21 dezembro 2009

Enquanto isso em Malmoeee....

(Sacada de casa depois da primeira nevasca desse inverno, Malmoe, dezembro de 2009)

Chegamos bem em Sampa e logo no caminho do aeroporto, atraves da feia e pobre marginal Tiete, pensei por que era mesmo que eu ainda pensava que valia a pena voltar a morar por aqui e porque tanta gente pode dizer amar este louco lugar.

E ai o dia seguiu assim: almocamos com a familia, passeamos a pe pelo bairro gostoso onde moravamos, cabeleireiro, conversa com amiga, pastel e caldo de cana. Poucas horas depois eu mesma me lembrava qual era a resposta para a minha pergunta da manha...

Estou emprestando o micro na casa da cunhada agora bem rapidinho para mandar um abraco apertado para voces e para postar essa foto do quintal de minha casa, em Malmo, que minha amiga Xu tirou para mim ontem...

Estamos curtindo demais o calorzao daqui. Estou delirando com o sol azul e poder estar de vestido e descalca o tempo todo, mas eu a-do-ra-ria poder estar pisando nesta neve que esta na minha sacada...

Quem e que disse mesmo que nao da para ter tudo de bom ao mesmo tempo agora (isso e uma pergunta, nao consigo usar acentos e simbolos nesse micro!)

16 dezembro 2009

Tudo, tudo de bom para você que esteve aqui este ano!!!


Ao som da voz de uma norueguesa, cuja música deliciosa conheci através do blog da Camilinha estou aqui tentando terminar de enfiar as últimas peças nas malas. Único detalhe é que enquanto ponho uma, Ângelo tira outra, mas assim vamos... Ainda me falta muita coisa, sem contar na zona que se transformou a casa nesses dias.

Sem pensar muito nesse lado prático chato eu estou mesmo é super ansiosa para chegar. Quero ver a família logo ali no aeroporto e abraçar todo mundo, embora eu ache que minha mãezinha não conseguirá aparecer por lá e o abraço tem que ser adiado mais uns dias.

Ontem começou a nevar forte e agora a neve e é levada pelo forte vento lá fora. Incrível como sempre é maravilhoso ver a neve caindo... Ano passado nevou muito no dia que fomos e hoje dizem que começará uma grande nevasca por aqui.

Em momentos assim a vida toda parece perfeita! E provavelmente ela seja mesmo! A gente pensa em quem ama, pensa em encontrá-los e fica feliz por saber que ainda estão todos lá e bem, mesmo os avózinhos e avózinhas que estão mais velhos.

Essa é sempre a parte mais difícil de se viver longe... você não sabe, não tem garantia de que quando voltará de novo todos estarão por lá e tudo estará como antes... Algumas coisas boas não mudam, como o jeito cheio de amor como minha mãe me olha e me abraça, ou mesmo as coisas ruins, como o cheiro da marginal que me conduz do aeroporto até em casa.



O sentimento que antes era muito ambíguo agora já não é mais. Sinto que aqui é minha casa, mas aí também é. Pelo menos por enquanto tenho dois lugares que amo e nos quais me sinto no "lar doce lar".

Este blog não ficará abandonado. Não tenho internet em meu apê em Sampa, mas posso usar na casa dos parentes de vez em quando para dar alguma notícia e falar de feelings dessa experiência do reencontro. Posso visitar vocês talvez rapidinho. Penso só que essa coisa de blog parece meio ingrata. Uns dois dias sem postar significa metade do pessoal passando por aqui e não importa se temos 500 posts escritos. A verdade é que o blog é pro já e posts antigos quase não aparecem. Talvez eu possa postar de novo alguns bem antigos que eu tenha gostado muito.

Por hora, peço desculpas para meus leitores queridos que enviaram suas fotos. Ainda ontem perdi o sono pensando: "não terminei!" "não escrevi o post!", mas cansei de prometer para amanhã e não fazer. Farei, mas não vou fazer promessa para mim mesma e para me sentir tão culpada depois.




O post está maior que o esperado e vou encerrar desejando que vocês tenham encontros e reencontros muito bons e emocionantes esse fim de ano. É bom aproveitar os momentos convencionais para dar aquele abraço em quem a gente ama, mas não se sente a vontade para demonstrações de carinho... Escrever um cartão e confessar amores e culpas, escolher um presente que simbolize mais o amor do que o que você pode comprar, repensar os porquês de sua felicidade não poder ter sido completa o ano que passou e pensar se há algo que está mais em seu poder do que no do outro... E mudar...

A mudança nos faz melhor, faz sentir que não empacamos numa verdade só e que somos os únicos certos, os únicos que sofrem, as únicas vítimas, os únicos ocupados, os únicos que amam... Sair de si e olhar o outro eu creio que seja uma das atitudes mais maduras que podemos exercer na vida.

Obrigado pelas visitas. Obrigado pelo apoio em cada momento aqui. Obrigado por me fazer até acreditar que o que escrevo serve mais do que para mim mesma e obrigado por eu aprender com vocês. Aprendi quando visitei seus posts, aprendi quando recebi comentários...

Obrigado e Bom Natal, Ótimo início de Ano Novo! E que em 2010 a gente se encontre muito mais!

Beijos meus, do Renato e do Ângelo.

...

ps: não tenho tempo de corrigir o post agora... perdoem possíveis erros e idéias truncadas...


15 dezembro 2009

Glögg, pepparkakor e Santa Luzia: os vários Natais suecos do mesmo dezembro

(Kenth, o Papai Noel metade sueco, metade brasileiro, assustador de criancinhas, nossa festa de Natal em casa, Malmö, dezembro de 2009)

Sexta-feira passada, enquanto o Renato celebrava com o pessoal do trabalho o fim do ano, eu recebi em casa dois casais de amigos. Um francês, Jocelyn, namorado da sueca Maria e os dois já conhecidos Gus e Xu. Além de nós, o cheio de cachos, Ângelo.

Me dei conta então que aquele era mais um dos muitos encontros que já tivemos esse mês de dezembro por conta do Natal. Não se trata apenas do nosso famoso amigo secreto. Aliás não é nem comum a brincadeira nessas reuniões.

Comum mesmo é tomar uma bebida típica deliciosa e quentinha, o glögg, que vende mais que água e que parece dar um certo trabalho para se preparar. Disse minha amiga Paulina, uma sueca que nos preparou outras dessas reuniões pré natalinas no domingo, acompanhada de um glögg que ela havia preparado ano passado com sua irmã. A receita que leva de batata e pimenta à canela, passas e vodka é o que não pode faltar em qualquer celebração que antecipe o Natal por aqui.

Normalmente, toma-se a bebida como aperitivo e só aí começa-se a comer toda a mesa de frios, peixes crus em conserva ou batatas, salsichas e almôndegas.

(Nina, a sueca derretida e de voz maravilhosa, cantando uma canção típica de Natal para a gente, nossa festa de Natal em casa, Malmö, dezembro de 2009)

Aliás, ingredientes parecidos como canela, cravo, pimenta é o que também vai numa bolachinha típica tradicional dessa época, a pepparkakor (receita aqui) que também acrescenta gengibre. É tradição que as famílias ensinem as crianças a fazerem suas peppakakor, assim como o pãozinho de Santa Lucia, as almôndegas e outras comidinhas do Natal. Leia um pouco mais com a Denise, que também viveu por aqui e presenciou as mesmas festanças e comilanças e também nesse site bem bacana.

(Ângelo em meio a molecadinha da escolinha. Com frio nas mãos não há brasileirinho que cante a música da Santa Luzia direito!, Malmö, dezembro de 2009)

O clima dessas celebrações é simplesmente delicioso. E há as cantorias, como a da Santa Luzia (que em sueco escreve-se Lucia, e lê-se Lucíía), nas quais a criançada se veste de Luzia, anjos, Papai Noel ou de Pepparkakor, que tem inspiração em histórias infantis.

Na escolinha do Ângelo os pais foram convidados, há duas semanas, a uma tarde com comilança e preparação de cartões de Natal. Eu, Ângelo e todos seus amigos e pais deles usamos purpurina, canetinhas, adesivos de Natal e preparamos os cartões que agora estão na nossa árvore de Natal em casa.

Sexta passada foi o dia da cantoria de Natal e o brasileirinho Ângelo que "se apresentou" em cima do sofá para mim, me pedindo para dizer "Bravo!", sucumbiu ao frio e ficou de muito mau humor no páteo da escola. Não era para menos! Três graus e na correria as "tias" suequíssimas não conseguiram pôr as luvas da molecada a tempo.


(Eu, Ângelo, Nikol e Iven concentrados no Tönten e sua thurma, Eslöv,, dezembro de 2009)

O Natal é por aqui, como em muitos outros países da Europa, a celebração da família. E mesmo a família do menino Jesus, sua mãe Maria e seu pai José foram tema de uma festa com almoço que nós três fomos com nossos amigos alemães (Nikol, de barriga de 5 meses, Nik e Iven) num restaurante, com cara de casa de fazenda, que celebra o Natal de forma típica há 39 anos. Se quiser conferir, tem um vídeo do Renato nesse link.

(A Luzia da festa do Restaurante e seus ajudantes, Malmö, dezembro de 2009)

Com uns cantores velhinhos linnndos, tocando sanfona e flauta, a gente dançou, cantou, bateu palmas, comeu e se sentiu total num clima de Natal Escandinavo. Em meio às festas, presentes, danças e cantorias, a Mamãe Noel, mulher do Papai Noel (Tönten, que se diz "Tommtem", em sueco e cujo nome foi motivo de piada do Renato, claro! já que Tönten lembra...) disse o seguinte:

- Estava todo mundo esperando a chegada do Tönten, mas não é sobre o Tönten que o Natal trata. É sobre Jesus, um menino que nasceu...

(Os dois velhinhos suecos simpáticos que me pediram para escolher uma música e não pararam de falar do Brasil comigo depois, Eslöv, dezembro de 2009)


A Suécia não é um pais religioso. A maior parte de sua população ou é atéia ou se afirma protestante. As igrejas ainda mantém a mesma decoração da época católica, antes da Reforma, mas o suecos adoram manter as celebrações típicas que relembram alguma história do Cristianismo. Todos eles adoram dizer que os suecos típicos vão três vezes à Igreja: quando são batizados, quando se casam e quando morrem, já que quase 90% dos velórios são feitos nas Igrejas.

É verdade que pouca gente é frequentadora de missas e celebrações, mas nessa época, como no Brasil, é comum alguns irem buscar algumas energias e alegrias para o ano que virá. O que me pareceu é que se eles não ligam muito para seguir as normas religiosas eles adoram aproveitar as festas todas e os feriados que a Igreja um dia instituiu.

(Papai Noel sueco é prático, jovem e sem frufru: o Tönten de óculos que cantava e fazia teatro do restaurante, Eslöv, dezembro de 2009)

(Presentes típico para as crianças: o calendário de dezembro em que cada portinha do dia abre um chocolatinho, Eslöv, dezembro de 2009)

Eu agora entendi porque minha amiga Lilás disse num comentário que ainda nem começou a pensar no Natal. Eu celebrarei o Natal no Brasil com minha família e a família do Re no nosso apê no Brasil. Estar com eles é o mais importante pra gente. E me lembro que celebrar na Igreja, quando eu era carola moderninha, era algo sempre renovador também, incluindo o tempo todo do Advento que eu adorava.

Advento significa para os cristãos o tempo de preparação espiritual para o Natal e aqui significa mais ou menos o mesmo, mas com uma prática um tanto diferente. A alegria da Noite do Natal se espalha pelo dezembro inteiro, inclusive porque oficialmente o Natal na Escandinávia começou sábado, dia 13 de dezembro e vai até a Noite do dia 25.

A dica de Madame Sônia é que você tente começar a comemoração do Natal antes. Pegue as receitinhas dadas neste post, convide uns amigos chegados, cante, dance e beba à moda sueca. O Natal fica muito mais divertido que sendo em um dia só e todo o trabalho de correr para lojas em busca de presentes, enfeitar casa e se preparar para a festa acaba rendendo mais alegria do que o que normante rende! Embora, claro, possa render umas gramas a mais também!


(E come e come e come... mesa do restaurante e só o início da festa, Eslöv, dezembro de 2009)


14 dezembro 2009

"Sigam-me os bons!"


Faltam exatos 7 minutos para meia noite e apenas mais um dia para que eu embarque junto com os meus dois para o Brasil.

Então eu deveria ter ido dormir, mas como, depois de vir morar aqui, eu já acho que Natal sem neve não tem graça nenhuma, assim como blog sem comentário e sem resposta aos leitores também não, então aqui vai alguns recados rápidos, já que eu preciso mesmo ir tentar dormir para o dia longo que virá:

1. Respondi os comentários supimpas que vocês fizeram nos últimos posts...

Eu ainda não consegui responder os comentários recentes do post "Nove porteiras" que está no concurso, embora eu tenha ficado super mega feliz com o que vcs escreveram.

Ainda falta responder uns posts que eu gostei muito de fazer e que estão aí abaixo, e cujos comentários foram muuuito lindos e bons. Não consegui, mas ainda tentarei.

2. Passaremos quase um mês e meio na terrinha e vê se vocês pedem para pararem a chuva aí. Tomei chuva aqui os dois meses que passaram inteiros e não aguento mais cinza e chuva. Eu tô precisada de sol, céu azul e calor! Please!!! rs...

3. Obrigada, do fundo do coração mesmo, a todo mundo que votou no meu post lá no blog da Lola. Obrigada por quem também está incentivando o concurso de alguma forma.

A votação e o concurso se encerram no fim do mês, então, se você não passou por lá ainda há tempo. Eu já conferi que há textos muito bons por lá e já fiz "amizade" com uma molerada danada autora dos textos... apesar de eu também não ter dado conta de ler tudo ainda. Apreciem! Sem contar o que vocês ganham conhecendo o pessoal também é um jeito de fazer-se presente na blogosfera.

Bom! Não esqueçam do concurso! Eu vou partir, mas não partam meu coração! ó que brega!!!!

4. Ah! Por último ainda farei outro post de despedida para o Natal, mas infelizmente não está dando tempo de visitar o canto de vocês! Por outro lado, consegui resolver quase tudo por aqui, fechando o ciclo de 2009... É a primeira vez que estou realmente organizada e com as malas quase prontas! eu não procrastinei! oba!

5. Agora um beijo de boa noite! Puss-puss! (acabo de ouvir o Ângelo chorar na cama, sonhando, e chamando por mim no sonho... Engraçado a gente ser a figura central da vida de alguém tão pequenininho.... Fui!)



09 dezembro 2009

Update: sobre os outros blogs e o 2010 da Borboleta

(Eu, na casa da amiga Flávia, num dos trabalhos que "estava fazendo", no gerúndio infinito deste ano, mas que não terminei por conta da falta de tempo... muitos projetos para 2010...)

Pessoal,

Divulguei há pouco tempo o endereço de dois outros blogs meus, mas senti a necessidade de mudar endereço, cara e tudo o mais, depois do workshop que dei e depois de mais uma pessoa me pedir umas pinturas para comprar.

A idéia desse fim de ano, depois de encerrar o curso do SFI (suecos para estrangeiros) que eu estava fazendo e me virar com a língua é de me dedicar ano que vem a aperfeiçoar meu inglês, que eu vi que dá para o gasto, mas que precisa de uns toques para dar os workshop que pretendo. Ensinar é fichinha para mim, mas em português. Em inglês eu ainda patino e, embora eu saiba que domino o assunto, as palavras que digo precisam confirmar isso.

Aprender sueco foi fantástico! Sinto que o aprendizado da língua local me faz entender melhor o que vivo, as pessoas que conheço e é essencial em alguns casos, como ontem quando tive uma reunião na escolinha do Ângelo com a professora e entendi uns 98% do que ela falou, além de poder perguntar, questionar etc. Nas escolinhas (ao menos na que vou) elas fazem questão de não falar inglês com a gente, embora elas saibam. A verdade é que muitas entendem o inglês, mas não se sentem fluentes, daí que você pergunta e elas respondem em sueco. Tive a impressão que elas meio que forçam para que eu fale a língua que meu filho fala na escola... esse foi meu julgamento. Por essas razões todas, vou continuar o sueco num nível avançado, mas apenas durante duas horas por semana e não mais 4 horas todos os dias como fiz este ano.

Além disso, vou abrir aquela empresa no meu nome o que torna a coisa um pouco mais séria e viável. Quero continuar o curso de cerâmica que adorei e que me ajuda a pensar a arte em outras esferas e pintar... pintar e, aí, tentar vender. Não há como vender telas se não me dedico horas pintando.

Então, meu novo blog, onde pretendo incluir apenas os trabalhos e deixar para contato é:

painting and decoration

Exclui dois outros e mantive aquele de fotos, atualizei a apresentação e as imagens. Nele, pretendo manter as paisagens mais marcantes de cada canto que passamos. Não está em ordem cronólogica. Vou inserindo conforme me lembro da foto, inclusive porque temos um arquivo de umas 8 mil fotos aqui.

Se quiserem viajar com a gente visitem:



Sejam sempre bem vindos em qualquer um desses meus cantos.
Ah! inseri os links no alto do canto direito do blog para ajudar na localização, quando tiverem a fim de conferir o que rola por lá.

08 dezembro 2009

A Maternidade no terceiro concurso de blogueiras da Lola: leia e vote!

Do concurso:

Lembram daquele terceiro concurso de blogueiras da Lola do qual falei há um tempo atrás e incentivei vocês a participarem?

Acaba de sair uma lista fresquinha com 25 posts de diferentes blogs que minha amiga* Lolíssima selecionou entre outros mais. Todos eles tem a Maternidade como tema e os assuntos variam muito. Nem todos foram escritos por mulheres mães e os textos são suaves e bem humorados, julgo eu a ler apenas os títulos.

A idéia da autora do blog é incentivar que mais pessoas conheçam o conteúdo de blogs legais escritos por mulheres e provar que, apesar da fama que só os blogs masculinos têm, os femininos não deixam a desejar.

Ao meu ver o concurso também tem o super mérito de dar uma injeção de ânimo na gente, já que ao divulgar o post mais pessoas acabam lendo nosso texto e acabam trocando idéia sobre o que escrevemos. O concurso também ajuda a divulgar os blogs incritos e cria um intercâmbio de idéias muito frutífero. Fato é que com os últimos concursos (o primeiro foi tema livre e o segundo sobre Feminismo) eu entrei em contato com outros blogs e mulheres e passei a fazer parte o conhecer melhor o universo delas e o meu.

Para ler os textos desse visite esse link aqui e vote no canto direito do blog da Lola.


Das participantes:

Entre as vinte e cinco blogueiras está minha amiga* Lu, com o polêmico texto "Filhos, tê-los ou não tê-los", o qual fui eu mesma quem indicou para o concurso. Infelizmente ficou em cima para eu indicar o textão da Lilás sobre sua in-experiência com a Maternidade que ela descreveu no "Uma foto, mil lembranças: a jovem Beth Q.".

Também entre os posts está aquele meu "Nove porteiras: o longo caminho até o paraíso das mães", que escrevi em setembro desse ano.

O que eu realmente peço a vocês é que não votem na Borboleta só porque são minhas amigas e visitadoras do meu humirrde blog ou por conta da cor dos meus lindos olhos. É claro que ganhar voto e ganhar concurso é bom demais, mas é legal saber que quem votou leu outros textos e que comparou para votar, não é?

Sendo assim, vale a pena tentar ler o maior número possível de posts e votar naquele que realmente nos marca mais, sendo ele ou não da Borboleta ou da Luluzinha.

Sintam-se livres para votar em qualquer uma, embora, claro, você deva saber que corre o risco de ser riscado do meu caderninho... para sempre... rs...


Dos ganhos e da divulgação:

Você também está convidada e convidado a divulgar o concurso se quiser. Pode inclusive colar o selinho que tá aí em cima que foi "moá", euzinha mesmo, quem fez. Não julguem a qualidade do meu texto por essa minha obra de arte aí... rs... Eu adorei fazer o selinho... fiz a pedido e incentivo da Lola num exercício de liberdade.

Minha idéia foi destacar a figura da mãe com sua criança, claro, como qualquer imagem sobre o assunto acabe pedindo, mas ao colocar o tema Maternidade escrito em muitas diferentes cores e tamanhos eu quis destacar a variedade e a complexidade de sentimentos e pensamentos que envolvem o tema.


Da "viagem na maionese" no selinho:

Se você fizer uma análise um pouco mais complexa desse selinho vai ver que a mamãezinha não está com aquele ar sublime retratado nas pinturas renascentistas. Nem tampouco está apenas feliz da vida, com cara de que é a mulher mais sortuda do mundo. Ela tem (assim desejava a super artista que a compôs) um ar meio de interrogação. Não dá para ter muuuita certeza do que ela sente.

- "O que eu faço com essa criatura agora?", talvez tenha pensado ela.
- "Maternidade é ótimo, mas..."
- "Eu sempre sonhei em ser mãe, mas agora que sou como devo mesmo me sentir?
- "Eu não sou mesmo a pessoa mais sortuda do mundo? Sou não é?"

Não tenho intenção de que todo mundo "leia" o selinho assim, mas foi assim que imaginei quando fiz o deseinho.

Dessa vez vai todo mundo ler os textos e votar, inclusive aquele rapazinho chamado Renato, sabem? marido da Somnia que não votou no primeiro concurso? Então... até ele! Só falta vocês!

"Enjoyem"! Esse é mais novo verbo do dicionário somnístico.

...

* Hoje eu estava falando com minha colega Belinda, uma africana super simpática e inteligente, que me contou ter um blog, mas que fica desanimada com o pequeno número de comentários. Aí eu emendei e disse em sueco, toda metida:

- Eu tenho uma amiga que tem uns 1.000 visitantes por dia e deve ter uma porcentagem de 5 a 6% de comentadores..., comentei pensando no blog da Lola.

Daí eu pensei comigo: deixa a Lola saber disso! De que eu sou a maior amiga que ela tem na Suécia! rs... A verdade é que essa intimidade, esse carinho que a gente cria por pessoas que nunca vemos vem da forma como nos identificamos não só com seu jeito de pensar, mas de escrever. A escrita tem um poder que só... Então eu me sinto amiga dela e de você e daquele e daquela outra também que sempre me escreve... entende?

06 dezembro 2009

Na Suécia também não tem... branco no Reveillon


Se você é brasileiro ou brasileira conhece, com certeza, a tradição da roupa branca na virada de todo ano novo no nosso país. Diz a lenda que o uso da roupa branca atrai boas energias. A claridade e a luz provindas do branco sempre remetem à paz, harmonia, pureza etc e, apesar de ser um costume tomado por brasileiros de todas as religiões, a raíz dele está na cultura e na religião dos negros africanos que também colonizaram o Brasil. 

Eu, obviamente como boa brasileira, sempre soube que se não fosse de branco eu deveria ao menos escolher uma cor super alto astral ou de sorte, como o amarelo. Ou pôr umas calcinhas novas, também de cores "boas" para garantir um sucessinho. Eu normalmente passo reveillon em alguma praia então eu só tenho na memória gente vestida de branco, amarelo e, no máximo, um azulzinho. Ninguém quer atrair maus fluídos e entrar com o pé esquerdo no primeiro dia do Ano Novo. Ou quer?

Bom, se você estiver cansado dessa tradição e opressão do branco sobre você eu tenho uma sugestão escandinava para lhe dar: faça como os suecos, passe o reveillon de preto.

Simmmm! De preto. Você ouviu direitinho. Não é uma tradição tão forte quanto o branco no Brasil, mas preto é a cor mais usada na virada do ano dos suecos o que me faz crer que ou os caras estão sempre entrando o ano que se inicia com o pézão esquerdo inteiro na jaca ou os mau agouros não pegam em suecos. Ou, provavelmente o negócio do branco não passa mesmo de superstição boba. Vai ver, ainda, só vale em solo brasileiro. 

Não posso afirmar nada disso com certeza, mas posso afirmar que as lojas aqui estão, como todo dezembro, abarrotadas de vestido de festa e roupitias pretas. Muitos véus nas saias, muito tule preto, muito tudo preto! O preto é a cor do inverno. É também a cor da elegância. Imagino eu.

Eu não sou adenda das supertições, mas eu ainda preciso me suecar mais para conseguir vestir preto no reveillon no Brasil. Por outro lado, eu entendo uma coisa: até dá para passar o reveillon aqui, por exemplo, onde em minha cidade o dia começa lá pelas 9:30 da manhã, sem sol, sem céu azul, só cinza e está completamente noite as 15:30 da tarde. Dá para compreender que ninguém va sair de brancoradianteazulanil na rua! Deve cegar quem passa! 

A explicação que eu tirei do âmago do meu ser brasileira-filósofa-artista-meio pancada da cabeça seria:


(Coleção Black Dolce & Gabbana, 2009)

Os suecos, ou talvez os escandinavos e europeus (me conte quem sabe mais) praticamente só usam tons escuros no inverno, com predominância total do preto. Inclusive é muito fácil quase atropelar alguém porque na escuridão há sempre uma multidão a pé ou de bike, num casaco preto. Há alguns que optam por cinza, às vezes marron e bege, mas são minoria. Para dias mais festivos pode haver um roxo, lilás escuro, mas a criatividade não vai muito longe. Preto é o que todo mundo usa por cima e por baixo. Tem a ver com praticidade, já me disseram. Tem a ver com o preto cansar menos que outra cor de roupa, já que usamos casacos de inverno por uns 6 meses e tem a ver com o astral. E tem a ver, como afirmou uma amiga brasileira que vive aqui há cinco anos e desde então adota o preto no inverno, com não aparecer a sugeira.

Preto é a cor do inverno ao passo que branco é a cor do verão. E reveillon na Suécia, é bom lembrar, além de frio também está entre os dias mais escuros do ano. Então o preto não é sair muito da rotina. Apenas se escolhe um modelito mais arrumadinho. Eu acho. As outras cores todas são para a Primavera e também para os dias quentes. 

Sendo assim, algumas das dicas de Madame Somnia para você que está precisando de mais dinheiro, que quer encontrar o seu grande amor ou que quer ser mais bem sucedido no trabalho em 2010 são os seguintes: 

- se precisa encontrar um novo amor: viage para a Suécia no Natal e use branco no reveillon. Com certeza todo mundo vai notar que você não é daqui, que é de país tropical e vai te arrumar logo uma sueca ou um sueco solteiro. Se você é homem use um modelito com ares de capoeira, as suecas ficam caidinhas por esse look descontraído dos morenos brasileiros. Se você é do sexo feminino, use vestido coladinho com salto. Aquele tipo que a gente nem usa muito mais por aí, com elanca (sabe o que é?) porque os homens daqui estão acostumados a ver as suecas só em vestidos balonetes que não marcam o corpo. 

- se precisa de mais dinheiro: fique no Brasil mesmo e vá para uma praia conhecida e cheia de turistas. Vista branco e fique disfarçado no meio de todos. Não desgrude os olhos do chão. Poderá acontecer de que algum estrangeiro que tenha ido sem carteira com medo de ser assaltado e que tenha colocado o dinheiro preso na calcinha ou na cueca preta, perca a grana na praia. Ele ou ela será o azarado, mas você pode começar o ano com o pé direito se o tamanho do azar dele for muito grande.

- se deseja que as coisas mudem no emprego: faça um curso de sueco pela internet, leia o blog da Borboleta Somnia com frequência e tente fazer uma piadinha "an passan" no meio de uma reunião onde seu chefe, por exemplo, esteja discutindo como atingir as metas da empresa para 2010: "Podemos todos usar preto no reveillon como os suecos fazem: assim damos aquela valorizada no PIB, ganhamos consumidores e pegamos todas as loiras do pedaço! ".  E aí faça aquela cara de ó! que engraçado e contagie os colegas. Se não for despedido, sendo obrigado mesmo a arranjar outro emprego e finalmente mudar de vida, você pode até conseguir um bônus maior de Natal, caso conte com um chefe "non sense" que adore piadinhas sem graça ou que ache que tudo que venha dos estrangeiro é bom.

Reveillon de Branco é para quem pode e de preto para quem precisa esperar 6 meses para o início do verão e da temporada do branco. 
 
E você? Vai passar o seu Ano Novo em que cor? Hemmmm?

04 dezembro 2009

Uma foto, mil lembranças: Natal no Haiti e em Penedo, mais dois relatos cheios de emoção

(Camila Castro em seu inesquecível Natal no Haiti, Caribe, 2005)

Bom dia!

Aqui o dia é sem exceção cinza e não tem nada de bonito nele. O que haverá de colorido amanhã será nossa festa de Natal, aqui em casa, com parte dos queridos amigos que fizemos aqui.

Celebraremos com comida, bebida, cantoria, conversa em vários idiomas. O Natal antecipado tem cara de amizade e companheirismo para mim nesse dia.

E é exatamente sobre o Natal e o que o envolve que duas outras queridas blogueiras escreveram sobre "Uma foto, mil lembranças".


(Milla Viegas no Natal fora de hora mais marcante de sua vida, Penedo, Rio de Janeiro, 2007)

A Milla Viegas, no post "Nossa viagem a Penedo", fala de um Natal fora de hora que realizou o sonho de seu pequeno filho e fez ela e marido guardarem a experiência para sempre. Em Penedo, no Rio, Milla conta das lembranças que sua foto lhe traz e deixa a gente cheio de querer estar em família.

Já a Camilinha, minha amiga que mora nas Noruegas e já teve experiências milhares em viagens a bordo de grandes navios pelo mundo, fala de seus Natal no Caribe, longe da família e seu relato a partir da foto tirada no Haiti, junto à crianças muito pobres, dá um arrepio na espinha de ler. É um relato amoroso e verdadeiro.

As duas coincidentemente trouxeram o Natal como tema e eu convido vocês a irem lá nos blogs delas conferir o texto completo. São lindos!

E quem ainda quiser escrever seja bem vindo!
Se quiser e não tiver blog manda para meu email: borboletapequeninanasuecia@blogspot.com

03 dezembro 2009

Uma foto, mil lembranças: A jovem Beth Q.

(Beth Lilás, em foto tirada no Rio, as 32 anos de idade)

O texto que segue é da querida amiga Beth Lilás, a qual muitos de vocês conhecem não só pelos carinhosos comentários aqui, mas pelo blog dela, Suprema Mãe Gaia. Ela, como a Fer, também comprou minha idéia do "Uma foto, mil lembranças" e escreveu esse texto sincero e emocionante e me mandou hoje de presente. Apreciem e dêem pitaco...


"Estão vendo esta moça de lábios carnudos aí em cima, sou eu, aos 32 anos, num dos intervalos de amamentação, logo após o nascimento de meu filho Daniel Ely em janeiro de 1985.

Pois é, tive filho aos 32 anos de idade, dois anos após ter me casado, pois queria curtir um intervalo de tempo com meu marido, interagir, conhecer melhor, saber como é que é quando a gente junta as escovas de dentes para sempre até que a morte nos separe.

Naqueles tempos, eu ainda trabalhava fora e fui assim até meu bebê completar 8 meses e meio na barriga, só parando quando ele nasceu para entregar-me de corpo e alma neste projeto lindo e sublime de ser mãe.

E sabem, eu não fui criada nem direcionada para o casamento e nem para ser mãe, mas sim para estudar e trabalhar fora, ser uma mulher independente , coisa que minha mãe não teve oportunidade nem tempo, logo vieram os filhos e o trabalho de casa que absorveu-a durante toda a vida.

Mas, voltando à foto, a esta imagem de moça que vocês estão vendo e que eu não via, não achava nada legal, estava à beira de uma depressão, mesmo ouvindo do marido e dos amigos que não aparentava ter aquela idade e que eu estava ótima, não adiantava, nada disso me convencia, porque lá dentro da minha cabecinha eu me achava velha, principalmente por ter tido um filho naquela idade toda – 32 anos – imaginem só! Talvez um ranço que ficara na minha memória daqueles tempos em que mulher que não se casava até os 20 e poucos virava titia e parir então com mais de 30 era impossível, perigoso, podendo gerar filhos com problemas mentais.

No dia em que meu marido fez esta foto eu estava meio sonolenta, nem queria ser fotografada, lembro-me bem, porque o Daniel não dormia a noite toda, sempre chorando de fome e eu não fazia outra coisa na vida a não ser pensar em alimentá-lo e fazê-lo ficar satisfeito, consequentemente engordá-lo que era o meu maior sonho, já que tinha uma vizinha no apartamento ao lado que havia tido neném quase na mesma data que eu e o dela, só engordava e dormia como um porquinho feliz e rosado.

Então, eu vivia chorando junto com meu filho e naqueles idos não tinha esse monte de dicas dadas pela TV ou por revistas, como é o caso da tal Encantadora de Bêbes que tem pela televisão e por livro, facilitando a vida das jovens mamães hoje em dia.

Para completar esse estado de ansiedade e canseira, meu marido havia recebido um convite super interessante e vantajoso para trabalhar em outra cidade e a gente tinha comprado um apartamento novinho e mobiliado com carinho, tudo bonitinho, escolhido a dedo e teria que deixar tudo isso. Mas, tínhamos que seguir o que o futuro prometia e que, na verdade, era promissor. Afinal, era a idade das realizações e não se deve desperdiçar esse tempo.

Só que ele foi antes e ficou uns três meses indo e vindo nos finais de semana, até achar um outro imóvel para levar a nós dois, sua pequena grande família. Nesse ínterim, ficava com o filhote durante a semana e não dormia direito, sempre nas tentativas de todas as maneiras de amamentá-lo com saciedade, mas não sei se por causa desta minha ansiedade toda, da mudança em nossas vidas, dos palpites que ouvia de um lado e de outro da família me atazanando, tanto para enfiar logo uma mamadeira bem cheia no biquinho dele ou então que eu não desanimasse e continuasse com o peito, pois era a melhor forma de se alimentar um bebê. Era pitaco demais na minha vida!

Enfim, o que me resgatou disso tudo e, parece incrível, resultando na solução imediata para este e outros probleminhas, foi a nossa ida para a tal nova cidade, longe de tudo e de todos, onde fomos então uma família, - papai, mamãe e filhinho – ficando assim mais unidos, desfrutando do prazer de morar numa cidade pequena e em crescimento, tranqüila, onde fizemos novos e bons amigos que até hoje nos relacionamos. Desse modo, pudemos fazer do nosso casamento um relacionamento sólido e amoroso, tudo o que uma mulher sonha, mesmo involuntariamente.

Hoje, olhando esta foto que achei no baú de fotografias em Petrópolis, vejo que eu era tão jovenzinha, que tinha ainda tanta vida e era saudável e que não fosse minha burrice e medo de engravidar novamente, poderia ter tido mais um ou dois filhos até, já que meu casamento só foi progredindo, tanto financeiramente quanto em amor. Eu não sabia que teria ao meu lado alguém tão querido, tão precioso, tão cuidador, amigo e amante nestes 26 anos de casados.

Escrevo para incentivar a você que me lê e ainda não se decidiu a ter um filho, talvez por se achar velha quanto eu me achava, nada disso! Muitas mulheres atualmente têm seus filhos a partir de mais de 30 anos, algumas até com 40 e poucos, priorizando o trabalho e suas realizações profissionais e, claro, tudo isso foi a partir de um processo de desenvolvimento técnico da Medicina, com bons exames e análises que propiciam mais segurança para as mulheres realizarem este maravilhoso sonho. Procure seu médico e exponha suas ansiedades e sonhos neste sentido.

Boba eu, né! E diz aí, eu tinha a boca mais bonita do que a Angelina Jolie, não acham?

por
Beth Q. – bebedora de mate gelado com limão e colaboradora deste site"

02 dezembro 2009

"Porque és o avesso do avesso do avesso do avesso..."

(Quando eu assobio eu também chupo cana. Festinha da Gigi e encontro com amigos no fim de semana retrasado, só para não perder o costume... Malmö, novembro de 2009)

No meio da minha pouco pacata vidinha na Suécia eu ando ultimamente apenas com uma música na cabeca:

"Alguma coisa acontece no meu coração...
Que só quando cruzo a Ipiranga com a Avenida São João..."

Eu fico cantarolando Caetano o tempo todo porque falta bem pouco para eu ticar quase tudo que me restava fazer e começar a fazer as malas. Daqui duas semanas estarei pousando na cidade mais controversa por onde morei até hoje.

E isso tem me deixado super ansiosa. Desejo de ver todo mundo de novo... apertar forte cada um dos meus e rir com quem gosto depois... Sentir o calor na pele e pregar o olho no céu azul celeste.

Ticados:

Já passei na prova nacional do inglês. Dei o workshop que foi bem, obrigada!
Antes de ontem fiz a prova nacional do sueco e vou saber o resultado amanhã. Devo ter passado, então não tô nervosa.
Hoje encerrei o curso de cerâmica.

Para ticar:

Amanhã vou fazer um de decoração de Natal.
Aí só falta visitar mais umas escolinhas para ver para onde Ângelo vai ano que vem. E acertar umas encomendas artísticas aqui.
Escrever os últimos trabalhos do curso. Ir às aulas até a véspera de ir para o Brasil.
Responder os comentários dos últimos posts aí atrás e escrever uns 13 posts que não desgrudam da minha cabeça.
Terminar preparativos para festa do Natal que terá sábado aqui.
Comprar presentinhos.
Fazer as malitas.
E... oj!

Bom... aí será a Ipiranga, a São João, a Paulista e tantas outras avenidas da minha avessa São Paulo que vão tocar o meu coração.

E pode ir preparando a feijoada aí Brasil que logo a Somnia tá chegando!