26 dezembro 2010

Eu sou uma nova alma


(New Soul, Yael Naim)

Numa conversa com uma querida amiga, terapeuta, mais velha que eu, para quem a vida parece não assustar mais tanto, eu filosofava sobre como as coisas bem simples, quase banais podem nos sugar tanta energia. Em tom de desabafo lamentei como desejaria de vez em quando ter um lugar para ir só para recarregar energia, sabe? Como se faz com um carro quando a gasolina acabou. Queria, sei lá, deitar-me no gramado e sentir a energia do sol suave invadindo e me dando todas as saídas para todas as bobeiras cotidianas, às vezes tão difíceis de se mudar, como nosso jeito de ser, por exemplo.

Tanta filosofia veio apenas de sentir meu humor afetado por um monte de fatores externos. Detesto agir como chata, porque a gente perde sempre a razão... Como chatos atraimos atitudes chatas e aí a coisa vai se contaminando até o nível do insuportavelmente chato.

Vocês nunca sentiram isso também?

Bom, agora pouco minha cunhada Dri, com quem estou acostumada a fazer ótimas viagens e "viagens", me trouxe essa música deliciosa, com um vídeo ainda mais lindo e senti que a letra e a canção traduziram o que eu tentava falar à minha amiga outro dia...

O desejo de se renovar, de sentir-se com humor novo pode vir apenas da tentativa de tentar ser melhor. Errar e aprender, errar tentando acertar já podem nos dar aquele final feliz esperado.

Então aqui vai para a gente começar o ano muito bem, ou ao menos tentar começar...

Um beijo grande!



New Soul


"I'm a new soul I came to this strange world hoping
I could learn a bit about how to give and take.
But since I came here felt the joy and the fear
finding myself making every possible mistake

la-la-la-la-la-la-la-la...


I'm a young soul in this very strange world
Hoping I could learn a bit 'bout what is true and fake.
But why all this hate?
Try to communicate,
finding trust and love it's not so always easy to make

la-la-la-la-la-la-la-la...

This is a happy end cause'
you don't understand
everything you have done why's
everything so wrong

this is a happy end
come and give me your hand I'll
take your far away.

[Refrain]:
I'm a new soul
I came to this strange world
hoping I
could learn
a bit about how to give and take
but since
I came here felt the joy and the fear
finding myself
making every possible mistake

la-la-la-la-la-la-la-la...


la-la-la-la-la-la-la-la-la-la...."

Yael Naim

...


New Soul
tradução

Eu sou uma alma nova, eu vim até esse mundo estranho,
esperando
Que eu pudesse aprender um pouco sobre dar e receber
Mas desde que eu vim para cá, senti a alegria e o
medo
Percebo que estou cometendo todos os erros possíveis.

la-la-la-la-la-la-la-la...

Eu sou uma alma jovem nesse mundo tão estranho
Esperando que eu pudesse aprender o que é verdadeiro e
falso
Mas pra quê todo esse ódio?
Tentando me comunicar,
Descobri que o amor não é sempre fácil de se fazer

la-la-la-la-la-la-la-la...

Isso é um final feliz porque
Você não entende
Tudo que você fez
Por que está tudo tão errado?

Isso é um final feliz
Venha e me dê sua mão
Eu te levarei para longe

Eu sou uma alma nova,
Eu vim até esse mundo estranho,
esperando que eu pudesse aprender um pouco sobre dar e receber
Mas desde que eu vim para cá,
Senti a alegria e o medo
Percebo que estou cometendo todos os erros possíveis."


23 dezembro 2010

Vem cá para a gente lhe dar um beijo na bochecha e dizer obrigada...

(Meus presentes de Natal e de vocês também! Ângelo e Marina, S. Paulo, dezembro de 2010)


pela companhia e ouvido quando eu queria falar,
pelas idéias quando eu precisava pensar em outros caminhos,
pela alegria nos dias em que o sol faltou,
pelo apoio, pelos elogios, por me ajudarem a querer escrever mais e mais,
pelo afeto real, apesar da distância.

Desejo que você consiga realizar seus desejos mais íntimos em 2011 ou ao menos dar um chute para que eles comecem a acontecer...
Que não tenha medo de se arriscar e que consiga sorrir,
Que não se arrependa de caminhos tomados e não gaste muito tempo lamentando as perdas,
Que consiga ter tempo para si mesmo para que o ano não passe sem ótimas lembranças.

Feliz Natal e um Ano Novo também!

22 dezembro 2010

O Natal de Sonildes


A noite estava quente naquele dezembro e por sorte a sacada do apartamento, onde Sonildes vinha morando, dava para um grande descampado. O vento invadia a sala, os quartos e a cozinha. A cortinda de seda azul dançava ao som da brisa noturna.

Lá em cima a lua não era mais redonda do que a moça. Ambas cheias, iluminadas. Sentada em sua poltrona preferida, Sonildes segurava firmemente uma xícara de chá quente. Sim, ela ainda não havia perdido o hábito adquirido com Suécio, o de segurar firmemente uma xícara e sentir o calor vindo dela, embora o lugar onde vivesse agora não lembrasse em nada os lugares frios onde ela e o loiro gostavam de passear em férias.

Fazia agora algum tempo que Sonildes havia deixado Suécio. Voltara para a mesma cidade onde antes vivera com Brasil, mas pela primeira vez, desde que sua aventura de viver entre dois amores começara, ela não desejara cair nos braços de Brasil.

Sem Suécio e sem Brasil Sonildes seguia meio sem rumo ou conforme os ventos lhe mandavam, tal qual a cortina de seda a sua frente.

No chão rústico de madeira, ao lado do sofá, Sonildes percebeu de novo seu velho baú indiano. Comprado numa viagem à Índia com o ex-ex-amante, era ali que a moça resolvera guardar todos os cartões postais, as cartas (sim! Suécio adorava escrever cartas) ou pequenas lembranças obtidas nos quase quatro anos de relacionamento.

As cartas de Brasil? Não existiam. Brasil não tinha paciência nem para cartas, nem para emails simplesmente porque não levava jeito mesmo para a escrita. "Não sei fazer rodeio para escrever bonito!", dizia ele con seu jeito quase inocente de ser.

Brasil não tinha intimidade com as letras, mas falar ele falava. E muito. Se tinha uma coisa que poderia facilmente descrever Brasil era a fala. Juntos Sonildes nem mesmo precisava se preocupar com o que dizer. Ele falava, ela ouvia. Ele falava, ela sorria. Ele falava, ela fazia caras e bocas de apoio e curiosidade. Brasil parecia amar a companhia de Sonildes e ela de fato amara a companhia dele por longo tempo, mas...

Se a fala era a característica de Brasil, o olhar era a de Suécio. A verdade é que até conhecê-lo Sonildes não havia se dado conta de que alguém poderia também querer fitar-lhe por tanto tempo em silêncio. E ouvir o que tinha a dizer.

Sim. Suécio era ótimo em ouvir e disso era o que mais Sonildes sentia saudade naquela noite quente e solitária. Ela desejava ardentemente falar e ver no rosto alheio um interesse verdadeiro pelo que tinha a dizer. Ela desejava ardentemente uma xícara de chá quente ao redor de uma mesa numa cozinha aconchegante no fim da noite. E por mais que soubesse que o tempo de Suécio havia passado, naquele momento Sonildes gostaria de ser uma pequena molécula e viajar com o vento, sob a lua à procura da companhia de Suécio.

Sim... ela normalmente tinha tal desejo, mas aquela era noite de Natal e era estranho que depois de ter passado metade dos Natais de sua vida na companhia de Brasil e dos amigos que tinham em comum desde a adolescência, depois de pensar que seus Natais seriam sempre regados a muitas risadas, cervejas e berimbaus ela queria o que praticamente numa havia lhe pertencido. Queria um Natal quieto, cheio das luzes de velas que aprendera a amar com Suécio.

Talvez porque ela nem mesmo gostasse de cerveja. Talvez porque os chás viciassem...

Talvez ainda porque estivesse tão redonda e sensível ou provavelmente porque a criança que sentia mexer dentro de si movia calma e tranquilamente, tal como pai.

Então Sonildes fechou devagar os olhos, sentiu a brisa invadir-lhe o peito, repousou as mãos sobre a barriga e fez um pedido em silêncio na sua noite solitária de Natal:

"Eu quero que a cor dos seus olhos não sejam azuis, porque senão a saudade vai me ferir um tanto toda santa vez que sobre você eu colocar meu olhar..."


13 dezembro 2010

Neuras, neuroses, neuróticas!


Adoraria fazer agora uma longa reflexão sobre o comentário que várias de vocês fizeram ao post "O robô do espaço..." no qual elogiam meu joelho e minhas pernas, mas acabei de ter uma idéia brilhante! Ao menos será se vocês me apoiarem!

Pernas? Belos joelhos?

E se eu dissesse, sem medo de parecer infeliz, que tentei editar aquela foto cortando os tais joelhos e pernas elogiadas? Sim! Quando vi as pernocas na foto pensei: "Meu que pernão horrível aparecendo na foto! Parece joelho de Nona!" Não tenho nada contra as Nonas. Apenas me incomodou o fato de eu achar que minha perna já estava parecendo a de uma!

Que fazer? O jeito era cortar! Fazer uma edição. Tentei até, mas aí aproximava demais a cara e as rugas. Estas que me deixam realmente neurótica! Desisti desolada! Ou usava a foto daquele jeito, com joelhom e tudo ou desencanava do post, porque eu só queria se tivesse uma foto minha com Angelinho e Marinacota juntos para ilustrar.

Porobrema era que eu nem tenho tirado fotos por conta das olheiras de cansada e tal...

Então, vencida, derrotada, apareci na foto e tive elogiada as partes que desejei cortar. As mesmas que deixaram outras de vocês com inveja boa.

Não somos todas neuróticas e malucas?
Não temos neuras demais com nossos corpos e aparências?
Não pensamos demais no que os outros vão achar de como estamos aparecendo na foto?

Abaixo a escravatura!

Vou convidar, convocar todas vocês esta semana a um post coletivo sobre o assunto. Que tal escrevermos um post a respeito de como cada uma se vê com relação à beleza e à passagem do tempo?

Eu mesma tenho aqui o rascunho antigo de um post que nunca tive coragem de terminar e publicar, cujo título é "Achei um cabelo branco nas minhas partes íntimas!". Se vocês entrarem no bonde comigo eu prometo que termino o post e publico aqui no Borboleta e ainda publico alguma foto minha muuuito horrorosa.

E você? O que tem medo ou vergonha de esconder de si mesma mais por conta do mundo do que de você mesma? Que verdade você pode nos contar sobre suas neuras, sobre como nos deixamos escravizar por exigências de juventude e beleza que estão acima da realidade ou que nos levam a a desistir de coisas mais valiosas em nós mesmas?

E se tiverem fotos pessoais que possam ilustrar o post, melhor ainda!

Peço o favor de estenderem o convite as suas amigas blogueiras e não blogueiras. Divulguem, por favor!

No final vou colocar aqui o link para todos os posts publicados nos blogs de vocês! Ou, se você quiser escrever e não tiver blog eu publico o texto aqui.

É só me mandar os links ou textos nos comentários ou no email borboletapequeninanasuecia@gmail.com até o dia 24 de dezembro.

E até breve! Suas, suas.... horrorosas!

Somnia Joelhom.

...

update: trocando idéias pensei em prorrogar o prazo e programarmos a blogagem coletiva para 15 de janeiro. Assim todo mundo tem tempo de viajar, curtir festas e recolher as melhores fotos e histórias para a blogagem coletiva. Que acham?

Até lá estou convocando as mui corajosas e os mui corajosos a exporem suas péssimas fotos no facebook. Sem medo de parecer rédiculos!

Duas boas razões para eu me sentir a gostosa da bala chita

Em ordem cronológica:

A primeira...


(Ângelo de guerreiro da água, molhando a molecada do prédio, S. Paulo, novembro de 2010)


e a segunda:

(Marina de "marineira", novembro de 2010)



09 dezembro 2010

"O que você faria se só te restasse um dia?"

(Juliette Binoche e Romain Duris, em cena do filme "Paris", de 2008)

Depois de conseguir dormir 5 horas seguidas com a Marina, ontem consegui me dar ao luxo de ver um filme bom com Renato no fim da noite. "Paris" conta a história de um jovem rapaz que descobre uma doença séria e que tem pouco tempo de vida. Enquanto espera um transplante, cuja garantia de sucesso é pequena ele começa um novo estilo de vida.

Acompanhado de sua irmã, a ótima Juliette Binoche, e de seus sobrinhos, o jovem parisiense passa a ver o mundo e as pessoas a sua volta com novo olhar. Tudo tem um peso diferente agora que o tempo é seu bem mais precioso.

Ao final do filme, eu e meu companheiro nos olhamos com cumplicidade. Os excelentes diálogos e tomadas nos prenderam à história, nos unindo como há algum tempo a correria com mudança e bebê não tem deixado. Para além disso, ficamos cada qual com seus pensamentos profundos.

Fiquei cantarolando mentalmente a música "Último dia" que nos anos 90 eu ouvia na voz de Ney Mato Grosso...

"Meu amor
O que você faria
Se só te restasse um dia?
Se o mundo fosse acabar
Me diz o que você faria..."

Estou até agora pensando na música e no filme e tentando fazer uma listinha do que eu faria, porque quero pensar que eu devo tentar segui-la ainda hoje. Isso porque, no fundo, só nos resta mesmo o dia de hoje e o agora. Não há nenhuma garantia de que acordemos vivos amanhã ou que as pessoas que amamos também.

Na história o personagem Pierre se dá conta de como seus conterrâneos parisienses, moradores de uma das mais belas cidades do mundo, gastam tanto tempo reclamando. Nunca estão satisfeitos e vivem como envolvidos por uma penumbra que cobre o verdadeiro sentido e o porquê das coisas.

Creio que seja algo do ser humano ensimesmar-se quase sempre e deixar passar o que vale a pena. Mesmo aqui no Brasil onde temos fama de ser e parecer sempre felizes o que ouço são só reclamações. Ou porquê está sol demais, ou porquê então choveu ou esfriou de 35 para 25. Reclamamos porque o carro da frente anda devagar demais, porque a fila da padaria está grande, ou porque o garçon não trouxe o adoçante como pedimos. Reclamamos porque o ônibus atrasou un pouco e ficamos com o pé nervosos batendo ao chão. E também porque o companheiro ou companheira não fez exatamente algo como nós faríamos.

Reclamamos por esporte. Reclamamos mesmo sem noção do que fazemos porque entramos num piloto automático.

Eu mesmo faço o mesmo muitas vezes e isso é realmente terrível. Terrivelmente triste.

Numa das cenas finais Pierre reflete consigo mesmo como aquelas pessoas todas pelas ruas são felizes e não sabem... Queria ele ter saúde para escolher que rumo tomar numa rua... para fazer amor mais uma vez...

Eu, se só me restasse um dia, queria fazer um almoço com uma mesa linda e deliciosa para toda a família, ao ar livre, num campo. Comer e rir com todos sem preocupar-me em ir embora. Queria ficar agarradinha nos braços do meu Renato. Dançar com meus filhos ao som de minhas músicas preferidas. Terminar de ler o livro da Gilbert... E andar de balão. Queria ainda tomar caipirinha de frutas vermelhas, deitar no colo de minha mãe e deixar que ela afagasse meus cabelos, tomar banho numa cachoeira e deitar na relva para ver a noite estrelada.

Ao menos isso...

E você? Diz pra gente: "O que você faria se só te restasse um dia?"


05 dezembro 2010

"O robô do espaço mora na espaçonave, você sabia?"

(Ossos do ofício: eles lindos e fofinhos e eu com cara de bolacha mal dormida, Bertioga, dezembro 2010)

E aí, como é que vão todos vocês?

Estava imaginando como começar este post, porque as cento e oitenta e sete vezes em que tentei começá-lo nos últimos dia acabaram em nada e desejei que este não tivesse o mesmo fim...

Hoje fui ouvir uma música para nanar a Marina, Ane Brun, que conheci através de minha amiga blogueira desvirtualizada, também sumida, Camilitas, e meu! deu uma saudade enoooorme de vocês. De ler o que andam fazendo e pensando, de comentar em seus blogs, de receber comentários e trocar idéias.

Acontece que eu ando literalmente no mundo da lua. Meu mundo angeliano marinístico não tem me permitido mais nada. Ângelo e Marina me sugam o dia todo e a noite fica só o bagaço da laranja.
Marina agora está com dois meses e meio, responde às minhas risadas e tenta imitar minhas caretas. É incrível! É delicioso! É exaustivo! Vocês sabem como é não é?

Enquanto ela anda engordando que só e ficando mais interativa - nem sei se posso usar um adjetivo assim para um bebê -, Ângelo me traz altas discussões como a do título deste post.

Ele repetiu umas 15 vezes, para mim na última semana, uma atrás da outra, enquanto eu amamentava sua irmã:

- "Mamãe! sabia? o robô do espaço mora na espaçonave!"
- "Mamãe! sabia? o robô do espaço mora na espaçonave!"
- "Mamãe! sabia? o robô do espaço mora na espaçonave!"

.. e assim foi sucessivamente até eu responder:

- Ah é! Nossa é verdade Ângelo!

Sim! Ele mora, vocês não sabiam?

A conclusão tinha a ver com ele ter visto um pedacinho do filme do robô Wallie, aquele que viaja tentando salvar uma plantinha e correndo atrás de sua amada robôzinha.

Depois de refletirmos sobre o robô do espaço, o Ângelo me pediu para ajudá-lo a plantar uma plantinha ganha numa brincadeira que participou. Plantamos e a arvorezinha já está bonitinha... Prometi que repassaremos para um vasão, assim que nos mudarmos.

Ahn? Por que eu disse "nos mudarmos"? Eu num falei?

Sim! Mudando! Porque com a gente não tem rotina. Cheguei, rodei milhares de ruas e apês, recebi dezenas de pessoas enquanto estava ainda grávida e vendi o apê em que estamos. Vendemos! E agora compramos o outro e temos, sei lá, um mês e meio para nos mudar. Isso porque a mudança do container chegou há três semanas e passei uma e meia tentando organizar a metade.

Para dar uma idéia do que a chegada de um bebê e cuidado com criançada integral faz com a gente, Renato chegou semana passada, olhou ao redor, eu descabelada gingando a Marina e o Ângelo pulando em cima de mim falando qualquer coisa. Então ele me pergunta:

- Pelo jeito você nem tá sabendo o que aconteceu com o Rio?

E eu, em meio ao meu atordoamento do dia, depois de sei lá quantas fraldas trocadas, mamadas e dormidas, imaginei num milésimo de segundo qual era a do meu maridon agora falando de rio... Pensei no rio Piracicaba, no rio Tietê... Nem passou pela cabeça umas notícias que havia ouvido rapidamente no rádio dias antes e então respondi perguntando:

- rio? que rio?

Bom... é uma vergonha? Pois essa tem sido a rotina da Brabulétes e isso responde o porquê de meu sumiço e a falta de posts.

Eu volto em breve ao mundo dos normais. As cólicas já estão dando lugares à inquietação com gengivas, meu sono começa a ser mais longo e loguinho eu deixo de ser um zumbi de peitões!

Beijos nas bochechas de cada uma de vocês! e de cada um de vocês! Se é que eu ainda tenho leitores homens!

Ótimo fim de semana!