q, a Super Lilás, e eu, com a tela minha que ela comprou, em mais uma foto roubada descaradamente por mim do blog dela, sábado aqui em casa, S. Paulo, abril 2011)

Desse encontro que poderia ser apenas um encontrinho entre duas blogueiras eu tirei uma lição: eu quero ser assim quando crescer! Eu e Renato igual Lilás e Vilmar!

Quero não ter barreiras de idade para me relacionar.
Quero estar aberta e muito aberta a novas amizades, ainda que elas venham de fontes antes não conhecidas por mim.
Não quero reclamar da vida.
Nem de dores, nem da mesmice do mundo.
Quero poder tomar um ônibus e ainda sentir que há muito por descobrir num feriado qualquer mesmo que isso me custe horas de viagem.
Quero tentar superar minhas próprias concepções de mundo.
Quero não ficar presa as minhas antigas verdades.
Nem aos meus antigos roteirinhos.
Quero aprender com as pessoas.
Quero ver em cada nome e cada indivíduo novo a possibilidade de reviver momentos posteriores de felicidade e
Quero ter meu marido olhando todo apaixonado para mim, mesmo depois de 28 anos de casados...

porque a vida não pára. O tempo corre e corre rápido entre as mãos e parece que minha amiga Dona Lilás e Seu Vilmar sabem bem como não deixar isso virar um problema.

Lilasona, Betona, Lilasissíma, Super Lilás, foi um prazer enorme amiga ter lhe dado aquele abraço prometido ainda quando eu estava na Suécia. E que venham muitos outros!

14 abril 2011

Olha só quem está se levantando?

(Como é o sorriso de quem começa a conquistar o mundo aos 6 meses e 3 semanas?, Marinacota, S. Paulo, abril 2011)

Hora de dormir: coloco Marina na cama dela...
Vou ao banheiro e ponho Ângelo para tomar banho...
Então começo a ouvir vozes, sons, uns barulhos todo excitadinhos...

Surpresa!

"Mamãe, adivinha quem está se levantando?"


07 abril 2011

Faz um favor? Leia este post e vai catar coquinho na descida... acompanhado!




Minha amiga Xu quem, depois dos suecos agora é colega de trabalho dos japoneses, postou este vídeo de propaganda veiculada na Tailândia no seu facebook...

Ela, apesar de trabalhar com tecnologia de celulares e garantir o "leitinho das crianças" disso entende que DES-conectar é preciso... Às vezes é só assim que o amor e a vida se torna visível...

Então quer saber? Apesar de adorar ficar aqui com você vou te fazer o favor de lhe deixar falando sozinho, vou desejar que você vá catar coquinho na descida e vou... desconetar!

01 abril 2011

Tudo o que você sempre quis saber sobre ser mãe e tinha medo de perguntar



("Mãe e criança", escultura de Ron Mueck)

Sim, eu deveria estar dormindo.

Uma e meia da manhã e o sono se foi.

Rolei por algum tempo antes de vir à sala e iniciar este post, e segui o conselho de especialistas em sono de que é melhor se levantar, resolver as pendências da cabeça e deixar o sono vir de novo do que fritar feito bacon em panela quente.

Enquanto rolava na cama quentinha o post foi me vindo inteirinho na cabeça, sem forçar nem nada... Isso sempre me acontece! Se não quero pensar num post de madrugada, então eu penso em 100 deles e saem todos prontinhos...

É que uma coisa puxa outra e outra e outra, não é mesmo?

Começou assim: pensei em aproveitar ver se Ângelo estava bem cobertinho... Marina estava okey porque eu acabara de lhe dar uma mamadeira e então lembrei de um texto lindo, enviado hoje por uma querida amiga, também mãe, moradora das Suíças, a Gislaine.

Nele, ela falava do amor não dito entre essas criaturinhas pelas quais morremos e nós... e então fui pensando nisso e pensando também no porquê de eu não conseguir mais dormir se dormir era exatamente tudo o que eu queria ontem no fim do dia...

Depois de um dia exaustivo com Marina constipada por ter começado alimentação sólida eu rezava ardentemente para o momento em que a creche estivesse na cama e eu pudesse então descansar sossegada... Tive sucesso na empreitada. Renato ainda passaria num supermercado e consegui que meu sonho se realizasse razoavelmente cedo...

Quando o silêncio se fez na casa, peguei um copo d´água, encostei-me na pia da cozinha, suspirei profundo e olhei as horas... Nove e quinze da noite! Yeah! Hora de ir para a ca-ma!

Quatro horas bem dormidas, para quem está acostumado a dormir picado com choros, é tão bom que traz a gente à sala e aos posts...

Então é nisso que eu refletia.. Sobre essa coisa maluca de ser mãe e ser pai... Sobretudo sobre a maternidade. Sobre como ela é exaustiva e pesarosa em alguns momentos. Em como tudo que desejamos era um minuto para nós mesmos no meio da choradeira, do prepara a comida, limpa a fralda. Ou então, como é comum eu sonhar que não estou em casa e sim na sala de aula toda pomposa e saio de lá toda pimpolha para pensar em outra coisa quando a hora termina.

Quando se é mãe (e também pai) não há descanso. Não há férias dos filhos como dos alunos.
Quando se é mãe você sente como um motor todos os dias que lhe suga todas as forças e energia porque uma criança exige muito, mas muito mais do que qualquer animal de estimação, do que qualquer outro emprego. E há dias em que o sonho é simplesmente que as crianças durmam para que a gente viva... Sim, isso é verdade. E eu estou aqui para dizer a verdade.

Se você pensa em ser mãe e pai por qualquer outro motivo no mundo que não seja uma loucura por ser exatamente mãe e pai, então desista! Não vale a pena! Não é justo! Ou você será como praticamente todos os meus vizinhos e vizinhas que passam o cuidado do seus filhos para babás e empregadas domésticas inclusive no fim de semana.

E você será responsável por mais uma criatura mal amada que amará bem pouco a si mesma e ao mundo menos ainda...

Então é preciso levar em conta o trabalho sim. As noites muito mal dormidas e deixar sonhos simples, antes muito fáceis de se realizar, de lado, como ir assistir "Black Swan" numa noite qualquer com seu marido.

Agora se você está disposto e disposta a abrir mão de si mesmo pela maior parte do tempo, ao menos por um bom tempo, então siga em frente...

Só aviso, com toda sinceridade, o que você vai ter de enfrentar, embora isso não tenha o poder de lhe preparar para o que virá, pois outra verdade é que a maternidade (para o que a gravidez e o nascimento do bebê é apenas a ponta do iceberg) é uma experiência única. Totalmente particular e só possível de ser imaginada quando já vivenciada, apesar dos sintomas envolvidos serem parecidos entre os envolvidos e facilmente debatidos em rodas de discussão.

Ainda assim aviso que eles vão chorar e vão chorar muito! E vão querer sua atenção e vão usar de todas as artimanhas para que você deixe tudo para cuidar deles o tempo todo! A televisão não será sua e quando for você não terá energia para ela! Livros? Vinho e papo cabeça com os amigos? Academia? Hahahá! Com sorte isso virá... Aos poucos, quando eles forem crescendo...


(Para quem está de fora os problemas e a beleza nunca terão o mesmo peso..., visitante admira escultura de Ron Mueck, "Mãe e Filho")


Sim. Os filhos enlouquecem a gente! Eu mesma tinha certeza de que não teria um segundo porque precisava urgente voltar à vida normal e aí um detalhe mudou meu percurso... O detalhe que Ângelo havia me enloquecido. De amor. E fui sentindo em meio ao cansaço do fim do dia como eu podia me sentir tão incrivelmente feliz por tê-lo comigo.

A verdade, amigo e amiga, é que ver uma criança crescendo, assistir diariamente a isso, participar de todos seus dramas é uma coisa tão assustadoramente fantástica que nos tira do mundo dos normais. E se não dermos um basta é possível desejar isso uma, duas, três, inúmeras vezes.

A verdade é que ontem em meio ao esgotamento físico do meu dia eu tive centenas de momentos poéticos, perfeitos, cuja sensação eu quero ter para sempre na memória...

Eles se fizeram quando eu cheirei e beijei e rocei os pezinhos fofos, brancos e cheirosos de Marina, enquanto trocava suas dezenas de fraldas... Quando eu a deitei no colo para niná-la e tive seu olhar encontrado com o meu, junto de um sorriso banguela tão sincero que deixaria de queixo qualquer coração duro. Quando montei tudo e incentivei Ângelo a pintar, em aquarela e enquadrar, o desenho mais bem elaborado feito por ele em três anos, oito meses e dezessete dias.

Essa sensação de "tudo vale a pena" me veio quando perguntei a ele, no meio da tarde, por que o Dan, da tevê, não chamava aquele dinossauro que voa de piterossauro e sim de um nome estranho lá e ele me diz todo reflexivo: "Não mamãe... é que ele é um piterodonte também!".
Sem falar das incontáveis vezes que olho para suas longas pernas e penso como ele tem crescido rápido! E quando ele vem gesticulando, me olhando intensamente e explicando algo como "você sabia que nós somos feitos de madeira?" e todos os dias, TODOS, desde que ele nasceu quando o coloco para dormir ou vejo-0 ali de olhinhos fechados respirando...

É sim uma sensação tão intensa, tão grandiosa, tão abençoada por uma vida que eu só posso deixar que minha vã filosofia tenha dado lugar a reflexões piegas sobre a maternidade, numa madrugada qualquer de uma sexta-feira de primeiro de abril...

Não. Não é piada. Eu amo essa minha vida! E se fosse possível achar uma lâmpada mágica e voltar a quem eu era, éramos, ao que eu tinha antes dessas duas pessoinhas entrarem na minha vida eu jamais aceitaria. Nem por todo o sono do mundo, nem por todo o cinema do mundo...

Depois de ser mãe e ser pai não é possível mesmo nunca mais voltar atrás. E esse é o nosso grande dilema e também nosso maior presente.

Boa noite que são duas e catorze e eu realmente preciso dormir...